quinta-feira, 12 de março de 2009

Alfredo Moreira Júnior - Zezé Moreira

“Zezé Moreira: um campeão miracemense” é o título da exposição no Centro Cultural Melchíades Cardoso, em Miracema, de 10 de março a 17 de abril, marcando os dez anos do falecimento de Alfredo Moreira Júnior, o Zezé Moreira, como ficou mundialmente conhecido este filho de Miracema por suas conquistas no futebol. A visitação pública pode ser feita das 7h às 17h, de segunda a sexta-feira, com entrada franca.
Segundo a diretora do Departamento de Cultura da Prefeitura de Miracema e organizadora da mostra, Ana Lucia Lima da Costa, trata-se da mais completa exposição já realizada no mundo sobre o trabalho e a arte de Zezé Moreira, reunindo troféus, medalhas, fotos e outras peças inéditas que faziam parte do acervo pessoal de Zezé e que foram doados por sua família ao Centro Cultural Melchíades Cardoso, após importante trabalho nesse sentido feito pelo advogado e memorialista miracemense Maurício Duarte Monteiro.
Zezé Moreira nasceu em Miracema, em 16 de outubro de 1917, e faleceu no Rio de Janeiro, em 10 de abril de 1998. Foi ele que, como técnico da Seleção Brasileira de futebol conquistou o primeiro título internacional para o Brasil: o Campeonato Pan-Americano de 1952, no Chile. E a medalha que Zezé ganhou está na exposição do Centro Cultural.
E a excelência de sua genética familiar no futebol fica comprovada na também vitoriosa e gloriosa carreira de seu irmão também miracemense Aymoré Moreira, que foi o técnico campeão da Copa do Mundo de 1962, no Chile.
Chamado de “professor”, pelos seus avançados conhecimentos e práticas de futebol, o miracemense Zezé Moreira é um dos mais importantes personagens do futebol brasileiro e internacional.

Um comentário:

Pedro Bueno disse...

É, mas o romantismo do nosso futebol me parece que não existe mais, ou vai continuar existindo pós minha geração. Acho que deve ser esse o contexto da vida.
Mas, principalmete o rádio nos fazia olhar o horizonte e lá no infinito surgia uma jogada, uma vibração da torcida no momento do gol. Gol talvez de Carlyle ou do Orlando, o Pingo de Ouro, uma defesa de Castilho, uma tirada de bola de Pinheiro ou do Píndaro. Mas lá no "fosso" estava o homem que comandava esses bons jogadores. Suas entrevistas eram sábias e poucos ousavam contestá-lo. Esse era o Zezé Moreira. Disciplinador sem ser arrogante, sem os gestos teatrais. Acho que foi Zesé Moreira quem lançou o Fio de Esperança, o nosso grande Telê Santana.