quinta-feira, 23 de abril de 2020

Notável personalidade

Flavinho da Juventude (Flávio Aluízio Carneiro) nasceu em Ubá, em 23 de abril de 1950. 

Família/estudos
Filho de mãe-lavadeira, padrasto-motorista, analfabeto até os 21 anos, engraxate até os 23 e formado em Química na UFJF (Universidade Federal de Juiz de Fora) aos 52 anos, Flavinho, além de sambista, é professor de Química e Matemática

Samba  
É integrante da Escola de Samba Juventude Imperial, do bairro Furtado de Menezes, desde os 13 anos. É autor ou co-autor de cerca de 40 composições. Pelo menos 15 delas foram levadas para a avenida nos desfiles das escolas de samba, representando a Juventude Imperial, escola de coração e parte de seu nome artístico, além da Turunas do Riachuelo (“Da vinda da Família Real à Era Mauá – Toma lá, dá cá”/2008) e Águia de Ouro (“Águia de Ouro Abre Alas e Pede Passagem para Chiquinha Gonzaga”/2011). 

Juventude Imperial
Foi com o professor universitário Roberto Medeiros que Flavinho fez seu primeiro samba, “Zumbi, Rei Negro de Palmares”, que levou a Juventude Imperial ao tetracampeonato em 1973. Em 1979, criou outro sucesso do carnaval de Juiz de Fora, “A Juventude Tem um Tarol, que Anuncia a Morte do Rei Sol”, com Hegel Pontes, uma homenagem à Revolução Francesa, que foi reeditado em 2005, garantindo à Juventude o pentacampeonato. Em 2004, brindou sua escola com mais um pérola do samba-enredo: “Martinho de Todas as Vilas”, parceria com Messias da Rocha.

MPB
 “Bem-te-vi”, "América Latina” (em parceria com Hegel), “Sou do Morro”, “Amor de Terceiro Grau”, “Mazelas do Amor”, “Homenagem à Viola”, “Na Lapa, na Glória”, “O Meu Samba” e “Cruzeiro do Sul”.

Afro-descendência  
Sua participação do movimento negro se deu com a filiação ao Movimento Negro Unificado, ao Conselho Municipal de Valorização da População Negra, ao Grupo de Estudos Afro-Brasileiro Acotirene e ao Batuque Afro-Brasileiro de Nelson Silva, além do Conselho Municipal das Pessoas com Deficiência Física

CD  
Gravou o CD "Uma História de Vida", com com nove sambas de sua autoria.    

Atualmente, recolhido ao lar, Flavinho vive a expectativa de que Juiz de Fora possa ter devolvida, seus carnavais de outrora. 

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