sábado, 24 de agosto de 2013

Tônia Carrero (Maria Antonieta de Farias Portocarrero)

Nascida no Rio de Janeiro em 22 de agosto de 1922, filha de Hermenegildo Portocarrero, militar, e de Zilda de Farias . Descendente do barão Hermenegildo de Albuquerque Porto Carrero, Tonia é graduada em educação física e se formou como atriz cursos realizados em Paris, quando já era casada com o artista plástico Carlos Arthur Thiré, pai do ator e diretor Cecil Thiré.

Em um Rio de Janeiro infestado de paparazzi, a bela senhora de 91 anos toma seu banho de sol diário em uma praça do Leblon. Não merece o foco de nenhum fotógrafo de celebridades de plantão. Mariinha faz o trajeto em cadeira de rodas. Logo retorna ao apartamento que, há cinco anos, divide com o sobrinho Leonardo Thierry, a governanta e duas cuidadoras. Os cabelos louros, sempre arrumados, e os olhos azuis raramente são reconhecidos pelos fãs de Tônia Carrero. Há dois anos, a atriz vive reclusa.

Mariinha vive cercada do afeto de quatro netos e cinco bisnetos. O xodó é o neto caçula, João, único que a chama de avó. Gosta de estar sempre arrumada: manicure e cabeleireiro a atendem em domicílio. Leva uma vida confortável, graças à venda do casarão no Jardim Botânico onde morou por 30 anos. Recebe pensão por ser filha de general, benefício vitalício que deixou de ser concedido às herdeiras de militares em 2000.

Virou matriarca de uma família de artistas: um filho (Cecil Aldary Thiré, nascido no Rio de Janeiro em 28/05/43), três netos (Carlos Pesce Thiré e Miguel Pesce Thiré, gêmeos, nascidos no Rio de Janeiro em 08/07/82 e Luisa Pesce Thiré, nascido no Rio de Janeiro em 19/11/73, todos filhos de Cecil Thiré), e dois bisnetos (Vítor Thiré, filho de Luísa e ?) são atores. O neto João Pece Thiré é músico.

Foi casada com Carlos Thiré (de 1940 a 1951), Adolfo Celi (de 1951 a 1963) e César Thedim (de 1964 a 1977). Em entrevistas ela admite ter sido amante do escritor Rubem Braga (1913-1990) e do ator Paulo Autran (1922-2007). Quanto a Juscelino Kubitschech (1902-1976), ela nega.

No livro de memórias "O Monstro de Olhos Azuis", lançado em 1986 e com 154 páginas, Tônia confessa sonhos de criança (ser estrela de cinema), descobertas (do sexo) e inseguranças de adolescente criada sob a rigidez da mãe e o encantamento do pai.


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