sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Sr Miguel, Sr Didi e Sr Niquinha

Três homens que dedicaram suas vidas em prol do bairro Floresta

por Carlos Ferreira

Estou falando, ou melhor, escrevendo sobre três amigos que aqui viveram, dedicaram suas vidas ao tradicional bairro Floresta. Miguel Priamo Carbogim, Edson Maini (o Sr Didi) e Antonio Bassoli (o Sr Niquinha). O primeiro, Flamenguista, muita das vezes para me agradar, tecia elogios ao Fluminense e os dois últimos, Botafoguenses. Minha relação com os três era distinta. Com o Sr Miguel, desde quando o conheci, em março de 2001, era uma relação bem próxima, até mesmo pela localização de nossas residências, pautada pelo respeito mútuo. Com o Sr Didi, era norteada pela afinidade política, já que na época que o conheci, éramos simpatizantes da administração do prefeito Custódio Matos, com a qual, Sr Didi presidente da Associação de Moradores, conseguiu muitas melhorias, inclusive o tão esperado asfalto das ruas do bairro. Com o Sr Niquinha, o qual eu chamava de Sr Bassoli, era uma relação marcada pela dedicação ao rádio e ao futebol. Eu militava no rádio esportivo de Juiz de Fora e ele ia ao estádio torcer para o Tupi. No estádio, com o radinho ligado na emissora para a qual eu trabalhava, e acompanhado de amigos e parentes, incluindo seu neto, o então garoto Hugo, hoje o bem-sucedido advogado Hugo Bassoli, Sr Niquinha comentava com orgulho: "Está vendo aquele repórter lá no campo? - é nosso vizinho, é meu amigo!

O tempo passou, eles partiram e o bairro poderá perfeitamente prestar a eles uma eterna homenagem. A comunidade já, com justiça, prestou uma homenagem a Sebastião Lucindo Severino, antigo morador do bairro, que substituiu o nome da rua Mulungu, uma árvore frutífera da região Amazônica e Júlio Álvares de Assis, da tradicional família Assis, na antiga estrada velha ou rua do Bambuzal. Na região do "Mundo Novo" a rua Bela Vista foi alterada para rua Maria Conceição Rezende, homenageada que os moradores desconhecem. A Alameda Mundo Novo também já teve seu nome alterado. No bairro Retiro, Dr Saulo Vilela recebeu uma merecida homenagem, emprestando seu nome a uma das vias do bairro. No Jardim Esperança, João Pires de Almeida, Sebastião José Roque, Alberto Guedes e Guido Bassoli, pessoas da comunidade, estão com seus nomes perpetuados com nomes nas ruas do bairro. Tudo isso dito, quero aqui sugerir que a Alameda do Cedro, cuja árvore já não existe mais, tenha seu nome alterado para AVENIDA MIGUEL CARBOGIM, até porque é comum as pessoas perguntarem: em qual lado você mora? do lado da fábrica ou na avenida? A rua do Ipê, passe a ser denominada RUA EDSON MAINI e que a rua das Laranjeiras tenha seu nome alterado para RUA ANTONIO BASSOLI. No passado a Alameda do Cedro teve seu nome alterado, mas os moradores, cobertos de razão, não aceitaram, já que o homenageado era desconhecido de todos. Já os nomes aqui sugeridos dispensam apresentação e não acredito que haverá posicionamento contrário. O argumento de que "terei que trocar os nomes na CEMIG e na CESAMA", é frágil, já que basta um simples telefonema, envio de e-mail, ou talvez, nem isso. 
Com a palavra a comunidade!

Um comentário:

Anônimo disse...

Ninguem do bairro foi comunicado, essas coisas tem que entrar em pauta com a comunidade, todos estão contra.

Não queremos a mudança do nomes de nossas ruas!

Imagina homenagear todos os falecidos do bairro? Não haveria rua para tal, então deixamos como está.

Sobre a árvore do Cedro, se encontra no quintal da família Reginaldo na entrada do bairro, como não existe?

Isso é falta do que fazer?

Pensamos....