quinta-feira, 27 de março de 2025

Juiz de Fora/MG

por Afonso Romano de Sant'Ana

Dizem que Juiz de Fora é a cidade carioca mais perto de Minas. Quando passa por lá um ônibus que vai do Rio para Belo Horizonte, Quando a estrada União Indústria foi corrigida, e em vez de cinco horas, o Rio ficou a duas horas de viagem, o pessoal de Juiz de Fora começou a reclamar da maresia. E criaram a linha Parque Halfeld/Leblon.
Quando eu vivi lá, no Grupo Escolar Fernando Lobo ou no Granbery, cantávamos o hino da cidade: “Viva a Princesa de Minas, viva a bela Juiz de Fora/ que caminha na vanguarda/do progresso estrada afora.
Rachel Jardim cantava esse hino. Fernando Gabeira cantava esse hino. Querem mais? José Rubem Fonseca, Pedro Nava, Murilo Mendes e, claro, os Arcuri responsáveis pelos prédios preciosos da cidade, o poeta Belmiro Braga, o historiador Dormevelly Nóbrega, e as abastadas famílias Hargreaves e Penido cantavam assim.
E até minha mãe que em Juiz de Fora nasceu, cantava orgulhosamente essa letra. Ela, seus irmãos e meu avô Affonso Romano, que veio da Itália no final do século XIX. Morava lá na Tapera, mas cantava o mesmo hino.
As fábricas de Juiz de Fora eram famosas. E minha mãe e suas irmãs trabalharam, como operárias, na Bernardo Mascarenhas.
Os colégios religiosos de Juiz de Fora eram famosos e acolhiam jovens de todo o país. E o Granbery teria sido a primeira universidade brasileira, não fossem as querelas religiosas.
Frequentávamos o lindo Museu Mariano Procópio e remávamos no seu lago e comíamos jabuticaba. A cidade tem hoje uma bela Universidade, oferece misses para concursos de beleza e seus moradores ainda se sentem felizes de morar sob o Morro do Imperador.

Foto histórica

Carlos Bernardo Bracher, nascido em Juiz de Fora em em 19 de dezembro de 1940 e Afonso Romano de Sant'Ana (1937/2025). 



Notável personalidade

Affonso Romano de Sant'Anna nasceu em Belo Horizonte, em 27 de março de 1937.

Família
Neto materno de Affonso Romano (que veio da Itália no final do século XIX e se instalou em Juiz de Fora na Fazenda da Tapera), filho de  Jorge Firmino de Sant"Ana e Maria Romano (ela, nascida em Juiz de Fora),  foi casado com a jornalista, tradutora e escritora Marina Colasanti, nascida em 26 de setembro de 1937, na cidade de Asmara, capital da Eritreia, país do Nordeste Africano e falecida no Rio de Janeiro, aos 87 anos, em 28 de janeiro de 2025 e pai da a atriz, roteirista e diretora Alessandra Colasanti.

Juiz de Fora
Morou na cidade, terra de sua mãe, na infância e adolescência, tendo estudado no Colégio Fernando Lobo, no bairro São Mateus e no Instituto Granbery.

Formação
Em 1961 formou-se em letras neolatinas pela então Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da UMG, atual Faculdade de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Em 1969 doutorou-se pela UFMG e em 1970, montou um curso de pós-graduação em literatura brasileira na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio).

Professor
Em 1965 lecionou na Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), Estados Unidos, tendo ministrado cursos na Alemanha (Universidade de Colônia), Estados Unidos (Universidade do Texas e UCLA), Dinamarca (Universidade de Aarhus), Portugal (Universidade Nova) e França (Universidade de Aix-en-Provence).

Cronista
Foi cronista no Jornal do Brasil (1984-1988), do jornal O Globo até 2005, do Correio Braziliense, de 1992 a 2008[2] e do jornal Estado de Minas até 2014.

Afonso Romano de Sant'Ana morreu no Rio de Janeiro, aos 87 anos, em 04 de março de 2025, sendo seu corpo velado e sepultado no Cemitério da Penitência, no Caju, zona portuária do Rio. 

domingo, 23 de março de 2025

Um nome que marcou época na comunicação

Uiara Araújo Vieira nasceu em Volta Redonda/RJ, em 09 de agosto de 1959.


Carreira
Radialista (apresentador, comentarista e repórter), iniciou carreira em 1975 pela extinta Rádio Siderúrgica, de propriedade da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). Ele chegou como operador de externa e se tornou repórter esportivo.  Seu primeiro grande sucesso foi como apresentador de um programa matinal da Rádio Nacional de Volta Redonda, em 1982.

Rio de Janeiro/RJ
De 1984 a 1993, trabalhou em duas emissoras do Rio, a Rádio Nacional e a Rádio Tupi. Depois de quase uma década trabalhando fora da região Sul Fluminense, Uiara retornou para trabalhar em rádios locais, Real (Resende) e Mix (Volta Redonda).   

Outras mídias
Além do rádio, trabalhou na mídia impressa e na televisão, onde atuou como comentarista esportivo na TV Sul Fluminense (hoje Band Interior). 

Uiara Araújo morreu em Volta Redonda, aos 64 anos, em 23 de março de 2024. Ele estava internado no Hospital Munir Rafful, no Retiro, e morreu por complicações de um quadro agudo de leucemia. O corpo foi velado e cremado no cemitério Portal da Saudade, em 24/03.

quarta-feira, 19 de março de 2025

Liga das Escolas de Samba de Juiz de Fora (LIESJUF)

Eleição

A Liga das Escolas de Samba de Juiz de Fora (LIESJUF) elegeu na última segunda feira, 17/03, a nova diretoria  da instituição para o período 2025/2028, sendo vencedora a Chapa 2 - "A Renovação Começa Agora", composta por:
• Gilberto Gil Martins da Costa - Presidente  
• Maria Lúcia de Oliveira - Vice-Presidente  
• Natalina de Fátima Germano - Tesoureira  
• Caio Dias Baptista - Secretário.

Colaboração: Blog do Léo Peixoto

segunda-feira, 17 de março de 2025

Estatística

Maiores vencedores de forma consecutiva
América - 1916 a 1925 (10)*  
Atlético - 1978 a 1983 (6) 
Atlético - 2020 a 2025 (6) 
Cruzeiro - 1965 a 1969 (5) 
Atlético - 1952 a 1956 (5)**  
Atlético - 2020 a 2025 (6).

Notas
*No Campeonato Mineiro de 1925, o América foi campeão com apenas um jogo. Os demais times desistiram da competição alegando superioridade do time do América e assinaram um documento dando o título ao clube. 
**Atlético e Cruzeiro dividem o título deste ano. 
O América conquistou sete desses títulos de forma invicta e perdeu apenas quatro jogos ao longo de 10 anos. O time, que tinha como grandes destaques os ex-atacantes Satyro Taboada e Britto, chegou a vencer 23 jogos seguidos entre 1916 e 1919.  

Sul-Americana 2025


O Corinthians foi derrotado no agregado por 3 a 2 para o Barcelona de Guayaquil e entrou no pote 4 da Sul-Americana. Apesar da boa vitória por 2 a 0 sobre a equipe do Equador na última quarta-feira, o alvinegro paulista acabou perdendo fora de casa por 3 a 0 e não conseguiu a classificação para a Libertadores.  
O Bahia venceu o Boston River nesta quinta-feira por 1 a 0 e se classificou para a Libertadores, deixando o rival uruguaio com a última vaga na Sula. No primeiro confronto, os adversários empataram por 0 a 0.

O sorteio dos grupos será realizado nesta segunda-feira, 17/03, às 20h. Os primeiros colocados de cada grupo avançam de forma direta, enquanto os vice-líderes enfrentam as equipes que ficarem em terceiro nos grupos da Libertadores.

Pote 01
Atlético-MG, Fluminense, Grêmio, Independiente (ARG), Cruzeiro, Lanús (ARG), Defensa y Justicia (ARG) e América de Cali (COL).
  
Pote 02 
Guaraní (PAR), Palestino (CHI), Caracas (VEN), Vasco, Huracán (ARG), Universidad Católica (EQU), Unión Española (CHI) e Godoy Cruz (ARG).

Pote 03 
Once Caldas (COL), Racing (URU), Unión (ARG), Nacional Potosí (BOL), Cienciano (PER), Sportivo Luqueño (PAR), Academia Puerto Cabello (VEN) e Cerro Largo (URU).

Pote 04
Mushuc Runa (EQU), Atlético Grau (PER), Vitória GV, San José (BOL), Deportes Iquique (CHI), Melgar (PER), Corinthians e Boston River (URU). 


Taça Libertadores 2025

Nesta segunda-feira, 17/03, em Luque, no Paraguai, serão definidos os grupos da Libertadores e da Sul-Americana. Às 20h, a Conmebol sorteia os oito grupos da Libertadores com participação de sete times brasileiros, assim como nos oito grupos da Sul-Americana. Na divisão dos potes da Libertadores, quatro clubes brasileiros estão entre os cabeças de chave: Botafogo, Palmeiras, Flamengo, São Paulo e Internacional está no pote 02, e Fortaleza caiu no pote 03. Classificado na fase prévia, Bahia entra no pote 04. A divisão dos potes é baseada no ranking de 2024 da Conmebol, cuja pontuação foi anunciada no fim do ano passado. O regulamento da entidade prevê que times do mesmo país não podem ser sorteados na mesma chave, com uma exceção: caso um deles venha da fase prévia. Portanto, o Bahia pode ser encaixado em grupos com algum dos demais brasileiros. A fase de grupos acontece entre 02 de abril e 28 de maio.

Sorteio
Ao todo, 32 equipes estão na disputa pelo título da Copa Libertadores. No sorteio são divididos em quatro potes com oito clubes cada.

Pote 01  
Botafogo, River Plate (ARG), Palmeiras, Flamengo, Peñarol (URU), Nacional (URU) 
São Paulo e Racing (ARG).
 
Pote 02  
Olímpia (PAR), LDU Quito (EQU), Internacional, Libertad (PAR), Independiente del Valle (EQU), Colo-Colo (CHI), Estudiantes (ARG) e Bolívar (BOL).

Pote 03
Atlético Nacional (COL), Vélez Sarsfield (AGR), Fortaleza, Sporting Cristal (PER), Universitario (PER), Talleres (ARG), Deportivo Táchira (VEN)
Universidad de Chile (CHI).

Pote 04
Carabobo (VEN), Atlético Bucaramanga (COL), Central Córdoba (ARG), San Antonio Bulo Bulo (BOL), Alianza Lima (PER), Bahia, Cerro Porteño (PAR) e Barcelona de Guayaquil. 

quinta-feira, 13 de março de 2025

Confederação Sul-Americana de Futebol - CONMEBOL

Pré-Libertadores

Mesmo vencendo o Barcelona de Guayaquil no Itaquerão por 2 x 0 em 12/03, o Corinthians foi eliminado na pré-libertadores pela terceira vez.

Em 2011, o Corinthians, que contava em seu elenco com Ronaldo Fenômeno, Roberto Carlos, e era dirigido pelo técnico Tite, foi eliminado para o modesto Deportes Tolima, da Colômbia, na segunda. Empatou sem gols na primeira partida, realizada no Pacaembu e no jogo de volta, perdeu por 2 a 0 fora de casa.

Em 2020, o Corinthians foi eliminado mais uma vez na segunda fase, desta vez, para o Guarani do Paraguai.. A equipe comandada pelo técnico Tiago Nunes perdeu a primeira partida por 1 a 0, na casa do adversário e no jogo de volta, no Itaquerão, venceu por 2 a 1, mas acabou sendo eliminado pela regra do “gol fora de casa”, que ainda era válida naquela edição do torneio.

Outras equipes brasileiras eliminadas na pré-libertadores

Chapecoense
Em 2018, a Chapecoense disputou a fase preliminar da Libertadores contra o tricampeão Nacional, do Uruguai. O time de Catarinense perdeu as duas partidas por 1 a 0 e acabou sendo eliminado da competição.

São Paulo
Em 2019, o São Paulo, tricampeão do torneio continental, acabou sendo superado pelo Talleres, da Argentina.  Na primeira partida, fora de casa, o São Paulo perdeu por 2 a 0. A vantagem não foi revertida no jogo de volta, no Morumbi.

Grêmio
Em 2021, o Grêmio até passou da segunda fase da competição, eliminando o Ayacucho-PER. Mas na terceira rodada da fase preliminar, acabou caindo para o Independiente Del Valle-EQU, sendo derrotado duas vezes pelo placar de 2 a 1.

Fluminense
Em 2022, o Fluminense também caiu na terceira fase, a equipe do técnico Abel Braga foi superada pelo Olimpia-PAR na disputa de pênaltis.

Fortaleza
Em 2023, foi a vez do Fortaleza cair nas fases preliminares. O Leão do Pici perdeu as duas partidas para o Cerro Porteño-PAR.

Bragantino
Em 2024 o Bragantino foi o eliminado, num confronto de brasileiros com o Botafogo. Na segunda fase, o Bragantino eliminou o Rionegro Águilas-COL nos pênaltis, enquanto o Botafogo goleou o Aurora no jogo de volta por 6 a 0.  Na terceira rodada, os brasileiros se enfrentaram, com o time carioca levando a melhor. O Botafogo venceu o primeiro jogo em casa por 2 a 1 e, na volta, garantiu a classificação para a fase de grupos com um empate em 1 a 1. 

Nota
O Botafogo foi o campeão da competição em 2024, se tornando o único time brasileiro a levantar a taça da Libertadores passando pela fase preliminar.

quarta-feira, 12 de março de 2025

Notável personalidade

Manoel Moleque (Manoel Gonçalves Pena) nasceu em Alegre, no sul do estado do Espírito Santo em 02 de agosto de 1917.
MG/RJ
Aos três meses de idade a família mudou-se para a região de Coqueiro e Maromba, no município de Palma/MG, e ao longo da vida morou em Recreio e Conceição da Boa Vista, Pirapetinga, nos distritos de Paraoquena, Maragantu, Ibitiguaçu e Santa Cruz e na cidade de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

Família
Filho de Protestato Gonçalves Pena e Antônia Gonçalves e pai de 11 filhos, sendo oito do primeiro matrimônio: Protestato Jacinto, o Tatin, Arleidoene, Darliene, Jubiraci, Benevenute, Joana Darc, Antônia e Nataniel e três do segundo: Natanael, Erodias e Donizete.

Profissão
Pedreiro, cavaquinista, leiloeiro, mestre de folia e de caxambu.

Folia
Aprendeu na infância a tocar cavaquinho, pegou gosto pela folia com o tio Sebastião Guilhermino, o Ticó, e aos 17 anos, organizou a Folia União, tradicional Folia de Reis da região.

Nataniel o Natal mantém a tradição do pai com a tradicional Folia de Reis, denominada "Folia Manoel Moleque""

Protestato Jacinto, Arleidoene e Darliene são falecidos.

Manoel Moleque morreu aos 101 anos em 19 de setembro de de 2018, sendo seu corpo sepultado no cemitério de Santa Cruz, distrito de Santo Antônio de Pádua, no estado do Rio de Janeiro. 

Notas
- Folia é uma manifestação cultural popular brasileira que celebra a visita dos três Reis Magos "Gaspar, Melchior (ou Belchior) e Baltazar", ao menino Jesus. É uma tradição cristã que chegou ao Brasil no século XIX e difundida nos estados de Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás e Cará.. Também conhecida como Reisada ou Festa de Santos Reis, ocorre entre os dias 24 de dezembro, véspera de Natal, e 06 de janeiro, Dia de Reis. A festividade engloba músicas, orações, danças, roupas, acessórios e muitas comidas típicas em toda a sua realização.
- Jongo, também conhecido como caxambu e corimá, ou ainda, tambu, batuque ou tambor, é uma dança afro-brasileira típica da região Sudeste do Brasil. Devido à sua importância, foi registrado como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

domingo, 9 de março de 2025

Foto histórica

 SOMA

Banda musical que fez sucesso em Juiz de Fora e região nas décadas de 1980 e 1990.

Ao longo da história a banda teve várias formações, tendo, inclusive, a presença de cantoras.
Alguns integrantes formaram em advocacia, engenharia, economia e deixaram a banda por incompatibilidade de agenda.

01 - Wellington, o Abeínha (cantor e baterista - in memoriam),

02 - Luiz Otávio (tecladista),
03 - Dudu (trompetista),
04 - Tales (baixista),
05 - Aurélio Brigatto (cantor e baterista),
06 - Manoel (trombonista),
07 - Marco Antônio (operador de som - in memoriam),
08 - Samir (saxofonista),
09 - Romário (cantor e guitarrista),
10 - Fernando (cantor).


quinta-feira, 6 de março de 2025

Carnaval 2025

“Bambas do Samba”

A exposição “Bambas do Samba” apresenta 20 painéis de graffiti com homenagens a 18 personagens marcantes da história carnavalesca da cidade. 

As obras, distribuídas entre o Parque Halfeld e Praça Antônio Carlos, foram criadas por grafiteiros locais convidados pela Fundação Cultural Alfredo Ferreira Lage (Funalfa) e coordenado por Fernanda Cruzick, assessora da Funalfa na área de artes visuais.

Os painéis resgatam trajetórias de sambistas e carnavalescos:
  • Armando Toschi, o Ministrinho (1914/1996) - Foi compositor, instrumentista e cantor e é nome de praça, em Juiz de Fora;
  • Carioca (1943/2021) - Nascido em São Gonçalo, veio para Juiz de Fora em 1978 e foi um dos principais compositores do Bloco do Beco e integrava o “Trio de Ouro”, junto com Mamão e Toinho Gomes;
  • Clério Pereira de Souza, o Pimpinela (in memoriam) - Artista plástico, integrante da Sociedade Filarmônica Antônio Parreiras, foi Rei Momo por mais de 30 anos em Juiz de Fora; 
  • Euclides Manoel (1914/2011) - Industrial, comerciante e árbitro de futebol, fundador da Escola de Samba Castelo de Ouro, do bairro São Benedito; 
  • Fernanda Müller (1972/2013) - Personagem trans, rainha da Parada Gay e rainha da bateria do Turunas do Riachuelo e Unidos do Ladeira; 
  • Flávio Aloísio Carneiro, o Flavinho da Juventude (1950/2020) - Foi cantor, compositor, professor e autor e coautor de mais de 40 músicas, entre sambas de enredo. 
  • Geraldo Pereira (1918/1955) - Sambista e compositor que teve a música “Sem compromisso” gravada por Chico Buarque;
  • Geraldo Santana  (1930/2011) - Sambista, cantor, compositor, instrumentista, dividiu palco com Jorge Aragão e Jamelão (1913/2008);
  • Jairo (in memoriam) - Primeiro homem que se vestiu de baiana em Juiz de Fora, desfilando no Turunas do Riachuelo); 
  • José Carlos de Lery Guimarães (1933/1999) - Advogado, professor, procurador do INSS, trovador, teatrólogo, compositor, radialista e jornalista), trabalhou no rádio e TV de Juiz de Fora e Rio de Janeiro, compôs o antológico "Mascarada Venezia" para a Escola Feliz Lembrança; 
  • José Carlos Passos, o Zé Kodak (1947/2021) - Conhecido como General da Banda, integrou o grupo que fundou a Banda Daki em 1950 e  se tornou figura icônica do Carnaval de Juiz de Fora; 
  • José de Paula, o Ângela Maria (1944/2022) - Com o nome artístico inspirado na cantora Ângela Maria (1919/2018), foi destaque da Escola de Samba Partido Alto e figura folclórica da torcida do Tupi Foot Baaal Club; 
  • José Francisco Garcia, o Zezé Garcia (1938/2024) - Carnavalesco, em Juiz de Fora desfila no Turunas do Riachuelo e no Rio de Janeiro, na Mangueira;
  • Júlio Guedes (1951/2014) - Rei Momo por 12 anos, passando o “bastão” ao irmão gêmeo Carlos Guedes; 
  • Lecy da Juventude (1946/2024) - Foi uma das fundadoras da Escola de Samba Juventude Imperial e mãe da cantora Sandra Portella; 
  • Nancy de Carvalho (1935 /2017) - Irmã de Djalma de Carvalho (1919/1990), primeira porta bandeira de Juiz de Fora. Uma das fundadoras do Bloco do Beco; 
  • Nelson Silva (1928/1969) - Foi mestre-sala, compositor, instrumentista e considerado um dos maiores nomes da música, em Juiz de Fora; 
  • Sérgio Silveira, o Serjão (1961/2014) - Produtor cultural, músico, cantor, foi Rei Momo em algumas edições do Carnaval de Juiz de Fora.

terça-feira, 4 de março de 2025

Carnaval

 Carnaval do passado - ano de 2002

Marco Antônio Campos, Carlos Ferreira, Max Hamoy e José Luiz Magrão.

Marco Antônio Câmara Campos,
Carlos Alberto Fernandes Ferreira,
Benjamin Max Barros Hamoy, 
José Luiz Magrão.

 Carnaval do passado - ano de 2004


Chico Cícero, Carlos Ferreira e Adilson Mattos.

Francisco Cícero Ragazzi,
Carlos Alberto Fernandes Ferreira,
Adilson José Mattos.

A Folia na "Cidade dos Poetas"

A Folia na "Cidade das águas e das pedras decorativas"

Em 2011, durante a gestão do prefeito José Renato Fonseca Padilha, num projeto idealizado por Antônio Manoel Ribeiro, com apoio de Joelcio Gama e da APLAC - Academia Paduana de Letras, Artes e Ciências e realizado pela comissão organizadora da 32ª EXPO-PÁDUA, foi lançado o CD comemorativo "Sambas de enredo inesquecíveis".


Foram dez sambas enredos, de cinco escolas diferentes, entre 1975 e 2000

01 - Coração do Farol
- 1999 -  Ayrton Senna do Brasil;
- 2000 -  Nós vamos invadir suas praias.

02 - Diamante Negro
- 1993 - Sou preto, sou branco, sou história, 50 anos de glórias;
- 2000 - Nilce Coutinho, o Diamante hoje é você.

03 - Unidos do Esperança
- 1984 - Cavaquinho e seu prato divinal;
- 1993 - Filhas do sol e da lua.

04 - Unidos das Quatro Bocas
- 1994 - Circo Brasil;
- 1995 - Apostou nas quatro? Sorte sua.

05 - São Pedro
- 1975 - Pádua Filho, Joaquim - saudoso poeta;
- 1988 - Abolição - 100 anos.

Nota
Destaques para Joelcio Gama, um dos autos dos sambas da Unidos do Esperança de 1993 e Unidos das Quatro Bocas de 1995 e Zezito, eterno colaborador do Paduano Esporte Clube, um dos autores do samba do Coração do Farol, de 1999.
Personalidades do samba local, Joaquim Padilha Vaz, o Pádua Filho, em 1975, Sidnei Valentim, o Cavaquinho, em 1984, e Nilce Coutinho de Oliveira, em 2000, receberam as devidas homenagens das escolas São Pedro (que no meu período de Pádua, de 1979 a 1984, era "Unidos do Arraialzinho"), Unidos do Esperança e Diamante Negro.

A Folia na "Terra do Pai da Aviação"

Em 2006, durante a gestão do prefeito Evandro Nery, a ABESS - Associação de Blocos e Escolas de Samba de Santos Dumont, por ocasião do centenário do voo do 14 Bis, lançou o CD comemorativo "Sambas de enredo inesquecíveis".

Foram dez sambas enredos, de dez escolas diferentes, entre 1948 e 1995.
- 1948 - União do Centenário - Escola de Samba Vila Esperança;
- 1978 - No Reino Colorido do Samba - Império Colorido;
- 1978 - Os Imigrantes - Unidos da Biquinha;
- 1978 - Rio, Carnaval e Samba - Unidos da Graminha;
- 1979 - Jogos, Azar e Sorte - Acadêmicos do Quarto Depósito;
- 1979 - Aquarela da Luar - Escola de Samba Luar;
- 1988 - Umbanda, Quimbanda e Muamba - Mocidade do Boa Vista;
- 1990 - Da Imprensa Local, Palmira faz o Carnaval - Escola Saudosa Palmira;
- 1992 - Pega na Mentira - Unidos do Córrego do Ouro;
- 1995 - O Mundo Encantado do Folclore - Unidos do Jacaré.

Nota
Destaque para "Umbanda, Quimbanda e Muamba", composto pelo radialista Amir Paulo (nascido em Santos Dumont em 30 de julho de 1952) e interpretado na avenida pelo radialista Sandro Leite (nascido em Santos Dumont em  01º de março de 1967 e falecido, aos  aos 54 anos, em 15 de fevereiro de 2022). 

Notável personalidade do samba

Francisco Luiz dos Anjos, o sr Machado, nasceu em 02 de janeiro de 1934 na fazenda São Fidélis e foi registrado no cartório de Chácara, na época, distrito de Juiz de Fora.

Família
Filho de Sebastião Luiz dos Anjos e Sebastiana Francisca da Silva, pai de 25 filhos (um falecido) de três relacionamentos, tem 23 netos e 22 bisnetos.

Jardim Esperança
Mudou-se para o bairro Jardim Esperança, região sudeste de Juiz de Fora e criou uma banda carnavalesco, reunindo crianças, jovens e adultos da comunidade que saiam com fantasias e seus instrumentos pelas ruas do bairro.
Em 2010 a banda foi transformada em bloco, por seu filho, João Luiz dos Anjos, o Xiclete, com o nome de "Os Xicleteiros", sempre com o lema "PAZ, HARMONIA E UNIÃO", reúne o empenho dos filhos Celino (Marcelino), Marquinho (Marco Antônio), Margarida, demais familiares e membros da comunidade..

Nota
- Chácara emancipou-se de Juiz de Fora em 30 de dezembro de 1962.
- A fazenda São Fidélis foi transformada em granjeamento.  

domingo, 2 de março de 2025

Carnaval 2025

Bloco carnavalesco "Os Xicleteiros"

Fundação
Fundado, inicialmente como banda, por Francisco Luiz dos Anjos, o sr Machado (atualmente com 91 anos) e transformado em bloco, em 2010, por seu filho, João Luiz dos Anjos, o Xiclete.

Inspiração
Banda do Chico Baby

Cores
Grená, verde e branco

Diretoria
Família dos Anjos

Lema
Paz, harmonia e união

Samba 2025
Sambando com os Xicleteiros

Autores 
João Luiz dos Anjos (Xiclete), Marcelino dos Anjos (Celino) e Margarida.

Intérpretes
Xiclete, Celino, Lucas e Margarida.

Bateristas
Marquinho da Viola, Marquinho da Soninha, Chico Canavieira, Cláudio Cacumbu, Budeia, Alex e Macarrão.

Programação
Segunda-feira - 03/03

12 horas
Participação ao vivo na afiliada da TV Globo em Juiz de Fora

17 horas
Concentração na rua Alberto Guedes

19 horas 
Apresentação na praça João Álvares de Assis, a praça central do bairro Jardim Esperança.

sábado, 1 de março de 2025

Carnaval 2025

Bloco Carnavalesco Unidos do Bairro Floresta

Samba de enredo
"Entre bênçãos, rezas e orações, Floresta saúda seus eternos benzedores"
Autores
Jaburu e Edynel
Intérpretes
Jaburu, Jazinho, Diogo e Foca
Mestre de bateria
Zezinho Santana.





Carnaval 2025

Bloco Carnavalesco Unidos do Bairro Floresta

Fundadores 
Carlinhos Moraes (Carlos Afonso de Moraes - 1940/2021), Tioninho (Sebastião dos Santos - 1941/2021) e Tetel (in memoriam).

Primeiros integrantes/carnavalescos
Bateristas: Os irmãos Luiz e Pedro Penizolo, 
Carnavalesca: Dilene Pereira Paes dos Santos (esposa do Tioninho)

Diretoria atual
Gracinha Santana
José Carlos Santana
Jorge Santana
Márcia Santana
Márcio Santana
Marcos Santana
Marlene Santana
Neuza Santana
Nivaldo Santana
Sônia Santana
Jackson Cavalcanti de Lima Junior
Gibão Bassoli

Patrono
André Mattos*

Samba de enredo 
"Entre bênçãos, rezas e orações, Floresta saúda seus eternos benzedores".
Os 16 homenageados no enredo:
Sr Dário (Dário Martins de Freitas); 
Sr Murilo (Murilo da Paixão Adário); 
Sr Norberto (Norberto Antônio); 
Dona Ana (Ana Reginaldo);
Dona Antônia (Antônia Fernandes); 
Dona Aurora (Aurora Ferreira Campos); 
Dona Babá (Maria Albuquerque Adário);
Dona Bia (Maria Pezarini);
Dona Djanira (Djanira da Silva Manoel);
Dona Gracinha (Graça Santana)*;
Dona Inácia (Inácia Galdino); 
Dona Maria (Maria Tobias);
Dona Mariazinha (Maria Keler);
Dona Miquita (Eurides Reginaldo).
Dona Tininha (Altina de Jesus Resende); 
Dona Tita (Catarina Pereira).

Autores
Jaburu e Edynel.

Intérpretes
Jaburu, Jazinho, Diogo e Foca.

Mestre de bateria
Zezinho Santana.

Designer
Pedro Abraão.

*André Mattos (André de Mello Tavares de Mattos) nasceu no Rio de Janeiro/RJ, em 08 de outubro de 1961.

Família
Filho do casal de atores Emílio e Zélia de Mattos, foi criado no bairro do Leblon, zona sul do Rio, prestou vestibular para engenharia e cursou alguns anos.

Carreira
Ator, humorista, roteirista, diretor e produtor, iniciou a carreira televisiva atuando em humorísticos de Chico Anysio (1931/2012) na década de 1990. 
Em 2001, interpretou Seu Fininho no humorístico Zorra Total, e em 2002 atuou na minissérie O Quinto dos Infernos como Dom João VI. Teve papéis de destaque nas telenovelas Senhora do Destino, Prova de Amor, Caminhos do Coração e Bela, a Feia e atuou na série Narcos, produzida pela Netflix.

Cinema
Em 1996 estreou nos cinemas em Como Nascem os Anjos. Atuou nos filmes Lisbela e o Prisioneiro, Tropa de Elite 2 e Veneza. 
Preciso da sua ajuda com os nomes completos dessas pessoas:

Notas
- Dona Gracinha (Graça Santana) é a única viva.

- Em 2024 a homenageada foi Carolina de Assis Repetto (1920/2024), falecida na última terça-feira, 25/02, aos 104 anos, com o enredo "Voando junto ao criador, tendo o céu como limite, dona Lilina, primeira aviadora de Minas".

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2025

Carnaval 2025

"Domésticas de Luxo" 
O Bloco caricato "Domésticas de Luxo" (Associação Recreativa e Comunitária Doméstica de Luxo) foi fundado em 1958. A atração começou com seis amigos que idealizaram uma festa semelhante ao que era realizada pelo pelo bloco "Domésticas de Lourdes", em Belo Horizonte, para homenagear as trabalhadoras que moravam no bairro da região central da capital mineira.

Inicialmente restrito ao bairro São Mateus, zona sul de Juiz de Fora, o bloco cresceu e ganhou as principais vias do centro.

As muitas vitórias das domésticas fizeram com que o então prefeito da cidade, Itamar Franco, decretasse o bloco como "hors-concours", título dado a uma entidade coroada várias vezes.
A iniciativa tem nome de "Utilidade pública", concedida pela câmara de vereadores de Juiz de Fora.

 


Carnaval 2025

Bloco do Beco 

(Associação Carnavalesca Bloco do Beco)


Com mais de 50 anos de existência (fundado em 1972), o Bloco do Beco que teve início na Galeria Phintias Guimarães e hoje desfila pelo Calçadão da Rua Halfeld, oferecendo muita alegria para as centenas de foliões que o acompanham. O sambista Armando Fernandes Aguiar, o Mamão, é um dos fundadores do Bloco. O médico e escritor José Rafael Leão é um dos baluartes e tem presença cativa nos desfiles.


CD

"Bloco do Beco - 30 anos de folia", CD comemorativo dos 30 anos de atividades carnavalescas da Associação Carnavalesca Bloco do Beco, lançado no Clube Bom Pastor, EM 31 de março de 2007, com 15 músicas representativas dos 30 anos de atividades carnavalescas do Bloco do Beco, acompanhado de um encarte com material gráfico.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2025

Carnaval 2025

                   “Vai Manter a Tradição – O Samba em Juiz de Fora”

O filme é fruto do projeto de extensão “Ponto do Samba” da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).  A obra, idealizada e produzida pelo professor da Faculdade de Educação Física e Desportos (Faefid), Carlos Fernando Cunha, reúne depoimentos de personagens do samba da cidade, além de imagens de arquivos e acervos fotográficos e foi viabilizada por meio de parceria entre a UFJF e a Fundação Cultural Alfredo Ferreira Lage (Funalfa).

Nota
O documentário é uma das ações contempladas na 15ª edição do Prêmio Amigos do Patrimônio, organizado pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Cultural (Comppac) – contou com recursos de emenda parlamentar da então deputada federal Margarida Salomão, atual prefeita de Juiz de Fora.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2025

Carnaval 2025

50 anos de samba em Juiz de Fora

O CD com 50 sambas de enredo do carnaval de Juiz de Fora, parte integrante do livro "No ar: Carnaval de Juiz de Fora - Meio Século de Identidade", de autoria da jornalista e historiadora, Rosiléa Archanjo de Almeida, lançado em 2014.

A autora
Rosiléa Archanjo de Almeida nasceu em Juiz de Fora em 21 de agosto de 1989.
Formada em Comunicação Social (Jornalismo) pelo CES/JF (Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora), turma de 2012, com o TCC (Trabalho de conclusão do curso) "O espaço do radiojornalismo nas emissoras AMs de Juiz de Fora" e possui mestrado em Ciência da Religião pela Universidade Federal de Fora (UFJF).
Autora do livro "No ar: Carnaval de Juiz de Fora - Meio Século de Identidade".

Carnaval 2024

“Flavinho da Juventude - uma História de Vida”     

Em 2014, Flávio Aloísio Carneiro (1950/2020), o Flavinho da Juventude, a exemplo de Gerando Santana (1930/2011), lançou seu primeiro e único CD. O CD “Flavinho da Juventude - uma História de Vida”, celebrou cinco décadas de trajetória do cantor e compositor, com nove músicas autorais e algumas em com Hegel Pontes, nas décadas de 1970 e 1980.     


O autor 

Flávio Aluízio Carneiro nasceu em Ubá, em 23 de abril de 1950 e morreu em Juiz de Fora, aos 70 anos, em 19 de setembro de 2020.  

Carnaval 2025

"Geraldo Santana - Batuque do negro"

Em 2001 o compositor e sambista Geraldo Santana (1930/2012) lançou seu primeiro e único CD. "Geraldo Santana - Batuque do negro", com produção de Márcio Gomes, contou com a participação dos músicos Márcio de Almeida, o Hulk, responsável também pelos arranjos, Dirceu Leitte, Alexandre Maionese, Ronaldo do Bandolim e Toni Sete Cordas, além de sambistas da cidade de Juiz de Fora, como o próprio compositor, Flavinho da Juventude (1950/2020), Augusto Jamelão, Jair, Armando Fernandes Aguiar, o Mamão, Zezé do Pandeiro, Coração, Cida e Celina. No repertório, suas canções “Luz de vela” (com Nélson Siqueira), “Saudade impertinente”, “Mágoas” (com Nonô), “Recordações”, “Pierrô do bloco”, “Coração veterano”, “Menino, Natal e Carnaval”, “Nuvem de Esperança” (com Roberto Medeiros), “Lenda do Morro” (com Mamão e Hegel Pontes) e “Chica da Silva e a emancipação da mulher brasileira” (com Mamão), além da faixa-título.

O autor
Geraldo Santana nasceu na Fazenda Liberdade, no município de Coronel Pacheco, na época, distrito de Juiz de Fora, com o nome de Água Limpa, em 30 de março de 1930 e morreu em Juiz de Fora, aos 81 anos, em 18 de outubro de 2011.

Nota
O escritor Wanderley Luiz de Oliveira escreveu a biografia "Geraldo Santana - Sonho, música e realidade", lançada em março de 2012

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2025

Carnaval de Juiz de Fora - Marchinhas

06º concurso de marchinhas carnavalescas de Juiz de Fora de 2016

Prêmio Serjão Silveira*

Ao todo, 30 músicas foram inscritas e 12 selecionadas para o CD.

As 12 músicas em ordem alfabética e seus respectivos autores
01) A Vida é Bela, de Armando Felizardo Júnior - Juiz de Fora;
02) Essa Fada, de João Célio Brandão - Juiz de Fora;
03) Eu Sou Serjão, de Ricardo Barroso - Juiz de Fora; 
04) Herança de um Folião, de Toinho Gomes e Gabriel Campos - Juiz de Fora; 
05) Me Deu Motivo, de Thiago Miranda; (Juiz de Fora)
06) Meu Guru Celestial, de Adriano Brandão, Olímpio Brandão e Juan Oliveira - Juiz de Fora; 
07) Mosquitinho Dengoso, de Douglas Merhy - Juiz de Fora; 
08) O Fim da Picada, de Raimundo Lima - Juiz de Fora; 
09) O Tempo Não Volta Atrás, de Roni Valk - Rio de Janeiro; 
10) Peruca Torta, de Flávio Ferraz - São João Nepomuceno; 
11) SOS Academia, de Nely Gonçalves - São João Nepomuceno; 
12) Vou te Passar a Zika, de Carlos Fernando Cunha - Juiz de Fora.

*Sérgio Silveira, o Serjão, foi Rei Momo em algumas edições da festa e participou das edições do concurso de Marchinhas Carnavalescas de Juiz de Fora e em 2014, conquistou o prêmio de melhor intérprete com a composição “Já dizia o meu guru”.

Serjão morreu em Juiz de Fora, aos 53 anos, em 26 de agosto de 2015, sendo seu corpo velado e sepultado no cemitério Parque da Saudade.

Carnaval de Juiz de Fora - Marchinhas

05º concurso de marchinhas carnavalescas de Juiz de Fora DE 2015 

Prêmio Nilton Cocada*

Foram inscritas 41 composições, com 12 selecionadas para o CD.

As 12 marchinhas finalistas, por ordem alfabética:

01 - Amor no Facebook, de Ricardo Barroso - Juiz de Fora; 
02 - Bacharel do Cavaquinhode Arthur Bastos, Vinicius Faria,
Cássio Bastos e Ana Paula Guerra - Juiz de Fora; 
03 - Boteco do Joaquim
de Messias da Rocha e Paulo Canário - Juiz de
Fora; 
04 - Doce Mentira, 
de Nely Gonçalves - São João Nepomuceno; 
05 - É o Salário, de Ivaldo Filho - Cataguases; 
06 - Fantasiado de Perude Carlos Alberto Araújo das Neves, Sérgio Luiz Araújo das Neves, Nilson Antônio de Lima e Jerônimo da Silva - Juiz de Fora; 
07- Guaraná com Rolha, de Bruno Nogueira - Juiz de Fora; 
08 - Eva e Adão no Paraíso, de Thiago Miranda e Raimundo de Lima - Juiz de Fora; 
09 - Ilusão do Carnaval, de Toinho Gomes - Juiz de Fora; 
10 - Revival de Carnaval, de Gabriel Elias Campos - Juiz de Fora; 
11 - Tô no Jeito, de Daniel Goulart e Edson Leão - Juiz de Fora; 
12 - Uma Marchinha de Nada, de Adriano Brandão de Oliveira e
Juan Felipe Souza Oliveira - Juiz de Fora.

*Nilton Santos, o Mestre Cocada, nasceu em Rio Pomba, em 29 de julho de 1924.

São João Nepomuceno e Juiz de Fora
Morou em São João Nepomuceno, posteriormente, mudou-se para Juiz de Fora, no final da década de 1930.   

Granbery
Estudou no Colégio Granbery, onde formou três grupos musicais. 

Som de Ouro
Organizou o conjunto Som de Ouro, no qual era cavaquinista e compositor.   

Turunas do Riachuelo 
Em 1942 ingressou na Escola de Samba Turunas do Riachuelo, onde foi compositor. Participou como cavaquinista, do Regional Turunas do Riachuelo, comandado por Ministrinho, e de programas das rádios PRB3, Industrial e Tiradentes, com destaque para os programas  “Onda Azul” e Brincando com o Samba”.   

Primeiro sucesso 
Sua primeira composição de sucesso foi “Homenagem aos Sambistas”, em parceria com Oceano Soares, no qual são homenageados José Moura Leal e Antônio Alves da Silva, o Chocolate, turunenses falecidos em um acidente automobilístico, na descida do Morro do Imperador, com sete vítimas fatais. O acidente ocorreu em 31 de agosto de 1947 e o samba foi cantado no carnaval de 1948.   

Carnaval do centenário 
No carnaval de 1950, por ocasião do centenário de Juiz de Fora, compôs, em parceria com Oceano Soares, "Hino a Juiz de Fora".  Sucessos “Adeus Paulo da Portela”, com Sol e Mar Soares; “Cidade Operária” e “Esquecimento”, com Dormevilly Nóbrega;  “Saudades da Catarina”, “Barracão Vazio” e “Imperatriz”, com Oceano Soares;  “Encontrei o Caminho”, “Pra Esquecer”; “Luz do Meu Caminho” e “Meu Martírio”, com Ministrinho (Armando Toschi). 

Concurso 
Venceu em 1970 o concurso estadual de música de carnaval, realizado em Belo Horizonte e promovido pela Rádio Inconfidência, com o samba "Se a escola não sair", em parceria com Felisberto Alonso Perez (1915/1981).  

Bacharéis do Samba 
Foi cavaquinista do grupo Bacharéis do Samba e realizou o show “O Cavaquinho e o Samba”, no Centro Cultural Pró-Música e na Sociedade Filarmônica de Juiz de Fora.  

CD no tempo do rádio 
Teve as músicas compostas em parceria com Oceano Soares, gravadas por Normando Luiz, "Será?" e "Falar pra quê?", e a composição solo "Nenhuma mulher vale tanto".  

Mestre Cocada morreu em Juiz de Fora, aos 71 anos, em 01º de outubro de 1995, após submeter-se a um cateterismo.