quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Manuel Fernandes Loureiro (Loureiro Neto) - 1952-2014

Morre Loureiro Neto
Morreu hoje, 26/02, no Rio, aos 61 anos, o radialista Loureiro Neto. Ele sofria de problemas cardíacos e desde o dia 16 de janeiro estava internado no Hospital Pró-Cardíaco, em Botafogo, na Zona Sul do Rio
Manuel Fernandes Loureiro (Loureiro Neto), nasceu em Palmeira, região de Braga-Portugal, em 1952. Chegou ao Brasil com 04 anos de idade. Morador do bairro de Copacabana, era torcedor do Vasco e da Mangueira. Começou carreira na TV em 1971, na TV Rio. Foi repórter esportivo da Rádio Vera Cruz, passou pela Rádio Manchete e, em 1976, ingressou no Sistema Gçobo de Rádio. “Enquanto a Bola não Rola” foi o primeiro programa apresentado por Loureiro Neto na Globo. Em seguida, virou apresentador do “Papo de Botequim”. Em julho de 2002, Loureiro assumiu o "Manhã da Globo", em substituição ao programa do Haroldo de Andrade, onde ficou até março de 2011, quando na mesma emissora, passou a apresentar o "Botequim da Globo". Foi comentarista esportivo e apresentou o "Portugal Esportivo" programa que informava a resenha do futebol lusitano.


Literatura

"O Monstro de Olhos Azuis"
Neste livro de memórias, a atriz Tonia Carrero (Maria Antonieta de Farias Portocarrero), revela os fatos, pessoas, sentimentos, decepções e alegrias que, sedimentados, fizeram da criança Tonia a atriz: o monstro dos alhos azuis. Assim como Tonia não é uma mulher comum. esse livro também não é um livro qualquer. É uma narrativa apaixonada e corajosa, onde se faz uma reconstituição minuciosa de sua vida até a adolescência, buscando os elementos que a fizeram, entre outras coisas, uma das grandes personalidades do teatro brasileiro e matriarca de uma família de artistas: um filho (Cecil Aldary Thiré, nascido no Rio de Janeiro em 28/05/43), três netos (Carlos Pesce Thiré e Miguel Pesce Thiré, gêmeos, nascidos no Rio de Janeiro em 08/07/82 e Luisa Pesce Thiré, nascido no Rio de Janeiro em 19/11/73, todos filhos de Cecil Thiré), e dois bisnetos (Vítor Thiré, filho de Luísa e ?) são atores. O neto João Pece Thiré é músico.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Carnaval 2014

Juiz de Fora-MG 
- resultados
01º grupo
01 - Unidos do Ladeira - 108,7 pontos,
02 - Turunas do Riachuelo - 108,7 pontos,
03 - Real Grandeza,
05 - Feliz Lembrança,
05 - Mocidade Alegre de São Mateus.

02º grupo
01 - Feliz Lebrança - 108,4 pontos,
02 - Unidos do Retiro - 108,3 pontos,
03 - Acadêmicos do Manoel Honório,
04 - Rivais da Primavera,
05 - Partido Alto,
06 - União das Cores.

03º grupo
01 - Vale do Paraibuna.

Literatura

"Fazendas do Império"
O livro apresenta ao público um pouco mais da História do Brasil Imperial, contado especificamente a partir da transferência da Corte de D. João VI para o Rio de Janeiro, o que veio, por consequência, trazer desenvolvimento à região cafeeira do Vale do Rio Paraíba do Sul. Mostra, ainda, histórias, curiosidades e hábitos dos barões do café, além de apresentar vasto acervo fotográfico das Fazendas Imperiais. Trata-se de uma obra na qual se representa um histórico de como era a vida e o cotidiano rural das fazendas durante o ciclo do café no Brasil, abrangendo os Estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais. São mostradas em fotos, a arquitetura externa e a decoração interna das fazendas, além de textos acerca de como era a vida rural, em especial na região do Vale do Rio Paraíba.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Chaves

- Roberto Gómez Bolaños (Chaves), nasceu na Cidade do México, em 21 de fevereiro de 1929. Filho de Francisco Gómez Linares e Elsa Bolaños Cacho e sobrinho do ex-presidente mexicano Gustavo Díaz Ordaz Bolaños (1911-1979). Foi casado com Graciela Fernandez, com quem teve 06 (Roberto Gómez Fernández, Marcela Gómez, Teresa Gómez, Paulina Gómez, Graciela Gómez) filhos e com Florinda Garcia Meza Gómez.

- Carlos Villagrán Eslava (Quico), nasceu na Cidade do México, em 12 de Janeiro de 1944. Atualmente, mora em Guadalajara, no México, com sua atual esposa. Carlos tem seis filhos de outro casamento (Sylvia Villagrán, Paulo Villagrán, Vanessa Villagrán, Samantha Villagrán, Gustavo Villagrán, Edson Villagrán).

- Rubén Aguirre Fuentes (professor Girafales), nasceu em  nasceu Saltilo, estado de Coahuila, em 15 de junho de 1934. Tem , em 1,96 de altura e é casado com Consuelo Aguirre de Los Reis, com quem teve sete filhos.

- Ramón Valdés y Castillo (seu Madruga), nasceu na Cidade do México, em 02 de setembro de 1923, cidade onde morreu em 09 de agosto de 1988. Era filho de Rafael Valdés Gómez e Guadalupe Castillo.

- Edgar Vivar (seu Barriga e Ñoño), nasceu na Cidade do México, em 28 de dezembro de 1944.

- Raúl "Chato" Padilla (Jaiminho), nasceu em Monterrey, em 17 de junho de 1917 e morreu na Cidade do México, em 03 de fevereiro de 1994. Foi casado com Magda Guzmán e teve, com ela, um filho chamado Rafael Padilla, que é ator. É pai do também ator Raúl "Chóforo" Padilla, que faleceu em 24 de maio de 2013, aos 73 anos.

- Horacio Gómez Bolaños, nasceu na Cidade do México, em 28 de junho de 1930, onde morreu em 21 de novembro de 1999. Era Irmão do Roberto Gómez Bolaños (Chaves).

- Florinda Garcia Meza Gómez (dona Florinda), nasceu em Juchipila, estado de Zacatecas, em 08 de fevereiro de 1949. Foi noiva de - Carlos Villagrán Eslava (Quico) e atualmente, é casada com Roberto Gómez Bolaños (Chaves).

 - María Antonieta de las Nieves (Chiquinha), nasceu em Santiago Ixcuintla, estado de Nayarit, em 22 de dezembro de 1950, Casada com Gabriel Fernández, com quem teve dois filhos (Verónica Fernández e Gabriel Fernández).

- María de los Ángeles Fernández Abad (dona Clotilde, bruxa do 71), nasceu em Madri, em 09 de Julho de 1922 e morreu na cidade do México, em 25 de Março de 1994.


Literatura

"Padre Antônio de Urucânia, a sua bênção"
A escritora Margarida Drumond de Assis descreve a vida e obra de padre Antônio Ribeiro Pinto, sacerdote mineiro de Rio Piracicaba que, ao chegar a Urucânia, região de Ponte Nova, na Zona da Mata Mineira, em 1947, após vários trabalhos em paróquias da Arquidiocese de Mariana, atraiu multidões para a localidade, então uma pequena Vila, tantas eram as suas inúmeras bênçãos poderosas na intercessão de Nossa Senhora das Graças.
Repleto de depoimentos sobre graças alcançadas no tempo de padre Antônio e também das alcançadas nos dias atuais, o livro já chegou a mais de uma centena de cidades em todo o Brasil.
Conforme escreveu Dom Luciano Mendes de Almeida, no Prefácio da primeira edição em 2004, “Padre Antônio é modelo para o Clero e motivo de esperança para o povo”.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Concurso de Marchinhas Carnavalescas de Juiz de Fora

Esgotados os ingressos para o 4º Concurso de Marchinhas de Juiz de Fora
Apresentação das finalistas acontece hoje, dia 14, à partir das 21h, no Clube Sírio Libanês/Fátima Buffet

A edição 2014 do Concurso de Marchinhas Carnavalescas de Juiz de Fora será com casa cheia. Isso porque todos os 350 ingressos colocados à venda se esgotaram um dia antes da apresentação dos finalistas.

O evento acontece hoje, dia 14, a partir das 21h, Clube Sírio Libanês/Fátima Buffet. Ainda durante a noite, será lançado o CD com as 12 marchinhas finalistas de 2013.

Para chegar à decisão, as finalistas tiveram que passar pela primeira fase do concurso, que contou com 55 canções inscritas. Participaram da eliminatória compositores de Juiz de Fora, Ubá, Bias Fortes, São João Nepomuceno e Rio de Janeiro.

O 04º Concurso de Marchinhas Carnavalescas de Juiz de Fora recebe o nome de Armando Toschi (Ministrinho), sambista defensor da cultura local, articulador das rodas de samba e um dos fundadores da Turunas do Riachuelo, primeira escola de samba de Minas Gerais. Se estivesse vivo, Ministrinho completaria 100 anos em 2014.

As finalistas:
Das 12 canções finalistas, todas já têm espaço garantido no CD comemorativo do 4º Concurso de Marchinhas de Juiz de Fora.

No entanto, cabe ao júri técnico escolher as três melhores composições, assim como o melhor intérprete da noite.

Confira abaixo, em ordem alfabética, quais as canções que se apresentam no dia 14/02.

01. "Acha a China", de Roni Valk, Ingrid Valk e Fátima Gouvêa (Rio de Janeiro);
02. "A Mulher e o B.O.", de Nely Gonçalves (São João Nepomuceno);
03. "Dedéia a Loba", de Carlos D´Carreira (Juiz de Fora);
04. "Eu já Bebi, não foi à toa", de Otávio Rodrigues de Paula (Juiz de Fora);
05. "Já dizia o meu Guru", de Adriano Brandão de Oliveira e Olímpio Brandão de Oliveira (Juiz de Fora);
06. "Marcha do Capital", de Carlos Fernando Cunha (Juiz de Fora);
07. "Nau em Alto mar", de Juan Felipe Souza Oliveira (Juiz de Fora);
08. "O Baile", de Adriano Brandão e Toinho Gomes (Juiz de Fora);
09. "Sem Tema nem Bandeira", de Ricardo Barroso (Juiz de Fora);
10. "Trem da Alegria", de Toinho Gomes e Mamão (Juiz de Fora);
11. "Tributo a Ministrinho", de Zezé do Pandeiro (Juiz de Fora);
12. "100 Anos de um Menestrel", de Jansen Narciso e Carlos Fernando Cunha (Juiz de Fora).

Literatura

“Dom Luciano, especial Dom de Deus” 

É um livro de 1.032 páginas, editado em Brasília/DF, após concurso público, pelo Fundo de Apoio à Cultura (FAC) da Secretaria de Estado de Cultura do Distrito Federal. Conforme Margarida Drumond de Assis, do processo inicial até à edição, foram quatro anos de trabalho, com pesquisas em Brasília, Mariana, São Paulo; em Bogotá, na Colômbia; e em Roma, Florença e Turim, na Itália, locais de referência sobre Dom Luciano.

A autora explica que “Dom Luciano, especial dom de Deus” possibilita uma maior proximidade com a vida de Dom Luciano Mendes de Almeida e sua caminhada na Igreja, desde 1947, com sua entrada na Companhia de Jesus (Jesuítas), até 2008, destacando-se as atuações como Bispo Auxiliar de São Paulo; Secretário-Geral e Presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB; Arcebispo de Mariana; e Vice-presidente do Conselho Episcopal Latino-Americano – CELAM.

Segundo a escritora, o livro também apresenta um período dos mais significativos da Igreja no Brasil, desde a criação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, em 1952, do Conselho Episcopal Latino-Americano – CELAM, em 1955, passando pela realização do Concílio Vaticano II e o pós-Concílio, acompanhando os pontificados de Pio XII a Bento XVI.

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Ary Evangelista de Rezende Barroso (1903-1964)

Foi exatamente num domingo, 09 de fevereiro, há exatos 50 anos, que um dos compositores mais populares da nossa música faleceu, vítima de cirrose hepática. Era carnaval, ocasião mais que propícia para a despedida de alguém que criou sambas e marchas memoráveis e falou de um “Brasil bem brasileiro”: Ary Barroso (1903-1964). O neto dele Márcio Barroso, 54 anos, responsável pela Editora Aquarela do Brasil, que administra as músicas do avô (são cerca de 450), era muito garoto na época, mas tem lembranças do dia. Toda a família (Ary, a esposa, Ivonne, os filhos, Mariúza e Flávio, com os cônjuges e os cinco netos) morava num casarão de três andares na Ladeira Ary Barroso, no Leme, Rio de Janeiro, e ele se lembra da mãe chorando pelos cantos. “Minha mãe ficou muito triste, claro, e ela tentava esquecer arrumando as coisas, para se distrair – pegou o escovão e foi esfregar o chão da sala. É uma cena que ainda está forte na minha memória. Mas o engraçado é que não me recordo do enterro, do velório nem de quando meu avô foi para o hospital. Acho que eles tentavam proteger as crianças. Mesmo assim foi um dia realmente muito triste”, conta Márcio.

Nada de especial marcará o cinquentenário de falecimento de Ary, a não ser a chegada às lojas e sites especializados da caixa Brasil brasileiro, que traz 20 CDs com 316 regravações do autor de Aquarela do Brasil, No rancho fundo e Na baixa do sapateiro, e que foi lançada pela Novodisc/Museu da Imagem e do Som de São Paulo (MIS), em novembro.

Idealizado pelo professor de biologia, psicólogo e pesquisador paulista Omar Jubran, o box levou 12 anos para ser finalizado. Para ele, a MPB tem três pilares fundamentais: Noel Rosa, Lamartine Babo e o próprio Ary. Segundo Jubran, eles podem até não ser os melhores compositores do Brasil mas certamente foram os responsáveis por mudar a lírica da nossa música.

Linguagem rebuscada
No caso do artista mineiro, que nasceu em Ubá, na Zona da Mata, provavelmente pelo fato de ter se formado em direito, ele tinha uma linguagem bem rebuscada e acabou se tornando referência para outros artistas, caso de Tom Jobim, por exemplo. “Ary Barroso deu nova cor à música popular. Todas as boas composições brasileiras, sejam contemporâneas ou não, têm uma pitadinha tanto dele como de Noel e de Lamartine. Enquanto Noel Rosa se tornou uma espécie de repórter do Rio de Janeiro e Lamartine Babo falava por entrelinhas, Ary conciliou essas duas características e, mesmo utilizando palavras mais sofisticadas, fazia letras que eram assimiladas por qualquer pessoa. E ainda era excelente melodista. Juntou tudo isso e caiu no gosto popular”, destaca o pesquisador.

Além da caixa, que ganhou apenas 1 mil edições (e deve ser ampliada), Márcio Barroso avisa que há a intenção de fazer outras ações, como um documentário. Já que o acervo pessoal do avô (fotos, troféus, partituras, cachimbos e dois pianos) está sob a guarda da família, eles poderão até criar um museu. “No Brasil é tudo muito complicado. Quero que as pessoas voltem a se lembrar dele. É engraçado como o norte-americano sabe trabalhar isso muito bem e valoriza seus verdadeiros ícones. O brasileiro tem memória muito curta e, apesar de o nosso trabalho ser de formiguinha, vou fazer de tudo para que meu avô não seja esquecido”, enfatiza.

Márcio conta que, ainda que tivesse fama de ranzinza e mal-humorado, Ary Barroso era extremamente carinhoso em família, e não se importava com a bagunça que os cinco netos faziam, até brincava com a meninada. “Eu me lembro dele bem velhinho com um robe dentro de casa e uma das recordações mais marcantes foi uma tarde em que mamãe reuniu todos para assistir a um programa de televisão de que ele estava participando. Eu não entendia como vovô tinha ficado tão pequenino para caber dentro da TV”, diverte-se.

Memorial não saiu do papel
Em Ubá, onde Ary Barroso nasceu, ainda há parentes do compositor, além de uma preciosidade: o piano em que o artista aprendeu a tocar e que pertenceu a tia Ritinha, que o criou, quando ele ficou órfão de pai e mãe. A ideia é que o instrumento, tombado, vá para um memorial a ser construído na cidade. Por enquanto, o projeto da construção do espaço está parado. Em novembro, mês de aniversário do compositor, foi inaugurada uma estátua batizada de Ary Barroso ao piano, na Praça São Januário, como parte da programação do Prêmio Ary Barroso de Música, realizado anualmente no município.

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil de Ubá, Miguel Gasparoni, ex-presidente do Conselho do Patrimônio Cultural da cidade, é admirador do conterrâneo ilustre e lembra que, certa vez, foi até o Rio entregar uma cópia do registro original do nascimento de Ary Barroso para Mariúza, sua filha. Segundo o advogado, ela ficou tão emocionada que mostrou o enorme acervo de seu pai, a começar pelo piano onde ele compôs, em uma única noite chuvosa, Aquarela do Brasil. “Trouxemos todo esse material para Ubá, para montarmos o Memorial Ary Barroso, que seria na Praça da Estação, onde havia busto construído em homenagem a ele. Infelizmente, por falta de vontade política, até hoje o projeto não foi concretizado. Quando fui vereador e presidente da Câmara, propus a denominação da praça que se situa no trevo da rodovia Ubá-JF-Visconde do Rio Branco como Praça Aquarela do Brasil. Lá, plantamos ‘um coqueiro que dá coco’ e colocamos um monumento com a imagem em aço da Bandeira do Brasil e de um ‘mulato inzoneiro’. O espaço foi inaugurado por seu filho Flávio Rubens (já falecido)”, revela.
Fonte: www.uai.com.br

Literatura

"Ditadura: o que resta da transição"
Organizada pelo cientista político Milton Pinheiro, a coletânea enfrenta o desafio de reinterpretar uma história em que vários aspectos estão ainda por decifrar, desde o contexto por trás do golpe até a campanha pelas Diretas Já.

Com ensaios inéditos de pensadores como João Quartim de Moraes, Anita Prestes, Lincoln Secco, Décio Saes, Marco Aurélio Santana, entre outros, o livro traça um rico panorama das continuidades e rupturas na história contemporânea brasileira, abrangendo temas como as mutações da ideologia, o lugar dos intelectuais, dos sindicatos, a mobilização comunista, as políticas econômicas e a presença dos partidos políticos.

Obra de inflexível veio crítico, é sobretudo a postura ousada que a obra da bibliografia existente sobre o assunto: os autores enfatizam, sob perspectivas diversas, a centralidade do caráter de classe da ditadura militar para compreender suas origens, bem como seu legado. Marcos Del Roio, no prefácio, é categórico: tratava-se de uma “ditadura de classe, que buscava impedir a eventual realização de uma revolução democrática pelas forças populares”.

A forma pela qual se pensou a gestão da política econômica durante o regime militar é destrinchada pelo cientista político Adriano Codato, ao investigar a questão da estrutura administrativa do Estado e o problema do arranjo ideal para organizar o processo de tomada de decisões. Aprofundando a análise das bases econômicas na ditadura e na transição, o economista Nilson Araújo de Souza divide o período em cinco momentos, que atentam para o complexo de políticas econômicas desenvolvidas e suas relações.
Fonte: www.boitempoeditorial.com.brwww.boitempoeditorial.com.br

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Túlio Maravilha

A camisa alvinegra não era a do clube que o consagrou. Ao contrário do famoso e mitológico número 7 do Botafogo, o número 999 era o que estampava as costas de Túlio Maravilha. Porém, ele representava mais do que o registro do atacante na súmula do confronto entre Araxá Esporte e Mamoré: fazia referência à maior motivação do artilheiro em continuar jogando com 44 anos: o milésimo gol, segundo as contas do jogador. Depois de uma verdadeira saga por vários times do Brasil e do mundo, ele veio neste dia 08 de fevereiro era o mais esperado na carreira do artilheiro.

Assim como Pelé e Romário, o milésimo gol saiu de bola parada. Aos 27 minutos do primeiro tempo, o árbitro da partida no estádio Fausto Alvim, casa do Araxá Esporte, marcou um toque de mão da defesa do Mamoré. Túlio Maravilha pegou a bola e ajeitou para bater. O goleiro Fabrício do time de Patos de Minas ainda tentou desestabilizar o camisa 999. Tranquilo, Túlio bateu no canto esquerdo e fez. Tirou a farda e mostrou o número 1000 na camisa. Dedicou o gol à esposa, aos filhos e para ele, claro, foi diferente de Pelé e Romário, que marcaram do lado esquerdo e Túlio, do lado direito.

Minas Gerais
A contagem do gol 1000 começou a partir de 500. E assim como o desfecho do projeto, o início de toda a saga pelo gol mil foi no interior de Minas durante o Campeonato Mineiro. Apesar de toda autoconfiança que lhe é característica e a certeza de que ele estar em campo é sinônimo de gol, o atacante adotou o projeto em 1999, quando vestia a camisa do Cruzeiro, contra o Democrata de Governador Valadares.

Depois do Cruzeiro foram 21 clubes e 418 gols, até o tento 999. A última vez que balançou as redes foi na vitória do Vilavelhense por 2 a 1 sobre o Linhares no estádio Virgílio Grassi, em Rio Bananal (ES).

Mais importante
O atacante não precisa nem de um segundo para responder qual gol é o mais importante entre os mil. Cobrança de falta de Sérgio Manoel pela esquerda. Jamir cabeceou para o chão e a bola encontrou o pé direito de Túlio. O artilheiro ajeitou e arrematou com a esquerda. Gol do Botafogo que abriu caminho para o título Brasileiro de 1995.

O lance foi rápido. A defesa do Santos nem reclamou. Mas, na hora da cabeçada, o artilheiro estava impedido. Lance polêmico na final e Tulio admite a irregularidade.

Mas polêmico
Aquele do dia 17 de julho de 1995 contou ainda com gol antes dos três minutos de jogo, falha de Tafarel no chute de Batistuta e a violência dos argentinos que terminaram o primeiro tempo com um a menos.

Com a entrada do zagueiro Ayala no lugar de Batistuta, a Argentina se trancou na defesa para tentar segurar o 2 a 1 que garantiria a vaga na final. Mas Tulio usou um artifício conhecido dos argentinos: impedido, o atacante dominou a bola com o braço esquerdo após cruzamento. Só o juiz viu a bola no peito de Tulio. Gol do empate em 2 a 2. Decisão por pênaltis, Tafarel se redimindo com duas defesas e Brasil na final.

Túlio ainda relembrou o gol de “futebol arte, tetracampeão” marcado de calcanhar na vitória do Botafogo por 4 a 1 contra o Universidad do Chile pela Libertadores de 1996, no Maracanã, um gol de bicicleta no início da carreira no Goiás e a meia bicicleta que deu o título da Série A2 do Campeonato Paulista para o São Caetano e a vaga na elite paulista.

Botafogo
Foram 28 clubes antes do Araxá, além da seleção brasileira. Apesar do início da carreira no Goiás, clube onde fez o maior número de gols – 187, a grande identificação de Tulio é com o Botafogo. Pelo alvinegro carioca foram 167 gols, duas artilharias no Campeonato Brasileiro da Série A e um título nacional.

Em 2013, foi criado o projeto "Túlio a 1000 - 7 Gols de Solidariedade" em que ajudaria o jogador a fazer o milésimo com a camisa 7 alvinegra. Não vingou, segundo o atacante, por causa do próprio clube. Mesmo com os problemas, a intenção era fazer o milésimo com a camisa do time carioca.

- O objetivo, a princípio, era fazer este gol com a camisa do Botafogo, pela identificação e por ser um ídolo do clube, O ideal era ter feito lá. Mas houve um desentendimento e o sonho não foi possível – lamentou.

Milésimo?
Tulio Maravilha tem certeza que fez mil gols. Para o artilheiro, o primeiro gol dele com a camisa do Araxá é a cereja do bolo de uma relação com as redes que poucos tiveram. O atacante lembrou ainda que não foi só a contagem dele que gerou dúvida.

Para os críticos, o atacante do Araxá fez questão de relembrar alguns os feitos da carreira, entre eles, o que ele chama de “Hexa artilheiro do Brasileirão”.

Túlio foi artilheiro por três vezes do Brasileiro em três divisões diferentes. Uma pelo Goiás e duas pelo Botafogo pela Série A, uma vez artilheiro da Série B, pelo Vila Nova - GO, e duas vezes da Série C com o Brasiliense e com o Vila Nova-GO. No total foram mais de 220 gols.

Fim de careira
Independente do milésimo gol, Tulio tem um contrato de cinco jogos com o Araxá e, possivelmente, entrará em campo no confronto entre o Araxá e o Nacional de Uberaba, na próxima rodada do Módulo II do Campeonato Mineiro. Se vai aposentar após o contrato, Tulio não sabe. Mas sabe que, após o fim da carreira, vai atacar em outros campos.

- Vou me transformar em comentarista. De certa forma vou continuar no futebol – concluiu.
Fonte: www.globoesporte.com


Literatura

"Cidades rebeldes: passe livre a as manifestações que tomaram as ruas do Brasil "
Trata-se de um livro impresso nos megaprotestos que ficaram conhecidos como as Jornadas de Junho, além de ser o principal esforço intelectual até o momento de analisar as causas e consequências desse acontecimento marcante para a democracia brasileira. Escrito e editado no calor da hora, em junho e julho de 2013, a obra traz perspectivas variadas sobre as manifestações, a questão urbana, a democracia e a mídia, entre outros temas. 

Participaramm dessa coletânea autores nacionais e internacionais, como Slavoj Žižek, David Harvey, Mike Davis, Raquel Rolnik, Ermínia Maricato, Jorge Souto Maior, Mauro Iasi, Silvia Viana, Ruy Braga, Lincoln Secco, Leonardo Sakamoto, João Alexandre Peschanski, Carlos Vainer, Venício A. de Lima, Felipe Brito e Pedro Rocha de Oliveira. Paulo Arantes e Roberto Schwarz assinam os textos da quarta capa. O livro também conta com um ensaio fotográfico do coletivo Mídia NINJA e ilustrações sobre as manifestações de Laerte, Rafael Grampá, Rafael Coutinho, Fido Nesti, Bruno D’Angelo, João Montanaro e Pirikart, entre outros. 
Fonte: www.boitempoeditorial.com.br

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Willys Overland

                                          Rural Willys
A Rural Willys é um utilitário que foi produzido pela Willys Overland nas décadas de 1950, 1960 e 1970 no Brasil. Na década de 1970, passou a ser produzida pela Ford do Brasil, que comprou a fábrica da Willys em 1967, mantendo inalterados o nome Rural e praticamente todas as características do veículo.
Foi lançado nos Estados Unidos em 1946 com o nome de Jeep Station Wagon, tendo sido o primeiro veículo do tipo com a carroceria toda em metal, em contrapartida às carrocerias de madeira, então comuns. Com pequenas diferenças, foi produzido também em outros países como o Japão, onde foi fabricado pela Mitsubishi, com o nome J37 e a Argentina, onde foi fabricado pela Kaiser e é conhecido como Estanciera. O modelo brasileiro foi redesenhado em 1960 utilizando como inspiração a arquitetura moderna de Brasília, em construção na época. Este desenho acompanhou a Rural até o encerramento de sua produção em 1977.
No Brasil foram produzidas versões com tração 4X4 e 4X2, com motores a gasolina de seis cilindros em linha e cilindrada de 2.6 ou 3.0 litros (opcional). O motor de 2.6 litros, ou 161 polegadas cúbicas, foi o primeiro motor a gasolina fabricado no Brasil e também equipava outros veículos da fábrica Willys, como o Jeep e o Aero. O motor 3.0, utilizando o mesmo bloco, equipava o Itamaraty. A partir do segundo semestre de 1975, até o final da produção, em 1977, a Rural foi fabricada com motor Ford, denominado OHC, de quatro cilindros e 2.3 litros de cilindrada. Em todas as versões, tinha potência aproximada de 90 hp (cavalos-vapor), adequada à época e características do veículo.
A Rural Willys pode ser considerada "avó" dos atuais utilitários esportivos existentes, pois era um veículo com espaço para a família, mas robusto e com vocações off-road, ou seja, capaz de enfrentar ruas e estradas de terra, lama ou mal conservadas.
Em 1961 entrou em linha a versão picape da Rural, chamada de Pick-Up Willys ou Pick up Jeep e, posteriormente, F-75. A versão militar, amplamente utilizada pelas Forças Armadas do Brasil, denominava-se F-85. Na Argentina, este modelo foi conhecido como Baqueano. A F-75 manteve-se em produção pela Ford do Brasil até 1981.

Literatura

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Túlio Maravilha

Jogador reforça Araxá e poderá marcar "milésimo gol" no Campeonato Mineiro do Módulo II
Depois de três meses de negociação, o Araxá concretizou a contratação do atacante Túlio Maravilha. O presidente do clube, Dailson Lettieri confirmou o acordo com o jogador graças a uma parceria com o Grupo Zema. O jogador de 44 anos chegará a Araxá na terça-feira, 04/02, para ser apresentado à imprensa, assinar contrato e se integrar ao grupo comandado por Eugênio Souza. O Araxá poderá ficar marcado como o clube onde Túlio marcou o ‘milésimo gol’ de sua carreira. Nas contas pessoais do artilheiro, 999 já estão contabilizados.

Túlio assinou com o Grupo Zema um acordo para defender o Araxá em seis jogos do Módulo II do Mineiro e será o garoto-propaganda do Grupo Zema em campanhas publicitárias ligadas à Copa do Mundo. A empresa é dirigida pelo empresário Ricardo Zema e atua nos segmentos de lojas de eletrodomésticos, postos de gasolina e agências de veículos.

O Araxá estreará no Módulo II do Mineiro neste domingo (02/02), contra o Montes Claros, fora de casa, e na quarta-feira receberá o Uberlândia no Fausto Alvim. Tudo indica que a estreia de Túlio será no sábado, dia 8 de fevereiro, contra o Mamoré de Patos, em Araxá, pela terceira rodada.

Esta será a segunda passagem de Túlio pelo futebol mineiro. Em 1999, ele jogou pelo Cruzeiro e curiosamente marcou o gol 500 com a camisa azul, na partida contra o Democrata, em Governador Valadares, pelo Campeonato Mineiro. Ao todo, foram sete jogos (seis oficiais e um amistoso) e quatro gols pelo clube. O jogador foi revelado pelo Goiás e viveu seu auge no Botafogo, entre 1994 e 1996, período em que também defendeu a Seleção Brasileira.
FONTE: www.uai.com.br

Literatura

"Operação Banqueiro"

A história de como o banqueiro Daniel Dantas foi preso e libertado acusando seus acusadores
Um acontecimento inusitado assombrou o Brasil em 2008: o poderoso e enigmático banqueiro Daniel Dantas foi preso pelo delegado federal Protógenes Queiroz, por ordem do juiz Fausto De Sanctis, e conduzido algemado para uma cela comum, acusado de vários crimes. Mas logo depois foi libertado, por ordem do então presidente do Supremo Tribunal Federal - STF, Gilmar Mendes. As provas da investigação foram anuladas. O delegado foi afastado de seu trabalho e elegeu-se deputado. O juiz deixou sua vara e assumiu o cargo de desembargador no Tribunal Regional Federal, mas em área sem relação com crimes financeiros, sua especialidade. O que teria acontecido? Neste livro, que se lê como um thriller policial, o repórter investigativo Rubens Valente, da Folha de S. Paulo, desvenda toda a história, com a revelação de aspectos inéditos, documentos e segredos.
Fonte: www.livraria.folha.com.br