quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Manuel Fernandes Loureiro (Loureiro Neto) - 1952/2014

Morre no Rio de Janeiro, aos 61 anos, o radialista Loureiro Neto
Morreu hoje, 26/02, no Rio, aos 61 anos, o radialista Loureiro Neto. Ele sofria de problemas cardíacos e desde o dia 16 de janeiro estava internado no Hospital Pró-Cardíaco, em Botafogo, na Zona Sul do Rio.

Manuel Fernandes Loureiro (Loureiro Neto), nasceu em Palmeira, região de Braga, em Portugal, em 30 de junho de 1952. Chegou ao Brasil com 04 anos de idade. Morador do bairro de Copacabana, era torcedor do Vasco da Gama e da Mangueira. 

Carreira
Começou carreira na TV em 1971, na TV Rio. Foi repórter esportivo da Rádio Vera Cruz, passou pela Rádio Manchete e, em 1976, ingressou no Sistema Globo de Rádio. “Enquanto a Bola não Rola” foi o primeiro programa apresentado por Loureiro Neto na Globo. Em seguida, virou apresentador do “Papo de Botequim”. Em julho de 2002, Loureiro assumiu o "Manhã da Globo", em substituição ao programa do Haroldo de Andrade, onde ficou até março de 2011, quando na mesma emissora, passou a apresentar o "Botequim da Globo". Foi comentarista esportivo e apresentou o "Portugal Esportivo" programa que informava a resenha do futebol lusitano.


Literatura

"O Monstro de Olhos Azuis"
Neste livro de memórias, a atriz Tonia Carrero (Maria Antonieta de Farias Portocarrero), revela os fatos, pessoas, sentimentos, decepções e alegrias que, sedimentados, fizeram da criança Tonia a atriz: o monstro dos alhos azuis. Assim como Tonia não é uma mulher comum. esse livro também não é um livro qualquer. É uma narrativa apaixonada e corajosa, onde se faz uma reconstituição minuciosa de sua vida até a adolescência, buscando os elementos que a fizeram, entre outras coisas, uma das grandes personalidades do teatro brasileiro e matriarca de uma família de artistas: um filho (Cecil Aldary Thiré, nascido no Rio de Janeiro em 28/05/43), três netos (Carlos Pesce Thiré e Miguel Pesce Thiré, gêmeos, nascidos no Rio de Janeiro em 08/07/82 e Luisa Pesce Thiré, nascido no Rio de Janeiro em 19/11/73, todos filhos de Cecil Thiré), e dois bisnetos (Vítor Thiré, filho de Luísa e ?) são atores. O neto João Pece Thiré é músico.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Carnaval 2014

Juiz de Fora-MG 
- resultados
01º grupo
01 - Unidos do Ladeira - 108,7 pontos,
02 - Turunas do Riachuelo - 108,7 pontos,
03 - Real Grandeza,
05 - Feliz Lembrança,
05 - Mocidade Alegre de São Mateus.

02º grupo
01 - Feliz Lebrança - 108,4 pontos,
02 - Unidos do Retiro - 108,3 pontos,
03 - Acadêmicos do Manoel Honório,
04 - Rivais da Primavera,
05 - Partido Alto,
06 - União das Cores.

03º grupo
01 - Vale do Paraibuna.

Literatura

"Fazendas do Império"
O livro apresenta ao público um pouco mais da História do Brasil Imperial, contado especificamente a partir da transferência da Corte de D. João VI para o Rio de Janeiro, o que veio, por consequência, trazer desenvolvimento à região cafeeira do Vale do Rio Paraíba do Sul. Mostra, ainda, histórias, curiosidades e hábitos dos barões do café, além de apresentar vasto acervo fotográfico das Fazendas Imperiais. Trata-se de uma obra na qual se representa um histórico de como era a vida e o cotidiano rural das fazendas durante o ciclo do café no Brasil, abrangendo os Estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais. São mostradas em fotos, a arquitetura externa e a decoração interna das fazendas, além de textos acerca de como era a vida rural, em especial na região do Vale do Rio Paraíba.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Chaves

- Roberto Gómez Bolaños (Chaves), nasceu na Cidade do México, em 21 de fevereiro de 1929. Filho de Francisco Gómez Linares e Elsa Bolaños Cacho e sobrinho do ex-presidente mexicano Gustavo Díaz Ordaz Bolaños (1911-1979). Foi casado com Graciela Fernandez, com quem teve 06 (Roberto Gómez Fernández, Marcela Gómez, Teresa Gómez, Paulina Gómez, Graciela Gómez) filhos e com Florinda Garcia Meza Gómez.

- Carlos Villagrán Eslava (Quico), nasceu na Cidade do México, em 12 de Janeiro de 1944. Atualmente, mora em Guadalajara, no México, com sua atual esposa. Carlos tem seis filhos de outro casamento (Sylvia Villagrán, Paulo Villagrán, Vanessa Villagrán, Samantha Villagrán, Gustavo Villagrán, Edson Villagrán).

- Rubén Aguirre Fuentes (professor Girafales), nasceu em  nasceu Saltilo, estado de Coahuila, em 15 de junho de 1934. Tem , em 1,96 de altura e é casado com Consuelo Aguirre de Los Reis, com quem teve sete filhos.

- Ramón Valdés y Castillo (seu Madruga), nasceu na Cidade do México, em 02 de setembro de 1923, cidade onde morreu em 09 de agosto de 1988. Era filho de Rafael Valdés Gómez e Guadalupe Castillo.

- Edgar Vivar (seu Barriga e Ñoño), nasceu na Cidade do México, em 28 de dezembro de 1944.

- Raúl "Chato" Padilla (Jaiminho), nasceu em Monterrey, em 17 de junho de 1917 e morreu na Cidade do México, em 03 de fevereiro de 1994. Foi casado com Magda Guzmán e teve, com ela, um filho chamado Rafael Padilla, que é ator. É pai do também ator Raúl "Chóforo" Padilla, que faleceu em 24 de maio de 2013, aos 73 anos.

- Horacio Gómez Bolaños, nasceu na Cidade do México, em 28 de junho de 1930, onde morreu em 21 de novembro de 1999. Era Irmão do Roberto Gómez Bolaños (Chaves).

- Florinda Garcia Meza Gómez (dona Florinda), nasceu em Juchipila, estado de Zacatecas, em 08 de fevereiro de 1949. Foi noiva de - Carlos Villagrán Eslava (Quico) e atualmente, é casada com Roberto Gómez Bolaños (Chaves).

 - María Antonieta de las Nieves (Chiquinha), nasceu em Santiago Ixcuintla, estado de Nayarit, em 22 de dezembro de 1950, Casada com Gabriel Fernández, com quem teve dois filhos (Verónica Fernández e Gabriel Fernández).

- María de los Ángeles Fernández Abad (dona Clotilde, bruxa do 71), nasceu em Madri, em 09 de Julho de 1922 e morreu na cidade do México, em 25 de Março de 1994.


Literatura

"Padre Antônio de Urucânia, a sua bênção"
A escritora Margarida Drumond de Assis descreve a vida e obra de padre Antônio Ribeiro Pinto, sacerdote mineiro de Rio Piracicaba que, ao chegar a Urucânia, região de Ponte Nova, na Zona da Mata Mineira, em 1947, após vários trabalhos em paróquias da Arquidiocese de Mariana, atraiu multidões para a localidade, então uma pequena Vila, tantas eram as suas inúmeras bênçãos poderosas na intercessão de Nossa Senhora das Graças.
Repleto de depoimentos sobre graças alcançadas no tempo de padre Antônio e também das alcançadas nos dias atuais, o livro já chegou a mais de uma centena de cidades em todo o Brasil.
Conforme escreveu Dom Luciano Mendes de Almeida, no Prefácio da primeira edição em 2004, “Padre Antônio é modelo para o Clero e motivo de esperança para o povo”.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Concurso de Marchinhas Carnavalescas de Juiz de Fora

Esgotados os ingressos para o 4º Concurso de Marchinhas de Juiz de Fora
Apresentação das finalistas acontece hoje, dia 14, à partir das 21h, no Clube Sírio Libanês/Fátima Buffet

A edição 2014 do Concurso de Marchinhas Carnavalescas de Juiz de Fora será com casa cheia. Isso porque todos os 350 ingressos colocados à venda se esgotaram um dia antes da apresentação dos finalistas.

O evento acontece hoje, dia 14, a partir das 21h, Clube Sírio Libanês/Fátima Buffet. Ainda durante a noite, será lançado o CD com as 12 marchinhas finalistas de 2013.

Para chegar à decisão, as finalistas tiveram que passar pela primeira fase do concurso, que contou com 55 canções inscritas. Participaram da eliminatória compositores de Juiz de Fora, Ubá, Bias Fortes, São João Nepomuceno e Rio de Janeiro.

O 04º Concurso de Marchinhas Carnavalescas de Juiz de Fora recebe o nome de Armando Toschi (Ministrinho), sambista defensor da cultura local, articulador das rodas de samba e um dos fundadores da Turunas do Riachuelo, primeira escola de samba de Minas Gerais. Se estivesse vivo, Ministrinho completaria 100 anos em 2014.

As finalistas:
Das 12 canções finalistas, todas já têm espaço garantido no CD comemorativo do 4º Concurso de Marchinhas de Juiz de Fora.

No entanto, cabe ao júri técnico escolher as três melhores composições, assim como o melhor intérprete da noite.

Confira abaixo, em ordem alfabética, quais as canções que se apresentam no dia 14/02.

01. "Acha a China", de Roni Valk, Ingrid Valk e Fátima Gouvêa (Rio de Janeiro);
02. "A Mulher e o B.O.", de Nely Gonçalves (São João Nepomuceno);
03. "Dedéia a Loba", de Carlos D´Carreira (Juiz de Fora);
04. "Eu já Bebi, não foi à toa", de Otávio Rodrigues de Paula (Juiz de Fora);
05. "Já dizia o meu Guru", de Adriano Brandão de Oliveira e Olímpio Brandão de Oliveira (Juiz de Fora);
06. "Marcha do Capital", de Carlos Fernando Cunha (Juiz de Fora);
07. "Nau em Alto mar", de Juan Felipe Souza Oliveira (Juiz de Fora);
08. "O Baile", de Adriano Brandão e Toinho Gomes (Juiz de Fora);
09. "Sem Tema nem Bandeira", de Ricardo Barroso (Juiz de Fora);
10. "Trem da Alegria", de Toinho Gomes e Mamão (Juiz de Fora);
11. "Tributo a Ministrinho", de Zezé do Pandeiro (Juiz de Fora);
12. "100 Anos de um Menestrel", de Jansen Narciso e Carlos Fernando Cunha (Juiz de Fora).

Literatura

“Dom Luciano, especial Dom de Deus” 

É um livro de 1.032 páginas, editado em Brasília/DF, após concurso público, pelo Fundo de Apoio à Cultura (FAC) da Secretaria de Estado de Cultura do Distrito Federal. Conforme Margarida Drumond de Assis, do processo inicial até à edição, foram quatro anos de trabalho, com pesquisas em Brasília, Mariana, São Paulo; em Bogotá, na Colômbia; e em Roma, Florença e Turim, na Itália, locais de referência sobre Dom Luciano.

A autora explica que “Dom Luciano, especial dom de Deus” possibilita uma maior proximidade com a vida de Dom Luciano Mendes de Almeida e sua caminhada na Igreja, desde 1947, com sua entrada na Companhia de Jesus (Jesuítas), até 2008, destacando-se as atuações como Bispo Auxiliar de São Paulo; Secretário-Geral e Presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB; Arcebispo de Mariana; e Vice-presidente do Conselho Episcopal Latino-Americano – CELAM.

Segundo a escritora, o livro também apresenta um período dos mais significativos da Igreja no Brasil, desde a criação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, em 1952, do Conselho Episcopal Latino-Americano – CELAM, em 1955, passando pela realização do Concílio Vaticano II e o pós-Concílio, acompanhando os pontificados de Pio XII a Bento XVI.

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Ary Evangelista de Rezende Barroso (1903-1964)

Foi exatamente num domingo, 09 de fevereiro, há exatos 50 anos, que um dos compositores mais populares da nossa música faleceu, vítima de cirrose hepática. Era carnaval, ocasião mais que propícia para a despedida de alguém que criou sambas e marchas memoráveis e falou de um “Brasil bem brasileiro”: Ary Barroso (1903-1964). O neto dele Márcio Barroso, 54 anos, responsável pela Editora Aquarela do Brasil, que administra as músicas do avô (são cerca de 450), era muito garoto na época, mas tem lembranças do dia. Toda a família (Ary, a esposa, Ivonne, os filhos, Mariúza e Flávio, com os cônjuges e os cinco netos) morava num casarão de três andares na Ladeira Ary Barroso, no Leme, Rio de Janeiro, e ele se lembra da mãe chorando pelos cantos. “Minha mãe ficou muito triste, claro, e ela tentava esquecer arrumando as coisas, para se distrair – pegou o escovão e foi esfregar o chão da sala. É uma cena que ainda está forte na minha memória. Mas o engraçado é que não me recordo do enterro, do velório nem de quando meu avô foi para o hospital. Acho que eles tentavam proteger as crianças. Mesmo assim foi um dia realmente muito triste”, conta Márcio.

Nada de especial marcará o cinquentenário de falecimento de Ary, a não ser a chegada às lojas e sites especializados da caixa Brasil brasileiro, que traz 20 CDs com 316 regravações do autor de Aquarela do Brasil, No rancho fundo e Na baixa do sapateiro, e que foi lançada pela Novodisc/Museu da Imagem e do Som de São Paulo (MIS), em novembro.

Idealizado pelo professor de biologia, psicólogo e pesquisador paulista Omar Jubran, o box levou 12 anos para ser finalizado. Para ele, a MPB tem três pilares fundamentais: Noel Rosa, Lamartine Babo e o próprio Ary. Segundo Jubran, eles podem até não ser os melhores compositores do Brasil mas certamente foram os responsáveis por mudar a lírica da nossa música.

Linguagem rebuscada
No caso do artista mineiro, que nasceu em Ubá, na Zona da Mata, provavelmente pelo fato de ter se formado em direito, ele tinha uma linguagem bem rebuscada e acabou se tornando referência para outros artistas, caso de Tom Jobim, por exemplo. “Ary Barroso deu nova cor à música popular. Todas as boas composições brasileiras, sejam contemporâneas ou não, têm uma pitadinha tanto dele como de Noel e de Lamartine. Enquanto Noel Rosa se tornou uma espécie de repórter do Rio de Janeiro e Lamartine Babo falava por entrelinhas, Ary conciliou essas duas características e, mesmo utilizando palavras mais sofisticadas, fazia letras que eram assimiladas por qualquer pessoa. E ainda era excelente melodista. Juntou tudo isso e caiu no gosto popular”, destaca o pesquisador.

Além da caixa, que ganhou apenas 1 mil edições (e deve ser ampliada), Márcio Barroso avisa que há a intenção de fazer outras ações, como um documentário. Já que o acervo pessoal do avô (fotos, troféus, partituras, cachimbos e dois pianos) está sob a guarda da família, eles poderão até criar um museu. “No Brasil é tudo muito complicado. Quero que as pessoas voltem a se lembrar dele. É engraçado como o norte-americano sabe trabalhar isso muito bem e valoriza seus verdadeiros ícones. O brasileiro tem memória muito curta e, apesar de o nosso trabalho ser de formiguinha, vou fazer de tudo para que meu avô não seja esquecido”, enfatiza.

Márcio conta que, ainda que tivesse fama de ranzinza e mal-humorado, Ary Barroso era extremamente carinhoso em família, e não se importava com a bagunça que os cinco netos faziam, até brincava com a meninada. “Eu me lembro dele bem velhinho com um robe dentro de casa e uma das recordações mais marcantes foi uma tarde em que mamãe reuniu todos para assistir a um programa de televisão de que ele estava participando. Eu não entendia como vovô tinha ficado tão pequenino para caber dentro da TV”, diverte-se.

Memorial não saiu do papel
Em Ubá, onde Ary Barroso nasceu, ainda há parentes do compositor, além de uma preciosidade: o piano em que o artista aprendeu a tocar e que pertenceu a tia Ritinha, que o criou, quando ele ficou órfão de pai e mãe. A ideia é que o instrumento, tombado, vá para um memorial a ser construído na cidade. Por enquanto, o projeto da construção do espaço está parado. Em novembro, mês de aniversário do compositor, foi inaugurada uma estátua batizada de Ary Barroso ao piano, na Praça São Januário, como parte da programação do Prêmio Ary Barroso de Música, realizado anualmente no município.

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil de Ubá, Miguel Gasparoni, ex-presidente do Conselho do Patrimônio Cultural da cidade, é admirador do conterrâneo ilustre e lembra que, certa vez, foi até o Rio entregar uma cópia do registro original do nascimento de Ary Barroso para Mariúza, sua filha. Segundo o advogado, ela ficou tão emocionada que mostrou o enorme acervo de seu pai, a começar pelo piano onde ele compôs, em uma única noite chuvosa, Aquarela do Brasil. “Trouxemos todo esse material para Ubá, para montarmos o Memorial Ary Barroso, que seria na Praça da Estação, onde havia busto construído em homenagem a ele. Infelizmente, por falta de vontade política, até hoje o projeto não foi concretizado. Quando fui vereador e presidente da Câmara, propus a denominação da praça que se situa no trevo da rodovia Ubá-JF-Visconde do Rio Branco como Praça Aquarela do Brasil. Lá, plantamos ‘um coqueiro que dá coco’ e colocamos um monumento com a imagem em aço da Bandeira do Brasil e de um ‘mulato inzoneiro’. O espaço foi inaugurado por seu filho Flávio Rubens (já falecido)”, revela.
Fonte: www.uai.com.br

Literatura

"Ditadura: o que resta da transição"
Organizada pelo cientista político Milton Pinheiro, a coletânea enfrenta o desafio de reinterpretar uma história em que vários aspectos estão ainda por decifrar, desde o contexto por trás do golpe até a campanha pelas Diretas Já.

Com ensaios inéditos de pensadores como João Quartim de Moraes, Anita Prestes, Lincoln Secco, Décio Saes, Marco Aurélio Santana, entre outros, o livro traça um rico panorama das continuidades e rupturas na história contemporânea brasileira, abrangendo temas como as mutações da ideologia, o lugar dos intelectuais, dos sindicatos, a mobilização comunista, as políticas econômicas e a presença dos partidos políticos.

Obra de inflexível veio crítico, é sobretudo a postura ousada que a obra da bibliografia existente sobre o assunto: os autores enfatizam, sob perspectivas diversas, a centralidade do caráter de classe da ditadura militar para compreender suas origens, bem como seu legado. Marcos Del Roio, no prefácio, é categórico: tratava-se de uma “ditadura de classe, que buscava impedir a eventual realização de uma revolução democrática pelas forças populares”.

A forma pela qual se pensou a gestão da política econômica durante o regime militar é destrinchada pelo cientista político Adriano Codato, ao investigar a questão da estrutura administrativa do Estado e o problema do arranjo ideal para organizar o processo de tomada de decisões. Aprofundando a análise das bases econômicas na ditadura e na transição, o economista Nilson Araújo de Souza divide o período em cinco momentos, que atentam para o complexo de políticas econômicas desenvolvidas e suas relações.
Fonte: www.boitempoeditorial.com.brwww.boitempoeditorial.com.br

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Túlio Maravilha

A camisa alvinegra não era a do clube que o consagrou. Ao contrário do famoso e mitológico número 7 do Botafogo, o número 999 era o que estampava as costas de Túlio Maravilha. Porém, ele representava mais do que o registro do atacante na súmula do confronto entre Araxá Esporte e Mamoré: fazia referência à maior motivação do artilheiro em continuar jogando com 44 anos: o milésimo gol, segundo as contas do jogador. Depois de uma verdadeira saga por vários times do Brasil e do mundo, ele veio neste dia 08 de fevereiro era o mais esperado na carreira do artilheiro.

Assim como Pelé e Romário, o milésimo gol saiu de bola parada. Aos 27 minutos do primeiro tempo, o árbitro da partida no estádio Fausto Alvim, casa do Araxá Esporte, marcou um toque de mão da defesa do Mamoré. Túlio Maravilha pegou a bola e ajeitou para bater. O goleiro Fabrício do time de Patos de Minas ainda tentou desestabilizar o camisa 999. Tranquilo, Túlio bateu no canto esquerdo e fez. Tirou a farda e mostrou o número 1000 na camisa. Dedicou o gol à esposa, aos filhos e para ele, claro, foi diferente de Pelé e Romário, que marcaram do lado esquerdo e Túlio, do lado direito.

Minas Gerais
A contagem do gol 1000 começou a partir de 500. E assim como o desfecho do projeto, o início de toda a saga pelo gol mil foi no interior de Minas durante o Campeonato Mineiro. Apesar de toda autoconfiança que lhe é característica e a certeza de que ele estar em campo é sinônimo de gol, o atacante adotou o projeto em 1999, quando vestia a camisa do Cruzeiro, contra o Democrata de Governador Valadares.

Depois do Cruzeiro foram 21 clubes e 418 gols, até o tento 999. A última vez que balançou as redes foi na vitória do Vilavelhense por 2 a 1 sobre o Linhares no estádio Virgílio Grassi, em Rio Bananal (ES).

Mais importante
O atacante não precisa nem de um segundo para responder qual gol é o mais importante entre os mil. Cobrança de falta de Sérgio Manoel pela esquerda. Jamir cabeceou para o chão e a bola encontrou o pé direito de Túlio. O artilheiro ajeitou e arrematou com a esquerda. Gol do Botafogo que abriu caminho para o título Brasileiro de 1995.

O lance foi rápido. A defesa do Santos nem reclamou. Mas, na hora da cabeçada, o artilheiro estava impedido. Lance polêmico na final e Tulio admite a irregularidade.

Mas polêmico
Aquele do dia 17 de julho de 1995 contou ainda com gol antes dos três minutos de jogo, falha de Tafarel no chute de Batistuta e a violência dos argentinos que terminaram o primeiro tempo com um a menos.

Com a entrada do zagueiro Ayala no lugar de Batistuta, a Argentina se trancou na defesa para tentar segurar o 2 a 1 que garantiria a vaga na final. Mas Tulio usou um artifício conhecido dos argentinos: impedido, o atacante dominou a bola com o braço esquerdo após cruzamento. Só o juiz viu a bola no peito de Tulio. Gol do empate em 2 a 2. Decisão por pênaltis, Tafarel se redimindo com duas defesas e Brasil na final.

Túlio ainda relembrou o gol de “futebol arte, tetracampeão” marcado de calcanhar na vitória do Botafogo por 4 a 1 contra o Universidad do Chile pela Libertadores de 1996, no Maracanã, um gol de bicicleta no início da carreira no Goiás e a meia bicicleta que deu o título da Série A2 do Campeonato Paulista para o São Caetano e a vaga na elite paulista.

Botafogo
Foram 28 clubes antes do Araxá, além da seleção brasileira. Apesar do início da carreira no Goiás, clube onde fez o maior número de gols – 187, a grande identificação de Tulio é com o Botafogo. Pelo alvinegro carioca foram 167 gols, duas artilharias no Campeonato Brasileiro da Série A e um título nacional.

Em 2013, foi criado o projeto "Túlio a 1000 - 7 Gols de Solidariedade" em que ajudaria o jogador a fazer o milésimo com a camisa 7 alvinegra. Não vingou, segundo o atacante, por causa do próprio clube. Mesmo com os problemas, a intenção era fazer o milésimo com a camisa do time carioca.

- O objetivo, a princípio, era fazer este gol com a camisa do Botafogo, pela identificação e por ser um ídolo do clube, O ideal era ter feito lá. Mas houve um desentendimento e o sonho não foi possível – lamentou.

Milésimo?
Tulio Maravilha tem certeza que fez mil gols. Para o artilheiro, o primeiro gol dele com a camisa do Araxá é a cereja do bolo de uma relação com as redes que poucos tiveram. O atacante lembrou ainda que não foi só a contagem dele que gerou dúvida.

Para os críticos, o atacante do Araxá fez questão de relembrar alguns os feitos da carreira, entre eles, o que ele chama de “Hexa artilheiro do Brasileirão”.

Túlio foi artilheiro por três vezes do Brasileiro em três divisões diferentes. Uma pelo Goiás e duas pelo Botafogo pela Série A, uma vez artilheiro da Série B, pelo Vila Nova - GO, e duas vezes da Série C com o Brasiliense e com o Vila Nova-GO. No total foram mais de 220 gols.

Fim de careira
Independente do milésimo gol, Tulio tem um contrato de cinco jogos com o Araxá e, possivelmente, entrará em campo no confronto entre o Araxá e o Nacional de Uberaba, na próxima rodada do Módulo II do Campeonato Mineiro. Se vai aposentar após o contrato, Tulio não sabe. Mas sabe que, após o fim da carreira, vai atacar em outros campos.

- Vou me transformar em comentarista. De certa forma vou continuar no futebol – concluiu.
Fonte: www.globoesporte.com


Literatura

"Cidades rebeldes: passe livre a as manifestações que tomaram as ruas do Brasil "
Trata-se de um livro impresso nos megaprotestos que ficaram conhecidos como as Jornadas de Junho, além de ser o principal esforço intelectual até o momento de analisar as causas e consequências desse acontecimento marcante para a democracia brasileira. Escrito e editado no calor da hora, em junho e julho de 2013, a obra traz perspectivas variadas sobre as manifestações, a questão urbana, a democracia e a mídia, entre outros temas. 

Participaramm dessa coletânea autores nacionais e internacionais, como Slavoj Žižek, David Harvey, Mike Davis, Raquel Rolnik, Ermínia Maricato, Jorge Souto Maior, Mauro Iasi, Silvia Viana, Ruy Braga, Lincoln Secco, Leonardo Sakamoto, João Alexandre Peschanski, Carlos Vainer, Venício A. de Lima, Felipe Brito e Pedro Rocha de Oliveira. Paulo Arantes e Roberto Schwarz assinam os textos da quarta capa. O livro também conta com um ensaio fotográfico do coletivo Mídia NINJA e ilustrações sobre as manifestações de Laerte, Rafael Grampá, Rafael Coutinho, Fido Nesti, Bruno D’Angelo, João Montanaro e Pirikart, entre outros. 
Fonte: www.boitempoeditorial.com.br

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Willys Overland

                                          Rural Willys
A Rural Willys é um utilitário que foi produzido pela Willys Overland nas décadas de 1950, 1960 e 1970 no Brasil. Na década de 1970, passou a ser produzida pela Ford do Brasil, que comprou a fábrica da Willys em 1967, mantendo inalterados o nome Rural e praticamente todas as características do veículo.
Foi lançado nos Estados Unidos em 1946 com o nome de Jeep Station Wagon, tendo sido o primeiro veículo do tipo com a carroceria toda em metal, em contrapartida às carrocerias de madeira, então comuns. Com pequenas diferenças, foi produzido também em outros países como o Japão, onde foi fabricado pela Mitsubishi, com o nome J37 e a Argentina, onde foi fabricado pela Kaiser e é conhecido como Estanciera. O modelo brasileiro foi redesenhado em 1960 utilizando como inspiração a arquitetura moderna de Brasília, em construção na época. Este desenho acompanhou a Rural até o encerramento de sua produção em 1977.
No Brasil foram produzidas versões com tração 4X4 e 4X2, com motores a gasolina de seis cilindros em linha e cilindrada de 2.6 ou 3.0 litros (opcional). O motor de 2.6 litros, ou 161 polegadas cúbicas, foi o primeiro motor a gasolina fabricado no Brasil e também equipava outros veículos da fábrica Willys, como o Jeep e o Aero. O motor 3.0, utilizando o mesmo bloco, equipava o Itamaraty. A partir do segundo semestre de 1975, até o final da produção, em 1977, a Rural foi fabricada com motor Ford, denominado OHC, de quatro cilindros e 2.3 litros de cilindrada. Em todas as versões, tinha potência aproximada de 90 hp (cavalos-vapor), adequada à época e características do veículo.
A Rural Willys pode ser considerada "avó" dos atuais utilitários esportivos existentes, pois era um veículo com espaço para a família, mas robusto e com vocações off-road, ou seja, capaz de enfrentar ruas e estradas de terra, lama ou mal conservadas.
Em 1961 entrou em linha a versão picape da Rural, chamada de Pick-Up Willys ou Pick up Jeep e, posteriormente, F-75. A versão militar, amplamente utilizada pelas Forças Armadas do Brasil, denominava-se F-85. Na Argentina, este modelo foi conhecido como Baqueano. A F-75 manteve-se em produção pela Ford do Brasil até 1981.

Literatura

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Túlio Maravilha

Jogador reforça Araxá e poderá marcar "milésimo gol" no Campeonato Mineiro do Módulo II
Depois de três meses de negociação, o Araxá concretizou a contratação do atacante Túlio Maravilha. O presidente do clube, Dailson Lettieri confirmou o acordo com o jogador graças a uma parceria com o Grupo Zema. O jogador de 44 anos chegará a Araxá na terça-feira, 04/02, para ser apresentado à imprensa, assinar contrato e se integrar ao grupo comandado por Eugênio Souza. O Araxá poderá ficar marcado como o clube onde Túlio marcou o ‘milésimo gol’ de sua carreira. Nas contas pessoais do artilheiro, 999 já estão contabilizados.

Túlio assinou com o Grupo Zema um acordo para defender o Araxá em seis jogos do Módulo II do Mineiro e será o garoto-propaganda do Grupo Zema em campanhas publicitárias ligadas à Copa do Mundo. A empresa é dirigida pelo empresário Ricardo Zema e atua nos segmentos de lojas de eletrodomésticos, postos de gasolina e agências de veículos.

O Araxá estreará no Módulo II do Mineiro neste domingo (02/02), contra o Montes Claros, fora de casa, e na quarta-feira receberá o Uberlândia no Fausto Alvim. Tudo indica que a estreia de Túlio será no sábado, dia 8 de fevereiro, contra o Mamoré de Patos, em Araxá, pela terceira rodada.

Esta será a segunda passagem de Túlio pelo futebol mineiro. Em 1999, ele jogou pelo Cruzeiro e curiosamente marcou o gol 500 com a camisa azul, na partida contra o Democrata, em Governador Valadares, pelo Campeonato Mineiro. Ao todo, foram sete jogos (seis oficiais e um amistoso) e quatro gols pelo clube. O jogador foi revelado pelo Goiás e viveu seu auge no Botafogo, entre 1994 e 1996, período em que também defendeu a Seleção Brasileira.
FONTE: www.uai.com.br

Literatura

"Operação Banqueiro"

A história de como o banqueiro Daniel Dantas foi preso e libertado acusando seus acusadores
Um acontecimento inusitado assombrou o Brasil em 2008: o poderoso e enigmático banqueiro Daniel Dantas foi preso pelo delegado federal Protógenes Queiroz, por ordem do juiz Fausto De Sanctis, e conduzido algemado para uma cela comum, acusado de vários crimes. Mas logo depois foi libertado, por ordem do então presidente do Supremo Tribunal Federal - STF, Gilmar Mendes. As provas da investigação foram anuladas. O delegado foi afastado de seu trabalho e elegeu-se deputado. O juiz deixou sua vara e assumiu o cargo de desembargador no Tribunal Regional Federal, mas em área sem relação com crimes financeiros, sua especialidade. O que teria acontecido? Neste livro, que se lê como um thriller policial, o repórter investigativo Rubens Valente, da Folha de S. Paulo, desvenda toda a história, com a revelação de aspectos inéditos, documentos e segredos.
Fonte: www.livraria.folha.com.br

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Jorge Nunes (1950-2014)

Morreu nesta sexta, 31/01, aos 63 anos, o jornalista Jorge Nunes. Ele estava internado no hospital da Unimed-Rio, na Barra da Tijuca e morreu vítima de complicações decorrentes de uma tuberculose. Nascido no bairro do Sampaio, na Zona Norte do Rio, em 16 de março de 1950, Jorge Nunes era formado em Comunicação Social (jornalismo) pela extinta SUSE, em Jacarepaguá. Torcedor do Vasco da Gama, comentarista da Rádio Tupi (programas Giro Esportivo, Show de Bola, Show da Manhã e Jornadas Esportivas), do canal de televisão CNT (programa Balanço Esportivo) e colunista do Jornal O Povo, além de ter trabalhado na Light, de 1969 a 1990. Trabalhou ainda nas Rádios Mauá AM e Tropical FM.


quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Literatura

"Assassinato de Reputações - um crime de Estado"
Romeu Tuma Junior, ex-secretário nacional de Justiça, empreende aqui uma verdadeira devassa nos métodos postos em prática durante o governo Lula.
Com longa experiência em investigação no Brasil e no exterior, e tendo ocupado todos os cargos importantes na Polícia Federal, o autor foi colaborador próximo do pai, Romeu Tuma - respeitado diretor do Dops e senador da República.
Neste depoimento a Claudio Tognolli, ele conta o que viu e o que ouviu do pai sobre o convívio com o então sindicalista Lula, preso "especial" no Dops; explica o assassinato do prefeito Celso Daniel, de cuja investigação participou; analisa em profundidade como funcionaram, na última década, órgãos de segurança institucional como a Polícia Federal e a Abin; mostra as provas do grampo telefônico no STF; revela como são tratados os desafetos políticos e os empresários incômodos ao governo, e qual o objetivo real de operações midiáticas como a Trovão, a Chacal e a Satiagraha, entre muitos outros temas polêmicos.
Num relato desassombrado e contundente, Tuma Jr. também desconstrói a campanha de que foi vítima ao se recusar a pôr em prática os métodos nada republicanos de alguns figurões do governo Lula. Os retratos que pinta dos poderosos de plantão são devastadores, e impressionam pelo realismo e pela minúcia de detalhes. Além do precioso arquivo do pai, que conhece profundamente, Romeu Tuma Junior é um metódico arquivista de tudo que viveu e experienciou. Essa singularidade do seu temperamento faz de Assassinato de reputações - Um crime de Estado livro fundamental para se entender, por dentro, a engrenagem do poder no Brasil dos nossos dias.

domingo, 26 de janeiro de 2014

Campeonato Mineiro 2014

Treinadores
Módulo 1
América - Silas,
Atlético - Paulo Autuori,
Boa Varginha - Nei da Matta
Caldelse - Léo Condé,
Cruzeiro - Marcelo Oliveira,
Guarani - Leston Júnior,
Minas - João Carlos
Nacional de Muriaé - Tuca Magalhães,
Tombense - Moacir Júnior,
Tupi - Wilson Gotardo,
URT - Luiz Eduardo,
Villa Nova - Paulinho Kobayashi

Módulo 2
América (Teófilo Otoni) - Ricardo Leão,
Araxá - Eugênio Souza,
Democrata de Governador Valadares - Gilmar Estevam,
Democrata de Sete Lagoas - Fred Incalado,
Ipatinga- Reinaldo Lima,
Mamoré de Patos de Minas - Gerson Evaristo,
Montes Claros - Didi,
Nacional de Uberaba - Jordan de Freitas,
Social - Carlos Octávio Valle,
Tricordiano - Zezito,
Uberlândia - Welington Fajardo,
Patrocinense - Luciano Reis,



Literatura

“Hitler no Brasil – Sua Vida e Sua Morte”
A história pode trazer diferentes verdades sobre o presente.
Este trabalho de pesquisa, reralizado por Simoni Renée Guerreiro Dias, tem sua marca significativa pelos indícios de certos fatos históricos; realizaram-se visitas a diversas cidades do Brasil em busca de pistas para a conquista de documentos e a possibilidade de fatos.
Foi descoberto na cidade de Nossa Senhora do Livramento, no Mato Grosso, os restos mortais de uma pessoa denominada "Alemão Velho", com muitas possibilidades de ser Adolf Hitler que ali viveu, morreu e foi enterrado.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

UTILIDADE PÚBLICA

Hospital João XXIII, de Belo Horizonte, atende quase 500 pessoas por ano para a retirada de anéisUnidade adota uma técnica especial que evita o corte do acessório. Inchaço causado por anel apertado pode levar à perda dos dedos
Acessório que, aparentemente, não representa nenhum risco à saúde, os anéis são responsáveis por ocorrências que envolvem cerca de 480 atendimentos por ano no Hospital João XXIII, da Rede Fhemig, maior hospital de pronto Socorro da América Latina. Artigo de uso comum entre mulheres e homens das mais variadas idades, os anéis são os protagonistas de casos que requerem a sua retirada devido ao inchaço (edema) dos dedos (seja das mãos ou dos pés), em geral causado pela inadequada utilização do acessório. Os acidentes são mais frequentes em mulheres jovens, mas há um número considerável de casos envolvendo homens.
 uso de anéis traz consigo o risco da perda do dedo uma vez que o inchaço causado pelo uso incorreto pode provocar a alteração da circulação. Assim, o médico recomenda a compra do objeto observando-se a medida correta.

Como primeira ação a ser adotada, antes mesmo de se chegar ao hospital, é importante manter o braço elevado acima da altura do ombro por alguns minutos para que o dedo vá desinchando. Sempre que perceber alguma ferida na região entre o dedo e o anel, é recomendável a retirada do acessório antes que aconteça algum processo inflamatório. Também deve ser evitado o uso de anéis de aço, pois eles são mais difíceis de cortar, caso seja necessário.

Técnicas de retirada
São várias as técnicas para a retirada dos anéis nessas circunstâncias, o uso de cada uma delas vai depender das condições do dedo atingido. Desse modo, pode ser utilizado fio de sutura (nylon) enrolado ao dedo, alicate especial para corte do anel e o método, atualmente mais empregado pelo HPS, da fita feita a partir de esparadrapo dobrado e introduzido no espaço entre o dedo e o anel com a ajuda de uma solução oleosa que permite o deslizamento do anel, o que evita cortar o acessório. Todavia, a adoção das técnicas que não implicam no corte do anel ficam impedidas nos casos de presença de ferimento, fratura ou luxação do dedo inchado.

Passo a passo para a utilização da técnica do esparadrapo
01º:Corte uma tira de esparadrapo de aproximadamente 20 cm de comprimento por 3 cm de largura. Caso não tenha esparadrapo, utilize uma fita de tecido ou até mesmo aquelas utilizadas para enfeitar embalagens de presentes.

02º:Dobre o esparadrapo ao meio (de forma que a fita fique com 1,5 cm de largura) para que a pele não tenha contato com a cola.

03º:Coloque a fita entre o anel e o dedo com o auxílio de uma espátula de madeira ou outra objeto semelhante que não seja pontiagudo.

04º: Puxe a fita de modo que as duas extremidades fiquem do mesmo tamanho.

05º: Lubrifique o dedo utilizando solução oleosa como óleo mineral, vaselina ou óleo de cozinha, isto facilitará o deslizamento da fita sobre o anel.

06º:Com uma mão segure a fita puxando-a em direção à ponta do dedo e girando a fita no sentido horário. Use o seu polegar e o indicador para empurrar o anel auxiliando a sua retirada.

Símbolo de afeição
Apesar dos riscos, um número significativo de pessoas insiste em manter os anéis ainda que apertados, pois estabelecem uma relação afetiva com o objeto. Muitas vezes, eles representam a lembrança de alguma pessoa com a qual têm ou tiveram uma relação de afeto. Todavia, é de bom senso utilizar formas alternativas para usar o uso do anel sem, necessariamente, colocá-lo no dedo. Uma possibilidade é utilizá-lo em uma corrente como se fosse um pingente.
Fonte: www.uai.com.br

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Literatura

"Alô, alô, ouvintes: no ar o rádio em Bauru"

Escrita pelo professos João Francisco Tidei de Lima e lançada pela Editora Jalovi, a obra é um relato do conhecimento e vivência no rádio de Bauru (uma das principais cidades do interior de São Paulo).

Tidei de Lima já esteve à frente da gerência de algumas rádios da cidade e retrata suas experiência na obra, cuja pesquisa que gerou o livro demorou 12 anos, e narra a história do rádio em Bauru desde seu primeiro dia até a censura da Ditadura Militar, na década de 1970.

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Carnaval 2014

Juiz de Fora-MG
Rei Momo: Ronaldo Simplício
Rainha do Carnaval: Claudiana Cristina Rosa (Bloco do Batom)
01ª Princesa: Isabela de Souza Lima (Unidos do Ladeira)
02ª Princesa: Ana Cristina Rabelo (Partido Alto)
Miss Simpatia: Renata dos Santos (Real Grandeza)
Melhor fantasia: Scarlete dos Santos Mendes (Vale do Paraibuna).

Literatura

"Senhora da Graça de Capelinha"

Escrito por José Carlos Machado, natural de Malacacheta e residente em Capelinha, o livro aborda a trajetória histórica do município de Capelinha, no Vale do Jequitinhonha, permeando aspectos curiosos da região, de Minas Gerais e do Brasil.




quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

01ª Corrida de Verão, da cidade de Guarani-MG

                                   Domingo, 12/01/14
Vem aí a 01ª  Corrida de Verão, da cidade de Guarani-MG, com largada prevista para às 09 horas, do dia 12 de janeiro (domingo), na praça Antonio Carlos, centro de Guarani.

Premiação:
Troféu do 01º ao 05º lugar geral. 
Troféu para o 01º da faixa etária.
Pódium para os cinco primeiros colocados.
Medalha para todos os participantes.

Percurso:
07 km

Inscrições:
No dia do evento a R$ 10,00 mais 01 kg de alimento não perecível.

Contatos:
(32) 9943-1046 - Leandro 
(32) 9990-9705 Juninho

Divulgação:
João Batista Neves Guelber Júnior

Apoio
PROERD e JCC

Realização
ABAQUAR  e Associação de Atletismo de Guarani-MG.

Literatura

"A Cidade Onde se Trabalha — a Propagação Ideológica do Autoritarismo Estadonovista em Joinville"
Escrito por Giane Maria de Souza, o livro é resultado da dissertação de mestrado em Filosofia e História pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) intitulada "Educação para o Trabalho: Sindicatos Amarelos e a Pedagogia Estadonovista". A obra aborda o Estado Novo (1937-1945) em Joinville e as raízes autoritárias desenvolvidas pelo Estado de Vargas para a aceitação social dos trabalhadores em prol das políticas getulistas.

Na obra, a autora desenvolve uma análise histórica sobre os sindicatos e suas organizações em relação às indústrias e a formação ideológica da defesa do capital honesto e do trabalho ordeiro.

domingo, 5 de janeiro de 2014

Feriados

País poderá ter mais feriados em 2014 do que em anos anteriores
Copa do Mundo eleva o número de feriados neste ano

Tradicionalmente, os brasileiros usufruem de nove feriados nacionais e de sete pontos facultativos por ano. Salvo quando algum desses dias cai no fim de semana. Mas o país poderá ter mais feriados este ano, por causa da Copa do Mundo, de 12 de junho a 13 de julho, com jogos em 11 capitais e no Distrito Federal.

Na fase inicial do torneio estão garantidos três jogos da Seleção Brasileira de Futebol em dias úteis: 12/06 (quinta-feira), 17/06 (terça-feira) e 23/06 (segunda-feira). Caso seja aplicada a Lei Geral da Copa e nossa seleção avance até a fase final da competição, serão mais quatro jogos, e teremos mais um jogo do Brasil em dia útil, já na fase semifinal, dia 08 ou 09 de julho.

Mas, enquanto não há definição, o calendário oficial do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, que vigorou no ano passado para os servidores públicos federais e, de acordo com portaria do ministério, adaptado para 2014, são feriados nacionais as seguintes datas:

01º de janeiro - Confraternização Universal (quarta-feira)
18 de abril - Paixão de Cristo (sexta-feira)
21 de abril - Tiradentes (segunda-feira)
01º de maio - Dia do Trabalho (quinta-feira)
07 de setembro - Dia da Independência (domingo)
12 de outubro - Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil (domingo)
02 de novembro - Dia de Finados (domingo)
15 de novembro - Proclamação da República (sábado)
25 de dezembro - Natal (quinta-feira)

São considerados pontos facultativos os dias:
03 de março - segunda-feira de Carnaval
04 de março - terça-feira de Carnaval
05 de março - Cinzas (até as 14h)
19 de junho - Corpus Christi (quinta-feira)
28 de outubro - Dia do Servidor Público (terça-feira)
24 de dezembro - véspera da Natal (a partir das 14h)
31 de dezembro - véspera de Ano-Novo (a partir das 14h)

Além destes, as datas comemorativas de credos e religiões, de caráter local ou regional, podem ser respeitadas, mediante autorização da chefia imediata do trabalho do servidor, para posterior compensação.
Fonte: www.uai.com.br

Literatura

 “GERAES – A realidade do Jequitinhonha”

O conteúdo do livro é formado por reportagens e artigos publicados nas edições do jornal GERAES que circulou no Vale do Jequitinhonha, de 1978 a 1985. Lá o leitor encontrará registros como a luta pela terra dos posseiros do Cardoso contra a grileira empresa Cavalinho, o apoio e formação do Sindicato de Trabalhadores Rurais, o artesanato de tecelagem de Roça Grande, a enchente de 1979 e o impacto da tragédia na vida do povo pobre de Berilo, Araçuaí e outras cidades do Vale do Jequitinhonha. 

"Tudo passará"

Nelson Ned

Os sete filhos de seu Nelson e dona Ned, sendo que o nome de todos começa com a sílaba ne (Nelson, Ned Helena, Nélia, Nedson, Neuma, Neyde e Nelci).

No fim da década de 1950, a mãe de Nelson Ned, dona Ned, havia passado no concurso da Coletoria Estadual de Minas Gerais e, para oferecer melhores condições aos filhos, sugeriu ao marido que a família se transferisse de Ubá, onde moravam, para a capital. Em Belo Horizonte, eles ficaram três anos, sempre morando de aluguel, nos fundos. Primeiramente na Rua Capivari, na Serra, e depois nas ruas Ceará e Gonçalves Dias, no Bairro Funcionários. A caçula da família, Nelci, nasceu em BH e foi na cidade também que Nelsinho arrumou seu primeiro emprego, para ajudar no sustento de casa. Com apenas 12 anos, ele começou a trabalhar como secretário do gerente da fábrica da Lacta, Mopyr de Souza Arruda, que o ajudou bastante, além de ser o pai da primeira paixão do futuro cantor, Eliciane, uma das inspirações para a famosa canção 'Tudo passará'.

A trajetória artística começava a deslanchar e Nelson passou a participar de programas da TV Itacolomi, como o 'Cirquinho do Bolão' e o 'Clube do Pererê', e a cantar nas rádios Guarani e Inconfidência. Questionado sobre suas lembranças de Belo Horizonte, o artista fica pensativo, mas logo diz: “Aldair Pinto, radialista da Inconfidência’’. Foi ele quem te lançou? E Nelson responde, categórico: “Não. Quem me lançou foi Deus”.

Os irmãos, que eram bem crianças – já que Nelsinho é o primogênito –, não têm muitas lembranças de BH, mas Nedson d’Ávila, de 63 anos, o único que vive em Minas, em Santa Luzia, se recorda dos passeios pelo Parque Municipal e no Centro da cidade. “Cheguei a morar em São Paulo, mas sempre quis voltar para cá. Acabei criando família aqui, mas não perco o contato com ninguém. Mesmo quando o Nelson estava no auge, ele sempre ligava para todos. Somos uma família muito unida, apesar de cada um estar num canto. As pessoas que convivem comigo sabem de quem sou irmão. Já me pediram até autógrafo”, brinca.

Outra imagem que está na memória de Nelson Ned em BH é um cachorro pastor-alemão com o qual passeava pelas ruas da capital, além de uma reportagem da revista O Cruzeiro, de 1963, a primeira de sua carreira.

Nelson Ned d’Ávila Pinto –Nelsinho para os íntimos e Nelson Ned para o mundo – nasceu em 2 de março de 1947, num casarão na Rua Coronel Júlio Soares, em Ubá, na Zona da Mata. A casa abriga hoje uma clínica de estética e pertenceu à família da mãe, dona Ned, durante muitos anos. Milton de Abreu d’Ávila, de 90 anos, tio de Nelson, “viajante aposentado e flautista amador”, como se intitula, tem uma memória prodigiosa e se lembra exatamente do dia do nascimento do cantor. “A casa ficou cheia. Os vizinhos foram todos para lá. Ele nasceu no quarto em que eu dormia com meu irmão. Nelsinho foi uma criança muito esperada, porque era o primeiro filho da minha irmã, o primeiro neto e o primeiro sobrinho. Ele nasceu de parto normal, deu tudo certo, nasceu um menino saudável”, relata.

Mas, como a criança não se desenvolvia, levaram-na ao médico e foi diagnosticada uma alteração genética de nome complicado: displasia espôndilo-epifisária. Os demais irmãos nasceram sem esse distúrbio, porém os três filhos de Nelson (Nelson Júnior, Monalisa e Verônica) herdaram a baixa estatura. “Mas ele sempre enfrentou e superou todos os obstáculos e minha irmã dizia uma coisa importante, que ia criar o filho para o mundo e não um mundo para o filho”, pontua o tio. A família, principalmente a materna, é toda musical. Dona Ned, a mãe, tocava piano, violão, acordeom e ainda estudou canto lírico; e o pai, seu Nelson, também gostava de soltar a voz. “Aprendi tudo com meus pais. Em todos os sentidos”, comenta Nelson Ned.

O tio Milton lembra que já com 3 anos o menino gostava de imitar os bichos e até mesmo o presidente Getúlio Vargas. “A gente o colocava em cima da mesa e falava para ele cantar. Sempre teve aquele vozeirão e tenho um orgulho danado do Nelsinho. Não conheço ninguém que tenha ido a tantos países como ele e tenha feito tanto sucesso. Ele sempre foi muito inteligente e alegre”, recorda.

Com 4 anos, Nelson participou do programa 'A hora do guri', na Rádio Educadora Trabalhista de Ubá e ganhou o 01º lugar. O mesmo palco onde ele se apresentou ainda está lá, no prédio da emissora, que completa 60 anos em janeiro. O presidente da Sociedade Musical e Cultural 22 de Maio, João Carlos Teixeira Mendes, que organizou homenagem ao filho ilustre de Ubá em julho, narra episódio curioso daquela época. “O dono da rádio, Xavier Pereira, o Xaxá, disse: ‘Nelson, o microfone é todo seu’. Ele foi lá, cantou e na hora de ir embora, sabe como é criança, queria levar o microfone de todo jeito para casa”, brinca.

Chuva de rosas
O tributo que mobilizou o município no meio do ano e contou com a presença de Nelson (que não ia à cidade havia 20 anos), da família e amigos teve direito a chuva de rosas, desfile em caminhão dos bombeiros e até a uma apresentação surpresa de seu Milton, que tocou na flauta doce para o sobrinho a canção 'Tudo passará'.  “Não sei quem chorou mais. Se fui eu ou ele”, emociona-se o tio.

Na ocasião, também foi inaugurado um espaço na sede da Sociedade 22 de Maio, com parte do acervo de Nelson Ned – a casa onde ele vivia em São Paulo pegou fogo e restou pouca coisa –, como troféus, prêmios, diplomas, comendas, títulos de cidadão honorário, discos de ouro e de platina. “A ideia é fazer um complexo cultural, que já tem até projeto, voltado para várias personalidades ubaenses, como o próprio Nelson, Ary Barroso e o ator Mauro Mendonça. O que houve em julho foi apenas o começo. Ubá devia isso ao Nelson Ned. Ele ficou muito feliz, se sentiu extremamente valorizado. É um fenômeno de talento e carisma que merece ser reconhecido”, opina João Carlos.

Sem cachê
João Carlos da Rocha Moreira, de 59 anos, motorista que ficou encarregado de levar e buscar Nelson durante os quatro dias em que ele ficou em Ubá, também reparou no quanto o artista estava emocionado com a homenagem. Quando foi buscá-lo no aeroporto de Juiz de Fora, o cantor estava sério e pouco falava, mas, à medida que foi adquirindo confiança, passou a contar causos. “No fim da viagem, quando foi se despedir, ele me cobrou cachê. Achou que eu era o empresário dele. E entrei na onda e disse que ia mandar o dinheiro para ele em São Paulo.”

Literatura

"A emparedada da Rua Nova"

Escrita por Carneiro Vilela, a obra é narrativa folhetinesca, dramática, cheia de lances de suspense, que retrata a sociedade da época a partir de escândalo familiar: relata o caso de uma jovem burguesa, engravidada pelo namorado e que foi emparedada viva em seu próprio quarto para encobrir uma possível “vergonha” familiar. O crime foi cometido num sobrado na Rua Nova, no centro do Recife, onde hoje está localizado um prédio que, segundo o neto do escritor, tem o número 200. A obra foi adaptada para a TV com o título de "Amores Roubados".

Eusébio

Eusébio da Silva Ferreira nasceu no Bairro de Mafalala, em Lourenço Marques-Moçambique, em 25 de janeiro de 1942 e morreu em Lisboa-Portugal, em 05 de janeiro de 20141.

Eusébio iniciou carreira no Sporting Lourenço Marques, na segunda metade dos anos de 1950. O moçambicano chegou a Portugal no fim de 1960, contratado pelos Benfica, onde se tornou o maior artilheiro da história do clube, marcando 638 gols e sendo a sua principal referência durante as 15 temporadas em que defendeu a equipe lisboeta.

Pelo Benfica, Eusébio conquistou 11 Campeonatos Nacionais: (1960/61, 1962/63, 1963/64, 1964/65, 1966/67, 1967/68, 1968/69, 1970/1971, 1971/72, 1972/73 e 1974/75), cinco Taças de Portugal (1961/62, 1963/64, 1968/69, 1969/70 e 1971/72) e uma Taça dos Campeões Europeus (atual Liga dos Campeões) em 1961/62, diante do Real Madrid de Puskás, além de ter sido três vezes vice-campeão europeu (1962/1963, 1964/65 e 1967/68).

Na Seleção Portuguesa, o "Pantera Negra" marcou 41 gols em 64 jogos e foi destaque na Copa de 1966, na Inglaterra. Ao vencer por 3 a 1 na fase de grupos, Portugal eliminou o Brasil, tirou a Coreia do Norte nas quartas (5 a 3) e chegou às semifinais, onde acabou derrotada pelos anfitriões (1 a 2). Ao bater a antiga União Soviética por 2 a 1, o selecionado luso terminou a competição em terceiro lugar. Goleador com nove tentos (três a mais que o vice, o alemão Helmut Heller), o Pantera Negra, então com 24 anos, foi exaltado como o melhor jogador.

Literatura

"Estradas do Rio Grande"
É o livro mais trabalhoso do autor. Levou cinco anos para concluí-lo. Narra como foram feitas as principais estradas, pontes e viadutos do Rio Grande do Sul. O autor entrevistou para isto dezenas de engenheiros (muitos dos quais faleceram depois do livro) que deram seus depoimentos de como foram construídas as rodovias gaúchas. O prefácio é do industrial Valter Gomes Pinto, a impressão é da Gráfica Metrópole e a edição da Est editora.


sábado, 4 de janeiro de 2014

Copa de 2014

FIFA inicia venda de posições nos estádios para rádios que vão transmitir o Mundial
A Fifa vai faturar mais alguns milhões de dólares neste início de ano com a Copa do Mundo no Brasil.

Chegou a hora de faturar com a venda de posições nos estádios para as rádios que querem transmitir o Mundial. A chamada radio position, que dá direito a um profissional no campo por jogo, custa 1. 800 dólares.

Já a chamada full position, com três profissionais no estádio, vale muito mais: 5. 200 dólares. Serão 64 jogos na Copa e dezenas de rádios do mundo todo por partida.

A FIFA divulgou no mês de abril de 2013, quais são as emissoras de rádio do Brasil que adquiriram os direitos de transmissão para a Copa do Mundo de 2014.

A entidade disponibilizou em seu Canal de Mídia a relação completa das emissoras de rádio e televisão que compraram da Globo Sat (TV Globo) os direitos de transmissão da competição. Do estado de Goiás somente a rádio 730/AM (Radio Clube de Goiânia ) adquiriu os direitos.

Algumas emissoras ainda negociam a obtenção dos direitos da Copa do Mundo.

Ao todo, 21 emissoras brasileiras já adquiriram a licença para fazer a cobertura. Além da TV Globo (dona dos direitos de imagens do torneio), apenas a Band exibirá a competição em canal aberto.

Os valores cobrados para as emissoras de rádio assustaram o mercado. A cobertura dos torneios envolve, por exemplo, uma divisão da cota de patrocínio vendida pelas emissoras, além do valor fixo exigido, que gira em torno de US$ 850 mil (cerca de R$ 1,5 milhão) – quase o triplo do valor cobrado na Copa do Mundo da África do Sul, realizada em 2010.

Emissoras:
EBC - Empresa Brasil de Comunicação
Radio Globo S/A.
Rádio Gaúcha S/A
Radio Excelsior S.A.
Rádio Cultura de Miracema (TO)
Radio Panamericana de São Paulo
Rádio e Televisão Bandeirantes Ltda.
Radio Brasil Sul de Londrina-PR
Radio Jornal do Comércio do Recife-PE
Radio Itatiaia de Belo Horizonte-MG
Rádio Paiquerê de Londrina-PR
Radio Olinda Pernambuco
Radio Transamérica de São Paulo
Radio Tupi S.A.
Radio Metropolitana FM da Bahia
Rádio Sociedade de Feira de Santana- BA
Rádio Verdes Mares do Ceará
Radio Liberdade de Caruaru
Radio Clube do Pará
Radio Jornal de Sergipe
Radio Clube de Goiana S/A

Das 21 emissoras de rádio, oito são do Sudeste, sete do Nordeste, três do Sul, duas do Norte e uma do Centro-Oeste.
De São Paulo: Bandeirantes, CBN, Jovem Pan e Transamérica (todas de SP Capital);
Do Rio de Janeiro: Globo, Nacional e Tupi (todas do RJ Capital); a mineira Itatiaia (Belo Horizonte); a Gaúcha (Porto Alegre); as paranaenses Brasil Sul e Paiquerê (ambas de Londrina); De Goiânia só 730; as pernambucanas Jornal (Recife), Olinda (Olinda) e Liberdade (Caruaru); as baianas Metrópole (Salvador) e Sociedade (Feira de Santana); a cearense Verdes Mares (Fortaleza); a sergipana Jornal (Aracaju); a paraense Clube (Belém); e a Tocantinense Cultura (Miracema).
Fonte: www.auvaromaia.com

Literatura

"Simon em Campanha"
A campanha politica ao governo do Rio Grande do Sul e ao senado em 1998 começou na sexta-feria nublada  de l7 de julho de 1998 em pleno inverno gaúcho num evento na Sogipa. No dia seguinte, no Gigantinho com a presença do presidente Fernando Henrique Cardoso, fez-se o lançamento oficial.. Naquele sábado,18 de julho, só saiu na capa do Correio do Povo, a foto de Simon e de FHC. A foto do candidato ao governo Antônio Britto Filho, foi vetada pelo dono do jornal Renato Ribeiro. O livro narra os bastidores da campanha, como este aí, contado em episódios, às vezes cáusticos, às vezes  sérios, às vezes chistosos. 

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

O jornalista e o diploma

Diploma que mantém o AI-5 no jornalismo 

por Lúcio Flávio de Faria Pinto*

O sindicato dos jornalistas do Pará tem aproximadamente 800 jornalistas cadastrados. Só uns 300 estão com suas mensalidades em dia. Há pelo menos cinco anos, 250 jornalistas, com registro competente na delegacia local do Ministério do Trabalho, tentam se sindicalizar. Não conseguem. O sindicato se recusa a admiti-los, embora eles preencham todas as exigências legais para serem aceitos. É que estão fora da estratégia corporativa da Federação Nacional dos Jornalistas.

A Fenaj, no último encontro nacional de jornalistas, deliberou (segundo a versão do sindicato estadual, contra os votos de São Paulo e do Pará) obrigar as entidades filiadas a não recepcionar os jornalistas que obtiveram o registro profissional graças à decisão do Supremo Tribunal, em entendimento jurisprudencial, de que não é constitucional a exigência de diploma de curso superior para o exercício da profissão de jornalista.

A federação e os sindicatos pretendem manter sua decisão até que o legislativo federal imponha novamente o diploma como requisito necessário para o ingresso na atividade jornalística. Um projeto de emenda constitucional que prevê essa medida tramita pela Câmara Federal, depois de passar pelo Senado. Quando a emenda for aprovada, as portas (porteiras ou jaulas) sindicais estarão abertas a quem atender a essa formalidade.

Com ela, as entidades representativas, com seu obtuso e estúpido senso corporativo, restituirão o jornalismo brasileiro à era do AI-5. É muito fácil, hoje, sob a proteção das garantias e direitos individuais, atacar esse ato institucional, que completou no dia 13 de dezembro 45 anos de existência. E atacá-lo pelo que ele tem de mais nefando: a instauração de uma ditadura com base num texto que se pretendia legal, ainda que maculando o regime que dá força à letra da lei, a democracia.

Ingresso trancado
O decreto-lei que introduziu a exigência do diploma do curso superior de comunicação social como condição para o exercício da profissão de jornalista é filho natural do AI-5, ao qual se seguiu no espaço de apenas um semestre, no período mais negro da república brasileira. No mundo democrático, o único com imprensa para valer (nos regimes totalitários, de partido único, a imprensa é a voz do ditador), a entrada no jornalismo é livre. Qualquer um pode se apresentar e ser aceito.

Se o candidato tiver uma qualificação superior, em um curso decente, melhor. Afinal, estará mais qualificado do que um pretendente – digamos assim – leigo. A abertura, porém, é indispensável para absorver as vocações naturais ao jornalismo, o fluxo de talentos que nem sempre se adaptam ao mundo acadêmico. Como, para dar um único exemplo, Paulo Francis – e as centenas de bons jornalistas que já trabalhavam na imprensa antes dessa transformação totalitária de 1969 e continuaram na ativa depois. Na média, os melhores jornalistas do país até hoje.

É inconcebível que as entidades sindicais ainda se apeguem a esse formalismo, emerso do buraco negro do AI-5, com seu arcabouço de vilanias, para impor a unilinearidade (ou o trilho condutor) na formação de quadros para o jornalismo. É evidente que os taumaturgos do diploma de abre-te-sésamo (ou, de outra perspectiva, fecha-te-sésamo) queriam cerrar as portas para a brilhante geração de jornalistas (raros dos quais dotados de qualquer diploma universitário, o que era uma deficiência), formada à luz da redemocratização de 1946, a mais brilhante da história do jornalismo nacional, que tanto incomodou os donos do poder entre 1964 e 1968 – com sua inteligência, seu conhecimento, sua argúcia, seu humor, sua coragem e sua audácia.

Queria também colocar os candidatos a jornalistas na lata de sardinha em que se tornou a universidade brasileira depois de 1964, em especial do anódino e metafísico curso de comunicação social daquele tempo, cujo estereótipo (dotado de verossimilhança) era a “comunicóloga da PUC”, personagem criada por Jô Soares para a televisão.

O sindicalismo que barra o ingresso aos seus quadros de profissionais, não só pretendentes a cargos na redação, mas os que já nela militam, é a outra face desse totalitarismo a que tanto, de boca, diz se opor. Aos que sustentam essa posição por desaviso, recomendo a leitura de um livro do grande jornalista K. S. Karol sobre o poder pós-revolucionário, aquele poder alcançado pela esquerda na antiga União Soviética e no leste europeu (na China e em Cuba também). Nessa sociedade não existia ou ainda não existe crítica. A que tenta existir é reprimida. A imprensa é o órgão do partido. A liberdade deixou de existir. E cabe lembrar: Karol era inquestionavelmente de esquerda.

Ao trancar o ingresso, os sindicatos de jornalistas violam a lei em vigor, que todos devem cumprir. Têm todo direito, que o regime democrático lhes confere, de achar a lei injusta e iníqua, e se empenhar por derrubá-la. Mas devem respeitá-la enquanto estiver vigente. Essa tática do fato consumado, recurso dos que não têm argumento, é ilegal. Para os que tomaram essa decisão, a moral está acima da lei. Mas a moral deles, não a moral coletiva. A moral da vanguarda, dos iluminados, dos escolhidos. Sabemos no que dá essa presunção.

País único

Um fato intriga: por que esses tantos candidatos à sindicalização se mantêm imobilizados e calados? Por que não pedem uma fiscalização do Ministério do Trabalho, que lhes fez o registro na carteira profissional, habilitando-os à atividade que escolheram? Por que não recorrem à justiça? Por que, ao menos, não protestam?

É porque muitos deles querem a carteira de identificação fornecida (por alto valor) pela Fenaj. Mesmo que, forçando a barra e o portão, venham a se sindicalizar, terão que enfrentar outra batalha para receber a carteira de identificação civil e profissional, que equivale ao registro geral. A Fenaj só atende espontaneamente aos que têm aquele pedaço de papel que, em boa parte dos péssimos cursos de jornalismo espalhados pelo país, com raras e honrosas exceções, é tido por diploma de habilitação.

Ledo engano, é claro. O engano, contudo, é escondido e no seu lugar se brada como verdade esse absurdo, que torna o Brasil o único país a exigir tal diploma para o exercício da profissão de jornalista. Esse Brasil dos sindicalistas corporativos. O Brasil do AI-5 que remanesce e renasce como erva daninha nesse setor vital da democracia. Não por acaso, aliás.
*Lúcio Flávio de Faria Pinto é jornalista
Fonte: www.abjornalistas.org

Literatura

"Estrela Futebol Clube"

A história do time de futebol de Estrela narrada através de seus jogadores, treinadores, dirigentes e porque não dizer, até de alguns cartolas. O livro nasceu do envolvimento do autor com um grupo de ex-jogadores que numa tarde na livraria Paladino levaram suas fotografias para mostrar aos convidados de outro evento.O prefácio é do jornalista Alexandre Garcia. 

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Gente de Expressão

Silvio Santos  
Sílvio Santos nasceu no dia 12 de dezembro de 1930, no bairro da Lapa, na cidade do Rio de Janeiro. Seu nome verdadeiro é Senor Abravanel. A mãe de Senor Abravanel, Rebecca Karo Abravanel (1907/1999), não teria gostado do nome dado por seu marido, Alberto Abravanel (1897/1976) ao filho mais velho e passou a chamá-lo de "Silvio". O sobrenome "Santos" veio de um concurso de locuções promovido por uma rádio. Ele se apresentou como Silvio Abravanel. Um radialista não gostou do nome e decidiu chamá-lo de Silvio Santos. Esses concursos eram uma boa oportunidade para Silvio ganhar dinheiro. Ele venceu 12 edições seguidas, até que foi proibido de participar. Ele deveria se chamar "Dom Ravanel", em homenagem a um antepassado de seu pai que trabalhara com os reis Fernando e Isabel da Espanha. No cartório, o escrivão disse que, no Brasil, não se falava dom, mas senhor. O recém-nascido, então, ganhou o nome de Senor, numa homenagel a seu avô paterno, Señor Abram Abravanel, falecido em 1933.  Seu pai, Alberto Abravanel, era dono de uma loja de artigos para turistas no Rio de Janeiro. Sílvio é o mais velho de 5 irmãos e sua família é de origem judaica, com pais nascidos na Grécia. Nos tempos de colégio, seus colegas o apelidaram de "cenourinha", por causa da semelhança dessa palavra com o diminutivo de seu nome, "Senor". 

Camelô
Aos 14 anos, Silvio iniciou suas atividades comerciais. Vendia capinhas para títulos de eleitor. O garoto viu na queda de Getúlio Vargas e na redemocratização do país uma boa oportunidade de negócio. Comprava as capas por 3 cruzeiros e as vendia por 5. Quatro anos depois, Silvio já era um dos camelôs mais conhecidos do Rio de Janeiro. Mesmo ganhando bem, ele não tinha luxos. Morava em uma pensão e dividia o quarto com um ex-jogador de futebol. Foi expulso da pensão quando a dona do estabelecimento o flagrou com uma mulher na escada da casa.  

Rádio
Fez teste na Rádio Guanabara em 1952. Concorreu com 300 candidatos, entre eles Chico Anysio (1931/2012), e ficou em primeiro lugar. Há muitas lendas sobre manias de Silvio Santos. Como ele não faz questão nenhuma de confirmar ou desmentir, elas continuam circulando. Dizem, por exemplo, que Silvio tem uma câmara de bronzeamento artificial em sua sala, além de uma estátua em tamanho real de um mordomo. O cabeleireiro Jassa, amigo e conselheiro, pinta o cabelo de Silvio a cada 15 dias com uma mistura de dois tons de loiro.  

TV
Seu primeiro programa na televisão foi "Vamos Brincar de Forca", em 1962, na TV Paulista. Silvio já teve programas na Globo e Record, mas nunca foi funcionário. Sempre comprou os horários para a transmissão. Assumiu o "Baú da Felicidade" em 1964, que antes pertencia a Manoel de Nóbrega (1913/1976), pai de Carlos Alberto de Nóbrega e a um alemão. Os clientes pagavam prestações mensais e no Natal deveriam receber um bauzinho com brinquedos, mas os antigos donos do negócio não conseguiram cumprir o acordo. Silvio assumiu o negócio, que se tornou um grande sucesso. O presidente João Figueiredo(1918/1999) concedeu a Silvio Santos os direitos de transmissão da extinta TV Tupi, em 1975. De acordo com o apresentador, em entrevista à revista Veja, Figueiredo havia brigado com a família Marinho, dona da Rede Globo, e justificou a concessão: "Estou com o saco cheio dos Marinho. Então, vou te dar esse canal para eles sossegarem um pouco" .  A nova emissora de Silvio Santos inicialmente foi batizada de TV S (TV Studios). Mudou o nome para SBT 6 anos depois. 

Política
Silvio Santos foi sondado pelo PFL em 1988 para ser candidato a prefeito de São Paulo e, no ano seguinte, a presidente da República. Ele relutou e, quando decidiu dizer "sim", já não havia mais tempo. Mesmo assim, ele está filiado ao partido desde 1992. Sua ficha, a 348, está registrada na seção 316 da 258ª zona eleitoral de São Paulo. Em 1989, Sílvio Santos lançou a sua candidatura para a Presidência 15 dias dias antes das eleições. O partido de Sílvio era o pequeno PMB (Partido Municipalista Brasileiro). Antes da candidatura do apresentador, a vaga pertencia ao dono do partido, o pastor evangélico Armando Corrêa. No entanto, a candidatura de Sílvio Santos foi considerada foi considerada irregular pelo TSE. O partido tinha realizado convenções em apenas 5 estados, enquanto a lei eleitoral exige que elas sejam feitas em 9. 

Família
O primeiro casamento de Silvio Santos, sempre mantido em segredo, foi com Maria Aparecida Vieira Abravanel, a Cidinha. Tiveram Cynthia e Silvia como filhas. Maria Aparecida morreu aos 39 anos, EM 1977, vítima de câncer. Um ano depois, antes, Silvio se casou com Íris Pássaro Abravanel, então funcionária do Baú, com quem teve quatro filhas: Daniela, Patrícia, Rebeca e Renata.  Em 1994, os brasileiros descobriram que Silvio Santos era a pessoa física no país que pagava mais imposto de renda. Naquele ano, ele embolsou 62,7 milhões de reais e o Leão mordeu cerca de 19 milhões. Em 1999, sua declaração de imposto de renda dava conta de um patrimônio de 879 milhões de reais. Sua irmã Sara foi seqüestrada em 1992, na Tijuca, Rio de Janeiro, quando saía de casa para ir ao trabalho. O governador Leonel Brizola (1922/2004) mobilizou a polícia e ela foi solta em 15 horas. Em 21 de agosto de 2001, Patrícia, sua filha, também foi seqüestrada. Nove dias depois, o próprio apresentador foi vítima do crime. E, também dessa vez, ele contou com a ajuda direta de um governador: Geraldo Alckmin apareceu em sua casa para participar das negociações e o apresentador foi libertado.