domingo, 18 de novembro de 2018

Antonio d'Angelo

Antonio Mateus d'Angelo nasceu em São João Del Rey-MG, em 21 de setembro de 1946. Filho de José Leonardo d'Angelo e Maria Francisca Sandim. Com origem na Itália, em São Giovani Apiro, região de Nápolis, com os bisavós paternos Antonio d'Angelo e Tereza Vassalo. Avós paternos Luigi D'Angelo (italiano) e Carlota Carolina Bernardino (brasileira). A mãe, Maria Francisca Sandim, com origem em Portugal na região dos Açores. O 11º filho, de uma prole de 14, Antonio d'Angelo, era poliglota, mesmo sem ter frequentado escolas de idiomas. No rádio, iniciou carreira na Rádio São João Del Rey AM. Em Juiz de Fora, trabalhou nas Rádios Nova Cidade e Capital e foi assessor de imprensa da prefeitura de Juiz de Fora. Casado com Stela Halfeld d'Angelo e pais de duas filhas, Patrícia e Bianca. Antonio Mateus d'Angelo, morreu em Juiz de Fora, aos 69 anos, em 20 de fevereiro de 2016.

Literatura

Mais Médico

         Programa "MAIS MÉDICO"
Em Cuba, a medicina não uma profissão liberal. Não tem médico trabalhando por conta própria, não tem médico abrindo clínica, não tem médico em hospital particular. Todo hospital cubano é público e gratuito, e todos os médicos cubanos são FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS, funcionários do estado.

Portanto, o Brasil não paga "salário" aos médicos cubanos. O Brasil paga uma mensalidade à Organização Panamericana de Saúde (OPAS), um órgão transnacional que media a permanência dos médicos cubanos aqui, pra que aqui eles sigam trabalhando. A OPAS recebe essa quantia do governo brasileiro, repassa para o Ministério da Saúde Pública de Cuba, do qual TODOS os médicos são funcionários, e daí uma parte desse monte vira imposto, e uma parte compõe o pagamento dos médicos.

"Ah mas são 11 mil reais e o médico ganha só 4". Desses 11 mil reais, a maior parte é imposto, que volta pra Cuba pra bancar inclusive UNIVERSIDADE, formação de mais estudantes de medicina. Lá ninguém paga mensalidade, não existem faculdades particulares em Cuba!

O Bolsonaro estava tentando aplicar a lógica de trabalho capitalista a um funcionário de um governo socialista. Fazer os médicos cubanos abandonarem o país que os formou, alimentou, ensinou, tudo DE GRAÇA, e ao qual eles servem, em troca de trabalhar aqui como funcionário brasileiro. É óbvio que isso não ia dar certo, é óbvio que não seria aceito, nem pelo governo nem pelos profissionais, que continuam não sendo empregados do Brasil, mas do ministério da saúde CUBANO."
Esses profissionais não foram recrutados em Cuba via seleção/chamamento público, e sim via instituição internacional, a Organização Panamericana de Saúde (OPAS).

Médicos/receita
A "venda" de serviços profissionais, fundamentalmente médicos, é a principal fonte de divisas para a ilha, acima do turismo e estão presentes em mais de 60 países. Antes da crise a Venezuela era o principal destino dos médicos. Além do Brasil, eles estão presentes no Catar, Kuwait, China, Argélia, Arábia Saudita e África do Sul, dentre outros. O Anuário Estatístico de Saúde 2016 revela que os profissionais cubanos estão em 24 países da América Latina e do Caribe; 27 da África subsahariana; dois do Oriente Médio e da África setentrional; sete da Ásia Oriental e do Pacífico, além de Rússia e Portugal, rendendo cerca de 11 bilhões de dólares por ano ao país Caribenho...

Cabe aqui ressaltar que o programa "MAIS MÉDICO", com o objetivo de levar atendimento aos brasileiros em que médicos recém-formados, oriundos da classe média, muitos da elite, não vão ou não querem ir. Esse programa, que é bem sucedido em outros países, não foi uma ação bi-lateral entre Dilma Rousseff e os irmãos Castros. Até porque, seria querer muito, ter um acordo vitorioso, negociado entre uma presidente, declaradamente arrogante e sem tato, com dois ditadores. Para dar certo, é, e foi, necessária a mediação de uma entidade séria e apartidária, do nível da Organização Panamericana de Saúde.

Organização Panamericana de Saúde (OPAS),
É uma organização internacional especializada em saúde. Criada em 1902, é a mais antiga agência internacional de saúde do mundo e visa melhorar as condições de saúde dos países das Américas. A integração às Nações Unidas acontece quando a entidade se torna o Escritório Regional para as Américas da Organização Mundial da Saúde. A OPAS/OMS também faz parte dos sistemas da Organização dos Estados Americanos (OEA) e da Organização das Nações Unidas (ONU).  Sediada em Washington, nos Estados Unidos, atua como escritório regional da Organização Mundial da Saúde para as Américas e faz parte dos sistemas da Organização dos Estados Americanos (OEA) e da Organização das Nações Unidas (ONU).  Possui escritórios em 27 países, além de oito centros científicos.

Literatura

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Creusa Gramacho Carosella (Zora Yonara)

Zora Yonara - 60 anos no ar
Creusa Gramacho Carosella (Zora Yonara), nasceu em Vitória, a capital capixaba. Radialista, radioatriz e astróloga. Iniciuou carreira no rádio do Espírito Santo em 1958. No Rio de Janeiro, trabalhou na Rede Globo, no programa TV Mulher, em 1982.O nome artístico Zora Yonara foi sugerido pelo radialista Mário Luiz, ex-diretor da Rádio Globo, que morreu aos 89 anos, em 2009. Zora, em grego, quer dizer força e coragem. Yonara era em homenagem à atriz Yoná Magalhães (1935/2015). A astrologia surgiu por acaso, quando ela teve de substituir um astrólogo que faltou ao trabalho na Rádio Globo e o radialista Mário Luiz pediu para ela ler no ar o horóscopo que o astrólogo tinha feito. Posteriormente Zora foi até a Itália, Egito e outros países em busca de conhecimentos, livros e formação nos astros. Posteriormente, passou a ter um quadro no "Show do Antônio Carlos", onde passava (e ainda passa) aos ouvintes informações sobre Astrologia, e auto-ajuda. Em 2012, foi citada na letra do samba-enredo da escola de samba Acadêmicos de Santa Cruz, que homenageou o programa e seus integrantes.Popularizou-se no Brasil nos anos 2000 por protagonizar a propaganda do produto Castanha da Índia Atalaia.  Atualmente está na Rádio Tupi do Rio de janeiro, comemorando 60 anos de carreira. Zora Yonara é viúva do italiano Bruno Carosella, falecido em 1998.

Literatura

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Dia do Radialista

                       07 de novembro  
- O dia do RADIALISTA passou a ser comemorado em 07 de novembro (data de aniversário de Ary Barroso, autor de "Aquarela do Brasil"), desde 2006, através da Lei nº 11.327 (de 24/07/2006), de autoria do deputado Sandes Júnior e sancionada pelo presidente da época, Luiz Inácio Lula da Silva.  

- Ary Evangelista de Rezende Barroso nasceu em Ubá, na zona da mata de Minas, em 07 de novembro de 1903. Filho do deputado estadual e promotor público João Evangelista Barroso e Angelina de Resende Barroso. Aos 8 anos, órfão de pai e mãe, Ary foi adotado pela avó materna, Gabriela Augusta de Resende. Antes de chegar ao Rio de Janeiro, além de Ubá, estudou em Visconde do Rio Branco, Viçosa, Cataguases e Leopoldina. Em 1920, mudou-se para o Rio de Janeiro para cursar direito.  Ary Barroso morreu no Rio de Janeiro, aos 60 anos, em 09 de fevereiro de 1964.

Literatura

terça-feira, 6 de novembro de 2018

Carlos Augusto Machado Veiga

Carlos Augusto Machado Veiga nasceu em Bicas, em 21 de dezembro de 1937. Filho de José Maria Veiga e Conceição Machado Veiga. Tinha quatro irmãos: Bertoldo, José Maria, Ana Maria e Luiz Roberto. Em 01º de dezembro de 1963, casou-se com Maria Luíza Donnarumma Machado Veiga com quem teve três filhos: Carlos Augusto Filho, Daniela (casada com Hudson Carvalho), pais dos seus dois netos, Hudson Filho e Letícia; e Sílvia (casada com Edivaldo Clemente).   
Belo Horizonte  
Trabalhou no “Banco Moreira Sales”, em Belo Horizonte e, à noite, frequentava um curso preparatório para o vestibular.     

Juiz de Fora  
Em 1957, retornou a Juiz de Fora e foi aprovado no vestibular da Faculdade Federal de Odontologia. No mesmo ano fez concurso para carteiro e ingressou na Empresa dos Correios e Telégrafos, designado  para Benfica. No final de 1960, foi transferido para prestar serviços na sede, em Juiz de Fora.     

Bicas 
Em junho de 1961, foi transferido para Bicas na função de tesoureiro. Após algum tempo, assumiu a chefia da agência. Em 1974, conseguiu junto ao Diretor da ECT de Juiz de Fora a construção do atual prédio dos Correios e Telégrafos de Bicas. Foi cirurgião-dentista do Sindicato dos Ferroviários, por 25 anos. Trabalhou também no Sindicato Rural, por 13 anos, através do Funrural. Exerceu a odontologia por 55 anos.  Fora de suas atividades profissionais, participou da organização das primeiras Exposições Agropecuárias de Bicas, atuando até 1982, quando ficou concluída a estrutura básica do parque.  Atuou nas diretorias e conselhos de clubes e entidades, inclusive do Rotary Club. Como católico, por muitos anos, coordenou e deu palestras em encontros de preparação de noivos para casamento.  

Desportista
Jogou vôlei, futebol de salão, futebol e disputava suas “peladas” na AABB/Bicas e na sua propriedade rural.    Escritor/historiador  Escreveu o livro “Um olhar para o passado”, e foi lançado no salão da Câmara de vereadores de Bicas, em 07 de setembro de 2013, data em que o município de Bicas comemorava 90 anos de emancipação.  

Honraria  
Foi agraciado com o diploma de Honra ao Mérito da Câmara de vereadores de Bicas e, dentro do projeto “Resgatando a história de homens Honrados”, foi o homenageado do “Centro Municipal de Educação Infantil Dejanira Fonseca de Oliveira”.  

Carlos Augusto Machado Veiga morreu em Bicas, aos 79 anos, em 06 de novembro de 2017. 

Literatura

“DOUSSEAU: ENTER – Franceses no Império do Café” 


Uma saga que engloba não apenas uma família específica de imigrantes, os DOUSSEAU, mas também um momento particularíssimo da história franco-brasileira, ainda que restrita à grandeza infinita da vida de um grande número de famílias vindas da mesma região (Périgord ou Dordogne) e estabelecidos na Zona da Mata mineira, com passagem intrigante pelo Vale do Paraíba.  

Essa história tocará particularmente a região que inclui as cidades de Bicas, Maripá de Minas, Rochedo de Minas, Guarará e Argirita. Mas também localidades como Taruaçu, Carlos Alves e o povoado dos Machados. 

Escrita por Marly Dousseau Mayrink, a obra é uma relíquia para os estudiosos da região.

Silva Júnior

Silva Júnior (Moacir Silva Filho), nasceu em Barbacena em 30 de janeiro de 1954. Filho de Moacir Silva e Maria de Lourdes Vidal Silva.

Um dos principais nomes da Rádio Correio da Serra de Barbacena, durante a administração de Carlos Roberto dos Santos Oliveira “Beto Santos”. Na Rádio Correio da Serra, se destacou nas áreas do esporte, do jornalismo e da locução comercial, além de exercer a função de repórter e o cargo de diretor comercial da emissora.

Alcançou notoriedade na Rádio Nova Cidade, de Juiz de Fora, na condição de narrador esportivo e diretor de esportes. Em Juiz de Fora, por ocasião da eleição presidencial de 1989, dividiu a equipe esportiva da emissora em duas. Uma parte ficou em Juiz de Fora para as transmissões dos jogos do campeonato brasileiro e a outra (Ivan Costa e Kleber Ramos) foi para Brasília acompanhar a apuração, na sede do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). 1989 foi a primeira eleição com dois turnos e ainda era realizada em cédula de papel.


Por aqui se dizia que ele havia trabalhado na Rádio Inconfidência de Belo Horizonte. Fato que carece de confirmação.

Silva Júnior morreu em Barbacena, aos 47 anos, em 06 de janeiro de 2002.  

Literatura

sexta-feira, 2 de novembro de 2018

Dia de Finados

Hoje, 02 de novembro, vou homenagear alguns integrantes da mídia, de Juiz de Fora, da região e da capital do estado, com os quais convivi, ou soube de suas existências:    

Juiz de Fora-MG  
Adair Mendes (1949/1992), Ana Luísa Damasceno (1978/2011),  Antonio Fernando (1954/2018), Antonio Marcos (1973/2005), Claudiney Coelho (1947/2010), Dirceu Buzinari (1937/2006), Genikson Costa Peçanha (DJ Frango-1963/2017), Geraldo Magela Tavares (1927/2015), Gleno Rocha (1956/2016), Márcio Augusto (1945/2012), Marcos Silva (1959/2012), Randall de Oliveira (1931/1991), Romeu Rainho (1928/2017), Ronaldo Mineiro (Ronaldo Ozório (??/2016), Vanor França (1951/2018), Wilson de Almeida (1932/1998), Antonio d'Angelo (1946/2016), Toni Martins (Antonio Martins Caetano), Roberto Barreto e Roberto Soares (Antonio Roberto da Silva Soares).  

Esses, embora não sendo de minhas relações, mas eu sabia da existência deles:  
Aparício De Vitta, Carlos Neto (1934/2016), Cláudio Temponi (1932/2005), Dirceu Costa Ferreira (1937/2000), Helena Bittencourt, Joelson Jaime (??/2012), José de Barros (1932/2016), José Carlos de Lery Guimarães (1933/1999), Lonir Cardoso (1932/2018), Mário Helênio de Lery Santos (1925/1995), Valéria Sfeir (1953/2010), João Lorêdo (1930/2012), Otto Alves Ribeiro (??/2011), Wilson Amin de Paula e Jorge Roberto Leite (Jorjão Maravilha).   

Além Paraíba-MG. 
Hélio Fazolato (1930/2010)  

Barbacena-MG  
Beraldo Rigotti (José Maria Beraldo Rigotti-1944/2006), Hélcio do Carmo
e Silva Júnior (Miguel Silva Filho-1954/2002).    

Belo Horizonte-MG 
Alair Rodrigues (1937/2012), Fernando Sasso (1936/2005), Carlos Valadares (1946/2012), Jairo Anatólio Lima (1928/2009), Mauro Neto (1940/2018), Waldir de Castro (1934/2016), Waldir Rodrigues (1934/2018) e Willy Gonzer (1936/2017).  

Leopoldina-MG. 
José Américo (1932/2011)  

Muriaé-MG
Evil Mendonça ((Evilmerodaque Etiene de Mendonça-1960/2017) 

Santos Dumont-MG 
Adão César (1951/2011), Gilberto Freire (1944/1994), Itamar Vidal (1938/2017), Jorge de Castro (1944/2014) e Sebastião Chagas (1955/2010).  

Outros, que mesmo não sendo diretamente da comunicação, tinham boa relação com ela:   
Beatriz Holanda (1953/2011), Euclides Manoel (1914/2011), Geraldo Santana (1930/2011), João Pires (??/2013).  

Obs:
- Gleno Rocha dos Santos nasceu em Juiz de Fora em 11 de janeiro de 1956 e morreu em Belo Horizonte, aos 60 anos, em 13 de julho de 2016.
- Jairo Anatólio Lima nasceu em Belo Horizonte em 23 de março de 1928 e morreu na capital mineira, aos 81 anos, em 25 de março de 2009.
- Randall de Oliveira, que além de narrador esportivo e comentarista, era dentista, nasceu em Juiz de Fora em 10 de junho de 1931 e morreu, aos 60 anos, em 14 de julho de 1991.
- Romeu de Souza Rainho, 

Literatura

Ontem, hoje, amanhã e sempre...

“A mão que afaga é a mesma que apedreja”, esse é um adágio popular mais antigo que o rascunho da bíblia, mas muito atual e eu explico:  
A história conta que em 1989 Collor só se tornou presidente eleito pelo voto, após tenebrosos anos de chumbo, por dois motivos: 
- Pela barração da candidatura de Sílvio Santos, por um juiz do TSE; 
- Pela exibição do debate EDITADO, entre Collor e Lula na tv Globo. O debate foi vencido por Lula, que apresentou plano de governo consistente. Rebateu com veemência e convicção as bravatas do adversário. Se hoje as fake news tem decidido eleições, naquela época, o vencedor do debate, invariavelmente, era o escolhido pelo eleitor. Os especialistas afirmam que essa prática era comum, em função da falta de prática do eleito com as eleições livres e diretas. Pela falta de hábito em votar. Uma das imposições dos ditadores da época. Com a edição do debate, excluindo as partes favoráveis a Lula e mantendo as que favoreciam Collor. Esse trabalho foi executado pela equipe comandada por Armando Nogueira ( ), a mando de Roberto Marinho (1904/2003),

O debate foi exibido ao vivo no dia anterior, em horário considerado muito tarde para os padrões da época e foi apresentado no dia seguinte no "Jornal Nacional", a principal fonte de informação eletrônica da época, com Collor tendo 1 minuto e 12 segundos a mais que Lula.  

Em 1989, Roberto Marinho queria apoiar a campanha de Jânio Quadros (1917/1992) à presidência. Mas Jânio ficou doente e não saiu candidato. Tentou então apoiar Orestes Quércia (1938/2010), que preferiu que Ulysses Guimarães (1916/1992) fosse o candidato do PMDB. O mega empresário ficou sem candidato. Uma situação perigosa, pois Leonel Brizola (1922/2004) seu inimigo declarado era o favorito do eleitorado na corrida presidencial. E era preciso apoiar alguém capaz de vencer Brizola. Lhe foi sugerido o nome do então senador Mário Covas (1930/2001), Mas Marinho não nutria simpatia por Covas nem de suas idéias, que achava conservadoras e nacionalistas em demasia. 

Por eliminação, sobrou Fernando Collor. Mas o dono da Globo não gostava do pai, do irmão nem do próprio Collor. No passado, ele teve negócios com o senador Arnon de Mello (1911/1983), que foi seu sócio na construção do primeiro shopping center do Rio, em Copacabana. Sempre suspeitou que Arnon lhe passara a perna. O primogênito de Arnon, Leopoldo Collor (1941/2013) havia sido diretor regional da tv Globo em São Paulo, e passou por uma investigação interna que culminou em sua demissão. Por fim, considerava Fernando Collor um playboy inconsequente. Achava de mau gosto as camisas de punhos dobrados do, como dizia, "filho do Arnon". O único Collor que admirava era o caçula, Pedro (1952/1994). Que segundo ele, havia feito um bom trabalho como administrador da emissora da Globo em Alagoas. Mais pela falta de opções e menos, por afinidades, passou a se encontrar com Collor, o Fernando. E mudou de opinião: achou-o dinâmico, preparado e em condições de vencer seu desafeto. O apoiou público só veio em agosto, quando Collor tinha 45% da preferência dos eleitores, contra 11% de Brizola e 9% de Luiz Inácio Lula da Silva, o candidato do PT. 

Eleição
Veio a eleição e Collor obteve 20.611.011 votos (30,47%), Lula obteve 11.622.673 votos (17.18%) e Brizola obteve 11.168.228 votos (16,51%). A diferença pró-Lula foi de 454.445 votos.  

Ápice e queda
Com Collor eleito e empossado, vieram as benesses do novo, do início de mandato apoiado na "aprovação" popular. Mas com o passar do tempo, fraquezas e deslizes do governante, a situação mudou. E a história conta que o estopim para a destituição de Collor foi baseado num vazamento de um plano de Collor para intervir na tv Globo (concessão pública) e impor uma prisão domiciliar a Roberto Marinha em sua mansão do Cosme Velho. Essa "indignação" com que o apoio, com  "a mão que afaga", teria chegado ao ápice, quando o jornal o globo publicou uma charge de Chico Caruso, com a primeira dama Rosane Collor, com uniforme de presidiária. Na época, a primeira dama era presidente da LBA (Legião Brasileira de Assistência), que foi denunciado por irregularidades, e que teria beneficiado seu clã, na cidade de Canapi, interior de Alagoas. Com o vazamento desse plano, a mesma mão que "fagou", passou a apedrejar" e o resultado foi o qur todos nós conhecemos, com um presidente acuado, fragilizado, sendo compelido a renunciar. Há quem afirme que Collor só ficou inelegível por 08 anos, poque não teve a sorte de um Lewandowski presidir os trabalhos e ignorar a Constituição Federal..

Literatura

"Lampião e Maria Bonita - o Rei e a Rainha do Cangaço "

Na primeira metade do século XX, gente simples do povo formava bandos armados e espalhava violência por todo o sertão nordestino. Eram os cangaceiros. Nenhum deles foi tão famoso e lendário como Lampião, o rei do cangaço. Lampião se apaixonou por Maria Bonita. Duas pessoas suaves e delicadas interiormente, mas que a miséria, a injustiça social e sabe lá que sonhos fizeram com que embarcassem numa vida de crimes sem volta. Uma das histórias mais impressionantes do nosso país contada para crianças.

quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Palacete do Gavião

Palacete do Gavião está localizado no município de Cantagalo, região centro-norte do Rio de Janeiro. Foi construído no ano de 1860, com a ideia da construção do ramal férreo  Cantagalo/Nova Friburgo. A sede foi projetada por Carl Friedrich Gustav Waehneldt, mesmo arquiteto do Palácio do Catete, na cidade do Rio de Janeiro.

História
A edificação foi construída como uma das residências de António Clemente Pinto (1° Barão de Nova Friburgo) na cidade de Cantagalo, importante centro produtor de café da época colonial.
Projetada pelo alemão Waehneldt, os trabalhos terminaram em 1860. Com a a construção do palacete, o ramal férreo, utilizado principalmente para o transporte do café, fora também iniciado com a realização de António Clemente Pinto e concluída por seu filho Bernado Clemente Pinto. A estação Férrea estendeu-se de Muri à Portela, atravessando as terras dos Nova Friburgo.

Características

A sede é um exemplo da arquitetura neoclássica do Brasil. O Palacete encontra-se a 2 km do centro da cidade de Cantagalo e estende-se até chegar à Aldeia, sendo que do outro lado vai em direção a Cantagalo até a famosa Caixa de Despejo.
O edifício encontra-se numa colina, entre arvoredos, pomares e uma indústria de laticínios, representando uma atalaia perdida no deserto, guardando sonhos e esperanças dos antigos e poderosos senhores.
No interior do palacete ainda existem vestígios das pinturas a óleo. Na sala de jantar, cuja decoração notavam-se peixes, aves e frutas, feitas com perfeição por um notável pintor vindo de Paris para realizar o serviço.
Há na fazenda uma capela denominada Pedro II. Sobre o altar existe uma imagem natural de Nossa Senhora da Conceição e no centro existe um quadro emoldurado com a autorização escrita a punho por D. Pedro II e pelo Bispo de São Sebastião do Rio de Janeiro, permitindo que fossem rezadas missas no local. O documento data de 19 de junho de 1882.

Dias atuais

Atualmente o palacete encontra-se sob propriedade privada e não está aberto a visitações públicas.

Literatura

"Lampião e Maria Bonita - Uma história de amor entre balas"

Lampião é um sujeito raríssimo cuja história não se encerra. Circunscrito a seu ambiente, o semiárido nordestino, Virgulino Ferreira da Silva, bandido, assassino, terrível, encontrou Maria da Déa, casada, inquieta, aventureira. A união da dupla e a vida entre seus seguidores apresentou ao país, preocupado em ser moderno, uma forma diferente, assustadora e sedutora de viver. Gênio militar inato, galanteador, sábio, pernóstico, malvado, justo... Quantas pessoas foram capazes de reunir tantos defeitos e qualidades? Quantas mulheres abandonaram tudo para seguir o grande amor?  Testemunhada, contada, recontada, reescrita, a vida e o amor de Lampião e Maria Bonita, um legítimo romance de aventura, só podem ser projetados como ficção coletiva, erguido sobre as fundações deixadas por tantos outros narradores que se aventuraram a contar seu romance. A saga dos dois é uma história verdadeira que, até hoje, alimenta a mística do cangaço e continua mexendo com o imaginário popular.

terça-feira, 30 de outubro de 2018

Curiosidade

            Diferenças entre SÃO e SANTO
A forma apocopada "São" emprega-se antes de nomes começados por consoante.
Ex.: São José, São Pedro, São Paulo etc.
"Santo" precede nome que começa com vogal ou com (h).
Ex.: Santo Agostinho, Santo Antonio,  Santo Hilário etc..
Obs.: São exceções: Santo Tomás (que pode ser São Tomás), Santo Tirso, Santo Cristo, Santo Jó.
Para os nomes próprios femininos, usa-se somente a forma "Santa".
Ex.: Santa Ana, Santa Maria etc.
No espanhol não existe essa regra, dessa forma todos os nomes são escritos com "San": San Agustín, San Pedro San Salvador etc. 
Com algumas exceções: Santo Tomás, Santo Tomé, Santo Toríbio, Santo Domingo. 

Literatura

"Mantiqueira – Berço de Pioneirismo"
De autoria do escritor e historiador Victor Kingma, a obra conta a história do povoamento e desenvolvimento do pequeno povoado de Mantiqueira, distrito de Santos Dumont, Minas Gerais, berço de grandes idealistas e suas iniciativas pioneiras, como: Primeira Indústria de Laticínios da América do Sul, primeira Escola de Laticínios do Brasil, primeira Fábrica de Coalho da América do Sul, importação do primeiro exemplar de gado holandês do Brasil, terra natal de Alberto Santos Dumont (1873/1932), o pai da aviação.

O Autor 
Victor Kingma é formado em Administração de Empresas, natural de Barbacena e criado em Mantiqueira, distrito de Santos Dumont. Casado com Maria Cristina, tem cinco filhos: Breno, Paula, Lívia, Larissa, Gabriel e quatro netos, Lucius, Davi, José Victor e Miguel.

Outras obras
 "Da Frísia à Mantiqueira", "A Oficina do Tião Sapateiro", "O Esteio de Braúna", "Dali o Joca não perde" e "Causos da Bola",   

Estádio municipal de Juiz de Fora

           30 anos - 30/10/1988
Sport 2 (gols de Ronaldo Campos e Luiz Carlos Mamão). 
Tupi 0 
Sport: Nelson, Edvado, Marquinho, André e Zé Maria; Deca, Guto Carvalho e Luiz Carlos Mamão; Zebu, Ailton e Ronaldo Campos. Técnico: Geraldo Magela Tavares. 
Tupi: Ronald, Magno, Oscar, Borges e Marcelo; Wanderlei (Waldir), Arcely (Teófilo) e Ronaldinho; Serginho Portugal, Amauri e Claudius. Técnicoc: Moacyr Toledo. 
Árbitro: Alvimar Gaspar dos Reis (FMF). 
Obs: O Tupi foi representado pelo seu time B, já que o time A estava em Cabo Frio, para atuar contra a Cabofriense, pelo Campeonato Brasileiro.

Flamengo 02 (gols de Bebeto)
Argentino Juniors 01 (gol de Pertisia) 
Flamengo: Zé Carlos, Xande, Aldair, Dario Pereyra (Zé Carlos II) e Leonardo; Delacir, Luvanor e Renato Carioca; Sérgio Araújo, Bebeto (Alcindo) e Zinho. Técnico: Telê Santana.

Árbitro: Márcio Rezende de Freitas (FMF).

EU ESTAVA LÁ
Tupi e Sport
Narração: Beraldo Rigote
Comentários: Randall de Oliveira:
Reportagens: Toni Martins (Tupi) e Carlos Ferreira (Sport)

Flamengo e Argentino Juniores
Narração: Celso Martineli,
Comentários: Humberto Zaghetto,
Reportagens: Toni Martins (Flamengo) e Carlos Ferreira (Argentino Juniores).
Obs: A lamentar, que 30 anos depois, dos 06 profissionais envolvidos nas duas transmissões, 03 já nos deixaram: Randall de Oliveira, Toni Martins e Beraldo Rigotti. 

Literatura

“A Lenda - Cartas do Jequitinhonha”
De autoria de Higino Pedro, a obra produz uma narrativa, com inserções de descrição subjetiva e lampejos de poesia e prosa, a qual revela uma salutar defesa da identidade cultural do Jequitinhonha. Isso se faz, sobretudo, através do personagem "Seu Genésio" - Figura que representa legitimamente a cultura da região, seus costumes, bem como a consciência crítica da mesma.  

Destaque especial nesse livro é o trato com a linguagem. Sem processar nenhuma alquimia, mostra fluentemente o linguajar típico da região e, com simplicidade, sem nenhuma sofisticação.

Demonstrando conhecimento sobre a natureza, o autor soube descrever a fauna e a flora do Jequitinhonha com muita precisão de detalhes e suas peculiaridades.  O " Seu Genésio", protagonista desse interessante epopéia do Vale, além de denunciar a desonestidade, a opressão do voto de cabresto (realidade que persiste até os dias de hoje), a degradação ambiental, funciona como a memória viva das tradições do Jequitinhonha.  

Esse remoto e poético Jequitinhonha de Genésio, Tiziu, Cleonízia, Zenólia, Quincas Rabequeiro, que ainda resiste em alguns lugares, foi o foco do autor. As peculiaridades desse ignoto mundo o autor soube muito bem indicá-las com exatidão.

domingo, 28 de outubro de 2018

Eleições 2018

Jair Bolsonaro - 57.797.466 = 55,13%
Fernando Haddad - 47.040.859 = 44,87%

Diferença pró-Bolsonaro = 10.756.606 votos

E o Haddad não foi eleito:

POSITIVAMENTE: 
- Não foi eleito porque, ao distribuir renda e permitir a inclusão social, nos aeroportos, a elite dizia "aqui está parecendo uma rodoviária", tamanha a presença dos emergentes;
- Não foi eleito por permitir que o (a) filho (a) da empregada tivesse acesso à universidade, em detrimento ao playboyzinho, filho da patroa; 
- Não foi eleito por zerar o IPI dos carros populares (embora maus empresários não o tenha zerado), permitindo que o trabalhar tivesse o seu veículo próprio; 
- Não foi eleito por dar casa, com prestações irrisórias, (minha casa minha vida) a quem não tinha, contribuindo para a redução nos preços dos aluguéis; 
- Não foi eleito por abrir novas universidades, no lugar de presídios;
- Não foi eleito por levar água ao Nordestino, na transposição do Rio São Francisco, minando a "indústria da seca".

NEGATIVAMENTE 
- Não foi eleito por defender Lula que está preso. Pode-se até questionar o tamanho da pena imposta pelo juiz seletivo. Mas inocente ele não é; 
- Não foi eleito por insistir na "injustiça" praticada contra Dilma, o que, na verdade, não foi; 
- Não foi eleito porque nos jogos Panamericanos do Rio, devolveu um atleta Cubano, que não queria voltar para o "paraíso" dos irmãos Castro; 
- Não foi eleito por ter silenciado, quando Lula, tomado pelo efeito alcoólico, não permitiu a devolução de um criminoso condenado, à justiça Italiana; 
- Não foi eleito porque foi conivente, quando na eleição de 2010, Lula jogou sujo, jogou pesado no Piauí, contra Mão Santa e Heráclito Fortes, porque eles cometeram o pecado de ser, no senado, "oposição"; 
- Não foi eleito porque concedeu benesses aos patrões, sem observar, se eles, os maus patrões, devolviam, na mesma proporção, a seus empregados; 
- Não foi eleito por não atender um anseio das pessoas de bem que é a necessária e urgente redução da maioridade; 
- Não foi eleito por fechar os olhos quando a mais importante empresa brasileira, a PETROBRAS, estava sendo corroída, dilapidada;  
- Não foi eleito por permitir a existência de dois bancos estatais, enquanto, que para atender mal, um basta.  
- Não foi eleito por se aliar a governantes ultrapassados, exploradores da raça humana, a saber, Cuba, Venezuela, Bolívia e Nicarágua. - Perdeu por fazer alianças, desde que o PT fosse o protagonista, o dono da verdade; 
- Não foi eleito por ter votado contra a constituição cidadã de 1988; - Perdeu por votar contra o plano Real de 1994.

Literatura

"Notícia Sobre os Selvagens do Mucuri"
Teófilo Benedito Otoni (1807-1869), cuja atuação política foi marcante para seus contemporâneos, transformou-se em uma referência para gerações que se seguiram. Vindo de uma família de tradições liberais no Serro, em Minas Gerais, embrenhou-se pelas discussões republicanas na década de 1820, chegando a fundar um jornal, o Sentinela do Serro. Sua ação se destacou nos movimentos políticos em torno da Abdicação de D. Pedro I, em 1831, e, principalmente, durante a revolta liberal de 1842. Após esses acontecimentos, voltou-se para o sonho de desbravar o Vale do Rio Mucuri, em Minas Gerais, região de Mata Atlântica até então habitada por tribos indígenas nômades. É essa a história narrada em dois de seus documentos apresentados neste livro.

Eleições 2018


sábado, 27 de outubro de 2018

Literatura

"Mulher de favela - o poder feminino em territórios populares"


quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Os (as) Negros (as) que romperam barreiras e saíram do anonimato

Barack Obama, Benedita da Silva, Chica da Silva, Eusébio, Djavan, Gilberto Gil, Klementino Kelé,  Lázaro Ramos, Martinho da Vila, Pelé, Roberto Ribeiro, Ruth de Souza, Zezé Motta.

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Literatura

"As Bolas de Futebol"
A bola de futebol tem roubado a cena no show que os craques dão dentro de campo. Por mais importante que seja o atleta, o técnico, a torcida ou, às vezes, até mesmo o árbitro em um jogo, somente um personagem tem a atenção plena das pessoas - a bola.

Neste livro você irá conhecer a história da bola desde a sua criação pelo povo maia até a alta tecnologia empregada na fabricação para torná-la mais eficiente nos jogos. Além disso, cada capítulo traz o registro de todas as bolas usadas nos campeonatos internacionais, nos campeonatos nacionais e as bolas históricas que marcaram época, como a bola de cadarço da década de 1910 e a que esteve no jogo da Seleção Brasileira em 1956.

domingo, 21 de outubro de 2018

Claudius Alexandre Grunewald Daldegan

Morre em Juiz de Fora, aos 51 anos, Claudius, ex-jogador do Tupi

Nascido em Juiz de Fora, em 18 de agosto de 1967, Claudius Alexandre Grunewald Daldegan, era formado em Educação Física pela UFJF (Universidade Federal de Juiz de Fora), e professor na Academia de Comércio. Casado com Mara Lúcia Welerson Sott Daldegan, Cláudius, que jogou no Tupi nas décadas de 1980 e 1990, morreu no sábado, 20/10. O corpo está sendo velado na capela 02 do cemitério parque da Saudade e o sepultamento previsto para às 14 horas deste domingo, 21/10, no cemitério municipal de Juiz de Fora.

sábado, 20 de outubro de 2018

Literatura

"Batismo de sangue - Guerrilha e morte de Carlos Marighella"
O autor, Frei Betto (Carlos Alberto Libânio Christo) compartilha suas descobertas recentes sobre as circunstâncias da morte de Carlos Marighella (, líder da Ação Libertadora Nacional (ALN) assassinado em 1969. Fica ainda mais forte a tese de que aquele crime fora planejado de modo a não apenas eliminar o maior inimigo do regime militar, mas também jogar a esquerda contra os frades dominicanos, enfraquecendo a oposição à ditadura. Do dia para a noite, os religiosos passaram de colaboradores da guerrilha a traidores, graças a uma farsa muito bem tecida pelo Departamento Estadual de Ordem Política e Social (Deops). Um dos eixos da obra é a história de como os frades da Ordem dos Dominicanos davam apoio logístico a ALN. Numa época em que marxismo era também sinônimo de ateísmo, a população não poderia sequer sonhar com a hipótese de que os inimigos do regime encontravam apoio naqueles insuspeitos religiosos católicos. Como conciliar fé cristã com ação política revolucionária? Esta é uma das questões que Frei Betto elucida neste livro. Também colabora para a importância do livro, a denúncia dos métodos de tortura utilizados pela polícia naquela época.

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Gil Gomes

                 Morre em São Paulo, aos 78 anos, o radialista Gil Gomes
O radialista Gil Gomes morreu na madrugada da última desta terça-feira, 16/10, no hospital São Paulo, na capital Paulista.

De acordo com a assessoria do hospital, Gil Gomes, que sofria do Mal de Parkinson, o radialista deu entrada na unidade de saúde, na noite de segunda-feira, 15/10, após passar mal em casa, no bairro Jardim da Saúde, Zona Sul da capital. Ele foi socorrido por equipe do Samu e levado para o pronto-socorro do Hospital São Paulo. A morte foi confirmada nesta madrugada. Ainda de acordo com a assessoria do centro médico, ele morreu em decorrência de um câncer no pâncreas. 

Velório e sepultamento
O corpo foi velado no na capela do obelisco, no Ibirapuera, zona sul de São Paulo, e sepultado na manhâ desta quarta-feira, 17/10, no cemitério vertical de Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo.

Cândido Gil Gomes Júnior, nasceu na Mooca, bairro de imigrantes italianos, em São Paulo, em 13 de junho (dia de Santo Antonio) de 1940. Torcedor da Portuguesa, o radialista era casado com Eliana Izzo, sua segunda mulher, com quem teve duas filhas, Flávia e Nathalie. Antes dela, Gil foi casado por 14 anos com a escritora Ana Vitória Vieira Monteiro, com quem teve três filhos: Daniel, Vilma e Guilherme — que morreu ainda jovem vítima de uma hepatite C. O jornalista também deixou quatro netos.

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Literatura

"Fascismo: Um alerta"
O século XX foi definido pelo embate entre democracia e fascismo, uma luta que criou incerteza sobre a sobrevivência da liberdade e deixou milhões de inocentes mortos. Tendo em vista o horror desta experiência, podia-se imaginar que o mundo rejeitaria qualquer possível sucessor de Hitler e Mussolini. Em Fascismo: um alerta, Madeleine Albright questiona isso. Fascismo, explica Albright, não apenas perseverou, como hoje é a maior ameaça à paz internacional desde a Segunda Guerra Mundial. Em muitos países, aspectos culturais, econômicos e tecnológicos estão enfraquecendo o centro político e fortalecendo extremistas de direita e de esquerda. Fascismo: um alerta é o livro para os nossos tempos que é relevante para todos os tempos. Best-seller nos vários países onde foi publicado, ele nos ensina as lições que precisamos aprender e as questões que devemos responder se queremos evitar que o mundo cometa os mesmos trágicos erros do passado.  

15 de outubro - Dia dos Professores

No dia 15 de outubro de 1827, Dom Pedro I (Pedro de Alcântara Francisco Antônio João Carlos Xavier de Paula Miguel Rafael Joaquim José Gonzaga Pascoal Cipriano Serafim de Bragança e Bourbon), Imperador do Brasil, decretou uma Lei Imperial responsável pela criação do Ensino Elementar no Brasil (do qual chamou “Escola de Primeiras Letras”), e através deste decreto todas as cidades deveriam ter suas escolas de primeiro grau.  O decreto também continha o salário dos professores, as matérias básicas e até como os professores deveriam ser contratados.  

Origem do Dia dos Professores 
A comemoração começou em São Paulo, onde quatro professores tiveram a ideia de organizar um dia de parada para comemorar esta data, e também traçar novos rumos para o próximo ano.  Esta data foi oficializada nacionalmente como feriado escolar através do Decreto Federal nº 52.682, de 14 de outubro de 1963.  

O Decreto define a razão do feriado:  
"Para comemorar condignamente o Dia dos Professores, os estabelecimentos de ensino farão promover solenidades, em que se enalteça a função do mestre na sociedade moderna, fazendo participar os alunos e as famílias".  

No mundo  
O Dia Mundial dos Professores é celebrado anualmente em 05 de outubro.  

Dia da Educação  
O dia da Educação foi escolhido no dia 28 de abril quando terminava o Fórum Mundial de Educação realizado em Dakar, no Senegal, no ano de 2000.  Neste Fórum ficou estabelecido o compromisso dos países de levar a educação básica e secundária a todas as crianças e jovens do mundo.

Literatura

"Como as Democracias morrem"
Uma análise crua e perturbadora do fim das democracias em todo o mundo
Democracias tradicionais entram em colapso? Essa é a questão que Steven Levitsky e Daniel Ziblatt – dois conceituados professores de Harvard – respondem ao discutir o modo como a eleição de Donald Trump se tornou possível.

Para isso comparam o caso de Trump com exemplos históricos de rompimento da democracia nos últimos cem anos: da ascensão de Hitler e Mussolini nos anos 1930 à atual onda populista de extrema-direita na Europa, passando pelas ditaduras militares da América Latina dos anos 1970. E alertam: a democracia atualmente não termina com uma ruptura violenta nos moldes de uma revolução ou de um golpe militar; agora, a escalada do autoritarismo se dá com o enfraquecimento lento e constante de instituições críticas – como o judiciário e a imprensa – e a erosão gradual de normas políticas de longa data.

Sucesso de público e de crítica nos Estados Unidos e na Europa, esta é uma obra fundamental para o momento conturbado que vivemos no Brasil e em boa parte do mundo e um guia indispensável para manter e recuperar democracias ameaçadas.  

quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Maria Aparecida Gaudereto de Abreu

Morre em Guarani a professora e historiadora Maria Aparecida Gaudereto de Abreu

Morreu na última terça-feira, 09/10, em Guarani, cidade localizada nas margens do Rio Pomba, entre Juiz de Fora e Ubá, a professora e historiadora Maria Aparecida Gaudereto de Abreu. Professora "Didinha", como era conhecida, era Irmã do juiz do trabalho, falecido em abril de 2016, Ivan Gaudereto de Abreu e tia do advogado Pablo Pinto de Abreu. O corpo está sendo velado na capela mortuária do bairro Bela Vista, e o sepultamento está previsto para às 14 horas desta quarta-feira, 10/10, no cemitério municipal de Guarani.

Maria Aparecida Gaudereto de Abreu, nasceu em Guarani-MG, em 02 de novembro de 1939, filha de Oswaldo Vieira de Abreu e Raymunda Gaudereto de Abreu. Em Guarani, estudou no Grupo Escolar Francisco Peixoto e no Ginásio Guarany. Concluiu o curso de formação de professores no colégio Sacré-Coeur de Marie, de Ubá, graduando-se em Letras na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da mesma cidade. Na Universidade Católica de Minas Gerais, em Belo Horizonte, fez o curso de pós-graduação em Teoria Literária. 

Atuou, no magistério, nos seguintes estabelecimentos: 
Escola Técnica de Comércio de Guarani, Escola Estadual Francisco Peixoto, Escola Estadual Francisco Peixoto, Escola Estadual Professor Alberto Pacheco, Colégio Normal municipal de Guarani, Escola Municipal de 02º Grau Professor José Alvarez Filho. Colaboradora de alguns jornais, foi a responsável pela atualização e revisão do livro “Município de Guarani – Esboço Histórico e Cronológico”, escrito por seu avô Pedro Lopes de Abreu, publicado postumamente em 1991. Em 1998, publicou “Guarani, terra querida”, obra que dá continuidade ao livro do avô e à história da cidade Guarani, entre os anos de 1921 e 1996. 

Literatura

"O Ódio como Política: A Reinvenção das Direitas no Brasil"
O ódio como política, organizado por Esther Solano, chega às livrarias durante o período eleitoral, no momento em que o campo progressista assiste perplexo à reorganização e ao fortalecimento político das direitas. “Direitas”, “novas direitas”, “onda conservadora”, “fascismo”, “reacionarismo”, “neoconservadorismo” são algumas expressões que tentam conceituar e dar sentido a um fenômeno que é indiscutível protagonista nos cenários nacional e internacional de hoje, após seguidas vitórias dessas forças dentro do processo democrático. Trump, Brexit e a popularidade de Bolsonaro integram as complexas dinâmicas das direitas que a coletânea busca aprofundar a partir de ensaios escritos por grandes pensadores da atualidade. Tendo como foco central o avanço dos movimentos de direita, os textos analisam sob as mais diversas perspectivas o surgimento e a manutenção do regime de ódio dentro do campo político.

domingo, 7 de outubro de 2018

Eleições 2018

Juiz de Fora-MG
Câmara Federal: 
Reeleitos
Margarida Salomão (PT), com 89.378 votos (47.172 em Juiz de Fora);
Júlio Delgado (PSB), com 58.413 votos (20.165 em Juiz de Fora)


Eleitos:
Lafayette Andrada (PRB), com 103.090 votos;
Charlles Evangelista (PSL) com 51.625 votos (34.600 em Juiz de Fora).
Obs: Nascido em Belo Horizonte, com raízes em Barbacena e domicílio eleitoral em Juiz de Fora, Lafayette pode ser considerado um político itinerante. Foi vereador em Lavras (1993/1996), Secretário municipal em Barbacena (1997/1998), vereador em Juiz de Fora (2001/2004) e é deputado estadual desde 2007 (três mandatos)

Assembléia Legislativa: 

Reeleito
Noraldino Jr (PSC), 114.807 votos (23.167 em Juiz de Fora);

Eleitos:

Sheila Oliveira (PSL), com 80.038 votos, (44.175 votos em Juiz de Fora);
Roberto Cupollilo - Betão (PT), com 35.455 votos (26.489 em Juiz de Fora).

Observações: 

Charlles Evangelista, com 2.625 votos (15º), Sheila Oliveira, com 9.921 votos (a mais votada) e Betão, com 6.003 votos, (03º mais votado), são vereadores e vão abrir vagas na câmara para Wagner França (PTB), com 1.916 votos, Nilton Militão (PTC) com 2.686 votos e Juracy Scheffer (PT), com 2.264 votos, respectivamente. 

Não reeleitos
Marcus Pestana (federal), Isauro Callais (estadual) e Antonio Jorge (estadual).


Ficaram de fora  
Assembléia Legislativa
Vereadores, Adriano Miranda (PHS), eleito vereador em 2016, com 1.954 votos  (19º, o último dos eleitos, o único que não atingiu a casa dos 2 mil votos), com 15.021 votos (8.636 em Juiz de Fora), e Cido Reis (PSB), reeleito vereador em 2016, com 4.986 votos (05º colocado), com 24.943 votos (17.850 em Juiz de Fora)., 

Outros:
Lêda Santiago (PR), esposa do deputado estadual, Marcio Santiago, com  33.518 votos, o delegado de polícia, Rafael Gomes (Avante), com 20.790 votos e o locutor de TV, Valmir Rodrigues (PC do B), com 5.248 votos. Votações que os credenciam para vagas na vereança de Juiz de Fora, em 2020.

Câmara Federal
Rodrigo Mattos (PHS), reeleito vereador em 2016, com 4.401 votos (06º), obteve 24.644 votos (insuficientes para a eleição de estadual). Rodrigo deve perder a vaga de vereador para o primeiro suplente do PSDB, o médico José Laerte (01º suplente do PSDB, com 3.098 votos), que já requereu, via justiça, a vaga. Com a possível perda do cargo, deve ocupar uma vaga de secretário na prefeitura. Nas vezes que disputou para deputado estadual (salvo engano, foram duas vezes), mesmo com o pai no poder e a máquina pública trabalhando em prol dele, foi apenas suplente, sem jamais ter assumido o cargo. Também foi uma candidatura de muita visibilidade e claros sinais de dinheiro farto.

Outros:
Wadson Ribeiro (PC do B), com 43.500 votos (4.272 em Juiz de Fora), não foi surpresa, não tem militância na cidade. Se diz ser daqui (bairro Linhares), mas vive em Belo Horizonte. Nem com a Jô Moraes fora da disputa (foi candidata a vice na chapa do Pt), ele conseguiu emplacar uma cadeira.

CONSIDERAÇÕES: 
A não reeleição de Marcus Pestana não foi surpresa. A base eleitoral dele aqui em Juiz de Fora é muito frágil. Obteve apenas 7.103 votos dos 72.099. Soma-se a isso o apoio explícito dado por ele ao rejeitado governo Temer. No decorrer do mandato, ele, Marcus Pestana, usando de seu prestígio, levou o prefeito de Juiz de Fora da época (que também foi derrotado nas urnas) para uma visita ao presidente da república. Resultado prático dessa visita para Juiz de Fora e região, não houve. 

Isauro Callais (MDB), mesmo com 41.727 votos (
15.555 em Juiz de Fora), ficou de fora e isso se deve muito a entrada na disputa do ex-prefeito de Juiz de Fora, Bruno Siqueira. Os dois tem basicamente um mesmo colégio eleitoral, e um mesmo perfil de eleitor. Foi uma candidatura de muita visibilidade e claros sinais de dinheiro farto.

Antonio Jorge (PPS), foi uma surpresa a sua não reeleição, mesmo com 47.042 votos (6.268 em Juiz de Fora), Médico psiquiatra, foi vereador e secretario de saúde em Juiz de . Secretário de saúde no governo Anastasia. É tido como o criador da ACISPES (Agência de Cooperação Intermunicipal em Saúde Pé da Serra), que presta importante serviço à saúde da região. Mas não é visto na cidade. E na política, regar as bases é importante. Nem sempre só o nome é o suficiente.

Campanhas com impressão de muitos gastos
Rodrigo Mattos
É vereador reeleito pelo  PSDB em 2016 com 4.401 votos e deve perder a vaga porque mudou de partido para se candidatar a deputado federal pelo PHS, obtendo apenas 24.644 votos ( em Juiz de Fora). Votação insuficiente, para sequer, elegê-lo deputado estadual. Isso não causou surpresa. O candidato jamais se elegeu vereador com votações expressivas. Mesmo quando seu pai, Custódio Matos era prefeito e fazia boa gestão. Nas vezes que disputou para deputado estadual (salvo engano, foram duas vezes), mesmo com o pai no poder e a máquina pública trabalhando em prol dele, foi apenas suplente, sem jamais ter assumido o cargo. Também foi uma candidatura de muita visibilidade e claros sinais de dinheiro farto.

Bruno Siqueira
Ganhou todas as eleições que havia disputado.Três vezes vereador, uma vez deputado estadual e duas vezes prefeito, com vitórias nos primeiros e segundos turnos. Ou seja, oito vitórias, e duas renúncias compreensíveis. Renunciou ao terceiro mandato de vereador, após 10 anos, para assumir uma vaga na Assembléia. Dois anos depois, eleito prefeito da importante cidade de Juiz de Fora, renunciou ao cargo de deputado. Aqui, na condição de prefeito, articulou alianças, inviabilizou candidaturas e foi reeleito. Assim veio a surpresa: Mantendo sua tradição de renúncia, renunciou novamente. Desta feita ao cargo de prefeito de Juiz de Fora. Mas não foi para disputar o cargo de governador do estado, ou até mesmo, a presidência da república. E sim, disputar uma vaga de deputado estadual. E foi isso, e tão somente isso, que sobrou para ele, com 26.515 votos (12.928 em Juiz de Fora),  e mesmo, com uma candidatura de muita visibilidade e claros sinais de dinheiro farto. Com a costumeira atitude da renúncia e com a derrota nas urnas, eu até poderia arriscar de que ele estaria alijado da vida pública. Mas por ser ainda jovem (tem 44 anos) isso não acontecerá. Mas, certamente, com o MDB fora dos governos, o PSDB, com o qual ele tem afinidade, também correndo o risco de derrota, ele, certamente vai exercer a profissão para a qual está habilitado, a de Engenheiro.