O mercado radiofônico carioca ficou mais triste, mais pobre, o sonho acabou. Chega ao fim a Rádio Haroldo de Andrade.Tudo começou através do antigo desejo do comunicador em ter sua própria rádio, que logo foi idealizado, após sua saída definitiva do Sistema Globo de Rádio em 2002. Por 45 anos, o Programa Haroldo de Andrade esteve presente nos aparelhos radiofônicos de grande parte do público brasileiro que é fã do radio AM. No 01º dia de março de 2008, o mesmo público ficou triste, porque desapareceu não só a voz, mais o ser humano Haroldo de Andrade. Após cerca de 40 dias internado, devido a complicações causadas pela diabetes, o comunicador entrou para as ondas eternas.O paranaense Haroldo de Andrade Silva nasceu em 01º de maio de 1934. O radialista escolheu o Rio de Janeiro para trabalhar, formar família e fixar suas bases. Nos Anos 50, pela extinta Rádio Mauá, criou o 01º programa interativo: o Musifone, que alcançou o topo na audiência. Mais tarde, Haroldo passou por várias emissoras e ficou durante anos, das 09 às 12h, na Rádio Globo do Rio de Janeiro, onde conquistou uma legião de fãs. Criou uma fórmula copiada por diversas rádios: os debates populares, um dos principais quadros do Programa Haroldo de Andrade. Na emissora foi homenageado com uma placa pelo Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (IBOPE), pelo recorde nacional de audiência. No ano de 2002, saiu da Rádio Globo por não concordar com a reformulação pela qual a emissora passava. Segundo informações de família, por não concordar com o projeto "Rede Globo de Rádio", hoje chamado de Globo Brasil, o "Mestre" se recusou a fazer parte de uma rede que iria (segundo previsão da época), desempregar dezenas de profissionais em todo o país.
Numa segunda- feira, dia 07 de novembro de 2005, entrava no ar na capital carioca a Rádio Haroldo de Andrade AM 1.060 kHz, outorga de Miguel Pereira. À frente o "Mestre" Haroldo e o programa que o consagrou por mais de 4 décadas.Em 2007, por motivos de saúde, precisou se afastar do programa. Muitos colegas de profissão o chamavam de nº 1 do rádio brasileiro.O público reconheceu a importância do radialista para o meio de comunicação. Ele se tornou um profissional querido, respeitado e sinônimo (sem nenhum exagero) de sucesso no rádio AM.Com um mês de falecimento de seu proprietário, incompletos ainda nesta semana, á emissora com a administração da família de Haroldo chegou ao fim de forma triste e melancólica como jamais o seu criador e fundador sonhou. A rádio Haroldo de Andrade, dispensou de forma definitiva todos os seus funcionários da área administrativa, parte técnica e som, ainda todo o cast de comunicadores. A emissora está apenas operando no chamado "vitrolão".Sem o menor comunicado a imprensa especializada ou aos seus ouvintes, a direção da emissora ainda retirou o site do ar e não informa o seu real destino. Entretanto vale lembrar que a empresa não pertence totalmente à família do saudoso comunicador Haroldo de Andrade. A rádio ainda tem participação societária do Sistema Tropical de Comunicações que tem a frente o empresário Zoelzer Poubel. Muitas especulações envolvem os nomes dos possíveis interessados como: o ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho, que pretende criar a rádio evangélica Paz e Vida e também de um grupo de empresários interessados em transformar a emissora numa rádio de jornalismo 24h. Nada oficial.
Fonte: Jornalismo Brasil Rádio News
– Reportagem Rodrigo Neto
2 comentários:
Caramba! Mas não era o Garotinho (José Carlos Araújo)? Pensei que fosse o da Rádio Globo que estava adquirindo a Rádio Haroldo de Andrade. Aí ficou realmente complicado, mais uma foi para o cemitério...
Prezado João,
O Garotinho da Rádio Globo tem, ou pelo menos demonstra ter, o espírito de eterno empregado, ele, o Gugu, o próprio Haroldo, que quando acordou para ter a própria Emissora, já era tarde demais. Não a estruturou o suficiente para sobreviver sem ele. Na Comunicação tem muito disso. O cidadão, ou cidadã, se julga dono da Emissora. Muitas dessas emissoras que estão nas mãos das seitas, foram dilapidades por quem milita no meio. Eles não são Radiodifusores. Alguns são, Ratinho, J. Háwilla, Emanuel Carneiro, Eurico Gade e alguns outros poucos. Quanto ao outro, o "Molequinho", é um aventureiro político que explora a religião para tirar proveito eleitoreiro.
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