quarta-feira, 9 de abril de 2008

PF prende 48 suspeitos de fraudes em MG, BA e no DF

Verbas irregulares Somente em Minas, 12 prefeituras estão sendo investigadas; um juiz foi preso em BH Ivan Satuf e Rafael Passos
Portal Uai A Polícia Federal divulgou, no final da manhã desta quinta-feira, o balanço parcial da "Operação Pasárgada". Em Minas Gerais, na Bahia e no Distrito Federal foram presas cerca de 48 pessoas suspeitas de participação num esquema de liberação irregular de verbas do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) para cidades em débito com o INSS.As prefeituras mineiras de Juiz de Fora, Almenara, Cachoeira da Prata, Conselheiro Lafaiete, Divinópolis, Medina, Rubim, Minas Novas, Timóteo e Vespasiano estão sendo investigadas. Os prefeitos dessas cidades vão ser conduzidos para a Superintendência Regional da Polícia Federal no Bairro Gutierrez, Região Oeste de Belo Horizonte. Há suspeita de irregularidade nas prefeituras de Itabela e Sobradinho, na Bahia, e em mais duas cidades mineiras.
Estão detidos um juiz da Comarca da capital, quatro servidores federais, quatro procuradores municipais, nove advogados, além de um gerente da Caixa Econômica Federal (CEF). A Polícia Federal também realizou uma diligência na Assembléia Legislativa. Um funcionário da Casa estaria envolvido no esquema.
Juiz de Fora
Em Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira, agentes da Polícia Federal estão na casa do prefeito da cidade, Alberto Bejani (PTB), desde as 6h desta manhã. Informações ainda não confirmadas apontam que os federais estariam negociando a prisão do político, que pode ter participação na fraude. A esposa do prefeito também se encontra na residência. O sítio do político, localizado na cidade de Ewbank da Câmara, na Zona da Mata, estaria sendo vasculhado. No prédio onde funciona a prefeitura de Juiz de Fora, no Centro da cidade, o 4º e o 9º andares foram interditados e alguns equipamentos apreendidos. O esquemaSegundo a Polícia Federal, decisões judiciais eram negociadas para liberação do FPM. Prefeitos contratavam, sem licitação, um escritório de advocacia, supostamente de um lobista, que oferecia vantagens a juízes e servidores da justiça para obter decisões favoráveis.Os investigados responderão pelos crimes de formação de quadrilha, corrupção ativa e passiva, tráfico de influência, advocacia administrativa, exploração de prestígio, fraude a licitação, quebra de sigilo de dados e lavagem de dinheiro. As penas podem chegar a vinte anos de prisão.
Colaboraram Elaine Resende/Portal Uai, e Ricardo Beghini/Estado de Minas

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