segunda-feira, 31 de março de 2014

Literatura

      "A Ditadura, Envergonhada, Escancarada, Derrotada e Encurralada"
Envergonhada - Em comparação a outros golpes militares ocorridos na América Latina, o que derrubou o presidente brasileiro João Goulart, o Jango, foi peculiar. Com poucos tiros, sem execuções ou guerra civil, o processo foi deflagrado na tarde de 31 de março de 1964, quando o general Olympio Mourão Filho marchou com suas tropas de Juiz de Fora-MG para o Rio de Janeiro com a intenção de tirar Jango do poder. No dia 1o de abril Jango estava virtualmente deposto e o novo regime era reconhecido pelos aliados americanos.

Escancarada - Entre 1969 e 1973, a tortura de presos políticos tornou-se política do Estado e a meta do governo era o aniquilamento da esquerda armada, no período mais violento do regime militar. Essa linha, imposta pelo presidente Emílio Garrastazu Médici (1969-1974), corria paralela a uma forte expansão econômica em todo o país. Em 1973, auge da repressão, o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro crescia 14%, índice nunca antes registrado. Era o chamado “milagre econômico”. O “milagre econômico” e os “anos de chumbo” foram simultâneos.

Derrotada - A ascensão do general Ernesto Geisel à Presidência da República, em 15 de março de 1974, tendo a seu lado o general Golbery do Couto e Silva no cargo de chefe do Gabinete Civil, marcou a volta ao poder dos dois militares que, dez anos antes, ajudaram a pavimentar o caminho que levou à implantação da ditadura no Brasil. Agora, eles voltavam para restabelecer o primado da Presidência da República sobre os militares. Os dois generais já eram próximos desde antes do governo de Castello Branco (1964-1967), quando Geisel passou a chefiar o Gabinete Militar e Golbery fundou e dirigiu o temido Serviço Nacional de Informações (o SNI).

Encurralada - No dia 12 de outubro de 1977, quando exonerou o general Sylvio Frota do cargo de ministro do Exército, o presidente Ernesto Geisel pôs um ponto final na anarquia militar que tomara conta do país. Era o confronto – que a ditadura vinha evitando desde 1964 – de duas noções. Segundo Frota, o presidente da República era um delegado dos comandantes militares. Segundo Geisel, os comandantes militares eram subordinados do presidente da República. No dia da demissão de Frota alguns auxiliares de Geisel foram trabalhar armados. O presidente, contudo, organizara tão bem o seu esquema que não se preocupou com uma eventual reação. Prova disso: deixou a mulher e a filha no palácio da Alvorada.
Fonte: www.arquivosdaditadura.com.br

o autor
Elio Gaspari nasceu em Nápoles, na Itália em 1944 e chegou ao Brasil em 1949 em companhia de sua mãe Anna Giacchetti. Começou a carreira jornalística num semanário chamado Novos Rumos, e depois foi auxiliar do colunista social Ibrahim Sued, passando a seguir por publicações de destaque, como o Diário de São Paulo, a revista Veja e o Jornal do Brasil.
É colunista do jornal Folha de S. Paulo, jornal diário de São Paulo, onde está radicado, tendo seus artigos difundidos para outros jornais, dentre os quais O Globo do Rio de Janeiro, Correio do Povo de Porto Alegre, O POVO de Fortaleza e A Tribuna de Vitória
Em seus artigos, trata com ironia as personalidades. Para tanto, lança mão de personagens como Madame Natasha, professora de português que "condena a tortura do idioma" e vive concedendo "bolsas de estudo" àqueles que se expressam de modo empolado. Já Eremildo, o idiota, é uma sátira aos que usam indevidamente o dinheiro público.
FURNAS
Imóveis invadem áreas de preservação
MPF mapeia mais de 1.400 casas e mansões irregulares

Reduto de milionários, políticos e famosos, o condomínio Escarpas do Lago, em Capitólio, no Sul de Minas, abriga centenas de mansões que invadem e degradam Áreas de Preservação Permanente (APPs), comprometendo o meio ambiente e o nível do reservatório de Furnas, duramente afetado pela estiagem prolongada deste ano. Na tentativa de frear o processo, o Ministério Público Federal (MPF) em Passos recomendou à Furnas Centrais Elétricas S.A. a adoção de medidas administrativas de fiscalização e prevenção nas APPs e nos espaços desapropriados da Hidrelétrica Mascarenhas de Morais, no Rio Grande. Segundo o MPF, falta pouco para que o processo se transforme em ação civil pública.

A meta do MPF é desapropriar e demolir as obras ilegais erguidas ao longo dos últimos anos. A ação envolve mais de 1.400 imóveis, mas o processo de fiscalização é uma tarefa árdua para os órgãos competentes, incumbidos de vistoriar uma área de dimensões continentais, que, no caso de Furnas, soma cerca de 13 mil km, o equivalente a duas vezes a extensão da costa brasileira.

O laudo de perícia criminal federal da Polícia Federal revela que em Escarpas do Lago a construção irregular de murros de arrimo e de plataformas para ancoragem de embarcações provoca movimentações de terra às margens da represa. Esses muros de arrimo, devidamente aterrados e construídos de forma clandestina, de acordo com o MPF de Passos, são utilizados para ampliação de construções de imóveis, que chegam a avançar sobre o espelho d’água.

Com base em cartas náuticas, os peritos envolvidos no processo concluíram que essas intervenções, incluindo as submersas, podem acarretar acidentes a embarcações e assoreamento do fundo da represa. Para a elaboração dos laudos, a PF utilizou imagens de satélite, que comprovam as invasões das áreas protegidas e possibilitam a identificação exata dos imóveis irregulares.

De acordo com o MPF, por força do contrato de concessão, as áreas afetadas possuem vinculação direta com o respectivo empreendimento, atraindo para o concessionário a responsabilidade “da gestão do reservatório e respectiva área de proteção, a proteção de sua integridade e o cumprimento da legislação ambiental e de recursos hídricos”, conforme Cláusula 6ª, III, VI e VII do Contrato nº 04/2004 firmado entre a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) e Furnas. Mas, na prática, essa cláusula não vem sendo respeitada, pois, ao longo dos anos, as construções às margens e na área desapropriada dos reservatórios multiplicaram-se, sem que fosse adotada, pela concessionária, qualquer medida eficaz de contenção das práticas irregulares.

A assessoria de Furnas informou que existem marcos para alertar a população delimitando o início da área alagável, que corresponde à APP, no entorno dos reservatórios de suas usinas, incluindo na de Furnas e Mascarenhas de Moraes. Informou ainda que a empresa promove vistorias técnicas periódicas, utilizando embarcações e veículos, visando evitar ocupações ilegais, reportando casos de invasões e construções irregulares às autoridades competentes. A empresa informou ainda que nos últimos dois meses foram identificados 82 casos de invasões nas áreas demarcadas nos reservatórios de Marcarenhas de Moraes e Furnas, parte deles com ações de reintegração de posse já ajuizadas.
Fonte: www.otempo.com.br

domingo, 30 de março de 2014

Literatura

"1961 - O Golpe Derrotado - Luzes e Sombras do Movimento da Legalidade"
Este livro conta como um movimento de rebelião popular paralisou e derrotou o golpe de Estado dos ministros do Exército, Marinha e Aeronáutica e evitou a guerra civil.
Escrito por um jornalista que testemunhou e participou do movimento da legalidade junto a Leonel Brizola, então governador do Rio Grande do Sul, aqui estão as peripécias da rebelião. Da astúcia de emitir dinheiro próprio para enfrentar uma situação de guerra, até o poder do rádio desafiando as armas, tudo está aqui, no estilo atraente e leve de Flávio Tavares, como se os fatos desfilassem à nossa frente!


quarta-feira, 26 de março de 2014

Literatura

“Pagar o Quê? - Resposta à Maior Bravata da História do Futebol Brasileiro"
O Fluminense foi parar mais uma vez no banco dos réus da imprensa esportiva brasileira, com o episódio envolvendo o jogador Héverton, da Portuguesa, que terminou por rebaixar a Lusa no lugar do Tricolor, indiretamente beneficiado. Denunciado pela Procuradoria do STJD por atuar suspenso, o atleta causou rebuliço em editorias de todo o país, que deram um bico na moralidade ao atribuir culpa ao Fluminense no acontecimento.
Este é só mais um dos casos do castelo de mentiras de segmentos da crônica esportiva contra o clube carioca, acusado de “virar mesas”, por ter participado também, supostamente sem meios legais, dos Campeonatos Brasileiros de 1997 e 2000 (Copa João Havelange), porém, como no de 2014, através de denúncias ou recursos envolvendo terceiros (Corinthians, Atlético-PR e Botafogo-RJ).
Tais ações desastradas de uma mídia a cada dia menos ética e responsável motivaram a redação deste livro-manifesto, que servirá como uma espécie de código de defesa dos tricolores ante todas as leviandades despejadas contra o Fluminense.
"Pagar o quê? – Respostas à maior bravata da história do futebol brasileiro" é um mergulho aos porões de fatos que, por razões vis, nunca foram contados direito antes.
Um livro escrito a seis mãos pelos escritores Paulo-Roberto Andel, Marcelo Janot, Valterson Botelho, Luiz Alberto Couceiro, João Marcelo Garcez e Cezar Santaana, prefaciado e posfaciado por Nelson Rodrigues Filho e o jornalista Marcos Caetano, em defesa do Fluminense, pelo fim do apartheid tricolor.
Colaboração: Alexandre Magno Barreto Berwanger (Niterói-RJ)

segunda-feira, 24 de março de 2014

Cultura Geral ...

Os Três Reis Magos:
O árabe Baltazar: - trazia incenso, significando a divindade do Menino Jesus.
O indiano Belchior: - trazia ouro, significando a sua realeza..
O etíope Gaspar: -  trazia mirra, significando a sua humanidade.

As Sete Maravilhas do Mundo Antigo:
01 - As Pirâmides do Egipto
02 - As Muralhas e os Jardins Suspensos da Babilónia
03 - O Mausoléu de Helicarnasso (ou o Túmulo de Máusolo em Éfeso)
04 - A Estátua de Zeus, de Fídias
05 - O Templo de Artemisa (ou Diana)
06 - O Colosso de Rodes
07 - O Farol de Alexandria.

As 7 Notas Musicais
A origem é uma homenagem a São João Baptista, com seu hino :
Ut queant laxis (dó) - Para que possam
Re sonare fibris - ressoar as
Mira gestorum - maravilhas de teus feitos
Fa mulli tuorum - com largos cantos
Sol ve polluit - apaga os erros
La bii reatum - dos lábios manchados
Sancti Ioannis - Ó São João

Os Sete Pecados Capitais
Eles só foram enumerados no século VI, pelo papa São Gregório Magno (540-604), tomando como referência as cartas de São Paulo
Gula – Avareza – Soberba – Luxúria – Preguiça – Ira – Inveja

As Sete Virtudes
Para combater os pecados capitais
Temperança – Generosidade – Humildade – Castidade – Disciplina – Paciência – Caridade

Os Sete dias da Semana e os "Sete Planetas"
Os dias, nos demais idiomas -  com excessão da língua portuguesa - mantém os nomes dos sete corpos celestes conhecidos desde os babilónios:
Domingo - dia do Sol
Segunda - dia da Lua.
Terça - dia de Marte
Quarta - dia de Mercúrio
Quinta - dia de Júpiter
Sexta - dia de Vénus
Sábado - dia de Saturno

As Sete Cores do Arco-Íris
Na mitologia grega, Íris era a mensageira da deusa Juno. Como descia do céu num facho de luz e vestia um xale de sete cores, deu origem à palavra arco-íris. A divindade deu origem também ao termo íris, do olho.
Vermelho – Laranja – Amarelo – Verde – Azul – Anil – Violeta

Os Dez Mandamentos:
1º      Amar a Deus sobre todas as coisas
2º      Não tomar o Seu Santo Nome em vão
3º      Guardar os sábados
4º      Honrar pai e mãe
5º      Não matar
6º      Não pecar contra a castidade
7º      Não furtar
8º      Não levantar falso testemunho
9º      Não desejar a mulher do próximo
10º    Não cobiçar as coisas alheias

Os Doze Meses do Ano
Janeiro:           Homenagem ao Deus Janus, protector dos lares
Fevereiro:       Mês do festival de Februália (purificação dos pecados) em Roma;
Março:            Em homenagem a Marte, Deus guerreiro;
Abril:              Derivado do latim Aperire (o que abre). Possível referência à primavera no Hemisfério Norte;
Maio:              Acredita-se que se origine de Maia, deusa do crescimento das plantas;
Junho:             Mês que homenageia Juno, protetora das mulheres;
Julho:              No primeiro calendário romano, de 10 meses, era chamado de quintilis (5º mês). Foi rebatizado por Júlio César;
Agosto:           Inicialmente nomeado de sextilis (6º mês), mudou em homenagem a César Augusto;
Setembro:       Era o sétimo mês. Vem do latim septem;
Outubro:         Na contagem dos romanos, era o oitavo mês;
Novembro:      Vem do latim novem (nove);
Dezembro:      Era o décimo mês.

Os Doze Apóstolos
Simão Pedro – Tiago (o maior) – João – Filipe – Bartolomeu – Mateus – Tiago (o menor) – Simão - Judas Tadeu – Judas Iscariotes – André – Tomé
Após a traição de Judas Iscariotes, os outros onze apóstolos elegeram Matias para ocupar o seu lugar.
Os Doze Profetas do Antigo Testamento
Isaías – Jeremias – Jonas – Naum – Baruque – Ezequiel – Daniel – Oséias – Joel – Abdias – Habacuque – Amos
Os Quatro Evangelistas e a Esfinge
Lucas        representado pelo touro
Marcos      representado pelo leão
João           representado pela águia
Mateus      representado pelo anjo

Os Quatro Elementos e os Signos
Terra         Touro – Virgem – Capricórnio
Água          Câncer – Escorpião – Peixes
Fogo           Carneiro – Leão – Sagitário
Ar              Gémeos – Balança – Aquário

As Musas da Mitologia Grega
a quem se atribuía a inspiração das ciências e das artes
1 – Urânia             astronomia
2 – Tália                comédia
3 – Calíope           eloqüência e epopéia
4 – Polímnia         retórica
5 – Euterpe           música e poesia lírica
6 – Clio                 história
7 – Érato               poesia de amor
8 – Terpsícore       dança
9 – Melpômene     tragédia

Os Sete Sábios da Grécia Antiga:
1 – Sólon, 2 – Pítaco, 3 – Quílon, 4 – Tales de Mileto, 5 – Cleóbulo, 6 – Bias, 7 – Períandro

Os Múltiplos de Dez
Os prefixos usados em Megabytes, Kilowatt, milímetro...
Yotta        Y           = 1024 = 1.000.000.000.000.000.000.000.000
Zetta        Z           = 1021 = 1.000.000.000.000.000.000.000
Exa           E           = 1018 = 1.000.000.000.000.000.000
Peta          P           = 1015 = 1.000.000.000.000.000
Tera         T           = 1012 = 1.000.000.000.000
Giga         G           = 109  = 1.000.000.000
Mega       M          = 106  = 1.000.000
Kilo          k           = 103  = 1.000
Hecto       h           = 102  = 100
Deca        da          = 101  = 10
Uni                        = 100  = 1
Deci         d           = 10-1 =  0,1
Centi        c           = 10-2 =  0,01
Mili         m          = 10-3 =  0,001
Micro       µ           = 10-6 =  0,000.0001
Nano        n           = 10-9 =  0,000.000.001
Pico          p           = 10-12 = 0,000.000.000.001
Femto       f           = 10-15 = 0,000.000.000.000.001
Atto          a           = 10-18 = 0,000.000.000.000.000.001
Zepto        z           = 10-21 = 0,000.000.000.000.000.000.001
Yocto       y           = 10-24 = 0,000.000.000.000.000.000.000.001
Exa                       deriva da palavra grega "hexa" que significa "seis"
Penta                    deriva da palavra grega "pente" que significa "cinco"
Tera                      do grego "téras" que significa "monstro"
Giga                      do grego "gígas" que significa "gigante"
Mega                    do grego "mégas" que significa "grande"
Hecto                    do grego "hekatón" que significa "cem"
Deca                     do grego "déka" que significa "dez"
Deci                      do latim "decimu" que significa "décimo"
Mili                       do latim "millesimu" que significa "milésimo"
Micro                   do grego "mikrós" que significa "pequeno"
Nano                     do grego "nánnos" que significa "anão"
Pico                      do italiano "piccolo" que significa "pequeno"
Femto                   do dinamarquês "femten" que significa "quinze"
Atto                      do dinamarquês "atten" que significa "dezoito"
zepto e zetta        derivam do latim "septem" que significa "sete"
yocto e yotta       derivam do latim "octo" que significa "oito"

Conversão entre unidades:
cavalo-vapor         1 cv = 735,5 Watts
horsepower           1 hp = 745,7 Watts
polegada               1 in (1??) = 2,54 cm
pé                          1 ft (1?) = 30,48 cm
jarda                      1 yd = 0,9144 m
angström               1 Å = 10-10 m
milha marítima     =1852 m
milha terrestre      1mi = 1609 m
tonelada                1 t = 1000 kg
libra                      1 lb = 0,4536 kg
hectare                  1 ha = 10.000 m2
metro cúbico         1 m3 = 1000 l
minuto                  1 min = 60 s
hora                       1 h = 60 min = 3600 s
grau Celsius          0 ºC  = 32 ºF   = 273 K (Kelvin)
grau fahrenheit     =32 + 1,8 x ºC

Os Dez Números Arábicos
Os símbolos tem a ver com os ângulos:
o 0 não tem ângulos
o número 1 tem 1 ângulo
o número 2 tem 2 ângulos
o número 3 tem 3 ângulos
etc...

As Datas de Casamento:
01 ano -  Bodas de Algodão
02 anos - Bodas de Papel
03 anos - Bodas de Trigo ou Couro
04 anos - Bodas de Flores e Frutas ou Cera
05 anos - Bodas de Madeira ou Ferro
10 anos - Bodas de Estanho ou Zinco
15 anos - Bodas de Cristal
20 anos - Bodas de Porcelana
25 anos - Bodas de Prata
30 anos - Bodas de Pérola
35 anos - Bodas de Coral
40 anos - Bodas de Rubi ou Esmeralda
45 anos - Bodas de Platina ou Safira
50 anos - Bodas de Ouro
55 anos - Bodas de Ametista
60 anos - Bodas de Diamante ou Jade
65 anos - Bodas de Ferro ou Safira
70 anos - Bodas de Vinho
75 anos - Bodas de Brilhante ou Alabastre
80 anos - Bodas de Nogueira ou Carvalho

Os Sete Anões:
Dunga – Zangado – Atchin – Soneca – Mestre – Dengoso – Feliz

Você Sabia?
01    Durante a Guerra de Secessão, quando as tropas voltavam para o quartel após uma batalha sem nenhuma baixa, escreviam numa placa imensa: "O Killed" (zero mortos). Daí surgiu a expressão " O.K." para indicar que tudo está bem.

2    Nos conventos, durante a leitura das Escrituras Sagradas, ao referirem-se a São José, diziam sempre " Pater Putativus", (ou seja: "Pai Suposto" de Jesus) abreviando em P.P. Assim surgiu o hábito, nos países de colonização espanhola, de chamar os " José" de "Pepe".

3    Cada rei no baralho representa um grande Rei/Imperador da história: Espadas: Rei David (Israel) – Paus: Alexandre Magno (Grécia/Macedónia) – Copas: Carlos Magno (França) – Ouros: Júlio César (Roma)

4    No Novo Testamento, no livro de São Mateus, está escrito " é mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha que um rico entrar no Reino dos Céus ". O problema é que São Jerónimo, o tradutor do texto, interpretou a palavra " kamelos" como camelo, quando na verdade, em grego, "kamelos" são as cordas grossas com que se amarram os barcos. A ideia da frase permanece a mesma, mas qual parece mais coerente?

5    Quando os conquistadores ingleses chegaram a Austrália, assustaram-se ao ver uns estranhos animais que davam saltos incríveis. Imediatamente chamaram um nativo (os aborígenes australianos eram extremamente pacíficos) e perguntaram qual o nome do bicho. O índio repetia " Kan Ghu Ru", e portanto adaptaram-no ao inglês, "kangaroo" (canguru ). Depois, os linguistas determinaram o significado, que era muito claro: os indígenas queriam dizer: "Não te entendo".

6    A parte do México conhecida como Yucatán vem da época da conquista, quando um espanhol perguntou a um indígena como eles chamavam esse lugar e o índio respondeu " Yucatán". Mas o espanhol não sabia que ele estava informando "Não sou daqui".

7    Existe uma rua no Rio de Janeiro, no bairro de São Cristóvão, chamada "PEDRO IVO". Quando um grupo de estudantes foi tentar descobrir quem foi esse tal de Pedro Ivo, descobriram que na verdade a rua homenageava D. Pedro I, que quando foi Rei de Portugal, foi aclamado como "Pedro IV" (quarto). Pois bem, algum dos funcionários da Prefeitura, ao pensar que o nome da rua fora grafado errado, colocou um "O" no final do nome. O erro permanece até hoje.

COLABORAÇÃO: Daniel Alves Ribeiro

sábado, 22 de março de 2014

Literatura

"Enciclopédia do Rádio Esportivo Mineiro"
A obra, que biografa 382 radialistas de todos os tempos em Minas Gerais, é fruto de um projeto de pesquisa das jornalistas Nair Prata (Professora da Unifersidade Federal de Ouro Preto-UFOP) e Maria Cláudia Santos (coordenadora de Jornalismo da Rádio Itatiaia) e contou com a participação de 101 autores, entre professores, pesquisadores, profissionais de mercado e estudantes de graduação e pós-graduação.

Publicado pela Editora Insular, o livro tem tem capa do jornalista e chargista Son Salvador e prefácios do presidente da Associação Mineira de Cronistas Esportivos (AMCE), Luiz Carlos Gomes e do vice-presidente da Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT) e diretor-presidente da Rede Itatiaia de Rádio, Emanuel Soares Carneiro.

As jornalistas organizaram também, em 2012, a "Enciclopédia do Rádio Esportivo Brasileiro", publicada pela Editora Insular, com biografias de 231 radialistas de todos os estados, trabalho que contou com a participação de 121 autores.
Fonte: www.insular.com.br

CONSIDERAÇÕES:
Fico feliz ao encontrar na lista do livro nomes de amigos: Ailton Fonseca (Poços e Caldas),  Alisson Ferreira (Santa do Jacaré), Carlos Roberto Sodré (Ubá), Domingos Sávio Baião (BH),  Douglas Xavier (Ipatinga), Francisco Cícero Ragazzi (Juiz de Fora), Geraldo Magela Tavares (Juiz de Fora), Ivan Costa (Juiz de Fora), Juarez Salles (Caratinga), Luiz Carlos Gomes (BH), Mário Savaget (BH), Milton Gama (Três Pontas), Moura Miranda (Uberaba), Osmar Xavier (Governador Valadares), Osvaldo Reis (BH), Ricardo Wagner (Juiz de Fora), Waldir de Castro (BH) e Wellington Campos (RJ).

Outros nomes importantes que constam na lista:
Cezar Rizzo (Niterói, mas trabalhou em Minas), Chico Maia (Sete Lagoas),  Francisco Rezende (Ipatinga), Geraldo Alves Padrão (Sete Lagoas), Gino Beltrão (BH), Gleno Rocha (Juiz de Fora), Jairo Taborda (Governador Valadares), José Cunha (Ponte Nova), Luiz Otávio Pena (Itabira), Márcio Elias (Congonhas), Silva Netto (BH),  Waldir Rodrigues (Rio Casca)

Além dos saudosos: Alair Rodrigues, Dirceu Costa Ferreira, Dirceu de Carvalho Buzinar, Eurico Gade, Jonas Conti e Vilibaldo Alves.

Mas... quero acrescentar que faltaram na lista: Maurício Menezes, que cobriu quatro copas do mundo (iniciou carreira no rádio de Juiz de Fora), Humberto Zaghetto (Juiz de Fora), Paulo Roberto Simão (Juiz de Fora), Marco Antonio Campos (Juiz de Fora), Fernando de Lélis (São João Nepomuceno), Julio César Martins Gonçalves (Leopoldina), Jairo Fernandes (Leopoldina), Luiz Amaral (Muriaé), Luiz Donizete (Ponte Nova), Henrique Alves (Pouso Alegre), Gui Boaventura (Tiangulo Mineiro), Edmar Mariano (Ituiutaba), Odeemes Braz (Ituiutaba), Maurício Rocha (Ituiutaba), Walter Menezes (Uberaba), Carlos Ticha (Uberaba), Paulo Barbosa (Tombos), Edson Palma (Santos Dumont), Oliveira Lima (Divinópolis), Ivan Elias (Juiz de Fora), David Augusto (Uberaba), Priscila Brandão (hoje atua no Globo Rural, mas inciou carreira no rádio esportivo de Juiz de Fora), Sotero Rosa (Cel Fabriciano), Augusto Gustavo (Conselheiro Lafaiete), Magela Ribeiro (Sete Lagoas).
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Já falecidos:
Randal de Oliveira (Juiz de Fora), Toni Martins (Juiz de Fora), Wilson Amin (Juiz de Fora), Marcos Siva (Juiz de Fora),  Silva Junior (Barbacena), Beraldo Rigote (Barbacena), Elcio do Carmo (Barbacena),

Mas esses nomes, certamente, serão incluídos em uma nova edição  e que poderá criar um cap´tulo especial para citar os demais que nasceram em Minas e Atuam em outros estados, sem nunca ter trabalhado por aqui: Milton Neves (Muzambinho), Jurandir Santos (nasceu em Ituiutaba, mas atua em Goiânia), Luiz Carlos Silva (Ponte Nova), e muitos outros.

quinta-feira, 13 de março de 2014

Migração do AM para FM

Ministro Paulo Bernardo assina portaria que regulamenta a migração do rádio AM para a faixa de FM

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, assinou na quarta-feira, 12/03, portaria que define as regras de migração das emissoras de rádio AM para a faixa de FM. A medida, que regulamenta decreto assinado em dezembro pela presidente Dilma Rousseff, deve ser publicada na edição de hoje, 13/03, no Diário Oficial da União.

Na cerimônia, na sede do ministério, Paulo Bernardo anunciou que, em agosto deste ano, deverão sair as primeiras autorizações para a migração. Segundo ele, até o final do ano, várias emissoras de rádio AM já estarão operando na nova frequência.

Participaram do evento empresários e presidentes de associações estaduais de radiodifusão, além do secretário-executivo do Ministério das Comumicações, Genildo Lins, e da secretária de Comunicação Eletrônica, Patrícia Ávila.

A migração atende a demanda da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) porque vai permitir a melhoria da qualidade do sinal das rádios AM. A estimativa da entidade é que 90% das 1,8 mil emissoras comerciais se transfiram para a frequência de FM.

O Ministério dará tratamento isonômico àss emissoras interessadas em migrar para FM, tanto nas cidades com espectro livre como naquelas em que será preciso utilizar a faixa estendida (canais 5 e 6 que serão desocupados com a digitalização da TV), sem perder vista o caráter de urgência dessa mudança para essas emissoras.

Segundo a entidade, 79% das rádios AM têm até 5 Kw de potência, a grande maioria localizada em cidades de pequeno e médio porte.

De acordo com a portaria, as solicitações para a adaptação da outorga serão feitas em sessões públicas realizadas pela Secretaria de Serviços de Comunicação Eletrônica do ministério. Os encontros serão organizados por unidade da federação, conforme cronograma a ser publicado em edital com indicação de dia, hora e local.

As entidades que já protocolaram algum pedido de mudança devem aguardar a data da sessão pública em seu estado e fazer um novo pedido, conforme a portaria.

Concluídas todas as sessões públicas, a Anatel realizará os estudos de viabilidade técnica em cada unidade da federação para verificar se há espaço para a migração de todas as emissoras interessadas em cada município. Nos casos em que não haja espaço no espectro, a agência deve analisar a necessidade de uso da faixa estendida de FM (de 76 MHz a 88 MHz), que deve ser liberada com a digitalização da TV. Hoje, a faixa FM vai de 87.9 MHz a 107.9 MHz.

Após a inclusão das emissoras no plano básico de canais pela Anatel, o Ministério vai analisar a documentação técnica e jurídica das emissoras. As emissoras habilitadas deverão pagar a diferença entre os preços mínimos de outorga estipulados pelo ministério para os serviços de radiodifusão em FM e AM.

DIGITALIZAÇÃO
Foi lançado durante a cerimônia o Sistema Eletrônico de Informação (SEI), que permitirá, a partir do dia 22 de abril, a tramitação online de todos os processos de radiodifusão. As emissoras já podem se cadastrar no site a partir desta quinta-feira, 13/03.

De acordo com o ministro, o SEI tornará mais ágil e segura a tramitação dos processos, além de facilitar o acesso às informações e o acompanhamento dos pedidos.

A expectativa é que a liberação das concessões de radiodifusão seja mais rápida. Atualmente, um interessado pode esperar mais de dez anos para colocar uma emissora de rádio no ar.

Literatura

Esquerda Caviar: a hipocrisia dos artistas e intelectuais progressistas no Brasil e no mundo

Escrito por Rodrigo Constantino, o livro é uma pérola em meio ao mar de obviedades e mentiras comuns na literatura “intelectual” nacional.
O título Esquerda caviar remete a uma expressão de nossos irmãos mais velhos portugueses para descrever a “esquerda festiva” (como dizia Nelson Rodrigues, citado algumas vezes por Constantino), marca de um grande desvio de caráter no mundo contemporâneo: este tipo de gente que frequenta jantares inteligentes defendendo a África enquanto bebe vinho caro e humilha amigas menos magras.
Nelson Rodrigues usava a expressão “amante espiritual de Che Guevara” para nomear a esposa de um casal burguês com “afetações revolucionárias”, o típico “casal caviar”. Em meio às festas da “festiva”, o casal de grã-finos, donos da casa, levava Nelson até o pequeno altar onde uma foto de Che posava para os suspiros da esposa apaixonada pelo revolucionário. Poderíamos supor que este marido falaria algo semelhante ao que outros “maridos caviar” ante as possíveis infidelidades das esposas com outro “guru caviar”, Chico Buarque: “Com o Che e o Chico, eu deixo ela me trair.” Risadas?
De onde vem este fenômeno? Constantino lança mão de um rico arsenal de citações clássicas e contemporâneas para fazer seu diagnóstico: antes de tudo, estamos diante do velho problema de caráter. Nada de questões políticas. Apenas questões morais de fundo: mentira, hipocrisia, luta por autoestima social, narcisismo, oportunismo carreirista, tentativa de se ver como pessoa pura de coração, enfim, uma fogueira de vaidades. Como dizia outro autor que é referência importante para esta obra, o filósofo britânico Edmund Burke, do século XVIII: antes de qualquer problema político, existe um drama moral.
Numa linguagem direta e simples, permeada por uma bibliografia que nada deixa a desejar, Constantino atravessa o “menu caviar” de nossa era vaidosa.