quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

João Lorêdo

Morreu em Juiz de Fora, na última segunda-feira, 23/01, aos 81 anos, o diretor de tv e humorista João Lorêdo, de acordo com boletim médico, em função do agravamento do quadro de diabetes. O corpo de João Lorêdo foi sepultado ontem em Juiz de Fora, no Cemitério Municipal. Nascido no Rio de Janeiro-RJ, no dia 04 de julho de 1930, João Lorêdo, que era formado em Psicologia e professor de Português, Geografia, Matemática e História, escolheu Juiz de Fora para viver com a família.

João Luiz Rodrigues Maia de Alvarenga Lôredo, filho de Etelvino Lôredo e Luzia Rodrigues Maia de Alvarenga, era considerado um dos fundadores da televisão no Brasil. Em Juiz de Fora, João Lorêdo teve passagens pela TV Tiradentes, hoje TV Alterosa e TVE, prestando consultoria artística e dirigindo o "Programa Léo Peixoto" , "Show da tarde", com o comunicador Claudinei Coelho, além de paricipações no programa "Mesa de Debates". Irmão do comediante Jorge Lorêdo, intérprete do personagem Zé Bonitinho, escrevia e dirigia textos humorísticos, tendo trabalhado com os principais nomes da área no país, como Chico Anysio e Jô Soares. Ajudou também a criar jornalísticos, como o "Fantástico".

João Lorêdo ficou conhecido como o "homem dos sete instrumentos" por dominar diferentes especialidades da comunicação. Sua primeira oportunidade no meio artístico foi como integrante do Coro dos Apiacás. Por intermédio da primeira esposa do maestro Villa-Lobos, o futuro diretor conseguiu emprego como rádio-ator na Mayrink Veiga. Trabalhou também nas rádios Nacional, Piratininga e Tupi até ingressar na TV Tupi do Rio de Janeiro, onde chegou a ser ator e diretor artístico de atores, de produção e de dramaturgia.

Mais tarde, na Rede Globo, ajudou a colocar no ar atrações como "Dercy espetacular", "Faça humor, não faça guerra" e "Globo de ouro". Durante a carreira, teve passagens também pelo SBT e Bandeirante. Na Record, foi o responsável por criar o primeiro programa de auditório do apresentador Ratinho, que se tornaria fenômeno de popularidade.

Nas últimas décadas, João Lorêdo, que fazia pequenas participações no programa "Zorra Total", dedicou-se também a registrar suas experiências profissionais, resgatando importantes episódios da memória da TV brasileira nos quatro livros que escreveu: "Tempestade", "A vida escreveu isto", "É assim que se ri" e "Era uma vez a televisão".

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