quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Rubens Furtado (1931-2011)

O jornalista Rubens Furtado, de 80 anos, morreu na noite de terça-feira, 06/12, no Hospital Monte Sinai, em Juiz de Fora, vítima de um infarto agudo do miocárdio. Nascido em Juiz de Fora, Rubens Furtado iniciou sua carreira na ZYT-9- Rádio Industrial de Juiz de Fora. Trabalhou no grupo "Diários Associados", e em parceria com o também jornalista Renato Dias, fundou a primeira emissora de televisão de Juiz de Fora, a TV Mariano Procópio..

Em São Paulo, capital, no ano de 1950 presenciou a inauguração da Televisão Tupi. Tornou-se funcionário dessa emissora e foi rapidamente galgando cargos mais elevados, até torna-se diretor artístico da TV Tupi do Rio de Janeiro. Na ocasião já existia a Rede Tupi de Televisão e ele passou a ser o diretor superintendente de toda a Rede. Com o fim das "Emissoras Associadas", Rubens Furtado foi contratado pela Block Editores e foi dirigir a Rede Manchete de Televisão. Aí ficou por seis anos. Em 1988 João Saad o chamou para ser diretor artístico em São Paulo, da TV Bandeirantes. Foi responsável por sua reformulação e transformação em emissora de esportes. Ficou no cargo por muitos anos, até se aposentar e retornar a Minas Gerais.

Recentemente, reapareceu no vídeo ao conceder depoimento sobre o início das transmissões televisivas em Juiz de Fora no documentário "Cariocas do Brejo", do pesquisador e professor Flávio Lins. O filme foi exibido no último sábado, 03/12, no Festival Primeiro Plano, no cine Alameda, em Juiz de Fora.

Casado con d- Iara e pai de Ricardo, Rogério, Maria de Fátima (falecida), Susana, João Roberto (falecido) e Rubinho (falecido).

5 comentários:

conceição pinheiro disse...

Se me permite, gostaria de fazer um esclarecimento: O Dr. Rubens Furtado participou , como cabeça principal, na elaboração do projeto de licitação para concessão da Tv Manchete, ocasião em que tive o privilégio de trabalhar a lado desse Ser Humano admirável, como secretária da referida comissão . Portanto, ele deu vida à TV Manchete, onde , posteriormente , veio a ser o Diretor Geral

Alvaro disse...

A televisão não pode ser escrita sem o Dr. Rubens, um dos maiores gestores e visionários de televisão. Tive o praser de trabalhar com êle na TV Tupi e TV Bandeirantes. Que sua familia o conforte, como ele os confortou quando da passagem de sua filha. Força, especialmente a seu filho Furtadinho, a quem tenho grande apreço.

Artur disse...

Minha família foi grande amiga da família do Dr. Rubens Furtado, porém há alguns anos perdemos contato. Gostaria de saber notícias de sua família, em especial de sua esposa. Gostariamos de entrar em contato com eles.

Eduardo Sander disse...

Oi Carlos, bom dia! Obrigado por nos informar sobre a perda de um grande mestre da TV brasileira. Grande abraço! PS - Reproduzi e "linkei" sua nota em meu blog www.patolino.blog-se.com.br

Helius Dutra disse...

Trabalhei com o Dr. Rubens Furtado no O JORNAL e Jornal do Commercio. Ele me conheceu em Brasília no Correio Braziliense onde trabalhava, gostou do meu trabalho e me convidou para vir para o Rio, eu tinha 15 anos. Um fato interessante aconteceu: estava conversando com o Dr. Rubens no corredor do sétimo andar onde ficava a sala dele e ele me diz que ia para Brasília. Notei que estava sem o paletó, quis avisá-lo mas fui freado por um impulso que eu não sabia porque e de onde vinha. Nos despedimos e ele foi para o aeroporto. Horas depois ele volta apavorado, tinha esquecido a passagem. Na volta o avião segue para Brasília e chegando perto de Brasília, o avião, acho um Electra, caiu no cerrado e morreu todo mundo. Quando o encontrei ele falou: Helinho o avião caiu, escapei dessa. Fiquei calado e não disse nada. Era um homem bonissímo, nunca vi ele fazer mal a ninguém, pelo contrário só ajudava. Ele ficou muito triste quando perdeu o Rubinho, seu filho adolescente, numa academia de karatê. Ficou chocadíssimo. Fui a missa na Candelária e emocionado com os olhos cheio de lágrimas. Foi um grande homem de comunicação, as vezes ia visitá-lo na TV Manchete só para conversar coisas amenas. Só me chamava de Helinho... Sinto saudades dele até hoje. Uma vez vinha de São Paulo e cruzei com ele no Santos Dumont, ele parecia elétrico quando me virei para falar com ele não o vi mais. Que esteja num bom lugar porque ele merece. Abraços Carlos, se não fosse o seu blog eu não saberia da morte. A saudade fez eu pesquisar na internet, e, eu achei.