Celidonio Mazzei, nasceu em 08 de dezembro de 1888, e registrado com o nome de Nazareno Celidonio, na localidade de Lucciano, uma aldeia do município de Tizzana, província de Pistoia, na Toscana, Itália.
Brasil - Rio/Juiz de Fora
Seu pai, Angiolo Mazzei aos 36 anos, desembarcou no Rio de Janeiro com a esposa Adele e três filhos pequenos e logo seguiu para a hospedaria dos imigrantes em Juiz de Fora em 01º de setembro de 1897.
Guidoval
Aos 10 anos já trabalhava como colono na Fazenda Sant’Ana da Serra, na Serra da Onça, atual município de Guidoval.
Visconde do Rio Branco
Em
em 1910, já alfabetizado em italiano e português, deixou o meio rural e se estabeleceu em Visconde de Rio Branco e passou a trabalhar como pedreiro e estudar música e pintura. Logo foi incluído na banda da cidade, tocando bombardino, instrumento de base, metal, semelhante à tuba, responsável pela marcação do ritmo
Rio de Janeiro
Em 1913, apaixonado pelas artes visuais, foi para o Rio de Janeiro, a capital da república da época e se tornou fotógrafo profissional pela Casa Berthe. Com um manual teórico, uma câmera, alguns acessórios e um sonho, ele recomeçou a trabalhar, dessa vez, como fotógrafo.
Visconde do Rio Branco e Ubá
Em 1918, deixou o Rio e retornou para Visconde do Rio Branco,
montou seu próprio ateliê e sem luz elétrica, usava iluminação de velas ou luz natural e assim percorria fazendas e arraiais. Em 1921 fundou junto com o jornalista Luiz Aroeira, a revista “Terra Mineira”.
Ubá
Em 1925, em Ubá, a cidade polo da região, expôs seus trabalhos e sua mostra obteve tamanha repercussão que resolveu mudar-se para a "terra de Ary Barroso". Na "Cidade Carinho" a fixação de um fotógrafo foi tão bem acolhida que a Sociedade Italiana ofereceu-lhe um lugar para morar, no andar térreo do sobrado da Casa d’Itália, na praça da Independência nas proximidades da antiga Igreja de São José. Na cidade do criador da "Aquarela do Brasil", retratou anônimos e figuras importantes, entre artistas e políticos, em seus registros de momentos históricos, tais como a passagem do dirigível Graf Zepelim em Ubá, em 1930. Além de seu trabalho artístico, foi pioneiro na tecnologia da fotografia, tendo sido o responsável por trazer as primeiras câmeras com iluminação artificial para o território mineiro, além de fazer algumas das primeiras revelações fotográficas em cores no Brasil. No seu ofício, trabalhou por 70 anos, até seus últimos dias de vida.
Cidadania/patrono
Em 1968 recebeu o título de cidadão honorário de Ubá e é o atual patrono da cadeira nº 38 da Academia Ubaense de Letras, a AULE.
Personalidades
Fotografou e registrou as visitas dos presidentes Arthur da Silva Bernardes (1875/1955), Eurico Gaspar Dutra (1883/1974) e Humberto de Alencar Castello Branco (1897/1967) e do governador de Minas, Levindo Ozanan Coelho (1914/1984). Em campanhas políticas, Adhemar de Barros (1901/1969), Levindo Eduardo Coelho (1871/1961), Eduardo Gomes (1896/1981), Tancredo de Almeida Neves (1910/1985), Carlos Frederico Werneck de Lacerda (1914/1977), e, ao longo de suas vidas, o matemático e escritor Malba Tahan/Júlio César de Mello e Souza (1895/1974), o compositor Ary Evangelista de Rezende Barroso (1903/1964),o futuro vice-presidente da república José Alencar Gomes da Silva (1931/2011) e o ator Mauro Pereira de Mendonça (nascido em Ubá em 02 de abril de 1931).
Celidonio Mazzei morreu em Ubá, aos 91 anos, em 20 de maio de 1980 e deixou 11 filhos, dos quais quatro se tornaram fotógrafos e duas se tornaram musicistas/cantoras (Célia e Celma). Um genro se tornou fotógrafo e abriu o “Foto Mazzei” em Juiz de Fora. Dois netos e um bisneto também se tornaram fotógrafos profissionais.
Notas
- Angiolo Mazzei teve outros três filhos no Brasil.
- Celidônio Mazzei é nome de rua nos municípios de Ubá/MG e Piúma/ES.
- Célia e Celma Mazzei são irmãs gêmeas univitelinas, nascidas em Ubá, em 02 de novembro de 1952 e atualmente residem em São Paulo/SP.
- Artur Bernardes possuia fazenda no atual município de Senador Firmino e Castello Branco era casado com Argentina Vianna Castelo Branco - nascida no Rio de Janeiro em 1897, residente em Belo Horizonte, irmã do historiador Hélio Vianna (1908/1972), falecida em 23 de abril de 1963 no Recife/PE - e que tinha laços familiares em Ubá.
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