quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

85ª corrida internacional de São Silvestre

James Kipsang vence e Brasil fica fora do pódio mais uma vez A decepção do de 2008 se repetiu em 2009. Pelo segundo ano consecutivo, o Brasil sequer chegou ao pódio da corrida internacional de São Silvestre. Com grande facilidade, os corredores quenianos cumpriram o prometido e dominaram a 85ª edição da disputa, faturando as três primeiras colocações. Campeão em 2008, James Kipsang se desgarrou dos demais competidores pouco após da Avenida Rio Branco e venceu com 44min40s, três segundos melhor que no ano passado. Ele é o primeiro atleta a conquistar dois títulos consecutivos desde o pentacampeão Paul Tergat, que venceu três vezes na sequência em 1998, 1999 e 2000. A segunda colocação ficou com o atual campeão da maratona de São Paulo, Elias Chelimo, que foi seguido por Robert Cheruyot, tricampeão da São Silvestre. Em quarto e quinto, dois colombianos: Diego Colorado e Naranjo. O melhor brasileiro foi Clodoaldo Gomes da Silva. Entre as mulheres, a vitória também ficou com o Quênia, através de Pasalia Chepkorir, que dominou a disputa com assombrante facilidade marcando 52min30s. Tímida e muito séria, ela deixou para trás nada menos que seis ex-campeãs da São Silvestre, inclusive gente do porte da bicampeã olímpica Derartu Tulu, que também decepcinou e não chegou no pódio. Com o primeiro triunfo de Chepkorir, o Quênia iguala Portugal como país mais vitórias na prova feminina da São Silvestre, com sete títulos cada. As europeias, porém, devem a marca a Rosa Mota, até hoje a grande campeã da corrida, com seis títulos entre 1981 e 1986. Chepkorir chegou ao Brasil há pouco mais de um mês e neste período também faturou a Volta da Pampulha. A segunda posição da prova feminina ficou com a sérvia Olivera Jevtic. Em terceiro, apareceu a brasileira Marily dos Santos, seguida pela compatriota Maria Zeferina Baldaia. Fonte: Gazeta Press

Júlio Cesar Martins Gonçalves

Júlio Cesar Martins consolida base política em Ponte Nova O radialista leopoldinense, Júlio Cesar Martins, esteve no último dia 19 de Dezembro em Ponte Nova, tradicional e progressista cidade do Vale do Piranga, onde se reuniu com ilustres representantes daquele município. Júlio Cesar, acompanhado por Emílio Franzoni e Geraldo Cevidanes, reuniu-se com Marcus Messias e José Cunha, duas das principais lideranças políticas pontenovenses, responsáveis pela coordenação das articulações políticas nesta etapa do Projeto Político idealizado por Júlio Cesar, cujo objetivo é mobilizar os municípios mineiros para que sejam ouvidos pelos governantes, através de representações consistentes, tanto na Assembléia, quanto na Câmara dos Deputados, em Brasília. A entrada de Júlio Cesar em Ponte Nova foi idealizada por Marcus Messias, quando este esteve em Leopoldina meses atrás, ocasião em que conheceu Júlio Cesar e seus companheiros de militância política numa das primeiras reuniões suprapartidárias promovidas pelo grupo. “Marcus Messias é uma das pessoas mais interessadas em que o progresso e o desenvolvimento sustentável cheguem de vez à Ponte Nova”, comentou Júlio Cesar, esclarecendo que “logo após participar daquela primeira reunião em Leopoldina Marcus Messias iniciou o trabalho de nos apresentar a seus correligionários em Ponte Nova, dentre eles José Cunha, consagrado comunicador do Rádio e da TV”. José Cunha foi presidente da Radiobrás, apresentador de programas como O POVO NA TV, além de comandar memoráveis jornadas esportivas, tanto pela TV quanto pela Rádio Nacional. “Em nossa primeira visita à Ponte Nova, por ocasião dos entendimentos políticos, fui muito bem recebido por várias lideranças, dentre elas o José Cunha, que logo que tomou conhecimento que eu era radialista se identificou totalmente comigo. Conversamos muito sobre Rádio, sobre o Rádio no Rio de Janeiro, minha passagem pela Rádio Mundial AM no começo dos anos 1980, transmissões esportivas, falamos sobre nossos amigos comuns, e pudemos perceber que estávamos em sintonia. Se não bastasse essa afinidade, o Zé Cunha é muito amigo do Emílio Franzoni, amigos de longa data. Isso tudo reforçou ainda mais nossos laços com Ponte Nova, tanto que hoje nós estamos integrados às condições do dia-a-dia da cidade, pois é isso que nos interessa. Defendo que é preciso conhecer a cidade, conhecer a sua gente, os seus problemas e reivindicações, para que possamos realizar o que a população espera de nós”, afirmou Júlio Cesar Martins. Após o encontro com Marcus Messias e José Cunha, Júlio Cesar se reuniu com lideranças políticas e comunitárias no Bairro Triângulo, onde foram definidas algumas metas e programadas ações para as próximas semanas. Júlio Cesar aproveitou sua ida a Ponte Nova para mais uma reunião com Sílvia Lana e Roberto Francisco Gonçalves, duas fundamentais personalidades de Ponte Nova, também engajadas no Projeto. “Tenho percebido que não é apenas Leopoldina que clama por mais atenção por parte dos deputados e governantes. Ponte Nova também carece de apoio, e como ninguém consegue nada atuando isoladamente, nos unimos para ficarmos fortalecidos e podermos defender os interesses de nossas duas cidades. Leopoldina e Ponte Nova ficarão cada vez mais próximas com nossa presença em ambas”, assegurou Júlio Cesar diante das pessoas que compareceram à reunião no bairro Triângulo. Fonte: www.leopoldinense.com.br Colaboração: Glauco Fassheber

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

LEI Nº 12.007, DE 29 DE JULHO DE 2009

Dispõe sobre a emissão de declaração de quitação anual de débitos pelas pessoas jurídicas prestadoras de serviços públicos ou privados. Art. 1o As pessoas jurídicas prestadoras de serviços públicos ou privados são obrigadas a emitir e a encaminhar ao consumidor declaração de quitação anual de débitos. Art. 2o A declaração de quitação anual de débitos compreenderá os meses de janeiro a dezembro de cada ano, tendo como referência a data do vencimento da respectiva fatura. § 1o Somente terão direito à declaração de quitação anual de débitos os consumidores que quitarem todos os débitos relativos ao ano em referência. § 2o Caso o consumidor não tenha utilizado os serviços durante todos os meses do ano anterior, terá ele o direito à declaração de quitação dos meses em que houve faturamento dos débitos. § 3o Caso exista algum débito sendo questionado judicialmente, terá o consumidor o direito à declaração de quitação dos meses em que houve faturamento dos débitos. Art. 3o A declaração de quitação anual deverá ser encaminhada ao consumidor por ocasião do encaminhamento da fatura a vencer no mês de maio do ano seguinte ou no mês subsequente à completa quitação dos débitos do ano anterior ou dos anos anteriores, podendo ser emitida em espaço da própria fatura. Art. 4o Da declaração de quitação anual deverá constar a informação de que ela substitui, para a comprovação do cumprimento das obrigações do consumidor, as quitações dos faturamentos mensais dos débitos do ano a que se refere e dos anos anteriores. Art. 5o O descumprimento do disposto nesta Lei sujeitará os infratores às sanções previstas na Lei no 8.987, de 13 de fevereiro de 1995, sem prejuízo daquelas determinadas pela legislação de defesa do consumidor. Art. 6o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Brasília, 29 de julho de 2009.

Juiz de Fora-MG

Minha casa, minha vida O prefeito de Juiz de Fora, Custódio Mattos (PSDB) e representantes da Caixa Econômica Federal assinam hoje, às 10h, no gabinete do prefeito, convênio de execução do projeto “Minha casa, minha vida”. Serão construídas 899 unidades na Fazenda Santa Cândida, de propriedade da Prefeitura, na região do bairro Monte Castelo,ao custo total de R$ 34 milhões, para beneficiar pessoas que recebam até três salários-mínimos. A CEF deve anunciar ainda R$ 123 milhões para 2.113 unidades para a faixa salarial de 3 a 10 salários-mínimos. Restaurante Popular A Prefeitura vai abrir, já na primeira semana do ano, o novo processo licitatório para construção do Restaurante Popular de Juiz de Fora, cujas obras serão iniciadas em fevereiro ou, no mais tardar, começo de março. A confirmação foi feita, ontem, pelo secretário de Planejamento e Desenvolvimento Econômico, André Zuchi, depois que o prefeito Custódio Mattos (PSDB) assinou o termo aditivo do convênio firmado entre a PJF e o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) para suplementar os recursos destinados à obra e à aquisição de equipamentos. A medida, assinada um dia antes do fim do prazo fixado para a suplementação do convênio, era a única peça que faltava para a liberação definitiva, pelo MDS, de mais R$ 659.860 para custear a instalação do restaurante na cidade

Cidadão Benemérito

Andrade (Jorge Luís Andrade da Silva), que nasceu em Juiz de Fora em 21 abril de 1957, recebeu o título de Cidadão Benemérito de Juiz de Fora, na tarde desta terça-feira, 29 de dezembro. A homenagem foi concedida por iniciativa do vereador Rodrigo Mattos (PSDB), que se apresentou na solenidade com uma camisa do Flamengo. Andrade começou a carreira como jogador amador no Vila Branca, time do bairro Monte Castelo, e, hoje, possui no currículo seis títulos como campeão brasileiro. Ele foi campeão Brasileiro cinco vezes pelo Flamengo (1980, 1982, 1983, 1987, 2009) e uma vez pelo Vasco da Gama (1989).

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Fórmula 1

Corrida em Roma Bernie Ecclestone confirmou a realização de uma corrida da Fórmula 1 em Roma a partir da temporada 2012. Segundo o chefe comercial da categoria, a capital italiana realizará o Grande Prêmio por sete temporadas. O circuito deverá passar pelo centro da cidade e também em áreas próximas ao Vaticano, cidade-estado que é a residência oficial do Papa Bento XVI. A Itália sediou dois GPs até a temporada de 2006, com o GP de San Marino em Imola, cidade do país. A Espanha recebe atualmente duas corridas, em Barcelona e Valência. Gianni Alemanno, prefeito de Roma, nega que a intenção da capital seja revezar com Monza o GP da Itália. Segundo o Prefeito, a Fórmula 1 é uma aposta local para mostrar ao mundo que a cidade italiana não é atraente apenas por riquezas históricas ou ligadas ao passado.

Torcedor

A origem da palavra torcedor "No começo do futebol, ir ao estádio era um ato de elegância, principalmente, no Fluminense. Por isso o Fluminense até hoje tem essa fama de clube aristocrático. As mulheres se enfeitavam como se fosse ao Grande Prêmio Brasil, colocavam vestidos de alta costura, chapéus, luvas. Mesmo que a temperatura na cidade estivesse por volta dos 40º de temperatura, elas iam de luvas. Como o calor era muito grande, elas tiravam as luvas e ficavam com as luvas nas mãos, e como ficavam nervosas com o jogo, elas as torciam ansiosamente. Os homens usavam a palheta, um chapéu de palha muito comum na época, muito elegante e também ficavam com o chapéu na mão enquanto torciam. O Coelho Neto, que além de poeta e cronista era pai de dois jogadores do Fluminense: o Preguinho, que foi o primeiro homem a fazer um gol pela seleção brasileira em uma Copa do Mundo, e do Mano, que morreu em conseqüência de um jogo de futebol, levou uma bolada e acabou morrendo; pois o Coelho Neto escreveu uma crônica em que ele usava a expressão "as torcedoras", referindo-se às mulheres e dali a expressão pegou e nasceu a torcida. Havia quem dissesse que torcida vinha do fato de as pessoas torcerem os fatos, de o torcedor torcer os fatos a favor de seu clube, mas não foi daí que o termo veio não. Apesar de que quem torce, realmente torce as coisas e até distorce. Mas, na verdade, não foi por isso, foi mesmo pelo gesto das moças, principalmente, das que torciam as luvas entre as mãos". (Jornalista Luiz Mendes) Fonte: www.cte.uerj.br Colaboração: Alexandre Magno Barreto Berwanger

Cãmara de Juiz de Fora

Nos últimos dias o executivo propos o aumento do IPTU. Na Cãmara, que é composta por 19 Vereadores, 12 aprovaram a proposta do Executivo. Aqui está correspondência enviada aos 12 Edis, no domingo, 27/12. "Na última semana vi sua foto em uns panfletos lá no calçadão da Halfeld, hoje, ela está na capa do jornal. Isso é que é prestígio! Ah! Só prá lembrar, 2010 tem eleição. 2012 também! Carlos Ferreira Um ex-eleitor"

DE CHERNOBIL A COPENHAGUE

Faustino Vicente* O terrível acidente nuclear de Chernobil, ocorrido em 26 de abril de 1986, não foi suficiente para que o homem se conscientizasse de que qualidade de vida, é prioridade zero na única “casa” que temos – o planeta azul. Em Copenhague, a certeza de que ele se encontra em área de risco. “Nada mais difícil de manejar,mais perigoso de conduzir ou de mais incerto sucesso, do que liderar a introdução de uma nova ordem de coisas”. Com esta linha de pensamento, o italiano Niccolô Machiavelli ( Nicolau Maquiavel -1469-1527) tornou-se uma das figuras mais brilhantes do Renascimento europeu,consagrado em “O Príncipe”, sua obra prima em malícia política. Este é o desafio dos Governantes. Os gravíssimos problemas que estão ocorrendo com o aquecimento global não devem ser atribuídos apenas á uma parcela da classe empresarial e a cada um de nós, pois os governantes,também, teem a sua parte de responsabilidade na degradação do meio ambiente.Políticas públicas ineficientes, fiscalização insuficiente, investimentos em saneamento básico aquém das necessidades,excesso de burocracia e corrupção,são fatores da mesma equação – ações públicas ineficazes. A educação, formal e informal, deve contribuir para a maior consciência sobre a chamada - Pegada Ecológica - ,que significa o “quanto da terra produtiva,área florestal,energia,habitação,água,mar,urbanização e capacidade de absorção dos dejetos cada pessoa necessita, para viver de forma minimamente digna.A esse conjunto de fatores, Martin Rees e Mathis Wackermagel, deram o nome de pegada ecológica,cujo estudo indica 2,8 hectares para cada pessoa”. Numa simples reflexão sobre alguns textos da Bíblia (Gênesis 1, 24-31 + 2,1-19 e Deuteronômio 8,7-10), encontramos referências sobre a preservação do meio ambiente, desenvolvimento sustentável do ser humano e a destinação social dos recursos naturais da terra. Em Apocalipse (11:18) destaque para punição aos que destroem a Terra. *Faustino Vicente é Advogado, Professor e Consultor de Empresas e de Órgãos Públicos (Jundiaí-SP)

domingo, 27 de dezembro de 2009

Campeonato Mineiro 2010

O atacante Marinho, artilheiro do Atlético na Série B de 2006, com 17 gols, está bem próximo de ser anunciado pelo Villa Nova, de Nova Lima, como reforço, para a disputa do Campeonato Mineiro. Marinho defendeu o Atlético entre os anos de 2006 e 2008. Fez 68 jogos, marcando 28 gols. Além do Atlético, Marinho, que é mineiro de São José da Lapa, atuou no Cruzeiro, Ipatinga, Tupi-JF, Democrata-GV, Juventude-RS, Noroeste-SP, São Catano e futebol do exterior. O Villa Nova foi a última equipe mineira a contratar treinador. Depois de perder Moacir Júnior para o Democrata-GV, trouxe de volta o Pirulito (Francisco Carlos Ferreira da Silva), de 55 anos. Pirulito já treinou o time profissional do Villa Nova em três ocasiões: 2004/2005, 2006/2007 e 2008. Trabalhou também no infantil, no juvenil e no júnior e recentente esteve como coordenador da base do Leão. Em suas três passagens pelo Villa como técnico do profissional, Pirulito armou ótimas equipes, com planejamento tático e um futebol ofensivo digno de todos os elogios. Foram, ao todo, 75 jogos no comando técnico do Leão, com 31 vitórias, 20 empates e 24 derrotas. Nessas partidas, o Villa Nova marcou 103 gols e sofreu 87. Além dessa estatística favorável, por seu carisma e por sua humildade conseguiu formar com seus jogadores grupos homogêneos em que reinaram a disciplina e o respeito mútuo. Ele também conquistou o último título do Leão, a Taça Minas Gerais em 2006. O apelido de Pirulito vem do seu porte físico. De silhueta magra, em campo ele lembrava aqueles pirulitos vermelhos que faziam muito sucesso entre a meninada. Pirulito nasceu no dia 5 de agosto de 1954, em Conselheiro Lafaiete-MG, e reside em Nova Lima há vários anos. Um dos seus filhos, João Paulo, 20 anos, a exemplo do pai, é volante e um dos mais promissores atletas do Villa Nova na atualidade.

sábado, 26 de dezembro de 2009

EFEITO DAS PALAVRAS

Antônio Lopes de Sá* Palavras são instrumentos para transmitir pensamentos, mas, nem sempre conseguem adequadamente expressar a realidade ou o desejável. A maioria das coisas que pensamos, que os outros pensam, depende de vocabulismo. Tal a importância do emprego da palavra no trato humano que ela implica dever ético. Falar, escrever, sem utilizar os termos certos, sem deveras transmitir com fidelidade o que está na mente, dificulta o relacionamento e, mais ainda, pode levar-nos a injusto julgamento de nossos semelhantes e viceversa. Uma defeituosa atitude pode derivar-se de uma incorreta transmissão de idéias. Algumas pessoas por negligência, omissão, equívoco ou coisas afins não se preocupam muito com o que escrevem, nem com aquilo que dizem. Tal forma de agir implica dificuldades a terceiros e até a própria pessoa. Quando o transmitido é feito com deficiência, faltando clareza em expor idéias, sem dizer tudo o que realmente pretende expressar, ocorre imperfeição expositiva. Tais fatos assumem tanto maior gravidade quanto mais a função exercida exigir de quem fala ou escreve. Professores, escritores, jornalistas, administradores, contadores, advogados, políticos, cientistas, em suma inúmeros profissionais e intelectuais possuem especial e séria responsabilidade com a forma de bem apresentar as idéias com palavras adequadas. Má exposição, por implicar responsabilidade nas atitudes de terceiros que dependem de entendimento, é uma lesão à ética. É um dever ser claro, sincero e completo no que se transmite e isso é válido em toda e qualquer forma de relacionamento humano. Necessário é que não só utilizemos as palavras de acordo com a qualidade do ouvinte, mas, especialmente que se imagine o “efeito das palavras”; não é só o que se diz, também, mas, como se diz. Podemos negar com meiguice e aceitar com rispidez e isso é importante que bem se observe para não ferir o interlocutor. Mesmo perante um mundo acadêmico, um ambiente refinado, é exigível clareza e precisão. Existem pessoas que possuem a equivocada idéia de que se utilizando de palavras incomuns, em desuso, vagas, evidenciam “importância”. Importante, sim, é ser bem entendido. É dever ético ensejar ao próximo a plena compreensão do que escrevemos ou falamos. Falar ou escrever complicado é próprio de quem pensa confusamente, deseja ocultar algo, inclusive ignorância, incapacidade ou má intenção. Usar inadequadamente expressões, construir mal as frases, não obedecer a uma ordem seqüencial lógica na exposição, são graves defeitos. Não são raras as vezes que um auxiliar, um dependente, erra em razão da má qualidade da ordem que lhe foi transmitida de forma inadequada. Frases mal feitas, mesmo curtas podem causar grandes males e provocar erros expressivos. Quando não é bem entendido o que se lê, o que alguém fala algo está falhando. A maioria dos erros é praticada pelos que transmitem. A afetação de certos tecnocratas, de falsos intelectuais, é um dano do ponto de vista ético, pois, representa uma forma de falta de respeito, e, também, de pequenez de espírito ou má formação ética. Confundir pode ser uma técnica usada pelos que ambicionam uma forma de poder a qualquer preço, pode ser até uma estratégia de conveniência subjetiva, mas, jamais uma atitude sadia moral e espiritualmente. Pressupor que todos possuem a obrigação de nos entender não é uma atitude sábia, mas, muito ao contrário, de ignorância ou de má fé. *Antônio Lopes de Sá é autoridade máxima no assunto Fonte: http://www.abccontabeis.org.br/

TGV (Trem de Grande Velocidade)

Inaugurado na China trem de alta velocidade mais rápido do mundo A inauguração hoje da linha de trem de alta velocidade mais rápida do mundo, que une em 3 horas as cidades de Wuhan (centro) e Cantão (sul), revelou de novo a aposta de Pequim pelo transporte ferroviário em concorrência com o aéreo, informou o jornal "China Daily". Os trabalhos para essa parte do trajeto, de 1.069 quilômetros e que o trem percorre a uma média de 350 km/h, começaram em 2005. Em uma segunda fase, a linha unirá Pequim a Cantão. Segundo o jornal, a concorrência entre linhas aéreas e ferroviárias alcançou um novo marco com a inauguração do trajeto entre as duas metrópole chinesas, capitais, respectivamente, das províncias de Hubei e Cantão. O tempo para percorrer essa distância foi reduzido em sete horas na comparação com os comboios tradicionais. Uma rede de alta velocidade de 16 mil quilômetros, com trens circulando a uma média de 350 km/h, será construída na China na próxima década. Em 2012 deverão estar concluídos 13 mil quilômetros, segundo o Ministério da Ferrovia. Fonte: IG

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Natal

Então é Natal... ...E o que você fez? O ano termina E nasce outra vez Então é Natal A festa cristã Do velho e do novo Do amor como um todo Então é Natal E um Ano Novo também Que seja feliz quem Souber o que é o bem Então é Natal Pro enfermo e pro são Pro rico e pro pobre Num só coração Então, bom Natal Pro branco e pro negro amarelo e vermelho Pra paz, afinal Então, bom Natal E um Ano Novo também Que seja feliz quem Souber o que é o bem Então é Natal E o que a gente fez? O ano termina E começa outra vez Então é Natal A festa cristã Do velho e do novo Do amor como um todo Então é Natal E um Ano Novo também Que seja feliz quem Souber o que é o bem.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Fluminense F.C.

“O VASCO JÁ SUBIU, E O FLUMINENSE JÁ CAIU. SÓ QUERO SABER O QUE SE CONSUMARA PRIMEIRO. A SUBIDA DO VASCO OU A QUEDA DO FLUMINENSE” Renato Maurício Prado (O Globo) “PODEM ME COBRAR LÁ NA FRENTE. O FLUMINENSE ESTÁ R-E-B-A-I-X-A-D-O. Rodrigo Braga (O Globo) “NA PARTE DE BAIXO, O FLUMINENSE JÁ CAIU. A NÃO SER QUE NOSSA SENHORA DA GLÓRIA, A PADROEIRA DO FLU, FAÇA UM MILAGRE” Milton Neves (TV Bandeirantes) “A CHANCE DO TRICOLOR DAS LARANJEIRAS ESCAPAR DA SÉRIE “B” EM 2010 É A MESMA DO GODÓI VIRAR “LORD INGLES”.” Neto (TV Bandeirantes) “FLUMINENSE SERÁ REBAIXADO NA 30ª RODADA” Jorge Clan (Blogueiro) “ FLUMINENSE REBAIXADO” Marcelo Delfino (Blogueiro) “COM APENAS 16 PONTOS GANHOS E TRÊS VITÓRIAS EM 22 JOGOS, O FLUMINENSE JÁ CAIU.” Luiz Carlos Quartarollo (Rádio Jovem Pan) “RAPIDINHO, SÓ PARA ENCERRAR O PROGRAMA: E O FLUMINENSE? JÁ CAIU NÉ” Kléber Machado (TV Globo) “ O TIME ALÉM DE FRACO PARECE TAMBÉM JÁ TER ABSORVIDO A IDÉIA DE QUE É PRATICAMENTE IMPOSSIVEL SAIR DESSA SITUAÇÃO”, “JÁ O FLUMINENSE, MAIS UMA VEZ VAI PARA A SÉRIE “B”. AGORA NEM MAIS COM MILAGRE...” Benjamin Back (O Lance) CONSIDERAÇÕES: Estão perdoados, a rigor, ELES não sabem o que falam ou escrevem. O fato lamentável dessa situação é que ELES ganham para falar ou escrever isso. Profundamente lamentável!

Fórmula 1

Aconteceu o que todos queriam e temiam. O alemão Michael Schumacher, sete vezes campeão da Fórmula 1, voltará às pistas pela Mercedes, sucessora da Brawn nas pistas. A volta do heptacampeão Michael Schumacher às corridas de Fórmula-1 dominou as manchetes de toda a imprensa Européia, em especial, a Alemã, sempre em termos superlativos. Aposentado desde 2006, Schumacher ainda é adorado pelos alemães, sendo tão ou mais popular que outros ícones do esporte, como a ex-tenista Steffi Graf ou o ex-jogador Franz Beckenbauer. Títulos conquistados: 07 ((1994, 1995, 2000, 2001, 2002, 2003, 2004) GPs disputados: 250 Vitórias: 91 Pódios: 154 Pontos: 1.369 Poles: 68 Voltas na liderança: 5.096 Vitórias após largar na pole: 40 Vitórias em um mesmo GP: 08 (França)

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Salário mínimo 2010

Governo confirma salário mínimo de R$ 510 Medida Provisória também deve confirmar reajuste de aposentados O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, confirmou nesta terça-feira que o governo fechou em R$ 510 o valor do novo salário mínimo, que entra em vigor em 1º de janeiro de 2010. O novo valor foi decidido em uma reunião de Bernardo com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Base Aérea de Brasília, da qual participou também o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha. Assim, o valor atual de R$ 465 sofrerá reajuste de de 9,67%. A Medida Provisória (MP) que vai elevar o salário mínimo deve ser publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira. Além do reajuste do mínimo, a MP vai definir o reajuste dos benefícios dos aposentados que ganham acima de um salário mínimo. O ministro confirmou que o reajuste para os aposentados será dado dentro do foi acordado pelo governo com as centrais sindicais, que deve ser de 2,5% acima da inflação.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Radiodifusão

Record/Transamérica Acordo entre rádios Record e Transamérica vai fundir transmissões esportivas Por meio de um acordo que, segundo a assessoria da Record é inédito, a Rádio Record e a Rádio Transamérica assinaram contrato, por cinco anos, para fundir as transmissões dos principais eventos do futebol brasileiro e do mundo, como o Campeonato Brasileiro e a Taça Libertadores da América. A parceria também se estende à produção de programas esportivos e terá Éder Luiz, chefe dos Esportes da Transamérica, na narração. O narrador será responsável pela equipe esportiva das duas emissoras na cobertura dos eventos mundiais, como Jogos Olímpicos e Pan-Americanos. Os profissionais vão acompanhar também a Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2010. A estréia de Éder Luiz será em 04/01. Fonte: Comunique-se Rádio Mix Mix FM anuncia mais uma afiliada no interior paulista para 2010 A Mix FM 106.3 de São Paulo anunciou na última sexta-feira a estréia de mais uma afiliada de sua rede nacional no interior paulista. Trata-se da 92.1 FM de São João da Boa Vista, emissora que atualmente leva ao ar uma programação jovem/eclética com o nome de Mirante FM. A Mix FM 92.1 deverá ser inaugurada oficialmente no dia 29 de janeiro, sendo a primeira estréia de uma emissora da rede em 2010. São João da Boa Vista é uma cidade com cerca de 80 mil habitantes (segundo dados IBGE), sendo um dos principais municípios da macro-região de Campinas. Fonte: Tudo Rádio

Lincoln Gordon (10/09/1913-19/12/2009)

Morre Lincoln Gordon, embaixador dos EUA no Brasil em 1964 O diplomata Lincoln Gordon, 96 anos, que foi embaixador americano no Brasil durante o golpe militar de 1964, morreu no último sábado em Washington, nos Estados Unidos. A informação é do The New York Times. Após a eleição do presidente John F. Kennedy, em 1960, Gordon integrou uma força-tarefa que desenvolveu a Aliança para o Progresso, programa destinado a evitar a expansão do socialismo pela América Latina. Gordon permaneceu como embaixador no Brasil também no governo Lyndon Johnson. Gordon assumiu a embaixada no Brasil em 1961, em um período de inflação alta e justamente quando o presidente esquerdista João Goulart (PTB), assumiu o governo. Desde quando Goulart foi deposto por um golpe militar, em 31 de março de 1964, Gordon e a Agência Central de Inteligência americana (CIA) têm sido acusados de envolvimento. Porém, o embaixador sempre negou que isso fosse verdade. Mas em 1976, quase dez anos após deixar o cargo de embaixador, Gordon reconheceu que a administração Johnson estava preparada para intervir militarmente e impedir que a esquerda tomasse o governo. Educador e economista político, Gordon também foi presidente da Universidade Johns Hopkins nos anos 1960. Ele escreveu livros sobre o governo americano, economia, energia e segurança nacional, além da política externa da Europa e da América Latina e do surgimento da ditadura militar no Brasil em parceria com outros países da América do Norte e do Sul. Gordon foi autor também de artigos sobre estratégias da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), sobre a integração da Europa e sobre a Aliança para o Progresso da América Latina.

Êxodo rural

Pequenos municípios do Norte/Noroeste tentam impedir êxodo de moradores “Volte sempre. Sua presença nos alegra. Já estamos com saudade”. As palavras expostas na placa de saída do município de Cardoso Moreira expressam a vontade da população de receber novamente os turistas e visitantes que acabaram de retornar para suas cidades. Mas, para quatro municípios do Rio de Janeiro, sendo três nas regiões Norte e Noroeste fluminense — a própria Cardoso Moreira e também Itaocara e Miracema — as palavras significam, com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) dos últimos 10 anos, que os locais têm sofrido com o êxodo populacional. Sem a opção de universidades, com a queda no repasse dos royalties do petróleo e sem conseguir uma recuperação financeira com o fim do ciclo do café ou do açúcar, essas cidades observam, cada vez mais, a mudança dos jovens para outros municípios, em busca de especialização e de uma vida melhor. A outra cidade afetada no Estado do Rio foi Trajano de Moraes, na região Serrana. Programas tentam estancar êxodo rural A população do interior do Estado do Rio de Janeiro passa por um processo de encolhimento devido, principalmente, ao êxodo de moradores, que buscam melhores condições de vida em centros maiores. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nos últimos 10 anos, a população de Cardoso Moreira, Miracema e Itaocara, localizados nas regiões Norte e Noroeste do Estado, perderam densidade populacional e, preocupados, prefeitos dessas cidades promovem programas de incentivos para tentar fixar o homem ao campo e brecar o esvaziamento. Com uma área de 51.882 km², o município de Cardoso Moreira, tem uma população estimada em pouco mais de 12 mil habitantes. Em 10 anos, a população encolheu -0,9%. O município tem na agricultura a sua principal atividade ocupacional. O comércio é pequeno e “acolhe” poucas pessoas. Já a Prefeitura é considerada a grande empregadora. Cerca de mil pessoas trabalham na Prefeitura, que, por sua vez, depende quase integralmente de transferências governamentais e dos repasses royalties do petróleo extraído nos vizinhos ricos, em torno de R$ 318 mil/ano. Com tão poucos recursos, qualquer iniciativas empreendedoras por parte da Prefeitura, é quase impossível. Fonte: www.fmanha.com.br

domingo, 20 de dezembro de 2009

Fluminense F.C.

Flu, o primeiro carioca a ser campeão brasileiro Hoje, 20/12, completam-se exatos 39 anos que um time do Rio de Janeiro foi campeão brasileiro pela primeira vez. No dia 20/12/1970, o Fluminense empatava com o Atlético-MG por 1×1 no Maracanã diante de um público de 112.403 pagantes, e chegava ao título do Roberto Gomes Pedrosa, o campeonato brasileiro da época. Coroava assim uma campanha inesquecível em um campeonato sensacional. É verdade que o Botafogo fora campeão da Taça Brasil dois anos antes, mas a Taça Brasil era uma copa, tal qual a Copa do Brasil atual, e não um campeonato. O Roberto Gomes Pedrosa de 1970 foi disputado por 17 times. 5 do Rio de Janeiro, 5 de São Paulo, 2 de Minas Gerais, 2 do Rio Grande so Sul, 1 da Bahia, 1 de Pernambuco e 1 do Paraná. Um autêntico campeonato nacional portanto, com mais participantes que a Copa União de 1987, por exemplo. O nível técnico do campeonato também é algo digno de nota. Foi elevadíssimo, o que engrandece ainda mais o feito tricolor. Numa época em que não havia o êxodo de jogadores para o futebol europeu que temos hoje, quase todos os nossos craques atuavam no Brasil mesmo. E além disso em um ano em que o Brasil conquistou uma Copa do Mundo de forma espetacular, ou seja, onde tínhamos comprovadamente o melhor futebol do mundo. Para se ter uma ideia, O Cruzeiro tinha Tostão, Dirceu Lopes, Zé Carlos, Piazza; O São Paulo tinha Gérson e Pedro Rocha; O Palmeiras tinha a célebre dupla Dudu e Ademir da Guia no meio campo, e Leão no gol; O Corinthians tinha Rivellino; O Botafogo tinha Paulo César Caju e Roberto Miranda; e o Santos, Carlos Alberto Torres, Clodoaldo, Edu e ninguém menos que Pelé. No Flamengo se destacavam os gringos Doval e Reyes. O Atlético-MG já tinha quase todo o time que conquistaria o brasileiro do ano seguinte e o técnico Telê Santana. Tínhamos ainda o Vasco de Silva, o “batuta”, e a Ponte Preta de Manfrini, que viraria ídolo no Flu três anos mais tarde. No sul tinha o forte Inter de Carpegiani, Valdomiro e Claudiomiro e o Grêmio do lateral Everaldo (que barrou nosso Marco Antônio na Copa). E se continuarmos enumerando bons jogadores que participaram daquele certame, a lista é interminável. Foi um verdadeiro festival de craques. O Fluminense manteve praticamente o mesmo time ao longo do período de 1969 a 1971. Um triênio de ouro em nossa história. Sem dúvida um dos times mais bem sucedidos que o clube já formou. Nossa equipe titular no Campeonato Brasileiro de 1970 era: Félix, Oliveira, Galhardo, Assis, Marco Antônio, Denílson, Didi, Cafuringa, Flávio, Samarone e Lula. O técnico era Paulo Amaral. Na primeira fase os 17 times jogavam entre si em turno único, porém eram divididos em dois grupos para efeito de classificação. Dois de cada grupo se classificariam para um quadrangular final. Aproveitando que a tabela apontava quatro jogos no Maracanã no início da competição, o Fluminense emendou logo uma sequência de vitórias: 1×0 sobre o Corinthians, 2×1 sobre o Cruzeiro de virada, num jogo antológico onde muita gente foi ao Maracanã ver Tostão e cia e acabou vendo uma exibição de gala do Fluminense em dia de Cafuringa endiabrado. Na sequência, novamente uma vitória por 2×1, desta vez sobre o Grêmio, em mais uma virada, dessa vez dramática, com dois gols quando o jogo já se encaminhava para o fim. Em seguida, um tranquilo 3×0 sobre o América. A seguir fomos ao Nordeste onde perdemos do Bahia e vencemos o Santa Cruz. Empatamos com o São Paulo no Maracanã e perdemos por 2×0 para o Inter no Beira Rio, em um jogo em que o nosso artilheiro Flávio teve a chance de empatar mas desperdiçou um pênalti quando perdíamos por 1×0. Vencemos o Vasco por 3×1 e em seguida aplicamos uma sonora goleada de 6×1 sobre a Ponte Preta no Maracanã. No jogo seguinte, mais uma vitória antológica. 3×0 sobre o fortíssimo Palmeiras em pleno Morumbi, com três gols de Flávio. Nos cinco últimos jogos da primeira fase o Fluminense não venceu, e acabou conquistando a vaga no sufoco. Empate de 1×1 com o Botafogo, derrota de 1×0 para o Santos de Pelé no Pacaembu, empate em 1×1 no Fla-Flu. Na penúltima rodada, derrota de 3×1 para o Atlético-MG no Mineirão, e o que parecia ser o início de um grande drama: o centroavante Flávio, a referência ofensiva do nosso time, se contunde seriamente e está fora do campeonato. No seu lugar entra o reserva Mickey. Para muitos, o Fluminese perdia ali a chance de brigar pelo título, mas o que acontece é justamente o contrário. Mickey marcaria gols em todos os jogos do campeonato dali por diante, e seria decisivo na conquista. Fluminense, Flamengo, Cruzeiro, e Internacional chegam na última rodada disputando cabeça a cabeça as duas vagas do Grupo B. O Flamengo com 20 pontos, Cruzeiro e Fluminense com 19, e o Inter com 18. No sábado o Flamengo perde do Corinthians e o Inter vence o Atlético-MG. No domingo o Fluminense enfrenta o Atlético-PR em Curitiba com um ponto de desvantagem para Fla e Inter, mas precisando apenas do empate, por ter melhor saldo de gols. E é justamente o que acontece. Um suado 1×1, gol de Mickey. O Fluminense aguenta a pressão do adversário e assegura a vaga. O Cruzeiro vence e também se classifica. Veio o quadrangular final. Palmeiras e Atlético-MG classificados pelo Grupo A. Fluminense e Cruzeiro pelo grupo B. Todos jogariam entre si em turno único. Na primeira rodada o Fluminense vence o Palmeiras por 1×0 no Maracanã, gol de Mickey. Cruzeiro e Atlético-MG empatam em Minas. O Flu pula na frente. Na segunda rodada a torcida tricolor se mobiliza e comparece em grande número ao Mineirão, mesmo em um dia de semana, para acompanhar o time contra o Cruzeiro. O esforço é recompensado. Mickey faz 1×0 no primeiro tempo. O Cruzeiro pressiona muito em busca do empate mas nosso eficientíssimo sistema defensivo para Tostão e Dirceu Lopes. O Palmeiras vence facilmente o Atlético-MG em São Paulo, 3×0, e o Fluminense está com a mão na taça. Na terceira e última rodada, o Fluminense recebe o Atlético-MG. O Palmeiras recebe o Cruzeiro. Apenas uma combinação da derrota do Fluminense com a vitória do Palmeiras permitiria que o clube paulista nos alcançasse. O Fluminense abre o placar no primeiro tempo. Gol de quem? Mickey, óbvio, em uma cabeçada fulminante. O Atlético ainda empata no segundo tempo. O Palmeiras vence o Cruzeiro mas nós seguramos o empate e o título, para explosão do Maracanã lotado. Assim como havia sido o primeiro carioca a conquistar o Rio-São Paulo, o Fluminense se torna o primeiro carioca a ser campeão brasileiro. A campanha: Primeira Fase Fluminense 1 x 0 Corinthians Fluminense 2 x 1 Cruzeiro Fluminense 2 x 1 Grêmio Fluminense 3 x 0 América Bahia 1 x 0 Fluminense Santa Cruz 0 x 1 Fluminense Fluminense 1 x 1 São Paulo Internacional 2 x 0 Fluminense Fluminense 3 x 1 Vasco Fluminense 6 x 1 Ponte Preta Palmeiras 0 x 3 Fluminense Fluminense 1 x 1 Botafogo Santos 1 x 0 Fluminense Fluminense 1 x 1 Flamengo Atlético-MG 3 x 1 Fluminense Atlético-PR 1 x 1 Fluminense Quadrangular Final Fluminense 1 x 0 Palmeiras Cruzeiro 0 x 1 Fluminense Fluminense 1 x 1 Atlético-MG 19J, 10V, 5E, 4D, 29GP, 16GC Artilharia do Fluminense na competição: Flávio – 11 Mickey – 5 Lula – 4 Marco Antônio – 3 Samarone – 2 Cafuringa – 1 Didi – 1 Silveira – 1 1 gol contra. Jogadores que participaram (número de jogos): Cafuringa – 19 Didi – 19 Lula – 19 Oliveira – 19 Galhardo – 18 Samarone – 18 Assis – 17 Marco Antônio – 17 Denílson – 16 Félix – 16 Flávio – 14 Silveira – 11 Cláudio – 10 Mickey – 9 Wilton – 5 Toninho – 4 Albérico – 3 Jorge Vitório – 3 Jair – 2 Paulo Lumumba – 2 Jairo – 1. A média de público do Fluminense nos jogos no Maracanã foi 41.436 pagantes por jogo. Na Taça Libertadores de 1971, os representantes brasileiros foram o Fluminense (campeão) e o Palmeiras (vice) do ano anterior. Fonte: www.flusocio.com.br Colaboração: Alexandre Magno Barreto Berwanger (Rio de Janeiro-RJ)

Metrô

Em junho de 1970, dois dias após conquista do tricampeonato da seleção brasileira no México e numa época em que a repressão era intensa, o governador do Estado da Guanabara deu início, na Glória, às obras do metrô carioca, cuja a linha prioritária deveria ligar a Tijuca a Ipanema. O trecho de 800 metros entre as estações Cantagalo e General Osório (Ipanema) será inaugurado nesta segunda-feira, 21/12, às 15h, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pelo governador Sérgio Cabral Filho (PMDB). O elevador de 75 metros que ligará o metrô ao alto do Morro do Cantagalo, no entanto, só deverá ser inaugurado em abril de 2010. O elevador é uma das intervenções urbanísticas prometidas pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) nas favelas do Cantagalo e Pavão-Pavãozinho. Junto com a estação General Osório, será inaugurada a conexão Pavuna-Botafogo, que vai eliminar a baldeação na estação do Estácio. O primeiro trecho do metrô carioca foi inaugurado em 05 de março de 1979. Depois de quase nove anos de obras, o presidente Ernesto Geisel e o governador Faria Lima inauguraram cinco quilômetros de linha, ligando a Glória à Praça Onze. E nem todas as estações ficaram prontas a tempo: Carioca e Uruguaiana só foram abertas nos anos seguintes. As outras estações foram sendo concluídas pouco a pouco. O metrô chegou a Botafogo em 1981 e, à Praça Saens Peña, em 1982. Pavuna, na Linha 2, foi entregue em 1998, assim como Cardeal Arcoverde, em Copacabana. Siqueira Campos foi aberta em 2002. A estação de Cantagalo, a mais recente, foi inaugurada duas vezes (em 2006, incompleta, e em 2007). Com a abertura de General Osório, Copacabana passa a ser o bairrocom o maior número de estações: Arcoverde, Siqueira Campos e Cantagalo. A Estação Cidade Nova, que está sendo construída em frente à sede da prefeitura, só será inaugurada ano que vem. Já a da Rua Uruguai, na Tijuca, está prevista para 2014. O próximo passo é a expansão para a Barra da Tijuca, visandoas Olimpíadas de 2016. A Linha 1 seria estendida da Praça General Osório até a Gávea, onde encontrará a Linha 4, que seá construída no trecho Barra-Gávea. O trajeto vai ter sete estações: Nossa Senhora da Paz, Jardim de Alah, Leblon (duas), Gávea, São Conrado e Jardim Oceânico, na Barra.

NÃO QUERO MAIS TER MEDO

Carlos Roberto Sodré* Em conversa com o professor Luciano Militão, coordenador do Programa Brasil Alfabetizado, entre um papo e outro, falamos dos medos que corroe e assusta os seres humanos. Lembro-me com tristeza de uma época que jamais o povo brasileiro gostaria de recordar. Estou com um pé em 2010, como todos nós. Com as graças de Deus e ajuda das pessoas de bem, creio em mais um ano de vitórias, como tem sido até aqui. Gosto da liberdade, ser livre para mim é uma das maiores conquistas da raça humana, mas percorrer esse caminho não é nada fácil. Às coisas que eu escrevo são de minha responsabilidade, mas minha presença aqui, eu devo ao professor Joaquim e aos proprietários do jornal, é claro. Nasci em 1964, ano de revolução e muito medo, mas muitas conquistas também. Minha Santa mãezinha, que hoje mora no céu, embalou-me em teu colo ao som de Roberto Carlos que cantava justamente o Lobo Mau, e hoje aqui estou tentando, a todo custo, deixar para trás aquele medo que nos acompanhou por gerações. No futebol foi a mesma coisa, os negros não podiam entrar em campo, havia uns “gênios” que entendiam que só os de olhos bem azuis é que tinham habilidades para mostrar, até que surgiu um cidadão com o nome de Edson Arantes do Nascimento, que o mundo idolatra até hoje, desmascarando toda essa cambada. Lembro-me que o Clube de Regatas Vasco da Gama foi o primeiro a dar oportunidades aos cidadãos da cor negra. Então tudo gira em torno do medo. Por incrível que pareça tenho de reconhecer um medo que salva vidas: atravessar a rua, por exemplo; entrar na jaula antes do leão ter sido alimentado, são exemplos de medos que podem salvar vidas. Tudo que tenho feito é por acreditar que muita coisa pode mudar e mudar para melhor. Não por ser contra ou a favor de nada ou de ninguém. Quero ver nossas crianças em ambientes de tranqüilidade, longe daquele regime antigo e sem falsas promessas. Nada de colocar na cabeça do garoto que um dia ele vai parar no Eldorado do futebol. Isso pode significar falsas promessas. Estamos em uma nova época. Hoje temos o direito de ir e vir, de expressar a nossa vontade. Direitos garantidos pela constituição brasileira, portanto não perturbe o meu silêncio e deixe-me trabalhar. O dia que merecer aplausos serei um dos primeiros a levantar-me da cadeira, e de pé, reconhecer a vitória do bom senso e do esporte da Zona da Mata Mineira. Toda referência que faço é sobre a entidade maior do nosso futebol. O presidente é um homem com muitos méritos, nem é preciso mudar a direção para mudar os rumos, é só mudar a cabeça do homem. Quem está a cinqüenta anos à frente de uma entidade, deve ter seus méritos. *Carlos Roberto Sodré é Locutor Esportivo

Confecom

Heitor Reis* Mesmo considerando que a realização da Confecom foi um relativo avanço teórico, já que muito pouco de prático deve resultar disto, em termos de democratização da comunicação, houve problemas que poderiam ter sido facilmente evitados. Para se ter uma idéia deste resultado, basta lembrar quantos anos se levou para implantar o SUS – Sistema Único de Saúde após sua proposta na Conferência da Saúde. Sendo a comunicação algo muito mais sutil, certamente levará ainda mais tempo para ter seus resultados concretizados. E, deve-se considerar que a qualidade do SUS é algo condenado por quase todos brasileiros! Apesar de ser universal e atender necessidades básicas da população e, algumas vezes, nem isto... Certamente, o planejamento, disciplina e objetividade não é uma qualidade intrínseca da cultura ibero-católica-latino-americana, ao contrário do que ocorre com a anglo-saxã-protestante e nos chamados tigres asiáticos. A tudo isto, acrescenta-se o fato de que os donos da mídia, os financiadores de campanha política, bem como o representante ou sócio da Rede Globo, detentor do cargo de Ministro das Comunicações, fizeram de tudo para que esta I Conferência Nacional de Comunicação (Confecom) não acontecesse. Assim, ao reclamar de qualquer problema que ocorreu na Confecom, na maioria das vezes, ouvimos a resposta de que a culpa era dos outros que (não) fizeram isto ou aquilo. Seria desonesto de minha parte não explicitar o empenho de alguns abnegados voluntários do movimento social, visando minimizar os problemas ocorridos, a exemplo do radialista e professor do LapCom da UnB, Fernando Oliveira Paulino, o responsável pela infra-estrutura Nascimento Silva e alguns diretores da Fitert, bem como Carolina Ribeiro e outros membros do Coletivo Intervozes de Comunicação. O próprio presidente da Comissão Organizadora Nacional, Marcelo Bechara (MiniCom), empenhou-se em ir até os últimos limites permitidos pela burocracia “Estado autoritário e oligárquico” (Marilena Chauí) que financiou a atividade. Segue, então, um breve relato daqueles problemas que me chegaram ao conhecimento: (1) A informação sobre transporte dos delegados para Brasília foi fornecida de última hora, deixando os envolvidos bastante inseguros e com pouco tempo para se prepararem para viagem, principalmente as pessoas mais simples e de poucas posses. (2) Parte das passagens somente foi emitida após a constatação por aqueles dos interessados de que estavam faltando. (3) Houve grande dificuldade para que os suplentes substituíssem os efetivos que não puderam ir, cujo cadastro da organização não foi atualizado até quando eles chegaram ao evento. (4) Foi exigido que se chegasse três horas antes do horário do vôo, no aeroporto, o que Marcelo Bechara, suprimiu, após minhas considerações. Mas a informações continuou mantida no sítio da Confecom, mesmo após eu enviar mensagem solicitando que fosse retirada. (5) Alguns delegados do interior do Pará não puderam vir, porque a passagem a eles destinada era para vôos de Belém, para onde teriam de se deslocar por centenas de quilômetros em estradas de péssimo estado, não dispondo de tempo e dinheiro para tanto. Na realidade, havia vôo direto para Brasília, de alguma cidade próxima da deles (por exemplo, Altamira e Marabá), mas isto não foi levado em conta pela organização, alegando que a culpa era da comissão estadual que não tinha colocado um dado que não lhe tinha sido pedido: a cidade de origem do delegado. (6) Foi prometido que haveria reembolso do traslado da cidade do interior para a capital, donde sairia o vôo ou da passagem para o aeroporto, mediante a apresentação do comprovante do gasto. Apesar de todos terem entendido que isto ocorreria imediatamente (“mediante a apresentação do comprovante”), na realidade, seria mediante um processo administrativo no MiniCom, após o retorno dos delegados para suas casas. Como pobre não tem reservas financeiras, estava sendo assinada uma moção para protestar contra mais esta leviandade. Em função de nossas ponderações, a organização designou um funcionário para emitir, no local do evento, passagens de volta para aqueles que dela necessitassem e foi disponibilizado outro para remarcação de vôos, exceto para os da TAM que somente podiam ser feitos no aeroporto. (7) As diárias de hotel terminaram antes da Confecom, exigindo que os delegados retirassem seus pertences às 7 h da manhã, em função de um aviso nos elevadores e no bar do hotel, de que o último ônibus sairia para o Centro de Convenções às 8. Somente mais tarde, após muita pressão, fomos informados de que teríamos outra diária, isto é, quando boa parte já estava com suas malas no local do evento, e dali partiriam direto para o aeroporto sem ao menos tomar um banho. Tudo isto porque as passagens para retorno foram adquiridas para um horário em que a conferência ainda não teria terminado. (8) Durante as refeições sempre faltava alguma coisa do cardápio, para aqueles que chegavam mais tade, com o gerente se defendendo através da alegação de que tinha sido informado de um determinado número de pessoas, quando o número sempre era muito maior, não recebendo ele pelo excedente. A informação que recebi da organização é de que isto não é verdade. Quando apresentei este texto ao Bechara, visando adicionar também a visão dele sobre o assunto, como manda o bom jornalismo, ele concordou com o levantamento feito e explicou que ocorreram em função do pouco tempo existente entre o fim das conferências estaduais e a nacional. Também alegou que nomes dos delegados de muitos estados vieram errados, com dados incompletos, cuja correção não foi fácil. Arriscou prejudicar a organização da conferência nacional, visando estender o prazo para os estados finalizarem suas etapas. Emitir passagens para 1600 pessoas, ida e volta, com apenas 10 dias foi um desafio, cuja decisão foi tomada consciente de que a relação custo/benefício seria vantajosa para a grande maioria dos envolvidos e para o evento como um todo. Posteriormente, lembrei-me de que houve muita reclamação, mesmo por parte das pessoas da Comissão Organizadora, quanto ao trabalho da Fundação Getúlio Vargas, a qual fez um projeto para o tratamento das teses estaduais, executado por uma empresa contratada para este fim. A pergunta que as pessoas se faziam era se elas receberiam o mesmo valor que mereceriam, caso tivessem feito um bom serviço. Vários delegados também apontaram “o atraso de cinco horas que nos fez desperdiçar a tarde e a noite de quarta-feira, para ler as propostas aprovadas nos GT, ao invés de adiantar a votação” (Alexandre Nativa-MG). Assim, concluí que falta ao governo um núcleo interministerial de eventos, que padronize, organize e registre as experiências negativas e positivas vivenciadas até aqui, em tantas conferências (por exemplo), de tal forma a utilizá-las para aprimoramento das atividades futuras. Algo do tipo de uma ISO 9000, um sistema de garantia de qualidade, como o fazem os empresários de sucesso. Coisa que, aliás, poderia muito bem ser aplicada a toda atividade do Estado brasileiro. Sobre isto, Bechara informou que há um Projeto-de-Lei tramitando no Congresso Nacional, visando legalizar a realização das conferências em geral, no que estaria incluído algo neste sentido. *Heitor Reis é Engenheiro Civil

sábado, 19 de dezembro de 2009

Salário Mínimo 2010

Novo salário mínimo poderá ser de R$ 510 O salário mínimo deverá ser elevado de R$ 465 para R$ 510 no ano eleitoral. Um aumento de 9,67%. Neste sábado, o relator-geral do Orçamento, Geraldo Magela (PT-DF), afirmou que elevou de R$ 810 milhões para R$ 870 milhões a previsão de receitas para aumento do mínimo. Antes, os recursos garantiam um reajuste de 8,7%, chegando a R$ 505,55. A previsão inicial do governo era de um mínimo de R$ 505,90 O reajuste deverá ser feito por medida provisória, até o final deste mês, para que o novo valor comece a ser pago no início de janeiro. A expectativa é de que seja confirmado o valor de R$ 510. Isso porque o próprio ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, já havia informado que o governo poderia arredondar o salário mínimo para facilitar a vida dos aposentados. "Mas a decisão final é do presidente Lula. Só estou dando a garantia de que há orçamento para que o salário mínimo chegue a R$ 510", destacou Magela Para garantir um porcentual maior de aumento do mínimo, Magela realocou recursos da chamada "reserva" do relator-geral. Essa "reserva", que conta com R$ 13 bilhões, foi feita para atender não só a elevação do mínimo, como também o reajuste dos aposentados que ganham mais que o piso e dos servidores públicos ressarcir os Estados que tiveram prejuízos com a Lei Kandir e realizar investimentos nas cidades que sediarão a Copa de 2014. O relator não informou quais dessas áreas perderam recursos em detrimento do arredondamento do mínimo para cima. O relator do orçamento disse que reservou R$ 3,5 bilhões para o aumento dos benefícios previdenciários para os aposentados que ganham acima do mínimo. Isso garantiria uma elevação do benefício de 6,2% no próximo ano. Os aposentados querem mais, ou seja, o mesmo que o concedido ao salário mínimo. Sem acordo, o governo tratará o aumento por medida provisória, que também deverá ser editada nos próximos dias. Para ressarcir os Estados exportadores que tiveram prejuízos com a Lei Kandir, Magela vai garantir no orçamento R$ 3,9 bilhões. Ele não antecipou quanto vai destinar em investimentos para as cidades que sediarão a Copa do Mundo. O relator poderá fazer novas alocações de recursos caso o governo ceda e conceda um aumento um pouco maior para os aposentados. Fonte: www.uai.com.br

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Fluminense F.C.

(por Amanda Pontes, originalmente publicado no blog Primo Cruzado, no dia 08/12/2009) Audrey Hepburn uma vez disse... Mas, peraí, por que estou citando Audrey Hepburn? O que ela pode ter a ver com o assunto? Calma, para quem não se lembra, Audrey, além de dona do rosto mais perfeito que o cinema já viu, era aquela elegantérrima atriz de traços pequeninos e delicados que surgiu para o cinema em uma época em que tipos como o dela não davam lá muito ibope. Era a época de musas curvilíneas, roliças e peitudonas, de cintura fina de pin-up e uma beleza estilo perua como a de Elizabeth Taylor, ou de (falsas) louras fatais como Marylin e Jane Mansfield. E Audrey, magrinha e sutil, com seu rosto perfeito e suave, sua beleza discreta e seus sapatos sem salto, foi acusada de não ter sex appeal. Certa vez, um produtor disse que ela não era uma mulher que os homens quereriam levar para a cama. Ao que ela respondeu: Eu não sou a mulher que os homens querem levar para a cama. Sou a mulher por quem os homens se apaixonam. O Fluminense também é assim. O Fluminense não é a louraça gostosona. Não é a peituda belzebu. Não é o mulherão que atrai de cara todos os olhares. Não. O Fluminense exige mais. O Fluminense é sutil. É refinado. É mais difícil. Não foi mesmo feito para multidões, não, ele é mais selecionado. Ele exige apuro no paladar. Paciência. Alguma maturidade. Discrição. Não tem vontade de aparecer, de ser sempre o centro das atenções. Não é megalômano. Não é dionisíaco. Tem o seu discreto charme. Sabe o valor do verdadeiro refinamento, aquele que se revela nos detalhes, na constância, na simplicidade. O Fluminense é a mulher mais linda da festa, mas que não faz questão de chamar atenção para sua beleza o tempo todo. É a mulher que se senta quieta em sua mesa, enquanto as outras vão disputar o centro da pista. O Fluminense é aquele homem que ganha a moça na conversa, devagar, aos poucos, falando baixo. É aquele livro que não está na lista dos mais vendidos, mas que se chega às suas mãos, transforma sua vida. É aquele filme independente, que não vai estourar nas bilheterias, mas com um conteúdo inesquecível. Não é micareta, é um diálogo. Não é bombação, é intimidade. Não é o point, é selecionado. Não é jamais histérico. É sempre sutil. Não é nada, nada fácil ser Fluminense. Exige segurança o suficiente para nadar contra a corrente. Não ser Maria vai com as outras. Não se deixar levar pelo oba-oba da maioria. É saber, às vezes, sustentar sozinho uma conversa em mesa de bar. É ter a certeza de que quantidade e qualidade podem ser diametralmente opostos. É saber que jamais, jamais, em tempo algum, se contará com qualquer apoio da mídia e das organizações oficiais. É saber que a luta que se luta só é mais difícil, mas tem mais valor. É ter consciência de caminhar solitário, mas jamais abandonar seu caminho. É desafinar o coro dos contentes. É nadar contra a corrente. E, acima de tudo, ter fé no amor. Sim, fé no amor, mas não esse amor de multidão, esse amor comum, esse amor de bêbado, de beira de calçada, de fim de noite. Não. Isso, para nós, é pouco. Amor, para nós, é eterno, é absoluto, independente de qualquer circunstância. Nossa historia, que se confunde com a própria historia do futebol brasileiro, essa historia de imensas glórias, de imortais craques, de eternos ídolos e incontáveis conquistas, sofreu sérios arranhões na década de 90, a partir de quando nos tornamos a Geni do futebol brasileiro. Joga pedra no Fluminense. Joga bosta no Fluminense. Ele é feito para apanhar, ele é bom de cuspir. Mas, mesmo solitários, nós não desistimos. Pois nos sabemos destinados à grandeza, mesmo na derrota. Sabemos que somos únicos, mesmo quando desacreditados. E sabemos que nosso amor é insuperável e inigualável. O Fluminense pode não ser o amado pelo maior número de pessoas, mas certamente recebe o maior amor do mundo daqueles que o amam. Um amor que superou uma década negra como nenhum outro grande clube brasileiro jamais viveu. Um amor que provou errados todos aqueles que diziam que estávamos acabados. Que o fim havia chegado. Coitados... Não previam a nossa capacidade de doação, a grandeza e a profundidade do nosso sentimento. Um sentimento tão absoluto que provou ser o clube uma Fênix infinita, que renasce muitas e muitas vezes. Dane-se a mídia, danem-se as multidões. Dane-se a histeria coletiva. Nós não precisamos deles. Acabamos de dar mais uma prova de nossa grandeza, de nossa criatividade, de nossa originalidade, de nossa devoção. Todas as dificuldades que encontramos só nos engrandecem. Não, não somos para todos. Não, não somos a opção mais fácil. Em torno de nós, não há jamais oba-oba, histeria, rasgação de seda. Sim, somos um espetáculo de público mais selecionado. Sim, nossa sutil grandeza pode não ser percebida. Por isso mesmo, somos como aquela moça citada lá em cima. Não somos o tesão da galera. Não somos a mais gostosa da VIP. Somos muito mais do que isso. Somos puro, verdadeiro, constante, pacifico, sólido, maduro e absoluto amor. Fonte: www.jornalheiros.blogspot.com Colaboração: Alexandre Magno Barreto Berwanger

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Conselho Nacional de Comunicação (CNJ)

Confecom aprova criação do Conselho Nacional de Jornalismo Izabela Vasconcelos, de Brasília A criação do polêmico Conselho Nacional de Comunicação (CNJ), antes contestado sob alegação de que o governo tentava cercear o trabalho dos jornalistas, foi aprovada por mais de 80% dos delegados de um dos Grupos de Trabalho da 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom). A diferença é que agora a proposta é corporativa e está focada em fiscalizar o trabalho do jornalista, assim como acontece com os outros conselhos profissionais, e não mais fiscalizar ou regulamentar o jornalismo em si, como estava previsto anteriormente. A proposta entrou em pauta no primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tendo sido incentivada pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj). Os delegados também aprovaram a criação do Conselho Nacional de Comunicação, que deve ser composto por membros da sociedade civil, empresarial e do setor público. A decisão foi comemorada. Além dessas propostas, foram aprovadas muitas outras, como a criação de mecanismos menos onerosos de audiência e verificação, maior controle aos programas jornalísticos que espetacularizam a violência, garantia de canais comunitários, universitários, legislativos, executivos-culturais na TV aberta, fim da restrição à publicidade comercial na radiodifusão, ampliação de verbas publicitárias públicas à mídia alternativa, direito de resposta proporcional ao agravo, entre outras. Uma das decisões comemoradas foi a da institucionalização das Conferências Nacionais de Comunicação. Essas propostas e todas as outras aprovadas pelos Grupos de Trabalho (GTs) correspondem a 80% de apoio, o que faz com que as propostas não precisem mais ser discutidas em plenário. Hoje (17/12), as sugestões que não chegaram a 80% dos votos, devem ser avaliadas pela plenária final, além de outras propostas de cada segmento que ainda não foram contempladas. Fonte: www.comunique-se.com

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Rádio FM e TV Educativa

O ministro das Comunicações, senador Hélio Costa, assinou recentemente, em Juiz de Fora-MG, a portaria de outorga de concessão à Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão (Fadepe) para executar o serviço de radiodifusão sonora, e de sons e imagens, com fins educativos. A frequência de rádio será modulada (FM), de 100,7 MHz. A TV Universitária vai operar no canal 4, digital e analógico. O Reitor da UFJF (Universidade Federal de Juiz de Fora), Professor Henrique Chaves Duque Filho já definiu a equipe que vai administrar a rádio e a tv. São eles: Kéber Ramos (Diretor Geral), Ernani Ferraz (Diretor da TV) e Paulo Soares (Diretor da Rádio). O diretor de Comunicação da UFJF, o Jornalista Kleber Ramos, afirmou que a Rádio será a primeira a entrar em atividade já no primeiro semestre de 2010 e a TV, no segundo semestre. Segundo ele, não apenas profissionais da UFJF estarão envolvidos na operação dos veículos. Pessoal de fora, profissionais da Universidade e bolsistas de Comunicação Social e Artes, por exemplo, estarão envolvidos na iniciativa. O projeto das concessões da rádio FM e da TV tiveram origem na gestão da Professora Margarida Salomão que constava em seu projeto original um canal de AM nos 1390 khz.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Fluminense (RJ) e Vitória (BA)

Primeiro jogo O primeiro confronto aconteceu em 1923, quando o Fluminense esteve pela primeira vez no Nordeste. Após vencer o Bahiano de Tênis por 3x1 na estréia, o Pó-de-arroz enfrentou o Vitória em sua segunda apresentação. O jogo na Graça foi numa tarde de quinta-feira, 05 de abril, e terminou empatado em 1x1. Coelho marcou para o Flu, e Popó, de pênalti, empatou para os Leões da Barra. Apolinário Santana, o Popó, foi o maior jogador do futebol baiano nas décadas de 20 e 30. Conhecido como o "Craque do Povo", devido a sua grande popularidade, Popó pertencia ao Ypiranga e foi emprestado ao Vitória apenas para enfrentar o Fluminense. Em 1934, Popó voltaria a vestir a camisa rubro-negra para ajudar o clube a vencer a Seleção Paulista. Esta partida contra o Fluminense foi a segunda interestadual do Vitória. A primeira foi contra um clube também da Guanabara, o América, em 1921, quando o rubro-negro perdeu por 2x1. Inauguração dos refletores do Mário Pessoa-Ilhéus Em 15 de novembro de 1961, Vitória e Fluminense fizeram a festa de inauguração dos refletores do Estádio Mário Pessoa, em Ilhéus. O Time do Rio venceu por 1x0 com gol de um certo Telê, que mais tarde se tornaria o grande mestre Telê Santana. O Vitória atuou com Zé Carlos, Leone (Hélio) e Medrado; Nelinho, Roberto e Kleber; Valdir, Carlinhos (Nilsinho), Léo (Artur Lima), Alfredo e Jairo, o treinador era Sotero Monteiro. O Fluminense formou com Castilho, Marinho, Pinheiro e Altair; Edmilson e Clóvis; Telê, Paulinho, Humberto Tozzi (Jair Francisco), Toni e Hilton (Calasans); Zezé Moreira era o treinador. Ba-Vi x Fla-Flu Em dezembro de 1971, foi realizado na Fonte Nova o Torneio José Macedo Aguiar, com a presença de Bahia, Vitória, Flamengo e Fluminense. Na primeira rodada os dois jogos terminaram em 0x0: Vitória x Fluminense e Bahia x Flamengo. Na segunda e última rodada o Fluminense venceu o Bahia por 1x0 e o Vitória empatou com o Flamengo em 1x1. Vitória, River Plate, Grêmio e Fluminense Em janeiro de 1972, foi realizado na Fonte Nova o Torneio Internacional Cidade de Salvador, com a participação de Vitória, River Plate, Grêmio e Fluminense. Todos os clubes se enfrentaram. O Vitória estreou perdendo para o River Plate da Argentina por 2x1, depois empatou com o Grêmio em 0x0, e venceu o Fluminense por 1x0, na última rodada, gol de Juarez. O Grêmio foi o campeão do Torneio, Vitória e River ficaram empatados em 2º e o Flu foi o lanterna. BA-Vi x Fla-Flu Em dezembro de 1971, foi realizado na Fonte Nova o Torneio José Macedo Aguiar, com a presença de Bahia, Vitória, Flamengo e Fluminense. Na primeira rodada os dois jogos terminaram em 0x0: Vitória x Fluminense e Bahia x Flamengo. Na segunda e última rodada o Fluminense venceu o Bahia por 1x0 e o Vitória empatou com o Flamengo em 1x1. Maiores goleadas No segundo confronto, em 1945, o Fluminense goleou o Vitória por 6x2 na Graça. No ano seguinte, ainda na Graça, os cariocas aplicaram outra goleada: 5x0. São essas as maiores goleadas destes confrontos Maior público foi em amistoso O jogo que mais levou torcedor para ver um Vitória e Flu foi num amistoso realizado na Fonte Nova em 19 de fevereiro de 1975, quando 33.948 pagantes viram o Fluminense vencer por 2x0. Colaboração: Alexandre Magno Barreto Berwanger

Crimes

Dono da rádio Bezerros FM e do jornal Folha do Agreste, o Radialista José Givonaldo Vieira, de 40 anos, foi assassinado em frente à emissora, nesta segunda-feira (14/12). De acordo com a polícia, a vítima levou cinco tiros, o que caracteriza execução. O Radialista foi levado ao hospital Jesus Pequenino, em Bezerros (PE), mas como o caso era grave, foi transferido para o Hospital Regional de Caruaru. No trajeto, não resistiu aos ferimentos e morreu. Ele chegava em se Golf à sede da rádio localizada na Avenida Major Aprígio da Fonseca, no centro de Bezerros, 100 quilômetros do Recife, quando três homens em um Gol pararam perto dele. Testemunhas contam que o Radialista baixou o vidro do carro para falar com um dos homens quando foi atingido no tórax. Para tentar fugir, saiu do carro e levou mais quatro tiros, sendo um na nuca. Três delegados estão investigando o crime: o diretor-geral de Operações da Polícia Judiciária, Osvaldo Morais, Leidemar Almeida Bezerra, da delegacia de Bezerros, e Érica Bezerra, do Departamento de Proteção a Pessoa. Além das empresas de comunicação, José Givanaldo Vieira era dono da banda Cawboy´s do Nordeste, da Fax Produções, e de uma pousada. Mesmo sendo proprietário da rádio, ele apresentava um dos programas mais populares da cidade, chamado Bezerros Comunidade, onde os ouvintes tinham participação. Outros casos Não é a primeira vez, que um radialista morre dessa forma. Em 1º de julho de 2005, Jota Cândido, 45 anos, foi alvejado com 18 tiros na frente da Rádio Comunitária FM, localizada em Carpina, Zona da Mata Pernambucana, onde trabalhava e era conhecido por fazer denúncias de nepotismo na prefeitura. As investigações apontaram o policial militar e chefe da guarda municipal de Carpina, Luiz André de Carvalho, como mandante do crime. O cabo André, como era conhecido, teria recebido ajuda dos policiais militares Edilson Soares Rodrigues e Tairone César da Silva Pereira, além do motorista Jorge José da Silva. As investigações ainda continuam para saber se há envolvimento de outras pessoas. Os quatro nomes indiciados pela Polícia Civil e denunciados pela promotora Rosângela Furtado Padela, contudo, respondem ao crime em liberdade e serãolevados a júri popular. Outro caso que também chamou a atenção aconteceu em 25 de abril de 2008, também em Carpina. O radialista Dênis Araújo, da Rádio 106 FM, escapou de ser morto a golpes de foice pelo prefeito do município, Manuel Botafogo (PSDB), durante a cobertura de um protesto de sem-teto. Como Botafogo tem fórum privilegiado, responde por tentativa de homicídio em liberdade, mas concorreu à reeleição e ganhou com o dobro de votos do segundo colocado. Teve 20.038 votos.

Rede Record

Record Minas investe no jornalismo e inaugura News Room Rafael Menezes, de São Paulo A Rede Record comemora uma nova fase do seu jornalismo. A emissora fez um grande investimento em sua equipe em Minas Gerais contratando cerca de 30 profissionais para seus programas jornalísticos, além do News Room, cenário jornalístico que integra a redação aos apresentadores e que conta com novos equipamentos tecnológicos para suas coberturas. A inauguração oficial do News Room foi feita nesta segunda-feira (14/12) por Ana Paula Padrão, que apresentou o Jornal da Record direto de Belo Horizonte. “O News Room em Minas marca uma nova maneira da Record transmitir notícias à população que valoriza o trabalho jornalístico, propiciando cada vez mais ao telespectador uma informação de qualidade”, explicou Carlos Alves, diretor executivo da Record Minas. A primeira reportagem de Luiz Gustavo foi exibida durante o telejornal. O repórter foi até Belo Vale, em uma vila só de mulheres agricultoras. “Estou muito feliz. É um momento importante para o jornalismo e para Record. Estou em busca de novos desafios profissionais e gosto muito de fazer matérias envolvendo pessoas, mostrando situações do dia-a-dia”, afirma. Outra estreia foi do jornal Direto da Redação, apresentado pela jornalista Daniela Murad. “O maior objetivo da emissora é investir no jornalismo, que é o carro chefe da Record. O investimento é pensando no telespectador, para que possam ter uma programação com mais qualidade e assistir um jornal local com bom conteúdo. Além de trazer o mercado publicitário mais perto da emissora”, afirma Alves. A nova integrante da Record Minas é a jornalista Roberta Marques, que apresentava o Band Minas. A emissora ainda contratou sete profissionais para o escritório em Varginha, sete para Juiz de Fora, além de 14 pessoas para fazer parte do Hoje em Dia em Minas, que terá apresentação da ex-miss Nathália Guimarães. Fonte: www.comunique-se.com.br

Fluminense F.C.

Torneio José de Paula Júnior (Quadrangular de Belo Horizonte) 1952 22/JUN/1952 AMÉRICA(MG) 3-1 ATLÉTICO(MG) FLUMINENSE(GB) 2-0 CRUZEIRO(MG) [Orlando (2)] 25/JUN/1952 FLUMINENSE(GB) 2-1 AMÉRICA(MG) CRUZEIRO(MG) 4-0 ATLÉTICO(MG) [Barra Mansa (2), Chiquinho (2)] 29/JUN/1952 ATLÉTICO(MG) 2-1 FLUMINENSE(GB) CRUZEIRO(MG) 5-1 AMÉRICA(MG) [Abelardo, Barra Mansa, Chiquinho, Pampolini, Raimundinho ; Harvey] 01º FLUMINENSE(GB) 4 E CRUZEIRO(MG) 4 03º AMÉRICA(MG) 2 03º ATLÉTICO(MG) 2 Cruzeiro e Fluminense terminaram empatados em 1º lugar, mas o tricolor, por ser visitante, tinha o direito de ficar com a taça e o título do torneio. No entanto, a diretoria do Fluminense ofereceu um amistoso ao Cruzeiro, no Rio de Janeiro, para decidir o torneio. DECISÃO (DISPUTADA NO ESTÁDIO ÁLVARO CHAVES) 09/JUL/1952 FLUMINENSE(GB) 3-2 CRUZEIRO(MG) [Orlando (2), Quincas ; Pampolini, Sabu] * FLUMINENSE SAGROU-SE CAMPEÃO. O time campeão do Fluminense foi: Castilho, Píndaro, Pinheiro - Jair, Edson, Bigode - Telê, Orlando, Simões, Didi, Quincas. Tamb‚m atuaram: Robson, Vilaslobos, Carlyle e Marinho. Colaboração: Alexandre Magno Barreto Berwanger

A letra "P"

Apenas a língua portuguesa nos permite escrever isso:
Pedro Paulo Pereira Pinto, pequeno pintor português, pintava portas, paredes, portais. Porém, pediu para parar porque preferiu pintar panfletos. Partindo para Piracicaba, pintou prateleiras para poder progredir.

Posteriormente, partiu para Pirapora. Pernoitando, prosseguiu para Paranavaí, pois pretendia praticar pinturas para pessoas pobres. Porém, pouco praticou, porque Padre Paulo pediu para pintar panelas, porém posteriormente pintou pratos para poder pagar promessas. Pálido, porém personalizado, preferiu partir para Portugal para pedir permissão para papai para permanecer praticando pinturas, preferindo, portanto, Paris. Partindo para Paris, passou pelos Pirineus, pois pretendia pintá-los.

Pareciam plácidos, porém, pesaroso, percebeu penhascos pedregosos, preferindo pintá-los parcialmente, pois perigosas pedras pareciam precipitar-se principalmente pelo Pico, porque pastores passavam pelas picadas para pedirem pousada, provocando provavelmente pequenas perfurações, pois, pelo passo percorriam, permanentemente, possantes potrancas. Pisando Paris, pediu permissão para pintar palácios pomposos, procurando pontos pitorescos, pois, para pintar pobreza, precisaria percorrer pontos perigosos, pestilentos, perniciosos, preferindo Pedro Paulo precaver-se.

Profundas privações passou Pedro Paulo. Pensava poder prosseguir pintando, porém, pretas previsões passavam pelo pensamento, provocando profundos pesares, principalmente por pretender partir prontamente para Portugal. Povo previdente! Pensava Pedro Paulo... Preciso partir para Portugal porque pedem para prestigiar patrícios, pintando principais portos portugueses. – Paris! Paris! Proferiu Pedro Paulo.

Parto, porém penso pintá-la permanentemente, pois pretendo progredir. Pisando Portugal, Pedro Paulo procurou pelos pais, porém, papai Procópio partira para Província. Pedindo provisões, partiu prontamente, pois precisava pedir permissão para papai Procópio para prosseguir praticando pinturas.

Profundamente pálido, perfez percurso percorrido pelo pai. Pedindo permissão, penetrou pelo portão principal. Porém, papai Procópio puxando-o pelo pescoço proferiu: Pediste permissão para praticar pintura, porém, praticando, pintas pior. Primo Pinduca pintou perfeitamente prima Petúnia. Porque pintas porcarias? Papai – proferiu Pedro Paulo – pinto porque permitiste, porém, preferindo, poderei procurar profissão própria para poder provar perseverança, pois pretendo permanecer por Portugal.

Pegando Pedro Paulo pelo pulso, penetrou pelo patamar, procurando pelos pertences, partiu prontamente, pois pretendia pôr Pedro Paulo para praticar profissão perfeita: pedreiro! Passando pela ponte precisaram pescar para poderem prosseguir peregrinando.

Primeiro, pegaram peixes pequenos, porém, passando pouco prazo, pegaram pacus, piaparas, pirarucus. Partindo pela picada próxima, pois pretendiam pernoitar pertinho, para procurar primo Péricles primeiro. Pisando por pedras pontudas, papai Procópio procurou Péricles, primo próximo, pedreiro profissional perfeito.

Poucas palavras proferiram, porém prometeu pagar pequena parcela para Péricles profissionalizar Pedro Paulo. Primeiramente Pedro Paulo pegava pedras, porém, Péricles pediu-lhe para pintar prédios, pois precisava pagar pintores práticos. Particularmente Pedro Paulo preferia pintar prédios. Pereceu pintando prédios para Péricles, pois precipitou-se pelas paredes pintadas. Pobre Pedro Paulo pereceu pintando... Permita-me, pois, pedir perdão pela paciência, pois pretendo parar para pensar... Para parar preciso pensar. Pensei. Portanto, pronto pararei.

E você ainda se acha o máximo quando consegue dizer: "O Rato Roeu a Rica Roupa do Rei de Roma"

Futebol Baiano

Mudança de nome nos clubes baianos (apenas clubes que disputaram o campeonato baiano da primeira divisão) 13/05/1899 Club Cricket Victoria 1901 Sport Club Victoria 1942 Esporte Clube Vitória 07/09/1906 Sport Club Sete de Setembro 1914 Sport Club Ypiranga ?? Esporte Clube Ypiranga 03/05/1904 Sport Club Santos Dumont 07/05/1912 Athletico Foot-Ball Club 12/10/1920 Guarany Sport Club 1942 Associação Desportiva Guarany 1922 Sport Club Victoria (Ilhéus) 1969 Cruzeiro da Vitória 10/1969 Ilhéus Atlético Clube (fusão com Cruzeiro, Colo-Colo e Flamengo) 1974 desfeita a fusão 13/12/1927 São Cristovam Auto Sport Club ?? São Cristóvão Esporte Clube ?? Antarctica Foot-Ball Club 01/12/1934 Sport Club Brasil 02/07/1937 Associação Desportiva Bahia 1967 Associação Desportiva Bahia de Feira ?? Bahia de Feira LTDA ??Associação Desportiva Bahia de Feira ?? Flamengo 20/11/1969 Associação Desportiva Jequié 08/11/1968 Fluminense Futebol Clube 1992 Camaçari Futebol Clube ?? Associação Atlética SMTC [Serviço Municipal de Transporte Coletivo] 1970 Monte Líbano E.C 11/03/1996 Grapiúna Atlético Clube 11/03/2002 Itabuna Atlético Clube 01/01/1974 Associação Desportiva Catuense 2003 Catuense Futebol S/A 2000 Esporte Clube Independente 2002 Palmeiras do Nordeste 2007 Feirense Esporte Clube.

Literatura

Título: FUTEBOL MUNDIAL DE CLUBES Autor: Maurício Todeschini Editora: ALL PRINT EDITORA Sinopse: “Futebol Mundial de Clubes” é uma obra complexa. Dentre os vários assuntos abordados, traz pela primeira vez os principais campeonatos internacionais de clubes disputados na Europa, América do Sul, América do Norte e Central, África, Ásia e Oceania, além dos Mundiais, com histórico dos torneios, logotipos, fotos dos troféus e tabelas com os times campeões e vice-campeões. O tema central e original do livro, porém, consiste em mostrar como e porquê o futebol se encaminha para a globalização em termos de competições, abordando aspectos como a busca frenética dos grandes clubes europeus por novos mercados e a previsibilidade das ligas nacionais na maior parte do globo. Atendendo a estes e a outros interesses contemporâneos de clubes, federações, atletas, empresas e torcedores, o autor apresenta uma proposta prática e detalhada – enviada à Fifa e às demais entidades oficiais do esporte –, acerca de um calendário unificado, com a criação de três divisões para o Futebol Mundial Interclubes, potencialmente mais interessante para todos estes segmentos, em termos de competitividade, rentabilidade e emoção. Para isso, o autor reuniu e classificou todas as equipes finalistas das principais competições internacionais de clubes do mundo, ilustradas com seus escudos atuais e coloridos e respectivos títulos e vice-campeonatos. São Paulo, Corinthians, Palmeiras, Santos, Flamengo, Vasco, Botafogo, Grêmio, Internacional, Cruzeiro, Atlético Mineiro, Atlético Paranaense, Barcelona, Real Madrid, Milan, Ajax, Boca Juniors, Manchester United... Confira aonde estaria seu time de coração na obra que, segundo o autor, antevê um futuro breve e inevitável para o esporte mais popular do planeta. Uma nova era para o futebol mundial! Sobre o Autor Nascido em Santa Maria (RS), em 24 de outubro de 1977, Maurício de Brito Todeschini viveu praticamente toda sua vida no Estado do Paraná. Formado pela tradicional Faculdade de Direito de Curitiba, em 1999, trabalhou como advogado e delegado da Polícia Civil do Paraná antes de ingressar no Departamento de Polícia Federal, também no cargo de delegado, que ocupa atualmente. Apesar de sua carreira profissional ter se direcionado à segurança pública, a paixão e o estudo do futebol o acompanham desde criança, quando criava tabelas e campeonatos fictícios. Idéias que hoje amadurecidas, e seguindo as tendências globais do esporte, tomam forma neste sério trabalho, que entende ser o futuro breve e inevitável do futebol; o registro, segundo o autor, de que “nem todos dormiam enquanto a histórica claramente se modificava”.

COPA SUL AMERICANA

OS FINALISTAS DA COPA SUL AMERICANA ANO - CAMPEÃO - VICE CAMPEÃO 2009 - LDU (Equador) - Fluminense (Brasil) 2008 - Inter-RS (Brasil) - Estudiantes (Argentina) 2007 - Arsenal (Argentina) - América (México) 2006 - Pachuca (México) - Colo Colo (Chile) 2005 - Boca Juniors (Argentina) - Pumas (México) 2004 - Boca Juniors (Argentina) - Bolívar (Bolívia) 2003 - Cienciano (Peru) - River Plate (Argentina) 2002 - San Lorenzo (Argentina) - Atlético Nacional (Colômbia) OS ARTILHEIROS DA COPA SUL AMERICANA ANO - ARTILHEIROS - CLUBE - GOLS 2009 - Bieler-LDU (EQU) - 08 gols, 2008 - Alex-Inter-RS (BRA)- 05 e Nilmar-Inter-RS(BRA) - 05 2007 - Ciciliano-Millonarios (COL)- 06 2006 - Suazo-Colo Colo (CHI) - 10 2005 - Marioni-Pumas UNAM (MEX) - 07 2004 - ChiorazzoBolívar (BOL) - 05 2003 - Carty-Cienciano (PER) - 04 2002 - Astudillo-San Lorenzo (ARG) 04, Galindo-Bolívar (BOL)- 04 e Webo-Nacional (URU) - 04 gols. Fonte: www.bolanaarea.com

Rádio AM

Antônio Manoel Góes*
Sou Antônio Manoel (Góes), radiojornalista, 67 anos. Num desses acasos da internet, esbarrei em seu blog e li, com especial interesse, as postagens sobre a Rádio Globo/Rio. Trabalhei lá, de 1977 a 1981, na equipe de esportes de Waldir Amaral/Jorge Curi. ‘Oficialmente’ repórter, fui produtor dos programas ‘Esporte no Ar’ e ‘Panorama Esportivo’, apresentando nesse último uma janela sobre as ‘últimas do Brasil e exterior’. Fazia o ‘plantão’, na retaguarda, com o Jairo de Souza, na Globo, coordenando as jornadas esportivas de quartas, sábados e domingos. Na realidade, durante os 5 anos em que lá trabalhei, além de redator e produtor da programação esportiva, incluído o arquivo de gols reprisados na pré-hora, com o ‘Bola pra Frente’ e a ‘Jornada...’. Redigia(e apresentava, com o Jairo), o ‘Grande Placar Esportivo’. Em minha volta ao Rio(abril/1977), apresentado pelo conterrâneo de Alagoas, Edson Mauro, após dois anos em Londrina-PR(trabalhei no Banco do Brasil, de que sou aposentado faz quase 18), descobriu, desencantado, que os programas esportivos eram produzidos ‘na perna’, sem texto, tudo à base de improvisação nas chamadas de ‘sonoras’ de setoristas dos clubes(Kléber, Loureiro, Fernando Carlos, Danilo Bahia, Gilson Ricardo, Luís Penido), da participação dos comentaristas (João Saldanha, Afonso Soares, Mário Vianna, Alberto Rodrigues, Cláudio Moisés), além dos narradores (Edson Mauro, Cézar Rizzo, Antônio Porto). Tratei de redigir, como aprendi desde os idos de 1959, na rádio de minha cidade natal (Penedo-Alagoas), o que me valeu total aprovação do chefe Waldir. Sem dúvida, honra-me ter participado do fim dos tempos áureos do rádio carioca, na Globo-AM ( Haroldo de Andrade, Paulo Giovanni, Adelzon, Zarifi (Brasil-sil-sil-sil-sil!!!), Luciano Alves, Waldir Vieira, Gilberto Lima, Guilherme de Souza, Isaac Zaltman, Antônio Carlos Bianchini, Roberto Figueiredo, comunicadores e noticiaristas). Sérgio Nogueira lá comparecia, entre 1978 e 79, para tratar da venda de automóveis, e, vez por outra, falava conosco sobre a possibilidade de fazer um teste como locutor de estúdio. Fui um dos falaram com o ‘Zarifão’, que autorizou gravasse uns textos. Acabou aproveitado na Eldorado e seguiu, como noticiarista, na Rádio Globo. Assumi, no fim de 1979, o programa ‘Portugal Esportivo’(“Você tem nome de português’, ponderou Waldir, ao me passar a responsabilidade), substituindo o grande Arthur Agostinho (edição semanal, aos sábados, às 19h40) que retornara a Lisboa, de onde viera (1974), ‘exilado’ em função da Revolução dos Cravos e sua ligação com a ditadura deposta. Arthur, ainda bem vivo, aos 85 anos, o mais famoso cronista esportivo lusitano, era(e continua no batente) ator de TV e cinema. Lamentavelmente, o rádio carioca vai célere ladeira abaixo, (des)administrado por pessoas alheias ao ramo. A Globo, hoje rede de rádio com geração principal em São Paulo, bem assim a CBN, igualmente a partir da capital paulista, tem seus prefixos cariocas como meros subsidiários do ‘sistema’. A verdade, Paulo Francisco, é que, a partir das duas maiores emissoras, Globo e Tupi, pagam mal e porcamente aos profissionais, além da terceirização dos serviços, notadamente os departamentos de esporte. Como ‘audiência’, subsiste aqui a BandNewsFM, dentro da mesma linha permissiva de salários inexpressivos, à base do odioso’ bom e barato’. As empresas visam, acima de tudo, ao lucro, sem priorizar o talento de seus profissionais. Demiti-me da Rádio Globo, em novembro/1981, para encarar o desafio de ajudar na implantação do Canal 5-TV Alagoas, segunda de meu Estado, retornando a Maceió, onde me aposentei do BB, em 1993, após participar intensamente do movimento sindical e popular, além das lutas pós-redemocratização, nos anos 80/90. Novamente no Rio, em 1996, deparei-me com a mixórdia do rádio. Passaram a empregar detentores de diploma de jornalismo, como se as faculdades preparassem comunicadores necessários a estes tempos de novas mídias audiovisuais, em particular a internet. Eu próprio, já sessentão, voltei à faculdade e fiz ‘Comunicação’, um dinossauro trocando figurinhas com jovens despreparados, sem informação elementar sobre o mundo que os cerca. Hoje milito no Conselho de Cidadania do Alto da Boa Vista, entorno da Floresta da Tijuca, a braços com a recuperação de áreas degradadas pela especulação imobiliária e a garantia de regularização fundiária para moradores históricos, cujos antepassados lá chegaram há mais de um século. Infelizmente, companheiro, o rádio do Rio está em queda livre há quase duas décadas, sem qualquer sinal alentador de volta aos bons tempos sobre os quais exagerei nessa despropositada ‘dissertação’. Para terminar, sempre fui ouvinte das rádios de Goiânia, nas ondas curtas (Brasil Central e Anhanguera), desde meus idos de Alagoas, faz um montão de décadas. Waldir Amaral, meu chefe na Globo e competente diretor comercial do sistema inteiro, à época, veio aí do ‘coração verde da pátria’, como diria o Porto, também de saudosa memória. Desculpe-me pelo estorvo, mas é que, ao lê-lo (matéria do blog ‘radiobase’,em 17.11.2008), vi-me tocado, conquanto o atraso de um ano, a remover coisas do baú.
*Antônio Manoel Góes–Rio de Janeiro-RJ .

Rádio AM

Antônio Manoel Góes*
Sou Antônio Manoel (Góes), radiojornalista, 67 anos. Num desses acasos da internet, esbarrei em seu blog e li, com especial interesse, as postagens sobre a Rádio Globo/Rio. Trabalhei lá, de 1977 a 1981, na equipe de esportes de Waldir Amaral/Jorge Curi. ‘Oficialmente’ repórter, fui produtor dos programas ‘Esporte no Ar’ e ‘Panorama Esportivo’, apresentando nesse último uma janela sobre as ‘últimas do Brasil e exterior’. Fazia o ‘plantão’, na retaguarda, com o Jairo de Souza, na Globo, coordenando as jornadas esportivas de quartas, sábados e domingos. Na realidade, durante os 5 anos em que lá trabalhei, além de redator e produtor da programação esportiva, incluído o arquivo de gols reprisados na pré-hora, com o ‘Bola pra Frente’ e a ‘Jornada...’. Redigia(e apresentava, com o Jairo), o ‘Grande Placar Esportivo’. Em minha volta ao Rio(abril/1977), apresentado pelo conterrâneo de Alagoas, Edson Mauro, após dois anos em Londrina-PR(trabalhei no Banco do Brasil, de que sou aposentado faz quase 18), descobriu, desencantado, que os programas esportivos eram produzidos ‘na perna’, sem texto, tudo à base de improvisação nas chamadas de ‘sonoras’ de setoristas dos clubes(Kléber, Loureiro, Fernando Carlos, Danilo Bahia, Gilson Ricardo, Luís Penido), da participação dos comentaristas (João Saldanha, Afonso Soares, Mário Vianna, Alberto Rodrigues, Cláudio Moisés), além dos narradores (Edson Mauro, Cézar Rizzo, Antônio Porto). Tratei de redigir, como aprendi desde os idos de 1959, na rádio de minha cidade natal (Penedo-Alagoas), o que me valeu total aprovação do chefe Waldir. Sem dúvida, honra-me ter participado do fim dos tempos áureos do rádio carioca, na Globo-AM ( Haroldo de Andrade, Paulo Giovanni, Adelzon, Zarifi (Brasil-sil-sil-sil-sil!!!), Luciano Alves, Waldir Vieira, Gilberto Lima, Guilherme de Souza, Isaac Zaltman, Antônio Carlos Bianchini, Roberto Figueiredo, comunicadores e noticiaristas). Sérgio Nogueira lá comparecia, entre 1978 e 79, para tratar da venda de automóveis, e, vez por outra, falava conosco sobre a possibilidade de fazer um teste como locutor de estúdio. Fui um dos falaram com o ‘Zarifão’, que autorizou gravasse uns textos. Acabou aproveitado na Eldorado e seguiu, como noticiarista, na Rádio Globo. Assumi, no fim de 1979, o programa ‘Portugal Esportivo’(“Você tem nome de português’, ponderou Waldir, ao me passar a responsabilidade), substituindo o grande Arthur Agostinho (edição semanal, aos sábados, às 19h40) que retornara a Lisboa, de onde viera (1974), ‘exilado’ em função da Revolução dos Cravos e sua ligação com a ditadura deposta. Arthur, ainda bem vivo, aos 85 anos, o mais famoso cronista esportivo lusitano, era(e continua no batente) ator de TV e cinema. Lamentavelmente, o rádio carioca vai célere ladeira abaixo, (des)administrado por pessoas alheias ao ramo. A Globo, hoje rede de rádio com geração principal em São Paulo, bem assim a CBN, igualmente a partir da capital paulista, tem seus prefixos cariocas como meros subsidiários do ‘sistema’. A verdade, Paulo Francisco, é que, a partir das duas maiores emissoras, Globo e Tupi, pagam mal e porcamente aos profissionais, além da terceirização dos serviços, notadamente os departamentos de esporte. Como ‘audiência’, subsiste aqui a BandNewsFM, dentro da mesma linha permissiva de salários inexpressivos, à base do odioso’ bom e barato’. As empresas visam, acima de tudo, ao lucro, sem priorizar o talento de seus profissionais. Demiti-me da Rádio Globo, em novembro/1981, para encarar o desafio de ajudar na implantação do Canal 5-TV Alagoas, segunda de meu Estado, retornando a Maceió, onde me aposentei do BB, em 1993, após participar intensamente do movimento sindical e popular, além das lutas pós-redemocratização, nos anos 80/90. Novamente no Rio, em 1996, deparei-me com a mixórdia do rádio. Passaram a empregar detentores de diploma de jornalismo, como se as faculdades preparassem comunicadores necessários a estes tempos de novas mídias audiovisuais, em particular a internet. Eu próprio, já sessentão, voltei à faculdade e fiz ‘Comunicação’, um dinossauro trocando figurinhas com jovens despreparados, sem informação elementar sobre o mundo que os cerca. Hoje milito no Conselho de Cidadania do Alto da Boa Vista, entorno da Floresta da Tijuca, a braços com a recuperação de áreas degradadas pela especulação imobiliária e a garantia de regularização fundiária para moradores históricos, cujos antepassados lá chegaram há mais de um século. Infelizmente, companheiro, o rádio do Rio está em queda livre há quase duas décadas, sem qualquer sinal alentador de volta aos bons tempos sobre os quais exagerei nessa despropositada ‘dissertação’. Para terminar, sempre fui ouvinte das rádios de Goiânia, nas ondas curtas (Brasil Central e Anhanguera), desde meus idos de Alagoas, faz um montão de décadas. Waldir Amaral, meu chefe na Globo e competente diretor comercial do sistema inteiro, à época, veio aí do ‘coração verde da pátria’, como diria o Porto, também de saudosa memória. Desculpe-me pelo estorvo, mas é que, ao lê-lo (matéria do blog ‘radiobase’,em 17.11.2008), vi-me tocado, conquanto o atraso de um ano, a remover coisas do baú.
*Antônio Manoel Góes–Rio de Janeiro-RJ .

O futebol uruguaio na história do Vitória-BA

Por Ubiratan Brito*
 Ao entrar no campo do Estádio Centenário para enfrentar o River Plate de Montevidéu, pela copa Sulamericana, o Vitória pisa pela primeira vez em gramados uruguaios. Apesar de nunca ter jogado no país vizinho, o futebol celeste marcou presença em alguns momentos da história do Leão da Barra.
Confira:
- 1927 - O Vitória contrata o meia Carlos Viola Solo, que além de jogador atuavam também como treinador. Oriundo do Germânia, da capital paulista, o uruguaio Viola chegou cheio de boas referências e não decepcionou. Acontece que do restante do time só se salvava o goleiro De-Vecchi, que apesar do nome era baiano. Na estréia sobraram elogios da imprensa ao craque, mesmo o Vitória tendo perdido de 6x1 para o Bahiano de Tênis. Os jogos seguintes não foram diferentes, boas atuações de Viola e derrotas para Guarany e Ypiranga. Na despedida o único triunfo do jogador treinador: 3x2 sobre a Associação Atlética. No ano seguinte Viola foi ser campeão pernambucano pelo Sport, ainda exercendo as duas funções.
- 1957 - No dia 08 de julho de 1957 o Vitória enfrenta pela primeira vez uma equipe do Uruguai. Jogando na Fonte Nova, numa segunda-feira, pois as chuvas impediram a realização da partida no domingo, o Vitória perde de virada para o Wanderer Montevideo por 2x1, com gols de Muscarelli e Cabrera para os visitantes e Ceninho para o rubro-negro. O Vitória atuou com Albertino, Zeca e Colário; Pinguela (Zeti), Nelinho e Boquinha;Teotônio, Matos, Ceninho, Lia e Gilberto Fialho (Enaldo). O Wanderer venceu formando com Enriquez, Soza e Tejera; Audes, Barrios e Mendez; Rumbo, Andrada (Cabrera), Guaglianoni, Jimenez (Pazza) e Muscarelli.
-  1970 - Depois de uma campanha ruim no primeiro turno do estadual, o rubro-negro contrata o treinador uruguaio Raúl Higino Bentancourt, que foi ídolo no Sport Recife e há vários anos vinha treinando equipes nordestinas, inclusive o Conquista e o Galícia. A passagem de Raúl Bentancourt não foi das melhores e o comando técnico da equipe foi substituído após 11 jogos e apenas 4 vitórias.
-  1973 - O Vitória traz o zagueiro Tottin, do futebol uruguaio. As informações do empresário davam conta de que ele havia atuado no Penãrol e na Seleção de seu país. Após alguns dias treinando, o zagueiro aguardava sua estréia quando um repórter baiano entrou em contato com um colega de Montevidéu que revelou: nenhum jogador com este nome jamais jogou no Peñarol ou na Seleção. Tottin, envergonhado, não deu mais entrevistas e dias depois foi embora sem sequer estrear com a camisa vermelha e preta.
-  1987 - Dois uruguaios chegam juntos para o rubro-negro: o zagueiro Roberto Mouzo que com problemas numa perna, acabou sendo dispensado sem jogar e o goleiro Gustavo Fernandez. Gustavo Fernandez, de 37 anos, tomou a camisa 1 de Borges e atuou até o final do campeonato baiano. Um fato curioso foi uma punição de cinco jogos imposta pela FBF após uma expulsão de Fernandez num jogo contra o Itabuna. Toda a imprensa achou um exagero e o goleiro, aos prantos, declarou nunca ter sido expulso em quase 20 anos de carreira, construída no Racing, Sevilla da Espanha, Seleção do Uruguai na Copa de 74 além de outros clubes.
-  1988 - maio. Após conquistar o primeiro turno do campeonato baiano, o Vitória, treinado pelo ídolo Mário Sérgio, convidou a Nacional do Uruguai para a festa de comemoração. Vindo de duas vitórias sobre o Flamengo pela Copa dos Campeões da Libertadores e trazendo no elenco cinco jogadores da seleção celeste, o Nacional mostrou muita qualidade e o jogo não saiu do 0x0. Foi a última vez que o Vitória enfrentou uma equipe uruguaia.
-  1988 - agosto. O Vitória contrata o zagueiro Dorotéo Luis Silva Rocha, uruguaio que estava no Juventude de Caxias. Dorotéo Silva jogou no Vitória entre setembro de 1988 e junho de 1989, ano em que foi campeão baiano. Fez um total de 29 partidas, sendo 26 oficiais, e marcou três gols. Em 1986 o Leão já havia tentado trazer o jogador, que pertencia ao Santo André, mas o clube do ABC paulista ganhou uma vaga de ultima hora no campeonato nacional e desistiu de negociar o atleta.
- 1994 - O Vitória perde cinco partidas seguidas e a direção muda o treinador, demitindo João Francisco e contratando Sérgio Ramírez D’Avila, uruguaio que foi lateral do Flamengo e do Sport. Sérgio Ramírez foi uma opção porque o rubro-negro iria disputar a Copa Conmebol, e precisava de um técnico com experiência internacional. O treinador poderia ter sido campeão baiano, se não cometesse aquele famoso erro de substituir o zagueiro João Marcelo pelo meia Gerson nos minutos finais da decisão contra o maior rival. No Brasileiro, sem vencer depois das três primeiras rodadas, Ramírez cedeu o posto para Fito Neves.
-  1997 - Buscando reforçar o plantel para sua segunda participação na Copa Conmebol, o Vitória contrata o zagueiro uruguaio Moas. Apesar de boa técnica e porte físico de impor respeito, Eber Alejandro Moas Silveira não foi um dos melhores zagueiros que jogou no Barradão, mas não comprometeu e teve uma passagem regular. Moas vestiu a camisa rubro-negra em 41 jogos, de agosto de 1997 até maio de 1998, tornando-se o uruguaio que mais jogou pelo Vitória.
- 1998 - Quatro meses após a saída de Moas o rubro-negro contrata outro jogador uruguaio. Desta vez é o atacante Nicolas Diego Hernandes Gomez que chega à Toca. Hernandez, que tinha passado pelo Valencia da Espanha, impressionou pela seqüência de 4 gols marcados em 4 jogos seguidos; virou galã das tietes rubro-negras e depois puxou o freio de mão. No ano seguinte não conseguiu manter a titularidade absoluta, mas contribuiu para a conquista da Copa do Nordeste e do Campeonato Baiano. Hernandez fez 36 jogos com a camisa do Vitória e marcou 16 gols. Foi a última experiência rubro-negra com o futebol celeste.
 *Ubiratan Brito é pesquisador

Campeões Mundiais

Tostão* Na semana passada, ao chegar de férias, soube, sem ainda saber detalhes, que o governo federal vai premiar, com um pouco mais de R$ 400 mil, cada um dos campeões do mundo, pelo Brasil, em todas as Copas. Não há razão para isso. Podem tirar meu nome da lista, mesmo sabendo que preciso trabalhar durante anos para ganhar essa quantia. O governo não pode distribuir dinheiro público. Se fosse assim, os campeões de outros esportes teriam o mesmo direito. E os atletas que não foram campeões do mundo, mas que lutaram da mesma forma? Além disso, todos os campeões foram premiados pelos títulos. Após a Copa de 1970, recebemos um bom dinheiro, de acordo com os valores de referência da época.. O que precisa ser feito pelo governo, CBF e clubes por onde atuaram esses atletas é ajudar os que passam por grandes dificuldades, além de criar e aprimorar leis de proteção aos jogadores e sua s famílias, como pensões e aposentadorias. É necessário ainda preparar os atletas em atividade para o futuro, para terem condições técnicas e emocionais de exercer outras atividades. A vida é curta, e a dos atletas, mais ainda. Alguns vão lembrar e criticar que recebi, junto com os campeões de 1970, um carro Fusca da prefeitura de São Paulo. Na época, o prefeito era Paulo Maluf. Se tivesse a consciência que tenho hoje, não aceitaria. Tinha 23 anos, estava eufórico e achava que era uma grande homenagem. Ainda bem que a justiça obrigou o prefeito a devolver aos cofres públicos, com o próprio dinheiro, o valor para a compra dos carros. Não foi o único erro que cometi na vida. Sou apenas um cidadão que tenta ser justo e correto. É minha obrigação.” *Tostão dispensa apresentação

Confecom pede transparência em concessões

Na agenda da conferência de comunicação estão a proibição de outorgas para políticos e o limite a igrejas A Confecom (Conferência Nacional de Comunicação), que foi instalada em Brasília na última segunda-feira, 14/12, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pediu mais transparência nas concessões de rádio e televisão, a proibição de políticos possuírem emissoras e a limitação do avanço das igrejas na mídia. Entre as propostas encaminhadas para o evento está o acesso público ao cadastro de sócios de empresas de radiodifusão do Ministério das Comunicações. A identificação dos radiodifusores é tabu no governo, em parte, por causa da presença de políticos na lista. A revogação das concessões vencidas também está sendo proposta. Outra sugestão da Confecom é o fim das autorizações precárias de funcionamento. A relação entre políticos, igrejas e a radiodifusão é o foco de várias proposições. Uma delas sugere a proibição de que políticos recebam outorgas de emissoras comerciais, educativas ou comunitárias. Outra propõe que, no exercício do mandato, eles sejam impedidos de apresentar programas. A legislação em vigor proíbe que políticos em exercício de mandato tenham cargos de gerência nas emissoras de radiodifusão, mas não os impede de serem acionistas das empresas. No tocante às igrejas, uma sugestão é que exista apenas um canal religioso, a ser compartilhado entre todas as denominações religiosas, cada vez mais presentes no setor. A legislação não permite a concessão de radiodifusão a igrejas. Propostas Até o término da conferência, na quinta-feira, 15 grupos discutirão 1.400 propostas, das quais 105 serão colocadas em votação no plenário, onde estarão 1.539 delegados, indicados por empresas, sindicatos e movimentos sociais e governo. A representação do empresariado na conferência está prejudicada pela ausência dos grandes meios de comunicação -6 das 8 entidades representantes das empresas do setor deixaram o evento. Restaram a Bandeirantes, a Rede TV e as empresas de telefonia. Na agenda do evento estão várias propostas contrárias às empresas de radiodifusão, como o controle social sobre a mídia e a criação de horários gratuitos nas TVs e rádios para os movimentos sindicais e sociais. A conferência não tem poder para impor mudanças, mas apenas para recomendá-las. Fonte: www.aesp.org.br

Carta do Zé agricultor para Luís da cidade

A carta a seguir - tão somente adaptada por Barbosa Melo - foi escrita por Luciano Pizzatto que é engenheiro florestal, especialista em direito sócio ambiental e empresário, diretor de Parques Nacionais e Reservas do IBDF/IBAMA 88/89, deputado desde 1989, detentor do 1º Prêmio Nacional de Ecologia. Carta do Zé agricultor para Luís da cidade ""Prezado Luís, quanto tempo. Eu sou o Zé, teu colega de ginásio noturno, que chegava atrasado, porque o transporte escolar do sítio sempre atrasava, lembra né? O Zé do sapato sujo? Tinha professor e colega que nunca entenderam que eu tinha de andar a pé mais de meia légua para pegar o caminhão por isso o sapato sujava. Se não lembrou ainda eu te ajudo. Lembra do Zé Cochilo... hehehe, era eu. Quando eu descia do caminhão de volta pra casa, já era onze e meia da noite, e com a caminhada até em casa, quando eu ia dormi já era mais de meia-noite. De madrugada o pai precisava de ajuda pra tirar leite das vacas. Por isso eu só vivia com sono. Do Zé Cochilo você lembra né Luís? Pois é. Estou pensando em mudar para viver ai na cidade que nem vocês. Não que seja ruim o sítio, aqui é bom. Muito mato, passarinho, ar puro... Só que acho que estou estragando muito a tua vida e a de teus amigos ai da cidade. To vendo todo mundo falar que nós da agricultura familiar estamos destruindo o meio ambiente. Veja só. O sítio de pai, que agora é meu (não te contei, ele morreu e tive que parar de estudar) fica só a uma hora de distância da cidade. Todos os matutos daqui já têm luz em casa, mas eu continuo sem ter porque não se pode fincar os postes por dentro uma tal de APPA que criaram aqui na vizinhança. Minha água é de um poço que meu avô cavou há muitos anos, uma maravilha, mas um homem do governo veio aqui e falou que tenho que fazer uma outorga da água e pagar uma taxa de uso, porque a água vai se acabar. Se ele falou deve ser verdade, né Luis? Pra ajudar com as vacas de leite (o pai se foi, né ...) contratei Juca, filho de um vizinho muito pobre aqui do lado. Carteira assinada, salário mínimo, tudo direitinho como o contador mandou. Ele morava aqui com nós num quarto dos fundos de casa. Comia com a gente, que nem da família. Mas vieram umas pessoas aqui, do sindicato e da Delegacia do Trabalho, elas falaram que se o Juca fosse tirar leite das vacas às 5 horas tinha que receber hora extra noturna, e que não podia trabalhar nem sábado nem domingo, mas as vacas daqui não sabem os dias da semana ai não param de fazer leite. Ô, bichos aí da cidade sabem se guiar pelo calendário? Essas pessoas ainda foram ver o quarto de Juca, e disseram que o beliche tava 2 cm menor do que devia. Nossa! Eu não sei como encumpridar uma cama, só comprando outra né Luis? O candeeiro eles disseram que não podia acender no quarto, que tem que ser luz elétrica, que eu tenho que ter um gerador pra ter luz boa no quarto do Juca. Disseram ainda que a comida que a gente fazia e comia juntos tinha que fazer parte do salário dele. Bom Luis, tive que pedir ao Juca pra voltar pra casa, desempregado, mas muito bem protegido pelos sindicatos, pelo fiscais e pelas leis. Mas eu acho que não deu muito certo. Semana passada me disseram que ele foi preso na cidade porque botou um chocolate no bolso no supermercado. Levaram ele pra delegacia, bateram nele e não apareceu nem sindicato nem fiscal do trabalho para acudi-lo. Depois que o Juca saiu eu e Marina (lembra dela, né? casei) tiramos o leite às 5 e meia, ai eu levo o leite de carroça até a beira da estrada onde o carro da cooperativa pega todo dia, isso se não chover. Se chover, perco o leite e dou aos porcos, ou melhor, eu dava, hoje eu jogo fora. Os porcos eu não tenho mais, pois veio outro homem e disse que a distância do chiqueiro para o riacho não podia ser só 20 metros. Disse que eu tinha que derrubar tudo e só fazer chiqueiro depois dos 30 metros de distância do rio, e ainda tinha que fazer umas coisas pra proteger o rio, um tal de digestor. Achei que ele tava certo e disse que ia fazer, mas só que eu sozinho ia demorar uns trinta dia pra fazer, mesmo assim ele ainda me multou, e pra poder pagar eu tive que vender os porcos as madeiras e as telhas do chiqueiro, fiquei só com as vacas. O promotor disse que desta vez, por esse crime, ele não ai mandar me prender, mas me obrigou a dar 6 cestas básicas pro orfanato da cidade. Ô Luis, ai quando vocês sujam o rio também pagam multa grande né? Agora pela água do meu poço eu até posso pagar, mas tô preocupado com a água do rio. Aqui agora o rio todo deve ser como o rio da capital, todo protegido, com mata ciliar dos dois lados. As vacas agora não podem chegar no rio pra não sujar, nem fazer erosão. Tudo vai ficar limpinho como os rios ai da cidade. A pocilga já acabou, as vacas não podem chegar perto. Só que alguma coisa tá errada, quando vou na capital nem vejo mata ciliar, nem rio limpo. Só vejo água fedida e lixo boiando pra todo lado. Mas não é o povo da cidade que suja o rio, né Luís? Quem será? Aqui no mato agora quem sujar tem multa grande, e dá até prisão. Cortar árvore então, Nossa Senhora!. Tinha uma árvore grande ao lado de casa que murchou e tava morrendo, então resolvi derrubá-la para aproveitar a madeira antes dela cair por cima da casa. Fui no escritório daqui pedir autorização, como não tinha ninguém, fui no Ibama da capital, preenchi uns papéis e voltei para esperar o fiscal vim fazer um laudo, para ver se depois podia autorizar. Passaram 8 meses e ninguém apareceu pra fazer o tal laudo ai eu vi que o pau ia cair em cima da casa e derrubei. Pronto! No outro dia chegou o fiscal e me multou. Já recebi uma intimação do Promotor porque virei criminoso reincidente. Primeiro foi os porcos, e agora foi o pau. Acho que desta vez vou ficar preso. Tô preocupado Luís, pois no rádio deu que a nova lei vai dá multa de 500 a 20 mil reais por hectare e por dia. Calculei que se eu for multado eu perco o sítio numa semana. Então é melhor vender, e ir morar onde todo mundo cuida da ecologia. Vou para a cidade, ai tem luz, carro, comida, rio limpo. Olha, não quero fazer nada errado, só falei dessas coisas porque tenho certeza que a lei é pra todos. Eu vou morar ai com vocês, Luís. Mais fique tranqüilo, vou usar o dinheiro da venda do sítio primeiro pra comprar essa tal de geladeira. Aqui no sitio eu tenho que pegar tudo na roça. Primeiro a gente planta, cultiva, limpa e só depois colhe pra levar pra casa. Ai é bom que vocês e só abrir a geladeira que tem tudo. Nem dá trabalho, nem planta, nem cuida de galinha, nem porco, nem vaca é só abri a geladeira que a comida tá lá, prontinha, fresquinha, sem precisá de nós, os criminosos aqui da roça. Até mais Luís. Ah, desculpe Luís, não pude mandar a carta com papel reciclado pois não existe por aqui, mas me aguarde até eu vender o sítio."" (Todos os fatos e situações de multas e exigências são baseados em dados verdadeiros. A sátira não visa atenuar responsabilidades, mas alertar o quanto o tratamento ambiental é desigual e discricionário entre o meio rural e o meio urbano.)