quarta-feira, 30 de março de 2016

Literatura

"Eduardo Leite Bacuri; a mais longa tortura da ditadura"

Bacuri, militante de esquerda e comandante da guerrilha urbana brasileira de combate à ditadura militar brasileira virou símbolo de resistência e firmeza de convicções. No entanto, apesar de muito falado, nunca foi escrito um livro sequer para contar sobre sua vida e sobre as circunstâncias de sua prisão e assassinato após 109 dias de torturas. O perfil de militante é fantástico, mas o perfil humano é fundamental.

A pesquisa realizada pela autora, a jornalista  Vanessa Gonçalves, é impecável e essencial para entender o modus operandi criminoso da ditadura que infernizou o país por longos 21 anos. Detalhes fundamentais revelam toda a sordidez dos torturadores, mas mostra também a intrincada rede de impunidade montada para o assassinato de Bacuri.

Por outro lado, o livro revela a dedicação dos que lutavam contra a opressão ditatorial e sua incrível e ousada resistência. Revela também segredos nunca antes contados, que mostram que a luta desigual foi enfrentada com criatividade e persistência solidária.

O texto de apresentação, escrito pelo ex-ministro dos Direitos Humanos Paulo Vannuchi, é magnífico. Coroa a obra por sua delicadeza e afirmações corretas.

Futebol e rádio

Artur Moraes
O torneio de Minas, em que alguns insistem em chamar de campeonato e já que foi definido por dirigentes de clubes da capital como "campeonato rural", ou "ruralito", para ficar mais moderno, está chegando ao fim. Na imprensa, notou-se uma mudança na mais importante emissora do estado, a Itatiaia, A troca do repórter Artur Moraes, que cobria o Cruzeiro, por Samuel Venâncio. Essa troca se deu em janeiro, quando o Artur retornou das férias. No Atlético, Roberto Abras está sendo substituído gradativamente pelo ótimo repórter Cláudio Rezende. Por ocasião do jogo Atlético 3 x 0 Tupi o em Juiz de Fora, O ouvinte percebeu que Cláudio Rezende cobriu o Atlético e Roberto Abras, o Tupi. Aqui essa mudança gradual é entendida, devido ao peso da idade do Roberto
Natural de Cabo Frio-RJ, Artur Moraes, de 52 anos e que cobriu o Cruzeiro por 19 anos, entrou no rádio mineiro através da rádio Manhuaçu, depois de trabalhar nas rádios Difusora e Cultura, de Campos dos Goytacazes, no norte fluminense. Da rádio Manhuaçu, Artur se transferiu para a rádio Itatiaia de Belo Horizonte em 1996. 
Fora do microfone, Artur se dedica ao ramo da publicidade.

quarta-feira, 23 de março de 2016

Literatura

"Berta Loran: 90 anos de humor" 
O livro é apresentado na forma de uma grande entrevista – perguntas e respostas – da atriz Berta Loran ao produtor João Luiz Azevedo, contando, de forma coloquial, um pouco da vida, carreira e cotidiano dessa grande atriz. Sua infância pobre no gueto de Varsóvia e a vinda para o Rio de Janeiro com seus pais, irmãos e tios, seus casamentos, seus colegas de profissão, religião, política, teatro, tv, música, cinema, casos pitorescos vividos em família e em cena, enfim, um pouco de tudo.
A trajetória da pequena Basza Ajs, nascida na Varsóvia em 1926, a saída da Polônia, ainda menina, até a chegada ao Brasil, em 1937, instalando-se na cidade do Rio de Janeiro, onde iniciou sua grandiosa carreira artística, passando pelas principais emissoras de TV até chegar á Rede Globo.
No livro, Berta fala da família, dos maus-tratos sofridos na Polônia por sua condição de judia, narra sobre os que vieram ao Brasil e dos que ficaram e morreram na 2a Guerra Mundial. Igualmente se refere à escola pública onde estudou, ao início da vida no Teatro Judaico (Teatro Idiche) no Rio de Janeiro, passando por suas temporadas de sucesso em Buenos Aires, em revistas na praça Tiradentes e, por seis anos, em Portugal, ao lado dos grandes nomes do teatro lusitano, da época.
O prefacio do livro foi escrito pelo diretor de musicais Claudio Botelho, a apresentação (orelha do livro) é assinado por Bibi Ferreira e conta ainda com cartum exclusivo do Ique Woitschach e depoimentos de mais de 100 colegas da classe artística, jornalistas e familiares.

Política

por Fábio Piperno*
A Argentina teve 5 presidentes entre o fim de 2001 e a primeira semana de 2002. Caso ocorra a saída da presidente Dilma por renúncia ou impeachment, o Brasil pode até mesmo superar o incômodo recorde de volatilidade no poder do país vizinho.
Apenas para recordar, em 20 de dezembro de 2001 Fernando de La Rua renunciou à presidência. No dia seguinte, assumiu Ramón Puerta, que ocupou a Casa Rosada por apenas 24 horas. O sucessor foi Adolfo Rodriguez Saá, que se manteve no cargo até 30 de dezembro. No último dia do ano, assumiu Eduardo Camaño, que esquentou a cadeira até 2 de janeiro, quando desocupou o lugar em favor de Eduardo Duhalde. Este concluiu a transição que levou à posse de Néston Kirchner, já em 2003.
Caso a presidente decida renunciar ou seja apeada do cargo por conta do processo de impeachment, o que a Câmara dos Deputados prevê concluir até o final de abril, o vice Michel Temer será o sucessor.
Ocorre que tanto a renúncia da presidente, quanto a cassação do seu mandato não cessariam o processo que tramita no TSE contra a chapa Dilma-Temer. Se mesmo após a saída da petista o TSE decidir ainda em 2016 pela condenação e perda de mandato da dupla eleita em 2014, em ação impetrada pelo PSDB, a Constituição determina que o presidente da Câmara assuma e que convoque novas eleições diretas em até 60 dias.
Como Eduardo Cunha, o presidente da Câmara, é alvo de investigações pela PGR e de processos no STF, além de correr o risco de perder o cargo por conta de ação de iniciativa de seus pares, é improvável que se sustente no comando da casa legislativa por muito tempo mais.
Se houver impedimento do presidente da Câmara, o seguinte na linha de sucessão é Renan Calheiros, que preside o Senado. Ocorre que ele também responde a vários processos no STF e enfrenta investigações autorizadas pela PGR. No atual momento, seria arriscado cravar que estaria em condições de herdar a presidência da república se a sucessão chegar até ele.
Por fim, em um cenário em que os comandantes das duas casas legislativas estejam fora de combate, assume de forma interina o presidente do STF, que ficaria no cargo até a posse do novo eleito.
A dúvida política é se, em caso de saída da presidente Dilma, todos os processos continuarão tramitando, sem interferências externas.
*Fábio Piperno é comentarista esportivo

terça-feira, 22 de março de 2016

Literatura

"Que Horas Ela Vai? O Diário da Agonia de Dilma"

Depois do sucesso "Não é a mamãe", Guilherme Fiuza retorna com o definitivo e derradeiro boletim de ocorrência da Era Dilma. Um país em contagem regressiva. Foi o que virou o Brasil depois da reeleição de Dilma Rousseff, segundo o olhar de Guilherme Fiuza. Neste "Que horas ela vai?", o autor apresenta um roteiro ofegante de um dos períodos mais dramáticos da história recente: o país em queda livre nas mãos de uma presidente paralisada. Neste diário da agonia da presidente, o autor mostra sua faceta de frasista sarcástico, contemplando cada fato escabroso com um comentário curto, fulminante - e, não raro, hilariante. O livro é organizado em "verbetes" (dispostos em ordem alfabética) para facilitar a localização dos escândalos, farsas e meliantes.

Bacalhau

Bacalhau tem cabeça, sim! 

De onde vem?
Bacalhau tem cabeça... E não é um peixe só - na verdade, o nome cobre várias espécies. A mais conhecida delas, chamada Gadus morhua (o famoso "bacalhau da Noruega", pescado no Atlântico norte) pode chegar a dois metros de comprimento e pesar até cem quilos. De todos os tipos de bacalhau, é o mais macio e de carne mais branca. As variações da espécie, chamadas de Ling, Saithe e Zarbo, são bons para o preparo de molhos e também do famoso bolinho.

Já o chamado "bacalhau do Porto", de nome científico Gadus macrocephallus, é pescado no Oceano Pacífico. Parecido com bacalhau no formato e na cor da carne, ele tem sabor bem diferente do produto norueguês e pode ser usado em ensopados, recheios de torta e bolinhos.
Por que tão salgado?
Aquela crosta de sal do bacalhau seco é uma forma de conservação do alimento que vem de muito longe - os vikings já preparavam o ingrediente desta forma. Atualmente, o peixe já é mergulhado em salmoura tão logo é pescado e posto para secar. 

Literatura

"Não é A Mamãe - Para Entender A Era Dilma"


O livro é uma reunião de crônicas publicadas em O Globo e na revista Época, entre 2010 e 2014, nas quais Guilherme Fiuza repercute e opina sobre a gestão de Dilma Rousseff como presidente da República. Com rara capacidade de observação, humor singular e escrita leve e atraente, o autor reúne textos de cujo conjunto se extrai retrato definitivo – cômico e perplexo – do Brasil em que vivemos.

segunda-feira, 21 de março de 2016

domingo, 20 de março de 2016

Literatura

"A Era Lula - Visão Geral do Governo Mais Popular do Brasil"

A relação dos cidadãos com a política encontra-se bastante desgastada. Procurando despertar interesse pelos acontecimentos públicos e políticos, busquei, da forma mais resumida possível, narrar um acontecimento histórico e bem próximo de nossa realidade. Este livro, escrito por Sérgio de Oliveira, foi elaborado em cima da opinião pública e por informações abertas, não se trata de um desenrolar de bastidores de governo, mas sim de uma visão geral da impressão que permaneceu para os cidadãos. A leitura que se concretiza de forma resumida e descontraída, não retrata também uma evidência destinada somente ao ex-presidente Lula, mas sim a toda a equipe que compôs o governo durante o período. A obra que respeita toda e qualquer posição política serve para entendermos os avanços alcançados e não diretamente levantar crítica a outros governos que representara

Tupi (Juiz de Fora) x Atlético (Belo Horizonte)

                                   Primeiro jogo
   Tupi 1 x 3 Atlético, em 15/11/1914 em amistoso em Juiz de Fora-MG.
Jogos 64 (ou 66)
38 vitórias do Atlético (ou 40)
13 vitórias do Tupi
13 empates

Gols
114 pró-Atlético (ou 117)
58 pró-Tupi (ou 59)
Obs: Em função do tempo, não há uma estatística exata.

Goleadas
Atlético 7 x 2 Tupi em 11/01/1948 em amistoso no estádio Antonio Carlos, em Belo Horizonte.
23/07/1933 - Tupi 5 x 2 Atlético  pelo campeonato mineiro.
Local: (Juiz de Fora)
Árbitro: José de Souza
Tupi: Jairo, Oliveira, Paixão, Coruja, Onestaldo e Magalhães, Lima, Miro, Lage, Nery e Rolando. 
Atlético: Humberto, Maurílio, Ewando, Jaime Justo e Maurício, Mário Gomes, Dalmy (Didico) Jacyr, Geraldino, Jairo e Dário (Orlando Vaz). 
Gols: Lage (2), Lima, Miro e Nery (T); Orlando Vaz e Didico (A)

Primeira vitória no Mineirão,
16/03/1966 - Atlético 1 x 2 Tupi
Local: Mineirão (Belo Horizonte)
Público: 6.859 torcedores.
Árbitro: Milton Silveira
Tupi: Valdir, Manuel, Murilo, Dario e Valter, Mauro e França, João Pires, Toledo, Vicente e Eurico. Técnico: Geraldo Magela Tavares
Atlético: Hélio, Canindé, Elcy Dari e Dawson, Ayrton e Paulista, Adair, Roberto Mauro, Santana (Haroldo) e Ronaldo. Técnico: Paulo Amaral
Gols: João Pires (2) (T); Haroldo (A)

Invencibilidade
De 1984 a 1990 o Tupi manteve uma escrita de não perder para o Atlético em Juiz de Fora.
Nesse período, sem Copa do Brasil, com apenas o campeão e o vice brasileiro disputando a Libertadores, os campeonatos estaduais eram valorizados, o que acirrava a rivalidade Tupi/Atlético. Numa época, sem aeroportos adequados no interior, a delegação do Atlético se deslocava de ônibus e sua torcida, invariavelmente era recebida em Benfica com faixas do tipo
"SEJA BEM VINDA TORCIDA ATLETICANA, AQUI COMEÇA O GRANDE RIO"

22/07/1984 – Tupi 2 x 1 Atlético 
Gols de Nequinha (2) no segundo tempo e Roberto Biônico, no primeiro tempo
Estádio Salles Oliveira – Público: 8.473 pagantes – Renda: Cr$ 24.355,050,00.
Arbitragem: Maurílio José Santiago
Tupi: Gilberto; Evaldo, Ricardo Estrade, Júlio Maravilha, Simão; Isidoro, Manoel e Paulinho, Paulo Lino (Nequinha), Félix, Ronaldo (Paulo Sérgio). Técnico: Augusto Clemente Neto
Atlético: João Leite; Nelinho, Marinho, Luisinho, Miranda; Vitor, Heleno, Reinaldo (Everton), Catatau (Elzo), Roberto Biônico e Éder Aleixo. Técnico: Procópio Cardoso Neto
18/09/1985 – Tupi 1 x 0 Atlético
Gol de Sidnei no segundo tempo (gol a direita das cabines)
Estádio Procópio Teixeira – Público: 11.648 pagantes
Arbitragem: Maurílio José Santiago
Tupi: Adilson, Evaldo, Ricardo Estrade, Ricardo Balbino, Valdir (Ademir); Isidoro, Manoel, Sidnei; Nequinha, Zé Maria (Ronaldo), Teófilo. Técnico: Luis Alberto
Atlético: João Leite; Nelinho, João Pedro, Luisinho, Jorge Valença; Elzo, Paulo Isidoro, Everton; Sérgio Araújo, Paulinho Kiss e Edvaldo: Técnico: Vicente Lage
30/10/1985 – Tupi 1 x 0 Atlético 
Gol de Ricardo Balbino
Estádio Procópio Teixeira – Público: 3.754 pagantes
Tupi: Amauri (Adilson); Ademir, Brito, Ricardo Balbino, Valdir; Índio, Geraldo, Sidnei; Dreyfus, Nequinha e Teófilo. Técnico: Luis Alberto
Atlético: João Leite; Joel, Batista, Luisinho, João Luis; Elzo, Paulo Isidoro, Everton (Paulinho Kiss), Sergio Araujo, Tita e Edvaldo. Técnico: Olivera
16/03/1986 – Tupi 2 x 2 Atlético 
Gols de Sidnei (2) e de Nunes (2)
Estádio Procópio Teixeira – Público: 8.528 pagantes
Tupi: Amauri (Adilson); Silvano, Ademir, Edson, Valdir; Índio, Manuel (Geraldo), Sidnei; Dreyfus, Arildo e Geraldinho. Técnico: Luis Alberto
Atlético: João Leite; Nelinho (Joel), João Pedro, Luisinho, João Luis; Orlando (Flávio), Everton, Zenon; Sérgio Araújo, Nunes e Edvaldo. Técnico: Hilton Chaves
22/03/1987 – Tupi 1 x 1 Atlético 
Gols de Luisão e Tita
Estádio Procópio Teixeira – Público: 4.873 pagantes
Tupi: Ronald; Mário, Fernandes, Jordan, Sinval; Jorge Luiz, Manuel (Marinho), Renato (Bebeto), Amarildo, Luisão e Teófilo. Técnico: Luis Alberto
Atlético: Pereira; Carlão, Batista, Flávio, Paulo Roberto; Éder Lopes, Marquinhos, Zenon; João Paulo, Reinaldo Xavier (Tita) e Renato Morungaba. Técnico: Palhinha
01/05/1988 – Tupi 0 x 0 Atlético
Estádio Salles de Oliveira – Público: 4.334 pagantes
Tupi: Naressi; Evaldo, Ari, Gomes, Zé Mário; Gelson, Jorge Lima, Teófilo; Paulo Roberto (Zé Sérgio), Osmar Bueno e Geraldinho. Técnico: Luis Alberto
Atlético: João Leite; Chiquinho, Batista, Luisinho, Paulo Roberto; Éder Lopes, Vander Luis, Renato Morungaba; Sérgio Araújo (Marquinhos), Jasson, Ailton (Marquinhos Carioca). Técnico: Telê Santana
12/03/1989 – Tupi 1 x 0 Atlético 
Gol de Adil, no segundo tempo (gol a direita das cabines)
Estádio Procópio Teixeira – Público: 11.876 pagantes
Tupi: Júnior; Evaldo, Gomes, Jorge Luis, Marcelo; Deca, Ailton, Ronaldo (Juninho); Guto (Zebu), Osmar Bueno e Adil. Técnico: Jair Pereira
Atlético: Rômulo; Carlão (Zanata), Batista, Luisinho, Luiz Cláudio (Saulo), Éder Lopes, Marquinhos, Renato Morungaba; Robertinho, Gérson e Éder Aleixo. Técnico: Jair Pereira
28/05/1989 – Tupi 2 x 2 Atlético 
Gols de Luizinho (contra) e Gomes; e Gérson e Mauricinho
Estádio Salles Oliveira – Público: 7.049 – Renda: NCr$ 14.098,00
Tupi: Laguzza; Evaldo, Gomes, Jorge Luis, Marcelo; Deca, Jorge Lima, Ronaldo; Zebu (Luis Cláudio) (Carlos Nunes), Osmar Bueno e Ailton. Técnico: Hilton Chaves
Atlético: Rômulo; Zanata, Batista, Luisinho, Paulo Roberto (Tobias); Éder Lopes, Marquinhos, Renato Morungaba; Mauricinho, Gérson, Éder Aleixo (Ailton). Técnico: Jair Pereira
15/04/1990 – Tupi 1 x 0 Atlético 
Gol de Pitita
Estádio Salles Oliveira – Público: 2.631 pagantes – Renda: Cr$ 193.100,00
Tupi: Nelson; Mauro, Eduardo, Cardoso, Evaldo; Gomes, Jordan, Zé Ricardo; Bebeto (Valtencir), Karlyle, Pitita (Charles). Técnico: João Pires
Atlético: Maurício; Carlão, Ryuler, Cléber, Lourenço; Éder Lopes, Marquinhos (Altivo), Edu (Moacir); Newton, Hilton e Ailton. Técnico: Artur Bernardes
Obs: O Tupi fazia uma péssima campanha e lutava para não cair. O presidente João Pires, insatisfeito com o trabalho do técnico Ricardo Estrade, o demitiu na semana do jogo, fez modificações na equipe e com gol do desconhecido Pitita venceu o Atlético.
Fontes: Galo Digital e Toque de Bola
Jogos inesquecíveis:
09/02/03 - Juiz de Fora-MG 
Estádio Municipal Radialista Mário Helênio
Campeonato Mineiro do Módulo 1

Tupi 01 gol de Raniery aos 04`do 01º t,
Atlético-MG 01 gol de Kim aos 17`do 02º t.

Tupi: Paulo César, Marcelino, Rodrigão, Alexandre Nunes e Raniery; Jailton (Sérgio Bigode), Eduardo (Fabiano Guru), Nilson e Jackson; Muller (Roniê) e Maurício; Tec: José Angelo.
Atlético: Veloso, Cicinho, Neguete, Élcio e Michel; Nem (Gutierrez/Marquinhos), Cleisson, Genalvo e Paulinho; Guilherme (Alessandro) e Kim. Tec: Celso Roth.

A: Alício Pena Júnior, A1: Marco Antonio Gomes, A2: Guilherme Dias Camilo.
Ca: Eduardo, Rodrigão, Sérgio Bigode e Jackson (Tupi) e Paulinho, Neguete, Kim e Genalvo (Atlético) e Cv: Rodrigão e Jackson (Tupi) e Cicinho e Alessandro (Atlético).

PPagante: 18.449 torcedores, PNPagante: 2.162, PTotal:  20.611, Renda: 80.872,50, Despesa: 24.800,88, Líquido: 56.071,62

28/01/07 - Juiz de Fora-MG 
Estádio Municipal Radialista Mário Helênio
Campeonato Mineiro do Módulo 1

Tupi 02 - gols de Felipe aos 33 e Geraldo aos 38`do 02º t
Atlético-MG 00

Tupi: Marcelo Cruz, Zé Carlos, César, Samuel e Geam; Johnny, Gilson, Geraldo e Sidney; Felipe e Renato Santiago; Felipe e Alan. Tec: Tita.
Atlético-MG: Diego, Coelho, Marcos, Vinícius (Lima) e Ricardinho; Serginho (Lúcio), Márcio Araújo, Bilu e Marcinho; Wanderlei (Zé Antônio) e Éder Luís.Tec: Levir Culpi.

A: Renato Cardoso Conceição, A1: Guilherme Dias Camilo, A2: Márcio Eustáquio Santiago e 04º A: Luthiane Francisco Ferraz Rosa.
Ca: Johnny, Gilson, Samuel e Felipe (Tupi), Serginho, Ricardinho, Coelho e Vanderlei (Atlético); Cv: Coelho (Atlético).

PP: 8.439 torcedores, PN: 989 Pt: 9.428, R: 53.586,50

Obs: Nesse jogo o Tupi foi impedido pelo apitador renato cardoso conceição de aplicar uma goleada no Atlético, que era treinado por Levir Culpi. O apitador anulou um gol legítimo do Tupi e ainda deixou de marcar um penalti claríssimo.
08/02/2014  - Tupi 2 x 0 
Gols de Da Silva e Núbio Flávio. 
Tupi: Jordan; Henrique (Isidoro), Hélder, Fabrício e Magnum; Felipe Lima, Maguinho (Genalvo), Fábio Tenório (Miguel) e Sidinei; Núbio Flávio e Da Silva. Técnico: Wilson Gottardo.
Atlético
Lee; Michel, Gabriel, Donato e Alex; Claudinei, Lucas Cândido (Eduardo), Renan Oliveira (Leleu) e Marion; André e Leonardo (Carlos). Técnico: Paulo Autuori.
Estádio Mário Helênio 
Árbitro: Marcos Vinícius de Sá Santos
Auxiliares: Luiz Antônio Barbosa e Filipe Ramos Santana
Cartões amarelos: Alex, Lucas Cândido, Marion (Atlético); Sidnei, Maguinho, Genalvo, Jordan (Tupi)
Cartão vermelho: Alex (Atlético).

Literatura

"Zeitgeist Da Era Lula E Dilma - A economia brasileira durante os governos de esquerda"




O livro, escrito por Carlos Covas, contém reflexões e análises sobre os principais acontecimentos relativos à política econômica brasileira durante o governo Lula e parte do governo Dilma. O texto mostra que a política econômica adotada, ao refletir um conjunto de visões do mundo, premissas e escolhas que os principais dirigentes do governo petista possuem, materializa o sucesso ou o fracasso desta política. Lamentavelmente, em razão do ranço ideológico de grande parte dos membros daquele partido, o resultado é uma materialização bastante canhestra de um conjunto de declarações com caráter fortemente anticapitalista, que paulatinamente conduziram a economia brasileira para um atoleiro. E o que é pior, tudo isto acontecendo sem que a massa de eleitores perceba as consequências para o futuro do país, já que houve um captura do eleitorado por conta das políticas populistas de distribuição de renda. É uma trajetória dramática de como um país consegue perder uma chance após outra de se desenvolver. 

sábado, 19 de março de 2016

Primeiro sorriso de Minas

por Affonso Romano de Sant'Anna*
Dizem que Juiz de Fora é a cidade carioca mais perto de Minas. Quando passa por lá um ônibus que vai do Rio para Belo Horizonte, o juiz-forano pergunta, puxando o xis: “Vai para Minasx?”. 

Mais ainda: quando a estrada União Indústria foi corrigida, e, em vez de cinco horas, o Rio ficou a duas horas de viagem, o pessoal de Juiz de Fora começou a reclamar da maresia… E criaram a linha Parque Halfeld-Leblon.

 Vou me lembrando dessas coisas amenas ao ler o que Jorge Sanglard (perpétuo secretário de Cultura daquela cidade)  me envia sobre a violência crescente e a quantidade de mortes na Manchester Mineira.

Quando vivi lá, no Grupo Escolar Fernando Lobo e no Granbery cantávamos o hino da cidade: “Viva a Princesa de Minas, viva bela Juiz de Fora/ que caminha na vanguarda/ do progresso estrada afora”. Rachel Jardim cantava esse hino. Fernando Gabeira cantava esse hino. Querem mais? José Rubem Fonseca, Pedro Nava, Murilo Mendes e, claro, os Arcuris, responsáveis pelos prédios preciosos da cidade, o poeta Belmiro Braga, o historiador Dormevelly Nóbrega e as abastadas famílias Hargreaves e Penido cantavam assim. 

 Até minha mãe, que em Juiz de Fora nasceu, cantava orgulhosamente essa letra. Ela, seus irmãos e meu avô Affonso Romano, que veio da Itália no final do século 19. Morava lá na Tapera, mas cantava o mesmo hino. As fábricas de Juiz de Fora eram famosas. Minha mãe e suas irmãs trabalharam como operárias na Bernardo Mascarenhas. Os colégios religiosos de Juiz de Fora eram famosos, acolhiam jovens de todo o país. O Granbery teria sido a primeira universidade brasileira, não fossem as querelas religiosas.
>
> Diante da notícia de que só este ano mais de 100 pessoas foram assassinadas ali, torna-se difícil cantar “Demos palmas, demos flores/ Aos encantos da princesa!/ Ela é rica de primores/ Da poesia e da beleza”. Não sei se o pintor Carlos Bracher e sua família ainda cantam assim. Os diretores do Pró-Música – a família Sousa Santos faz anualmente aquele inigualável festival de música colonial – entoam essa música. Não garanto que Itamar Franco (que tirou este país do buraco inflacionário) poderia cantar isso no outro mundo.
>
> Quando de Juiz de Fora saí, em 1957, a cidade tinha algo em torno de 150 mil habitantes. Havia árvores e bondes na Avenida Rio Branco. Queria ser baleiro do Cine Central, tentava arrebatar as almas do “lamaçal do pecado” para o reino dos céus, pregando na Cachoeirinha e na Serrinha. Morria-se quase nada naquele tempo. As notícias policiais que o José Carlos Lery Guimarães apregova no seu Ronda policial eram muito ingênuas perto do que se ouve hoje. Não acontecia muita coisa. Os mais ousados iam ao Rio assistir às comédias eróticas de Walter Pinto. Eu queria ser locutor da PRB-3. Com cinco colegas criamos um grupo de poesia que foi notícia até no Rio: Pentágono 56. A coisa era tão pacífica que um desses poetas era investigador de polícia. Imaginem poesia e criminalidade juntas. Foi então que comecei a trabalhar na Gazeta Comercial e no Diário Mercantil. Frequentávamos o lindo Museu Mariano Procópio, remávamos em seu lago e comíamos jabuticaba na árvore.

A cidade tem hoje uma bela universidade, oferece misses para concursos de beleza e seus moradores ainda se sentem felizes de morar sob o Morro do Imperador. Mas queriam que houvesse menos mortes, menos violência.

 Lembro-me da emoção provinciana no dia em que descobri que Manuel Bandeira havia escrito uns versos citando Juiz de Fora. Chama-se “Declaração de amor?”.
Diz assim o poema: “Juiz de Fora! Juiz de Fora!/ Guardo entre as minhas recordações/ Mais amoráveis, mais repousantes/ Tuas manhãs! Um fundo de chácara na Rua Direita/ Coberto de trapoerabas./ Uma velha jabuticabeira cansada de doçura./ Tuas três horas da tarde.../ Tuas noites de cineminha namorisqueiro.../ Teu lindo parque senhorial mais Segundo Reinado/ do que a própria Quinta da Boa Vista.../ Teus bondes sem pressa dando voltas vadias... / Juiz de Fora! Juiz de Fora!/ Tu tão de dentro deste Brasil!/ Tão docemente provinciana.../ Primeiro sorriso de Minas Gerais!”.
*Affonso Romano de Sant'Anna é escritor 

Literatura

"Lula apesar de Lula"

Este livro, escrito pelo advogado e professor Cândido Antonio Mendes, dá continuidade à série de publicações sobre a história imediata do autor que acompanha, desde o governo de Fernando Collor, mandato a mandato, a experiência governamental brasileira. Na reflexão crítica , impõem-se as interrogações de fundo, a partir da conjuntura nacional.

José Carlos de Lery Guimarães (1933/1999)

por Maurício Menezes*

José Carlos de Lery Guimarães foi um dos maiores talentos da comunicação em Juiz de Fora. Irmão de Heitor Augusto de Lery Guimarães - o maior redator que conheci em JF - e primo de Mário Helênio de Lery Santos - um craque do rádio e que deu nome ao nosso estádio - José Carlos era extremamente culto, de inteligência privilegiada, ótima voz, muito criativo e de fácil improviso. Entre tantos programas de rádio de sucesso - um deles foi Contraponto - que eu ouvia, lançou a revista Momentos e a cidade o admirava por " Cristo Total " e " Mascarada Veneziana ". Um craque. Quando eu já estava no Rio, certa vez o encontrei na Av. Rio Branco, em Juiz de Fora, e ele disse: Mauricio, parabéns pelo seu talento e por honrar nossa cidade no rádio carioca. Respondi: meu amigo José Carlos, muito obrigado, mas quanto ao talento, o meu ainda está um pouco distante do seu. Ele sorriu, nos abraçamos e seguimos o caminho. Saudade.
*Maurício Menezes o "Danadinho' é advogado em Juiz de Fora.

CONSIDERAÇÕES:
José Carlos de Lery Guimarães (nome de rua no bairro Grama), nasceu em Juiz de Fora no dia 21 de janeiro de 1933, filho de Phintias Caiaffa Guimarães (nome de galeria no centro) e Maria da Conceição de Lery Guimarães. Foi, além de jornalista, advogado, professor universitário, compositor e trovador. 
Morreu em Juiz de Fora em maio de 1999.

Literatura

"Lula Depois de Lula"
Crise, pseudocrise ou crise mesmo, pela persistência da crença na crise? A tentativa de abate de Lula não é a de Getúlio, nem de Collor, mas sofre, ao mesmo tempo, da agressão do denuncismo do status quo e da reação da consciência-cidadã, atingida pela suspeita de corrupção no PT, o partido diferente. 
A lógica da mudança não é a lógica do sistema. Há um prazo histórico para que a esperança do Brasil dos desmunidos se torne um projeto coeso do país-nação. 
Lula foi eleito por uma expectativa primordial que não se contamina pelo mensalão, nem pela investida moralista. A mudança se faz por uma prática, não pelo utopismo, nem pela pureza ideológica. Não lograremos que o passo à frente vingue sem que Lula mantenha a credibilidade de um outro Brasil. Até onde vai a crise e o que já levou de vencida? Como ir adiante? E, sobretudo, como garantir o virar de página do Brasil periodicamente indignado? 

sexta-feira, 18 de março de 2016

Gaúcho

Morre ex-atacante Gaúcho, ídolo do Flamengo e campeão brasileiro de 1992

O ex-jogador, de 52 anos, foi vítima de câncer de próstata e morreu nesta quinta-feira, 17/03

                     Sepultamento será em Goiânia.
Luís Carlos Tóffoli, (Gaúcho), nasceu em Canoas, no Rio Grande do Sul e começou sua carreira nas categorias de base do Flamengo. Ao subir para os profissionais, fez dois jogos e logo foi negociado com o XV de Piracicaba. Depois, jogou no Grêmio, foi ao Japão para atuar pelo Verdy Kawasaki em 1986, mas voltou ao Brasil um ano depois, quando foi um dos destaques do Santo André no Paulistão de 1988. Ainda em 1988, se transferiu  para o Palmeiras.  Em 79 jogos pelo time palmeirense (34 vitórias, 26 empates e 19 derrotas), ele marcou 31 gols. 

No Palmeiras, Gaúcho protagonizou uma das mais incríveis histórias do futebol. Em jogo contra o Flamengo, em 18 de novembro de 1988,  seu time vencia o rival carioca por 1 a 0, gol de Mauro, quando em uma dividida com o jovem atacante Bebeto o goleiro Zetti quebra a perna, já no final da partida. Como já havia feito as duas substituições permitidas na época, Gaúcho acabou indo para o gol. No minuto seguinte, a equipe rubro-negra chegou ao empate, com Bebeto de cabeça, após cruzamento de Zico. Mas, na disputa do ponto extra nos pênaltis, Gaúcho surpreendeu e defendeu as batidas de Aldair e Zinho e ainda converteu o seu, 

Em 1989, Gaúcho fez excelente Campeonato Paulista junto com o Palmeiras. O time treinado por Emerson Leão contava com jovens revelações e jogadores experientes como Veloso, Toninho, Gérson Caçapa, Edu Manga e Neto e só não disputou o título porque acabou eliminado pelo Bragantino.
Do Palmeiras Gaúcho voltou ao Flamengo e se tornou ídolo da torcida. No rubro-negro, ele disputou 198 jogos e marcou 98 gols. Pelo clube ele foi campeão da Copa do Brasil em 1990, do Campeonato Carioca em 1991 e do Campeonato Brasileiro em 1992. 
Em 1993 ele foi negociado com o Lecce, da Itália, mas quase não jogou por lá. Ainda vestiu as camisas de Atlético-MG, Boca Juniors, Ponte Preta, Fluminense e Anapolina antes de encerrar a carreira , em 1996. Anos depois, tentou a carreira de treinador e comandou o Cuiabá (2003 e 2004), o Mixto (2006) e o Luverdense (2011).

Literatura

"A Outra História Da Lava-Jato - Uma Investigação Necessária Que Se Transformou numa Operação Contra A Democracia"

Dois anos depois de escrever "A outra história do Mensalão", o jornalista Paulo Moreira Leite publica "A outra história da Lava-Jato", novamente pela Geração Editorial. Em 416 páginas, o olhar atento para as conexões nem sempre evidentes entre Justiça e Política, e o mesmo espírito crítico que marca mais de 40 anos de jornalismo, Paulo Moreira Leite define a investigação sobre corrupção na Petrobrás como uma apuração necessária sobre uma empresa que é orgulho dos brasileiros - mas aponta para seu caráter seletivo, que permite que seja usada para fins políticos. A obra conta com uma esclarecedora introdução de 60 páginas e ainda 45 artigos escritos no calor dos acontecimentos. "A outra história Lava-Jato" tem prefácio do professor Wanderley Guilherme dos Santos, um dos mais respeitados cientistas políticos do país. Na contracapa, o livro apresenta uma curta recomendação do ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal: "É ler para crer."

quarta-feira, 16 de março de 2016

Gente do Samba

José Almada Moreira (Zezé do Pandeiro), nasceu em Juiz de Fora em 08 de janeiro de 1944. 
Cantor e compositor, Zezé do Pandeiro iniciou carreira de sambista em 1970 na extinta Escola de Samba Castelo de Ouro, do bairro São Benedito, e já venceu disputas de samba-de-enredo em todas as grandes escolas de samba da cidade, como Unidos dos Passos, Partido Alto, Unidos do Ladeira, Feliz Lembrança e Turunas do Riachuelo.
Segundo o pesquisador Márcio Gomes, Zezé tem vários sambas-de-enredo gravados em vinil, entre eles "Festas Folclóricas do Brasil", de 1972, com Bené, pela Castelo de Ouro; "Zumbi, Rei Negro dos Palmares", de 1973, com Roberto Medeiros e Flavinho da Juventude; "Festa no Mar para Netuno", de 1978, com Waltinho de Paula e Tuka, pela Real Grandeza. O mais marcante deles é, sem dúvida, "Exaltação ao Rio São Francisco", em parceria com João Leonel e Walter de Paula, cantado em 1977 pela Unidos dos Passos e gravado por Elza Soares em 1979. Outro samba-enredo de sua autoria que obteve projeção nacional foi "Trabalhadores do Brasil à Época de Getúlio Vargas", em parceria com Edynel, Edinho Leal, Ailton e Amilton Damião, com o qual a Portela desfilou no ano 2000.
Durante vários anos, Zezé do Pandeiro atuou como cantor e ritmista dos grupos Black Samba Show e Bacharéis do Samba. Verbete no Dicionário Antonio Houaiss da Música Popular Brasileira, atualmente, além de integrante da Ala de Compositores da Portela, continua compondo sambas e desfilando como intérprete em diversas agremiações carnavalescas. Muitas de suas músicas foram gravadas nos CDs “Sambas de Enredo Carnaval de Juiz de Fora”, produzidos desde 2002 pela Liga Independente das Escolas de Samba de Juiz de Fora – Liesjuf. E Zezé do Pandeiro é autor do CD “Avenida em Três Tempos”, no qual interpreta diversos sambas de sua autoria, sozinho, como “Tua Presença”, ou com parceiros, como “Madrugada” e “Ser Infeliz Ninguém Merece”.

Literatura

"Lula e Mefistófeles - E Outros Ensaios Políticos"

A reunião de ensaios deste livro tem o propósito de buscar respostas para duas questões: Estamos numa situação sem retorno? Seremos eternamente vítimas de nossa própria natureza?
Ao procurar orientar-se e orientar os leitores em relação a estas e outras indagações, Norman Gall se baseia em fatos. Não faz nenhuma concessão a malabarismos formais nem a sensacionalismos de conteúdo.
Nestes ensaios o leitor não encontrará nenhum recurso à tagarelice, ao falar por falar, nem ao desejo de chocar pela exposição pura e simples dos escândalos e das entranhas de seus protagonistas.
Também não encontrará os arroubos de barroquismo moralista tão ao gosto de não poucos de nossos escribas, políticos e tribunos. Em sua rigorosa fenomenologia, que antecede e prepara o seu empenho analítico, estes ensaios vão ao fundo das questões que examinam.
No entanto, eles não voltam desse mergulho com o discurso autoflagelatório. Bem ao contrário, as conclusões de Gall podem ser consideradas positivas, e por isso são acompanhadas de não poucas propostas de mudanças.

sábado, 12 de março de 2016

Luto

Italo Paschoal Luiz
Morre em Juiz de Fora, aos 89 anos, o professor Italo
Morreu neste sábado, 12/03, na Santa Casa de Juiz de Fora, Italo Paschoal Luiz
Professor Italo foi preparador físico do Tupi na época de Geraldo Magela Tavares (1927-2015), João Pires (1941-2013) e Moacir Toledo. Fez parte da equipe vencedora que ficou conhecida como "Fantasma do Mineirão". 


Nascido em 15 de fevereiro de 1927 filho de Paschoal Luiz e Maria do Carmo Xavier Luiz foi preparador físico Tupi, Sport, Tupynambas e Seleção Mineira. Foi professor do Clube Ginástico e do antigo Colégio São José.

Berto Filho
Morre no Rio, aos 75 anos, o jornalista Berto Filho, ex-apresentador da TV Globo 
Morreu neste sábado, 12/03, o jornalista Berto Filho, apresentador do Fantástico, do RJTV e do Jornal Nacional, da TV Globo, nos anos 80. Berto Filho sofria de câncer na garganta e no cérebro há dois anos, segundo o filho Henri. Ele completaria 76 anos de idade neste domingo, 13/03. Berto Filho (Ulisberto Lelot) nasceu no Rio de Janeiro em 13 de março de 1940 e fazia tratamento no Instituto Nacional do Câncer (Inca) de Vila Isabel, na Zona Norte da cidade, e morreu por volta de 13h. Desde janeiro, depois de perder a mulher, Berto estava morando no Retiro dos Artistas, em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio.


Literatura

"A Era Lula - Crônica De Um Desastre Anunciado
É um levantamento crítico do governo petista de Luiz Inácio Lula da Silva, iniciado antes mesmo de sua posse. O livro, escrito pelo jornalista e cineasta Ipojuca Pontes, tem prefácio de Olavo de Carvalho e está dividido em cinco capítulos, que abordam, em detalhes, as questões éticas, políticas, econômicas, diplomáticas e culturais de um dos governos mais problemáticos da história do Brasil republicano.
Os textos reunidos no livro são exemplos de como o conhecimento de história e teoria política capacitou o autor a prever acontecimentos opostos aos proclamados pelas falas do do ex-metalúrgico, com destaque para a inconsistência de um discurso pautado pelo moralismo e promessas bombásticas.
O conhecimento da história da Revolução Russa, do chamado "socialismo real" e suas consequências políticas, sociais e econômicas fez com que Ipojuca Pontes conseguisse diagnosticar e prever aquilo que se tornou rotina no atual governo: sob um disfarce "neoliberal" pouco convincente, o uso de táticas e manobras autoritárias pela presidência e não poucos de seus demais membros.
 é jornalista e cineasta. Produziu e dirigiu uma dezena de filmes nos anos 1970 e 1980, e também produziu algumas peças de teatro. Autor de vários livros. Iniciou no jornalismo nos anos 1960, como colunista dos jornais "Correio da Paraíba" e "Diário Carioca", onde, em 1965, assinou a crítica de cinema. A partir de 1987, passou a escrever nos jornais O "Estado de S. Paulo" e "Jornal da Tarde" e em vários sites da mídia eletrônica.

sexta-feira, 11 de março de 2016

Série B 2016


Literatura

"Memórias de um goleiro do Galo"

O autor, o ex-goleiro Ronaldo Zolini (1951/2015), conta histórias da carreira: foram 97 jogos com a camisa do Atlético-MG (65 vitórias, 20 empates e 12 derrotas). Sofreu 60 gols. Além do título brasileiro de 1971, o ex-goleiro tinha no currículo a Taça Belo Horizonte de 1971 e 1972, a Taça Minas Gerais de 1975 e 1976 e o Campeonato Mineiro de 1976.
Zolini atuou no Attlético de 1970 a 1976, quando se transferiu para o América de São José do Rio Preto, no interior paulista. Em 1978 voltou ao Galo, mas ficou até 1979, quando encerrou a carreira, aos 28 anos.

sábado, 5 de março de 2016

Luto

        Domício Costa (1928-2016)

Morreu neste sábado, 05/03, aos 87 anos, no Rio de Janeiro, ator, dublador e radialista Domício Costa. 
Nascido no Rio, no bairro de Engenho de Dentro, em 02 de dezembro de 1928, Domício Costa dos Santos Filho era formado em jornalismo e estava residindo no Retiro dos Artistas, em Jacarepaguá-RJ.

quarta-feira, 2 de março de 2016

Literatura

"Garimpando a Imprensa numa cidade só"
Com uma linguagem intimista e boa dosagem de humor, o autor consegue relacionar fatos vividos nas sua trajetória jornalística iniciada no “Jornal de Jequié”, fundado em 1945, pelo seu pai, o poeta e jornalista Wilson Novaes, posteriormente nas sucursais dos jornais diários “Jornal da Bahia” e “A Tarde”, de Salvador, além da TV Cabrália (Itabuna) e em épocas diferentes na assessoria de imprensa da Prefeitura de Jequié. Os amigos de infância, os colegas e as salas de aula, também são merecedores de registros por parte do autor.

Cultura...

Literatura

"A Arte do Descaso - A História do Maior Roubo A Museu do Brasil"
Em pleno Carnaval, quatro homens invadiram o Museu da Chácara do Céu, no bairro de Santa Teresa no Rio de Janeiro, e roubaram cinco obras de arte: um Dalí, um Matisse, um Monet e dois Picassos, cujo valor estimado, na época, ultrapassava 10 milhões de dólares. Naquela tarde de 24 de fevereiro de 2006, os ladrões, de posse de uma granada, renderam os três seguranças, desligaram o sistema de câmeras de vigilância e fizeram nove reféns. Um dos invasores subiu em um móvel histórico para, com uma faca, cortar os fios de náilon que seguravam um dos quadros. Meia hora depois, saíram pela mata para nunca mais serem vistos. Até hoje se trata do maior roubo de arte do Brasil e do oitavo do mundo.
Decidida a desvendar o mistério, a jornalista Cristina Tardáguila chegou a se colocar em situações de risco a fim de encontrar respostas. Em sua jornada, ela viajou para a Europa e mergulhou no mundo obscuro dos crimes de arte. A partir de meticulosa apuração dos eventos, muito maior do que a da própria polícia conseguiu levantar, a autora produziu uma narrativa vibrante, cheia de reviravoltas dignas de um thriller, construída apenas com fatos.