terça-feira, 4 de março de 2008

Clubes em Extinção ou Extintos

OS PEQUENOS ESQUECIDOS OU DESAPARECIDOS Por Adilson Dutra, O mestre José Roberto Torero, brilhante cronista da Folha de São Paulo e roteirista maior de nosso teatro/TV, diz, em sua coluna desta semana, que além do mico-leão-dourado alguns clubes correm risco de extinção. E deu vários exemplos, passando por diversos estados brasileiros e achou o Galícia, da Bahia, o América Mineiro, O Jabaquara, de São Paulo, o Renner, de Porto Alegre, e outros menos votados. O artigo fala também do declínio do Bangu, da saga do São Cristóvão, que há mais de dez anos segue sua vida com o slogan “aqui nasceu o fenômeno”, sem fazer nada para ser fenomenal. Torero lembra que o Galícia revelou para o futebol brasileiro três jogadores, que brilharam em grandes clubes e chegaram a vestir a “Amarelinha”, que naquela época dava orgulho em trajar. Toninho, ex-Flu e Fla, Washington, ex-Guarani, Corinthians e que um dia foi indicado para ser sucessor do Rei Pelé, e Ozéas, artilheiro com passagens bem sucedidas no Atlético/PR e Palmeiras. Em 1999 o Galícia caiu e jamais voltou ao convívio dos grandes da Boa Terra. Em sua narrativa ele vai encontrar o Bangu, lá em Moça Bonita, para relembrar 1966, o ano mais glorioso dos “Mulatinhos Rosados”, quando Almir acabou com o jogo, mas não findou a festa do título de Paulo Borges, Parada e Aladim, entre outros craques que trajavam a camisa alvirrubra da zona oeste do Rio de Janeiro, que um dia foi vestida pelos megas-craques Domingos da Guia, Zizinho e Ademir da Guia. O Bangu caiu em 2004 e hoje, mesmo com o apoio extra-oficial de Rubens Lopes, presidente da Ferj, ainda tropeça na segundona. Por aqui, mestre José Roberto Torero, temos ainda o sofrimento da torcida alvianil do Goytacaz, que desde 1992 busca freneticamente retornar a Elite Fluminense. Sua saga é iluminada por uma imensa nação azul, mas sem brilho, segue seu caminho amargo na Segunda Divisão, aliás, este caminho foi de pedra e já teve até uma terceira revestida de módulo C ou coisa parecida, para maquiar uma situação vexatória. Tem a história do abandono do Serrano, de Petrópolis, que um dia chegou a ser destaque nacional, quebrou uma série invicta do Flamengo e tirou do rubro-negro carioca um tetra-campeonato praticamente conquistado. Revelou Acácio, goleiro campista, para o Vasco e Seleção Brasileira. No Sul Fluminense, pedaço de terra do hoje poderoso Volta Redonda, que nasceu após a “morte” do Flamengo, vamos procurar pelo Barbará, da siderúrgica de Barra Mansa, que lhe empresta o nome, pelo Royal, de Barra do Piraí, que por décadas travaram com Sapucaia, Rio Branco, Americano e Goytacaz, um duelo pela soberania do futebol fluminense. Procuramos e não encontramos, Royal e Barbará estão na lista dos desaparecidos. Descendo um pouco mais pelo mapa do Estado do Rio, uma rápida passagem por Três Rios, onde encontramos outros dois habituais freqüentadores da Elite: Entrerriense e América. Ambos com histórias bem escritas, no passado e hoje são páginas viradas no jornal do dia a dia do futebol do interior. Onde mais encontraremos estrelas cadentes? Lá pelas bandas do Noroeste Fluminense, onde o Olímpico, de Bom Jesus, ensaia um retorno ao profissionalismo, mas pede apoio a prefeitura, que vendo Italva, Cardoso Moreira, Aperibé e Santo Antonio de Pádua jogarem este campeonato interessante e deficitário, é bem capaz de bancar o retorno do alvianil de lá. Em Itaperuna, o time que leva o nome da cidade, que surgiu após a eliminação, através de uma fusão mal explicada, do Unidos, do Comércio Indústria e do Porto Alegre (o primeiro da região a jogar a Primeira Divisão), sucumbiu logo após passar a se chamar Itaperuna E.C. Hoje o time anuncia o retorno a Segunda Divisão simplesmente por medo de ser mais um desaparecido. E na cidade de Campos, meu caro Torero? Você esqueceu de dar um pitaco sobre o Goytacaz, de Amarildo, e o Rio Branco, de Didi, ambos com nomes respeitados durante a época de ouro do interior, décadas de 50 e 60, e hoje sobrevivem graças aosesforços de alguns abnegados e que sonham rever alvianis e róseo negros na companhia do alvinegro do Parque Tamandaré, não na segunda, como querem muitos, mas na Primeira, como queremos nós, apaixonados pelo futebol e pela cidade de Campos. http://blogdopenacho.zip.net/index.html Obs: Acrescento em Minas: Sport (Juiz de Fora), Ribeiro Junqueira (Leopoldina), Nacional (Muriaé), Aymorés (Ubá), Ipiranga (Manhuaçu), Ipanemense (Ipanema de Minas), Flamengo (Varginha), Mariense (Maria da Fé), Yuracan (Itajubá), América e Alfenense (Alfenas), Trespontano (Três Pontas), Bela Vista e Ideal (Sete Lagoas), Montes Claros, Ateneu e Casimiro de Abreu (Montes Claros), América e Santo Antonio (Teófilo Otoni), Clube dos 100 (Monte Carmelo). Olimpic e Vila do Carmo (Barbacena), Araguari e Fluminense (Araguari), XV de Novembro (Uberlãndia), Patrocinense (Patrocínio), Sparta (Campo Belo), Ituiutabana (Ituiutaba), Esportiva (Guaxupé), Atletic (São João Del Rey), o Paraense (Pará de Minas), Acesita (Timóteo), Paraisense (São Sebastião do Paraíso), Caratinga. Não podemos esquecer do Novohorizontino (Novo Horizonte), o Tigre do Vale, no interior Paulista, que foi Campeão Brasileiro da Série C em 1994, vice-campeão Paulista de 1990 e que por lá passaram Márcio Santos e Paulo Sérgio, campeões do mundo em 1994 nos Estados Unidos. http://carlosferreirajf.blogspot.com/

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