domingo, 16 de agosto de 2015

Alecrim Futebol Clube

Fundado pelo ex-presidente da República João Augusto Fernandes Campos Café Filho, em 15 de agosto de 1915, no bairro do Alecrim, próximo da atual Igreja São Pedro, o Alecrim Futebol Clube  comemorou, neste sábado, seu centenário.
Café Filho assumiu a presidência da República com o suicídio de Getúlio Vargas. Ele ficou no poder entre 24 de agosto de 1954 e 8 de novembro de 1955, quando foi afastado por motivos de saúde.
Mas não foi só Café Filho uma das estrelas deste centenário do Alecrim. O clube potiguar ainda viu o eterno Garrincha vestir a camisa alviverde em uma oportunidade. O anjo das pernas tortas defendeu o Alecrim em 4 de fevereiro de 1968, no Juvenal Lamartine, em um amistoso contra o Sport Recife. Os pernambucanos venceram, por 1 a 0.
Se Café Filho chegou ao poder e Mané Garrincha conquistou o mundo em 1958 e 1962 com a Seleção Brasileira, o Alecrim dominou o Rio Grande do Norte em sete oportunidades. O Periquito, mascote do clube, foi campeão do Campeonato Potiguar em 1924, 1925, 1963, 1964, 1968 (invicto), 1985 e 1986.
No cenário nacional, o Alecrim conquistou seu último acesso, em 2009, na então recém-criada Série D do Brasileirão. O problema é que, na temporada seguinte, o clube potiguar foi rebaixado na Série C. Nas divisões do Brasileirão, a última participação do Alecrim foi na Série D de 2011. Já em 2015, o Alecrim foi eliminado ainda na Primeira Fase da Copa do Brasil pelo Tupi.
Na temporada 2015, outros três clubes nordestinos também comemoraram o centenário. O Campinense fez festa em 12 de abril. Enquanto isso, o ABC completou 100 anos em 29 de junho e o rival América de Natal em 14 de julho.
FONTE: www.carlosferreirajf.blogspot.com

Literatura

"Presos Que Menstruam"
Grande reportagem sobre o cotidiano das prisões femininas no Brasil, um tabu neste país, Nana Queiroz alcança o que é esperado do futuro do jornalismo: ao ouvir e dar voz às presas (e às famílias delas), desde os episódios que as levaram à cadeia até o cotidiano no cárcere, a autora costura e ilumina o mais completo e ambicioso panorama da vida de uma presidiária brasileira. Um livro obrigatório à compreensão de que não se pode falar da miséria do sistema carcerário brasileiro sem incorporar e discutir sua porção invisível.
Presos que menstruam, trabalho que inaugura mais um campo de investigação não idealizado sobre a feminilidade, é reportagem que cumpre o que promete desde a pancada do título: os nós da sociedade brasileira não deixarão de existir por simples ocultação – senão apenas com enfrentamento. 

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Sr Miguel, Sr Didi e Sr Niquinha

Três homens que dedicaram suas vidas em prol do bairro Floresta

por Carlos Ferreira

Estou falando, ou melhor, escrevendo sobre três amigos que aqui viveram, dedicaram suas vidas ao tradicional bairro Floresta. Miguel Priamo Carbogim, Edson Maini (o Sr Didi) e Antonio Bassoli (o Sr Niquinha). O primeiro, Flamenguista, muita das vezes para me agradar, tecia elogios ao Fluminense e os dois últimos, Botafoguenses. Minha relação com os três era distinta. Com o Sr Miguel, desde quando o conheci, em março de 2001, era uma relação bem próxima, até mesmo pela localização de nossas residências, pautada pelo respeito mútuo. Com o Sr Didi, era norteada pela afinidade política, já que na época que o conheci, éramos simpatizantes da administração do prefeito Custódio Matos, com a qual, Sr Didi presidente da Associação de Moradores, conseguiu muitas melhorias, inclusive o tão esperado asfalto das ruas do bairro. Com o Sr Niquinha, o qual eu chamava de Sr Bassoli, era uma relação marcada pela dedicação ao rádio e ao futebol. Eu militava no rádio esportivo de Juiz de Fora e ele ia ao estádio torcer para o Tupi. No estádio, com o radinho ligado na emissora para a qual eu trabalhava, e acompanhado de amigos e parentes, incluindo seu neto, o então garoto Hugo, hoje o bem-sucedido advogado Hugo Bassoli, Sr Niquinha comentava com orgulho: "Está vendo aquele repórter lá no campo? - é nosso vizinho, é meu amigo!

O tempo passou, eles partiram e o bairro poderá perfeitamente prestar a eles uma eterna homenagem. A comunidade já, com justiça, prestou uma homenagem a Sebastião Lucindo Severino, antigo morador do bairro, que substituiu o nome da rua Mulungu, uma árvore frutífera da região Amazônica e Júlio Álvares de Assis, da tradicional família Assis, na antiga estrada velha ou rua do Bambuzal. Na região do "Mundo Novo" a rua Bela Vista foi alterada para rua Maria Conceição Rezende, homenageada que os moradores desconhecem. A Alameda Mundo Novo também já teve seu nome alterado. No bairro Retiro, Dr Saulo Vilela recebeu uma merecida homenagem, emprestando seu nome a uma das vias do bairro. No Jardim Esperança, João Pires de Almeida, Sebastião José Roque, Alberto Guedes e Guido Bassoli, pessoas da comunidade, estão com seus nomes perpetuados com nomes nas ruas do bairro. Tudo isso dito, quero aqui sugerir que a Alameda do Cedro, cuja árvore já não existe mais, tenha seu nome alterado para AVENIDA MIGUEL CARBOGIM, até porque é comum as pessoas perguntarem: em qual lado você mora? do lado da fábrica ou na avenida? A rua do Ipê, passe a ser denominada RUA EDSON MAINI e que a rua das Laranjeiras tenha seu nome alterado para RUA ANTONIO BASSOLI. No passado a Alameda do Cedro teve seu nome alterado, mas os moradores, cobertos de razão, não aceitaram, já que o homenageado era desconhecido de todos. Já os nomes aqui sugeridos dispensam apresentação e não acredito que haverá posicionamento contrário. O argumento de que "terei que trocar os nomes na CEMIG e na CESAMA", é frágil, já que basta um simples telefonema, envio de e-mail, ou talvez, nem isso. 
Com a palavra a comunidade!

Literatura

"Atletas Olímpicos Brasileiros"

A história brasileira em Jogos Olímpicos completou, no início do mês, 95 anos. Desde 1920, na edição da Antuérpia, na Bélgica, 1796 atletas do país já disputaram o maior evento poliesportivo do mundo, e a professora da USP (Universidade de São Paulo) Kátia Rubio juntou todas essas histórias em um livro só livro.

São 1796 verbetes em um livro de 648 páginas, que traz uma pequena biografia de cada um dos esportistas que representaram o país nos Jogos Olímpicos. Destes, 314 já faleceram, mas neste caso, a autora foi atrás dos familiares para entender a história de vida dos atletas.