O Cruzeiro comemora neste dia 3 de abril, os 87 anos de sua primeira partida, que aconteceu no extinto estádio do Prado Mineiro, em Belo Horizonte-MG, num amistoso contra um Combinado Villa Nova-Palmeiras, ambos de Nova Lima-MG. O Cruzeiro venceu por 2 a 0 e os dois primeiros gols da história do Clube foram marcados pelo atacante Nani. Na preliminar os aspirantes (time reserva) empatou em 1 a 1 com os aspirantes do Atlético Mineiro.
O primeiro time do Cruzeiro foi formado em sua maioria por jogadores que vieram do extinto Yale Athletic Club, clube que teve como seus fundadores em 1910, Aurélio Noce e Nullo Savini, que seriam um dos fundadores do Cruzeiro em 2 de janeiro de 1921.
CRUZEIRO 2 x 0 COMBINADO VILLA NOVA/PALMEIRAS
Motivo: amistoso
Data: 03/04/1921
Estádio: Prado
Cidade: Belo Horizonte (MG)
Árbitro: Hermeto Júnior (América FC)
Gols: de Nani 16`do 1º e aos 7` do 2o
Cruzeiro: Nullo, Polenta, Ciccio, Quiquino, Américo, Bassi, Lino, Spartaco, Nani, Henriqueto, Armandinho
Combinado: Ferreira, Marcondes, Ruanico, Cristovão, Baiano, Oscar, Raimundo, Gentil, Badú, Damaso, Juá
Preliminar (aspirantes): Cruzeiro 1 x 1 Atlético
*Villa Nova e Palmeiras são de Nova Lima
A TRAJETÓRIA DAS CINCO ESTRELAS
Ao todo o Cruzeiro realizou 4.288 jogos em sua história. Foram 2.293 vitórias, 1.039 empates e 956 derrotas e enfrentou 454 adversários de 48 países.
Disputou partidas em todos os continentes do planeta. Sua estréia no exterior foi em 19/02/1967, em Caracas, na Venezuela, que também marcou a estréia do Clube na Libertadores. O Cruzeiro venceu o Galicia de Aragua por 1 a 0, com gol do ponta de lança Evaldo, em partida disputada no estádio olímpico universitário.
Nestes 87 anos, o Cruzeiro conquistou 58 certames oficiais sendo os mais importantes as Taças Libertadores de 1976 e 1997 e os Campeonatos Brasileiros de 1966 e 2003. É o único duplo campeão nacional da história do futebol brasileiro ao vencer no mesmo ano o Campeonato Brasileiro e a Copa do Brasil em 2003.
PÁGINAS HISTÓRICAS, IMORTAIS
Curiosamente, as vitórias do Cruzeiro tornaram-se inesquecíveis para o torcedor brasileiro. A conquista do título brasileiro de 1966 com duas vitórias sobre o penta-campeão brasileiro, o Santos, com uma goleada de 6 a 2 e uma virada de 3 a 2, em pleno Pacaembu ainda não saem da memória do país. O Clube interrompeu a hegemonia do maior time do futebol do mundo com duas vitórias surpreendentes e incontestáveis e vingou as torcidas de outros times do futebol brasileiro cansados de verem o Santos golear suas equipes.
Em 1967 proporcionou a maior reação da história do futebol mineiro ao arrancar um empate em 3 a 3 contra o rival Atlético, no Mineirão, interrompendo a comemoração da torcida adversária que já comemorava o título estadual com duas rodadas de antecedência, após os atleticanos estabelecerem 3 a 0 no placar adiando a decisão do título que seria do próprio Cruzeiro numa decisão em duas partidas.
Em 1976 na estréia da Libertadores venceu o Internacional pelo placar de 5 a 4, no Mineirão, no jogo que foi considerado como o melhor da história do Estádio e do futebol brasileiro, devido as jogadas de alta categoria e a presença de duas equipes formadas por ídolos nacionais.
Ainda no mesmo ano, na base da malandragem, um gol de falta do ponta esquerda Joãozinho, deu a vitória por 3 a 2 e o título da Libertadores ao Clube contra o River Plate. O resultado lavou a alma do futebol brasileiro, pois o Cruzeiro interrompeu a hegemonia de uruguaios e argentinos na competição desde 1963.
Ainda na Argentina, os torcedores do River Plate não se conformam com a perda do título da Supercopa de 1991, quando numa atuação memorável, o Cruzeiro reverteu o placar desfavorável de 2 a 0 para os argentinos no primeiro jogo da decisão, ao vencê-los por 3 a 0, no Mineirão.
Em 1996, o Cruzeiro voltaria a surpreender o futebol brasileiro e derrubar todos os prognósticos desfavoráveis ao bater o super-esquadrão do Palmeiras na final da Copa do Brasil por 2 a 1, em pleno estádio Palestra Itália.
A campanha de seu segundo título da Libertadores é considerada pela Confederação Sulamericana como a maior reação de uma equipe na história da competição. O time iniciou o certame com 3 derrotas seguidas, mas reagiu e chegou a conquista derrubando todas as previsões.
Em 2000, em outra decisão da Copa do Brasil, proporcionou a virada de jogo mais dramática da história da competição contra o super-time do São Paulo. Após levar um gol de falta aos 25 do 2º tempo e ser obrigado a virar a partida em 20 minutos, alcançou a vitória no último minuto numa cobrança de falta do atacante Geovanni.
Em 2003 o Cruzeiro voltaria a surpreender o Brasil com a conquista de seu segundo título brasileiro numa campanha história, quando bateu os recordes de numero de pontos, de vitórias, gols marcados e rodadas na liderança na base do toque de bola rápido, envolvente e recheado de belos gols.
RECORDES E RECORDISTAS DA CONSTELAÇÃO
O Cruzeiro também possui a maior seqüência invicta em Campeonatos Estaduais no Brasil, ao permanecer 70 jogos sem derrotas nos Campeonatos Mineiros de 1967 a 1970.
As primeiras décadas da história do Clube foram marcadas por times que jogavam um estilo vigoroso, raçudo e disciplinado. Foi a época do CRUZEIRO DURO. A transformação ocorreu em 1965 sob o comando do técnico Airton Moreira e do surgimento de jovens fenômenos do futebol como Dirceu Lopes, Zé Carlos, Piazza, Tostão e Natal que colocaram a bola no chão e os adversários na roda, com um estilo de jogo rápido e rasteiro conhecido como "ACADEMIA" que passou a caracterizar os futuros esquadrões formados no Clube.
O armador Tostão (1963-1972), é o maior artilheiro com 242 gols. O meio campo Zé Carlos (1965-1977), foi o que mais disputou partidas com 619 jogos. O volante Ricardinho (1994-2002 e 2007) foi o que mais conquistou certames oficiais, quando ajudou o time a levantar 15 taças. O lateral direito Nelinho (1973-1982) é o maior artilheiro da "bola parada" com 42 gols de falta e 38 de cobranças de pênalti. Ilton Chaves foi o treinador que mais comandou o time. Foram 362 jogos nas 6 passagens que teve pelo comando técnico entre 1968 e 1984. O goleiro Raul (1966-1978) foi recordista mundial em 1969 ao permanecer 1.016 minutos sem levar gols em quase 12 partidas consecutivas.
A maior goleada aconteceu no período do amadorismo, quando derrotou o Alves Nogueira de Sabará por 14 a 0, em jogo válido pelo Campeonato de Belo Horizonte, no extinto estádio do Barro Preto, em 17/06/1928. O atacante Ninao (João Fantoni) se consagrou nesta partida como o maior artilheiro do clube em uma partida ao marcar 10 gols.
Fonte: Almanaque do Cruzeiro
quinta-feira, 3 de abril de 2008
Cruzeiro EC - História
O Cruzeiro comemora neste dia 3 de abril, os 87 anos de sua primeira partida, que aconteceu no extinto estádio do Prado Mineiro, em Belo Horizonte-MG, num amistoso contra um Combinado Villa Nova-Palmeiras, ambos de Nova Lima-MG. O Cruzeiro venceu por 2 a 0 e os dois primeiros gols da história do Clube foram marcados pelo atacante Nani. Na preliminar os aspirantes (time reserva) empatou em 1 a 1 com os aspirantes do Atlético Mineiro.
O primeiro time do Cruzeiro foi formado em sua maioria por jogadores que vieram do extinto Yale Athletic Club, clube que teve como seus fundadores em 1910, Aurélio Noce e Nullo Savini, que seriam um dos fundadores do Cruzeiro em 2 de janeiro de 1921.
CRUZEIRO 2 x 0 COMBINADO VILLA NOVA/PALMEIRAS
Motivo: amistoso
Data: 03/04/1921
Estádio: Prado
Cidade: Belo Horizonte (MG)
Árbitro: Hermeto Júnior (América FC)
Gols: de Nani 16`do 1º e aos 7` do 2o
Cruzeiro: Nullo, Polenta, Ciccio, Quiquino, Américo, Bassi, Lino, Spartaco, Nani, Henriqueto, Armandinho
Combinado: Ferreira, Marcondes, Ruanico, Cristovão, Baiano, Oscar, Raimundo, Gentil, Badú, Damaso, Juá
Preliminar (aspirantes): Cruzeiro 1 x 1 Atlético
*Villa Nova e Palmeiras são de Nova Lima
A TRAJETÓRIA DAS CINCO ESTRELAS
Ao todo o Cruzeiro realizou 4.288 jogos em sua história. Foram 2.293 vitórias, 1.039 empates e 956 derrotas e enfrentou 454 adversários de 48 países.
Disputou partidas em todos os continentes do planeta. Sua estréia no exterior foi em 19/02/1967, em Caracas, na Venezuela, que também marcou a estréia do Clube na Libertadores. O Cruzeiro venceu o Galicia de Aragua por 1 a 0, com gol do ponta de lança Evaldo, em partida disputada no estádio olímpico universitário.
Nestes 87 anos, o Cruzeiro conquistou 58 certames oficiais sendo os mais importantes as Taças Libertadores de 1976 e 1997 e os Campeonatos Brasileiros de 1966 e 2003. É o único duplo campeão nacional da história do futebol brasileiro ao vencer no mesmo ano o Campeonato Brasileiro e a Copa do Brasil em 2003.
PÁGINAS HISTÓRICAS, IMORTAIS
Curiosamente, as vitórias do Cruzeiro tornaram-se inesquecíveis para o torcedor brasileiro. A conquista do título brasileiro de 1966 com duas vitórias sobre o penta-campeão brasileiro, o Santos, com uma goleada de 6 a 2 e uma virada de 3 a 2, em pleno Pacaembu ainda não saem da memória do país. O Clube interrompeu a hegemonia do maior time do futebol do mundo com duas vitórias surpreendentes e incontestáveis e vingou as torcidas de outros times do futebol brasileiro cansados de verem o Santos golear suas equipes.
Em 1967 proporcionou a maior reação da história do futebol mineiro ao arrancar um empate em 3 a 3 contra o rival Atlético, no Mineirão, interrompendo a comemoração da torcida adversária que já comemorava o título estadual com duas rodadas de antecedência, após os atleticanos estabelecerem 3 a 0 no placar adiando a decisão do título que seria do próprio Cruzeiro numa decisão em duas partidas.
Em 1976 na estréia da Libertadores venceu o Internacional pelo placar de 5 a 4, no Mineirão, no jogo que foi considerado como o melhor da história do Estádio e do futebol brasileiro, devido as jogadas de alta categoria e a presença de duas equipes formadas por ídolos nacionais.
Ainda no mesmo ano, na base da malandragem, um gol de falta do ponta esquerda Joãozinho, deu a vitória por 3 a 2 e o título da Libertadores ao Clube contra o River Plate. O resultado lavou a alma do futebol brasileiro, pois o Cruzeiro interrompeu a hegemonia de uruguaios e argentinos na competição desde 1963.
Ainda na Argentina, os torcedores do River Plate não se conformam com a perda do título da Supercopa de 1991, quando numa atuação memorável, o Cruzeiro reverteu o placar desfavorável de 2 a 0 para os argentinos no primeiro jogo da decisão, ao vencê-los por 3 a 0, no Mineirão.
Em 1996, o Cruzeiro voltaria a surpreender o futebol brasileiro e derrubar todos os prognósticos desfavoráveis ao bater o super-esquadrão do Palmeiras na final da Copa do Brasil por 2 a 1, em pleno estádio Palestra Itália.
A campanha de seu segundo título da Libertadores é considerada pela Confederação Sulamericana como a maior reação de uma equipe na história da competição. O time iniciou o certame com 3 derrotas seguidas, mas reagiu e chegou a conquista derrubando todas as previsões.
Em 2000, em outra decisão da Copa do Brasil, proporcionou a virada de jogo mais dramática da história da competição contra o super-time do São Paulo. Após levar um gol de falta aos 25 do 2º tempo e ser obrigado a virar a partida em 20 minutos, alcançou a vitória no último minuto numa cobrança de falta do atacante Geovanni.
Em 2003 o Cruzeiro voltaria a surpreender o Brasil com a conquista de seu segundo título brasileiro numa campanha história, quando bateu os recordes de numero de pontos, de vitórias, gols marcados e rodadas na liderança na base do toque de bola rápido, envolvente e recheado de belos gols.
RECORDES E RECORDISTAS DA CONSTELAÇÃO
O Cruzeiro também possui a maior seqüência invicta em Campeonatos Estaduais no Brasil, ao permanecer 70 jogos sem derrotas nos Campeonatos Mineiros de 1967 a 1970.
As primeiras décadas da história do Clube foram marcadas por times que jogavam um estilo vigoroso, raçudo e disciplinado. Foi a época do CRUZEIRO DURO. A transformação ocorreu em 1965 sob o comando do técnico Airton Moreira e do surgimento de jovens fenômenos do futebol como Dirceu Lopes, Zé Carlos, Piazza, Tostão e Natal que colocaram a bola no chão e os adversários na roda, com um estilo de jogo rápido e rasteiro conhecido como "ACADEMIA" que passou a caracterizar os futuros esquadrões formados no Clube.
O armador Tostão (1963-1972), é o maior artilheiro com 242 gols. O meio campo Zé Carlos (1965-1977), foi o que mais disputou partidas com 619 jogos. O volante Ricardinho (1994-2002 e 2007) foi o que mais conquistou certames oficiais, quando ajudou o time a levantar 15 taças. O lateral direito Nelinho (1973-1982) é o maior artilheiro da "bola parada" com 42 gols de falta e 38 de cobranças de pênalti. Ilton Chaves foi o treinador que mais comandou o time. Foram 362 jogos nas 6 passagens que teve pelo comando técnico entre 1968 e 1984. O goleiro Raul (1966-1978) foi recordista mundial em 1969 ao permanecer 1.016 minutos sem levar gols em quase 12 partidas consecutivas.
A maior goleada aconteceu no período do amadorismo, quando derrotou o Alves Nogueira de Sabará por 14 a 0, em jogo válido pelo Campeonato de Belo Horizonte, no extinto estádio do Barro Preto, em 17/06/1928. O atacante Ninao (João Fantoni) se consagrou nesta partida como o maior artilheiro do clube em uma partida ao marcar 10 gols.
Fonte: Almanaque do Cruzeiro
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