domingo, 2 de novembro de 2014

Marcos Silva (1959-2012)

Dois anos sem o "Ligeirinho"
Foi encontrado morto em sua residência, no bairro Caiçaras, região da cidade alta de Juiz de Fora, em 02/11/2012. De acordo com o atestado de óbito, foi "morte natural" ocorrida em 31/10. Sepultado no cemitério municipal de Juiz de Fora, no sábado, 03/11.

Marcos da Silva Portes tinha 53 anos, nasceu em Belo Horizonte em 26 de outubro de 1959, filho de Humberto da Silva Portes e Marta da Conceição Vidal, era torcedor do Cruzeiro e radialista (narrador e repórter esportivo) e trabalhou nas principais emissoras de rádio de Belo Horizonte, Juiz de Fora e Uberaba. Foi casado com a jornalista Cinda Lúcia Serra Carvalho, com quem teve um casal de filhos (Pedro Augusto Serra Carvalho Portes e Camila Cindy Serra Carvalho Portes)  e , posteriormente, se casou com a professora Cristiane Roberta Lippi, de quem havia se separado.

Fora do rádio, Marcos Silva trabalhou na Prefeitura de Juiz de Fora na administração Tarcísio Delgado e atualmente, trabalhava na rede de supermercados Bretas. Marcos Silva, o narrador "ligeirinho", foi o companheiro de rádio com o qual eu mais viajei pelo estado de Minas e pelo país, principalmente em jogos do Tupi, para transmitir futebol pelo rádio.

CONSIDERAÇÕES
Hoje, 02/11, está completando 17 anos que eu estive no estádio Rei Pelé, para os alagoanos, Trapichão (localizado no bairro do Trapiche), em Maceió, para a transmissão de Tupi e CSA, pela Série C.

Nesse jogo, que classificou o Tupi para enfrentar Sampaio Correa, Juventus e Francana, o Tupi fugiu da rotina de "jogar, jantar e voltar. O voo de retorno ao Rio estava marcado para segunda-feira à tarde, o que nos garantiu uma manhã de sol na praia de Pajuçara, uma das mais bela de Maceió.

Na segunda-feira, 03/11, no retorno ao Rio, o avião fez escala no aeroporto de Salvador. O horário, coincidiu com o horário do programa na emissora para a qual eu prestava serviço. Naquela época (1997) telefone celular era uma raridade e na delegação eu tinha dois amigos com celular, o João Delvaux. e o Geraldo Suriani. Tomei o celular do Sr João, convenci a aeromoça da necessidade de sair do avião e na sala de embarque, fiz um belo boletim para a emissora, o que me rendeu muitos elogios no retorno a Juiz de Fora.

Mesmo tendo jogado em grandes clubes e ter feito inúmeras viagens na carreira de atleta, o nosso querido Léo Devanir guarda os desdobramentos dessa viagem com muito carinho. A história de Marcos Silva era identificada com a própria história do Tupi. Na época, Marcos Silva era o narrador de rádio preferido da torcida Carijó.

A história do Tupi não começou ontem, como alguns desavisados pensam. O Tupi já está na estrada, faz um bom tempo, e eu caminhei junto (no passado mais intensamente, e hoje, devido a outros compromissos, um pouco mais distante) nessa história toda.

02/11/1997 - Maceió-AL - Estádio Rei Pelé (Trapichão)
Campeonato Brasileiro da Série C

CSA 01 gol de Fabinho aos 08` do 01`t,
Tupi 01 gol de Mauricinho, de cabeça, aos 45` do 02`t,

CSA: Filho, Mazinho, Fabinho, Márcio Pereira e Williams; Léo (Daniel), Lau, Edval (Flávio) e Esquerdinha (Rogério Martins); Luiz Carlos e Adriano*; Tec: Roberval Davino,

Tupi: Zé Luiz, Edson (Wandão), Sérgio Bigode, Léo Devanir  e Rubens; Dário, Wellington, Clayton e Adalto; Mauricinho e Pael; Tec: Jair Bala.

A: Antonio Hora Filho (SE), A1: Antonio Cruz dos Santos (SE) e A2: Jaime Bispo dos Santos (AL).
PP: 10.997 torcedores, PN: 662, PT: 11.659, R: 41.354,00

Obs: Waldemar Carabina, olheiro do Palmeiras, acompanhou o jogo para observar Adriano, que passou por Atlético Paranaense e Cruzeiro e foi o autor do gol do título do Inter sobre o Barcelona em 2006 já como Adriano Gabiru.


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