sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Juiz de Fora - 42 anos depois!

Em 23 de janeiro de 1984, uma segunda-feira, eu aqui chegava, aos 18 anos, para prestar o serviço militar obrigatório, procedente de Leopoldina, juntamente com vários outros jovens da região, principalmente, de Cataguases.

Se até aquela data eu ouvi a expressão "JUIZ DE FORA", umas cinco vezes, foi muito. Mas lembro perfeitamente da primeira vez. Foi numa estrada vicinal, que liga o sítio do meu pai até a fazenda de meu tio (hoje, ambos nonagenários, e felizmente, vivos).

E aqui? 
Com apenas o primeiro grau (atual ensino fundamental) concluído eu iniciava minha trajetória em Juiz de Fora. Fiz o segundo grau (atual ensino médio) que para a época em que só alguns poucos tinham acesso ao ensino superior, era uma façanha. Ao preencher qualquer ficha, tinha o item - Grau de instrução 'SEGUNDO GRAU COMPLETO". 

Aqui nasceram meus dois filhos: Um em 1988 e o outro em 1992. Tive a oportunidade de iniciar a primeira faculdade aos 30 anos. Era um fato a ser comemorado para quem iniciou o primeiro ano primário aos 10 anos na Escola Estadual Fazenda do Ipê, na zona rural do município de Santo Antônio de Pádua/RJ, com 2,5 KM de distância de nosso sítio, que fica na zona rural do município de Palma/MG. O trajeto casa/escola era feito a pé. O retorno era de charrete.

A senha para sair de casa de manhã (com sol, chuva ou frio), era o término da ave-maria nas ondas curtas da Rádio Aparecida, na voz do saudoso mineiro de Sacramento, o padre Vítor Coelho de Almeida (1899/1987).

E o serviço militar?
A primeira parte como soldado na Cia de Cmd da antiga 04ª RM em Mariano Procópio e a segunda, como cabo de saúde no HGeJF, no bairro Fábrica. Meu título de eleitor me direcionou para a Escola Estadual Professor Quesnel, na tradicional avenida Bernardo Mascarenhas, no Fábrica.

Juiz de Fora
Me proporcionou, através do rádio esportivo, conhecer as principais cidades de Minas e boa parte dos estados brasileiros (todos das regiões sudeste e sul, quatro do nordeste e um do centro-oeste, além do Distrito Federal). Para quem iniciou no rádio em 29/01/1984, na equipe amadora do saudoso Humberto Zaghetto (1929/2021) em partida no campo do Amambaí (área militar que hoje está abandonada) e que aprendeu com o Zaghetto de que o plural de troféu é troféus, e não "troféis", é uma façanha.

Cidadão Honorário
Por não só viver em Juiz de Fora, e por sim, "VIVER JUIZ DE FORA"  e com três livros no prelo, contatos fatos, histórias, e até mesmo estórias, algumas/muitas vividas/presenciadas e por iniciativa do vereador Juraci Scheffer e seu staff, em fui agraciado com o título de cidadão honorário, fato que muito me orgulha.

E a "eternidade"?
Será em Itapiruçu, um distrito de Palma, na margem direita do rio Pomba. Lá estão minha mãe, tios, avós e outros parentes. A modernidade, ou proximidade, tem levado outros parentes a optarem pelos campos santos de Paraoquena, Pádua, ou até mesmo, Miracema. Eu, que fui registrado no cartório de Itapiruçu com o escrivão Aryno Couto Faria e batizado na Igreja de São Francisco de Assis, em Palma, vou manter a tradição familiar.

NOTAS
Itapiruçu foi criado no município de Leopoldina em 1883 com o nome de Tapiruçu, e seria uma referência ao Tapirussu, animal silvestre que servia de alimentação aos indígenas. Trata-se de mamífero de pêlo avermelhado, pernas finas, sem chifres, lembrando um bovino ou eqüino no tamanho. Entretanto, há quem afirme que o nome do distrito tem origem na língua indígena: itá + apira + açu. O significado seria pedra + empinada + grande, ou seja, grande pedra empinada. 

No sábado, 24/01, na sede da ASE haverá o encontro da turma do capitão Mussi (hoje, coronel e que estará presente)

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