sábado, 30 de novembro de 2013

O gesto de Júlio Baptista

por Pedro Cardoso da Costa*
Num recente jogo do Vasco da Gama contra o Cruzeiro, as imagens flagraram o jogador Júlio Baptista do Cruzeiro a sugerir repetidas vezes, de forma incisiva, a um jogador adversário que fizesse logo o terceiro gol para garantir a vitória e a conquista dos três pontos que aliviariam o risco do time carioca cair para disputar a Segunda Divisão no próximo ano.
O Cruzeiro já era campeão. O Vasco corria risco iminente de não se salvar do rebaixamento. O time mineiro perdera pouquíssimos jogos para qualquer adversário; para os “rebaixandos”, então!
Todos os indícios de que a fala de Júlio Baptista corroborara para ao menos se discutir a possibilidade de o jogo ter sido arrumado foram jogados no campo da mera coincidência. Essa bandida coincidência já se tornou famosa e de domínio público por salvar as claras falcatruas na política. Já basta lá!
Desde o momento da frase infeliz do jogador, o Brasil da verdade indiscutível aflorou. Os jornalistas esportivos, na sua grande maioria, começaram a defendê-lo, antes mesmo de uma posição do jogador.
Apressaram-se na defesa prévia de confirmar que a imagem era verdadeira e irrefutável. Ele disse isso. Isso seria o fato, concreto, existente. Essa parte poderia ser discutida ou não por terceiros, por aqueles que estavam de fora. Esse fato não tinha discussão. Que ele disse, disse!
Mas o outro Brasil entra para afirmar veementemente que, apesar da imagem concreta, ele jamais dissera aquilo para valer. Tinha sido o famoso “da boca pra fora”. Mas essa parte não seria a mais difícil? Sim, não para nossos jornalistas premonitores, aqueles que leem intenções. E o mais ilógico disso é que a parte concreta não era questionável, mesmo sem a leitura ou assinatura de um profissional. E a subjetiva, aquela de foro íntimo, também não.
Essa ala da defesa prévia e premonitória é a mesma que culpa o torcedor de futebol por ser ingênuo e insinua todas as barbaridades sobre os dirigentes esportivos. Mas não acredita e até defende de olhos fechados as palavras e atos reprováveis, como se os jogadores fossem verdadeiros santos, perdidos no meio desse inferno esportivo.
Fundamentaram suas defesas na argumentação frágil de que a fala do jogador estaria inserida nas brincadeirinhas do meio futebolístico. Até o jornalista, diretor da revista Placar, que denunciou resultados fabricados para influenciar nos resultados da loteria esportiva não se deu ao supremo direito da dúvida. Cravou certeza na ingenuidade do atleta. Jogador capaz de fabricar resultados só aqueles do início da década de 80.Talvez os italianos, que vira e mexe os clubes estão sendo punidos e rebaixados. Mas isso acontece lá, coisa de clubes tupiniquins.
Esses jornalistas precisariam entender que ter uma linha consistente de conduta ética contribui para a consolidação de valores de uma sociedade. Essa certeza absoluta, meramente dedutiva, de vender ingenuidade não cola mais.

*Pedro Cardoso da Costa é advogado

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Literatura

"Ponte Preta − a torcida que tem um time"
O livro, escrito por André Pécora não é um estudo acadêmico, nem uma análise sociológica ou histórica. É mais que isso. É um livro para quem tem a Ponte Preta na pele. O que o torna singular, no meio de tantos livros escritos sobre times brasileiros, é que este livro não se furta em celebrar derrotas. É cômodo descrever vitórias, é cômodo ser torcedor de um dos chamados grandes, que empilham suas conquistas de maneira quase monótona. O torcedor da Ponte, como André Pécora, ao contrário, cultiva suas gloriosas derrotas, cuida delas com desvelo, faz questão de recordá-las. Um grande número de páginas, por exemplo, é dedicado a descrever, em um tom épico, os jogos das finais de 1977 contra o Corinthians, quando a Ponte não venceu. Porque as derrotas da Ponte não são quaisquer derrotas. Não se trata de um livro que enaltece um time pequeno, fazendo apologia do humilde e relatando a profissão de fé do perdedor. O torcedor da Ponte não é um daqueles heróis que permanecem fiéis a certos times por motivos inexplicáveis ou para serem originais. O torcedor da Ponte sabe que torce por um time grande, que forjou sua grandeza nas grandes batalhas, mesmo as perdidas. No fim, o que importa mesmo é a batalha. Com o tempo implacável, o resultado das lutas se torna embaralhado e impreciso, quem ganha e quem perde não significa mais nada. Só os heróis ficam, os grandes personagens. Como disse Polozzi: “É claro que queríamos o título e lutamos muito por ele. Mas, depois de tanto tempo, acho que entramos para a história da mesma forma, porque até hoje a final contra o Corinthians é lembrada por todos”. Claro que o livro também fala das grandes vitórias, como contra o Palmeiras, recém-campeão mundial de 1951, ou, mais perto de nós, o incrível derby do dia 28 de outubro de 2002.

SULAMERICANA 2014

Ponte Preta (Brasil) e Lanus (Argentina)

Associação Atlética Ponte Preta
O clube fundado em 1900 por um grupo de estudantes, é o clube de futebol em atividade mais antigo do futebol paulista e a segunda equipe de futebol mais antiga do Brasil.
Conhecida popularmente como "Macaca", o clube atua em seu próprio estádio, o Moisés Lucarellie seu maior rival é o Guarani, com quem faz o dérbi campineiro.
Finalista da Copa Sulamericana, a Ponte Preta foi  vice-campeã paulista em 1970, 1977, 1979, 1981 e 2008 e campeã paulista do interior em 2013, quando decidiu o titulo com o Penapolense.

Campinas-SP
Fundada em 1774 e com uma população de 1.144 862 habitantes  (IBGE/13), Campinas é o terceiro município mais populoso de São Paulo, ficando atrás somente de Guarulhos e da capital, e o 14º do Brasil, superando muitas capitais de estado.

Club Atlético Lanus
O Club Atlético Lanús é um clube argentino de esportes, situado no município de Lanús na província de Buenos Aires. A instituição tem uma variedade de esportes onde se destaca, o futebol e o basquete.

Fundado em 1915, seu nome provem de Anacarsis Lanús, manda seus jogos no Estádio Néstor Díaz Pérez, conhecido popularmente como "La Fortaleza", com capacidade para 47.027 torcedores. Tem como maior rival o Club Atlético Banfield, da cidade vizinha de Lomas de Zamora, na Grande Buenos Aires.

Lanus
Lanús é um município localizado na província de Buenos Aires. Além da capital, faz limite com Avellaneda, tem uma população estimada de 450 mil habitantes e é a terra natal de  Diego Armando Maradona e Walter Montillo.

Literatura

 "República das abelhas"

Carlos Lacerda foi o político mais controverso de sua época. Para uns, foi salvador da pátria. Para outros, reacionário feroz. Seu pai, seus tios e seu avô tiveram participação igualmente decisiva nos principais lances da política brasileira, da Primeira República ao suicídio de Getúlio Vargas, em 1954. 
Por volta de 1870, abolicionista e republicano, Sebastião de Lacerda entrou na vida pública. Entre 1910 e 1940, Maurício, seu filho mais velho, tornara-se um socialista utópico na Primeira República. Seus outros dois filhos, Fernando e Paulo, chegaram a secretários-gerais do Partido Comunista. Entre 1930 e 1960, seu neto, Carlos Lacerda, percorreu todo o espectro político, consolidando-se como o principal adversário de Getúlio e, em seguida, do getulismo.
Ao lado de republicanos, abolicionistas, liberais, socialistas, comunistas, explosivos, admirados, idealistas e destruidores sistemáticos, eles formam a "República das abelhas", descrita com brilho por um dos prosadores mais inventivos da literatura brasileira contemporânea.

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Futebol mineiro


TUPI 2014
América x Tupi - 26/01 - 17h - Independência
Tupi x Minas de Sete Lagoas - 01/02 - 17h
URT (Patos de Minas) x Tupi - 05/02 - 17h - Zama Maciel
Tupi x Atletico - 08/02 - 17h
Caldense x Tupi - 15/02 - 17h - Ronaldão
Tupi x Vila Nova - 19/02 - 20h30
Tupi x Nacional de Muriaé - 22/02 - 16h
Tombense x Tupi - 01/03 - 16h - Antônio Guimarães
Tupi x Boa Varginha - 05/03 - 20h30
Cruzeiro x Tupi - 09/03 - 16h - Mineirão
Tupi x Guarani de Divinópolis - 16/03 - 16h.

Literatura

"O Anjo Surfista"
Guido Vidal França Shäffer, descendente das famílias alemãs Freez Shäffer, de Juz de Fora-MG, por parte de seu pai, Guido Manoel Vidal Shäffer, era formado em medicina, seminarista e surfista. Sua vida teria sido de muitas vitórias se, aos 34 anos, não tivesse morrido.
Morreu no mar, lugar onde realizava seus melhores encontros com Deus. Este livro acompanha a história de um rapaz que não conseguiu se ordenar padre, mas quem sabe está muito próximo de se transformar em santo. Tinha vocação. E ela estava em todas as coisas que fazia, desde cuidar dos pobres na Santa Casa de Misericórdia, até ajudar a ordem Missionária da Caridade de Madre Teresa de Calcutá e organizar grupos de oração na paróquia Nossa Senhora da Paz.
Guido era o típico carioca, nascido em Copacabana e surfista do Arpoador. Discípulo de Padre Jorjão. Residente da Santa Casa de Misericórdia. Guido ensinou jovens e adultos a pegar onda, a ter compaixão pelos pobres e, principalmente, a amar a Deus.

Recordar é viver

São Paulo 3 x 2 Botafogo 

por Paulo Cézar da Costa Martins Filho*

São Paulo, 26 de abril de 1981.
Quase cem mil torcedores lotam as dependências do Estádio Cícero Pompeu de Toledo. São Paulo e Botafogo decidem uma vaga na final do Campeonato Brasileiro de 1981. A vantagem do empate era do alvinegro carioca, que venceu a partida de ida no Maracanã.

Em um dos certames mais disputados da história do futebol brasileiro, times de alto nível técnico ficaram para trás. O Flamengo de Zico, Leandro e Júnior; o Corinthians de Zé Maria, Wladimir e Sócrates; o Fluminense de Paulo Victor, Edinho, Deley e Cláudio Adão; o Atlético Mineiro de Luisinho, Toninho Cerezo, Éder e Reinaldo foram precocemente eliminados.

Na semifinal, chegaram Botafogo e São Paulo, duas equipes com menos técnica que outras, mas que se destacavam pela obediência tática. No Botafogo do técnico Paulinho de Almeida, a principal arma era o contra-ataque mortal.

Isso ficou bem claro logo no começo da batalha no Morumbi. Como precisava vencer, o São Paulo tomou a iniciativa do jogo, lançando-se todo para o ataque. No primeiro contra-ataque do Botafogo, aos 10 minutos, tabela bonita entre Jérson e Marcelo, e acontece o gol de Jérson: Botafogo 1 a 0.

Aos 19 minutos, vem o segundo contra-ataque: Perivaldo arranca em velocidade pelo flanco direito e cruza. O craque Mendonça emenda de primeira: golaço, Botafogo 2 a 0, em pleno Morumbi. É impressionante como Perivaldo e Mendonça jogaram bem neste campeonato. Perivaldo é o melhor lateral-direito do certame, até os paralelepípedos sabem disso. Já Mendonça é a Estrela Solitária, carrega o time com sua habilidade extraordinária. Foram duas atuações memoráveis de Mendonça que eliminaram o Flamengo nas quartas-de-final.

O São Paulo não possui uma equipe ruim, longe disso. No gol, está Waldir Peres, o arqueiro titular da Seleção Brasileira. Na defesa, há Oscar, também do escrete, e Darío Pereyra, que só não joga pela Seleção porque nasceu no Uruguai. Na lateral-esquerda, a qualidade de um Marinho Chagas, também selecionável, e conhecido dos botafoguenses. No meio-campo, o habilidosíssimo Renato, campeão brasileiro pelo Guarani em 1978.

Aos 45 minutos, Serginho Chulapa caiu na área, e o árbitro Bráulio Zanotto marcou o pênalti para o São Paulo. O próprio Serginho cobrou rasteiro, no canto direito do goleiro Paulo Sérgio. Era o gol que dava esperanças aos corações são-paulinos.

No intervalo, que durou intermináveis 28 minutos, o técnico Carlos Alberto Silva faz uma substituição ousada: tira Heriberto para pôr Éverton. Ele estava certo: o São Paulo precisava de dois gols. Ou então estaria eliminado do Campeonato Brasileiro.

Vem o segundo tempo e, aos 21 minutos, o alvinegro Rocha afasta mal, para a entrada da área. Éverton acerta um chutaço de primeira, indefensável: 2 a 2. Explosão de alegria nas arquibancadas do Morumbi, mas a vaga ainda era do Botafogo.

Aos 33 minutos, acontece a jogada que ficaria marcada para sempre nos corações são-paulinos. Darío Pereyra ajeita de cabeça para dentro da área, Serginho tenta dominar e não consegue. Éverton é o herói: de bico, ele empurra a pelota para as redes. Era o segundo gol de Éverton, que saíra do banco de reservas para a glória. Era a virada histórica. Era a classificação do São Paulo à final do Campeonato Brasileiro.

São Paulo 3 x 2 Botafogo
Semifinal do Campeonato Brasileiro de 1981.
Local: Morumbi (São Paulo).
Data: 26/04/1981.
São Paulo: Waldir Peres; Getúlio, Oscar, Darío Pereyra e Marinho Chagas; Almir, Heriberto (Éverton) e Renato (Assis); Paulo César, Serginho Chulapa e Zé Sérgio. Técnico: Carlos Alberto Silva.
Botafogo: Paulo Sérgio; Perivaldo, Gaúcho, Zé Eduardo e Gaúcho Lima; Rocha, Ademir Lobo e Mendonça (Gilmar); Ziza (Édson), Marcelo e Jérson. Técnico: Paulinho de Almeida.
Árbitro: Bráulio Zanotto.
Público: 98.650 pagantes
Gols: Jérson aos 10'/1T, Mendonça aos 19'/1T, Serginho Chulapa (penalti) aos 45'/1T, Éverton aos 21'/2T e aos 33'/2T.
*Paulo Cézar da Costa Martins Filho é blogueiro
FONTE: www.jornalheiros.blogspot.com.br

Literatura

"TVE-Brasil - Cenas de Uma História" e "Rádio Mec - Herança de Um Sonho"
Em "TVE-Brasil - Cenas de Uma História", um livro que vem em uma caixa acompanhado de "Rádio Mec - Herança de Um Sonho", a história destas duas emissoras públicas, que têm em comum o fato de também serem consideradas educativas, é contada.
São duas classificações que aparecem sempre muito relacionadas no Brasil, onde muitas vezes falar em televisão pública é quase como falar em televisão educativa. A confusão é facilmente entendida se for avaliado que os dois conceitos sempre estiveram muito próximos quando o país começou a definir outros padrões de TV que não as comerciais.
Outra idéia comumente associada à TV pública é a ingerência do Estado, algo mostrado no livro da TVE de maneira clara, e mesmo na história recente do país. Além de ter sofrido nos anos de chumbo como outras emissoras, inclusive as comerciais, a TVE ficou à mercê de interferências de governantes depois da redemocratização.
O livro cita, por exemplo, a administração de Leleco Barbosa, indicado pelo então presidente Fernando Collor de Mello. Filho do apresentador Abelardo Barbosa, o Chacrinha, Leleco foi alvo de polêmicas, como transmitir uma partida de futebol entre funcionários do Sindicato dos Rodoviários do Rio de Janeiro. Ele se defendeu na história dizendo que a transmissão era "uma gentileza", que não prejudicava ninguém.
O episódio, além de ser singular, mostra como exemplos já ocorridos em modelos de TV Pública geraram abusos no passado e pode ser utilizado para a discussão de regras para o futuro.
Na questão educativa, os programas infantis, um grande trunfo da TVE e da produção nacional, ganham um capítulo detalhado, falando de projetos e produções criativas.
Tanto no livro da rádio Mec como no da TVE, a figura de Edgard Roquette-Pinto é destacada. Ele foi um ator fundamental na idéia de expandir o alcance da educação por tecnologia. Revolucionária em um momento em que o sistema de ensino ainda era limitado a alguns centros urbanos, a idéia é reaproveitada, com outro viés, pelo ensino à distância via internet e também pelos "telecursos" que surgiram na história da TV brasileira.
As publicações contaram com a pesquisa, organização e edição da jornalista Liana Milanez.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

20 de novembro de 2011

                            Santa Cruz 0 x 2 Tupi
Santa Cruz: Tiago Cardoso; Eduardo Arroz, Leandro Souza, André Oliveira e Dutra (Kiros); Memo, Wesley, Renatinho e Bismarck (Washington); Thiago Cunha e Fernando Gaúcho (Ludemar). Técnico: Zé Teodoro.Tupi: Rodrigo; Marquinhos (Adalberto), Weslley Ladeira, Sílvio e Augusto; Assis, Marcel, e Michel (Henrique) e Luciano Ratinho (Vitor Hugo); Alan e Ademílson. Técnico: Ricardo Drubscky
Árbitro: Cléber Wellington Abade (SP)
Assistentes: Griselido de Souza (PB) e Eduardo Lincoln (RN)
Gols: Alan (aos 34 do 2 T) e Henrique (aos 36 do 2 T)
Cartão amarelo: Vitor Hugo e Henrique (Tupi)
Público: 54.815 pagantes
Renda: R$ 754.760,00

A Campanha do Campeão: 
Conquistou 33 pontos em 16 jogos, dez vitórias, três empates e três derrotas - 29 gols a favor e 15 contra, com saldo de 14 gols.
Artilheiros: Ademilson 08 gols, Luciano Ratinho 04, Vítor Hugo e Henrique 03, Allan, Chrys e Augusto com dois gols cada, Cassiano, Dennis, Wesley Ladeira, Marcel e Marquinhos, com um gol gol.

Jogos
Itumbiara-GO (3 x 1 e 1 x 0),
Tocantinópolis-TO (0 x 0 e 0 x 3),
Gama-DF (1 x 1 e 1 x 0),
Anapolina-GO (3 x 1, 1 x 2, 4 x 1 e 2 x 2),
Volta Redonda (0 x 1 e 4 x 2) ,
Oeste (3 x 0 e 3 x 1),
Santa Cruz (1 x 0 e 2 x 0).

terça-feira, 19 de novembro de 2013

"A História de uma Rivalidade - O equilíbrio nos clássicos do vale contado em detalhes"
Escrita pelos jornalistas Alberto Simões (São José dos Campos) e Moacir dos Santos (Taubaté), a obra, com 360 paginas, contém rico material com registro dos 64 jogos já realizados pelas equipes (São José e Taubaté), incluindo detalhes de alguns jogos realizados na época em que o futebol ainda não era profissional. Um livro completo e definitivo para tirar todas as suas dúvidas sobre os confrontos entre os dois maiores rivais do Vale do Paraíba. Os craques das duas equipes, técnicos, dirigentes, a opinião da imprensa, estatísticas e fotos.
Com uma diagramação leve, as informações são facilmente localizadas. O conteúdo registra apresentação das duas equipes, história dos dois clubes; Jogos inesquecíveis; fichas técnicas de todos os clássicos; personagens e depoimentos; títulos conquistados; relação dos atletas que fizeram parte dessa história com detalhamento de números de jogos, de gols marcados etc; Presidentes dos clubes; imagens de várias épocas, incluindo fotos inéditas nunca publicadas.

19 de novembro

A atual Bandeira Nacional foi adotada pelo decreto n.° 4, de 19 de novembro de 1889, quatro dias após a Proclamação da República (15 de novembro de 1889). Sua elaboração foi realizada por Raimundo Teixeira Mendes (positivista), Miguel Lemos (diretor do Apostolado Positivista do Brasil), Manuel Pereira Reis (astrônomo) e Décio Vilares (pintor).
A bandeira do Brasil é formada por um retângulo verde, no qual está inserido um losango amarelo, cujo centro possui um círculo azul com estrelas brancas (atualmente 27) e com uma faixa branca, que contém a frase: “Ordem e Progresso”. Cada elemento da bandeira possui um significado:
- Verde: simboliza a pujança das matas brasileiras;
- Amarelo: representa as riquezas minerais do solo;
- Azul: o céu;
- Branco: a paz;
Estrelas brancas: representa cada estado brasileiro e o Distrito Federal;
A frase “Ordem e Progresso”: influência de Augusto Comte, filósofo francês fundador do positivismo.
As estrelas na Bandeira Nacional estão distribuídas conforme o céu, na cidade do Rio de Janeiro, às 8 horas e 30 minutos do dia 15 de novembro de 1889, no qual a Constelação do Cruzeiro do Sul se apresentava verticalmente em relação ao horizonte da cidade do Rio de Janeiro. Entretanto, Raimundo Teixeira Mendes elaborou um desenho contrariando alguns aspectos da astronomia, priorizando a disposição estética das estrelas, e não a perfeição sideral.
A primeira versão da bandeira era composta por 21 estrelas, que representavam os seguintes estados: Amazonas, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba do Norte (Paraíba), Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Goiás, Mato Grosso, Município da Corte.
Posteriormente, foram inseridas novas estrelas, através das modificações da Lei n° 5.443, de 28 de maio de 1968, que permite atualizações no número de estrelas na Bandeira sempre que ocorrer a criação ou a extinção de algum estado. Nesse sentido, seis estrelas foram inseridas para representar os estados do Acre, Mato Grosso do Sul, Amapá, Roraima, Rondônia e Tocantins. Essas foram as únicas alterações na Bandeira do Brasil desde que ela foi adotada.
A Bandeira Nacional é um dos símbolos mais importantes do país, devendo ser hasteada em todos os órgãos públicos, escolas, secretarias de governo etc. Seu hasteamento deve ser feito pela manhã e a arriação no fim da tarde. A bandeira não pode ficar exposta durante a noite, a não ser que seja bastante iluminada.

Durante toda sua história, o Brasil teve várias Bandeiras até que se concretizasse a atual. 
Confira todas elas:
- Bandeira de Ordem de Cristo (1332 - 1651);
- Bandeira Real (1500 - 1521);
- Bandeira de D. João III (1521 - 1616);
- Bandeira do Domínio Espanhol (1616 - 1640);
- Bandeira da Restauração (1640 - 1683);
- Bandeira do Principado do Brasil (1645 - 1816);
- Bandeira de D. Pedro II, de Portugal (1683 - 1706);
- Bandeira Real Século XVII (1600 - 1700);
- Bandeira do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarve (1816-1821);
- Bandeira do Regime Constitucional (1821- 1822);
- Bandeira Imperial do Brasil (1822 - 1889);
- Bandeira Provisória da República (15 a 19 de Novembro 1889);
- Bandeira da República Federativa do Brasil (19 de Novembro de 1889 até os dias atuais).

Significado das Estrelas

Quanto às estrelas dispostas na bandeira brasileira, elas não são uniformes e cada uma possui um significado. Cada estrela presente na Bandeira representa um Estado brasileiro, além disso, todas possuem a mesma configuração, todas têm cinco pontas. Outro item que difere uma estrela da outra é quanto ao tamanho, existem cinco tamanhos distintos.

A distribuição das estrelas na bandeira brasileira foi feita a partir das características do céu do Rio de Janeiro, no dia 15 de novembro de 1889.

A estrela Spica se encontra acima da faixa que expressa “Ordem e Progresso” e representa o Estado do Pará, que no ano de 1889 correspondia ao maior território acima do paralelo do Equador. O Distrito Federal é representado pela estrela do tipo sigma do Octante.
Estados 
Significado
ACREGama da Hidra Fêmea
AMAPÁBeta do Cão Maior
AMAZONASProcyon (Alfa do Cão Menor)
PARÁSpica (Alfa de Virgem)
MARANHÃOBeta do Escorpião
PIAUÍAntares (Alfa do Escorpião)
CEARÁEpsilon do Escorpião
RIO GRANDE DO NORTELambda do Escorpião
PARAÍBACapa do Escorpião
PERNAMBUCOMu do Escorpião
ALAGOASTeta do Escorpião
SERGIPEIota do Escorpião
BAHIAGama do Cruzeiro do Sul
ESPÍRITO SANTOEpsilon do Cruzeiro do Sul
RIO DE JANEIROBeta do Cruzeiro do Sul
SÃO PAULOAlfa do Cruzeiro do Sul
PARANÁGama do Triângulo Austral
SANTA CATARINABeta do Triângulo Austral
RIO GRANDE DO SULAlfa do Triângulo Austral
MINAS GERAISDelta do Cruzeiro do Sul
GOIÁSCanopus (Alfa de Argus)
MATO GROSSOSirius (Alfa do Cão Maior)
MATO GROSSO DO SULAlphard (Alfa da Hidra Fêmea)
RONDÔNIAGama do Cão Maior
RORAIMADelta do Cão Maior
TOCANTINSEpsilon do Cão Maior
BRASILIA (DF)Sigma do Oitante

 

Literatura

“O ESSENCIAL DE JK: visão e grandeza, paixão e tristeza”
Quem foi Juscelino Kubitschek e como ele conseguiu mudar o Brasil? O que fez o menino descalço de Diamantina chegar a presidente da República? Anos JK, Anos Dourados: por que os presidentes querem ser como ele? 

Os sonhos, a glória, os amores e as dores do visionário JK. Por que o presidente mais alegre e feliz do Brasil depois sofreu tanto? Por que foi tão perseguido pela ditadura militar? Sua trajetória completa: da infância pobre à morte brutal no km 165 da Via Dutra, em 22 de agosto de 1976. Assassinato? 

Na biografia do ex-presidente responsável pela construção de Brasília (dentre outros feitos importantes), o autor, Ronaldo Costa Couto abrange todos os períodos da vida de Juscelino Kubitschek: do nascimento à morte num acidente considerado suspeito, passando pelo período em que trabalhou como médico, sua entrada na política, a mudança da capital do Brasil para a região centro-oeste, a modernização do Estado brasileiro e muitos outros pontos importantes. 

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Futebol de Mesa

Tupi é hepta nos 3 Toques

por Thiago Stephan*

O Tupi confirmou, durante o último final de semana, que é uma das principais forças de Futebol de Mesa nacional. O quinteto formado por Carlos Henrique Garcia, Flávio Scarpeli, Leonardo Stumpf, Marcus Motta e Paulo Marcos de França levou o Galo Carijó a conquistar o Campeonato Brasileiro de Clubes (Modalidade 3 Toques) pela sétima vez (1988, 1994, 1995, 1998, 2009, 2011 e 2013). Ao todo, o Alvinegro fez 17 jogos, vencendo 12, empatando um e perdendo quatro: aproveitamento de 72,5%.

Na decisão, uma incontestável vitória por 4 a 0 sobre o América de São José do Rio Preto (SP), equipe que tentava o terceiro título nacional. Stumpf derrotou Constâncio por 2 a 0, Marcus venceu José Luiz por 3 a 0, Carlos Henrique fez 2 a 1 sobre Beto Magrini e Paulo Marcos virou sobre Emerson Claudino: 2 a 1.

A 33ª edição do Brasileiro de Clubes foi disputada na sala 422 do Ginásio Mineirinho, em Belo Horizonte, e contou com a participação de nove equipes de Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal, totalizando cerca de 50 participantes. O Tupi enviou apenas uma equipe, mas repleta de campeões. Mesmo assim, o quinteto juiz-forano enfrentou muitas dificuldades, chegando, inclusive, a depender de outros resultados para chegar à final.

Depois de perder o primeiro turno, o Carijó precisava vencer o segundo para continuar sonhando com mais um título. Tudo corria bem, mas uma derrota para o Clube dos 500 (RJ) quase pôs tudo a perder. Cabia ao Tupi vencer os seus jogos e torcer contra a AABB 1, de Brasília, no duelo diante do Liberdade (BH). Mesmo já sem chances de classificação, a equipe belo-horizontina venceu a partida e colocou o Galo de volta na trilha do título.

O técnico Carlos Henrique Garcia chegou ao seu primeiro título nacional, o que fez da conquista ainda mais inesquecível para ele. “Foi muito bom. A campanha teve contornos de drama, como quando perdemos para o Clube dos 500. Neste momento, precisávamos de uma combinação de resultados. E o Liberdade fez o resultado que precisávamos”, expõe.

Para Paulo Marcos de França, duas palavras foram fundamentais no sétimo título brasileiro do clube juiz-forano. “O Tupi foi campeão pela superação e pela unidade do grupo. Tivemos muita dificuldade no primeiro turno, não nos encontramos. No segundo, os cinco integrantes conseguiram se superar”, relata.

De acordo com Marcus Motta, na decisão pesou a tradição do Carijó. “O Tupi é um time de camisa. E essa camisa pesa muito. Todos os resultados que tinham que acontecer, aconteceram”, afirma.

O hepta veio cerca de 20 dias depois de o botonista Alex Lage conquistar o Campeonato Brasileiro Individual da Modalidade Dadinho, o que reforça o bom momento do Futebol de Mesa carijó.
*Thiago Stephan é jornalista

domingo, 17 de novembro de 2013

Literatura

"1968: o ano que não terminou"
O livro "1968: O Ano que Não Terminou", considerado um dos maiores clássicos da literatura contemporânea brasileira, ganha aqui uma versão totalmente revisada.
Na obra, o jornalista Zuenir Ventura promove um retrato dos acontecimentos que fizeram do ano de 1968 um divisor de águas na história do Brasil e do mundo, além de colocar em pauta o processo brasileiro de democratização.
Além de ser uma obra de excelente jornalismo, volume presta relevante serviço à revitalização da consciência democrática do país.

Fluminense F.C.

                   FLUMINENSE CAMPEÃO CARIOCA DE 1984
FLUMINENSE 1 x 0 FLAMENGO
Data: 16/12/1984
Local: Estádio do Maracanã
Árbitro: José Roberto Wright
Renda: Cr$ 788.175.000,00
Público: 153.520 pagantes
FLUMINENSE: Paulo Vítor; Aldo, Duílio, Vica e Renato Martins; Leomir, Renê
e Assis;Romerito, Washington e Tato. Técnico: Raul Carlesso
FLAMENGO: Fillol; Jorginho, Leandro, Mozer e Adalberto; Andrade, Adílio
e Tita; Bebeto, Nunes e Élder. Técnico: Zagallo.
Gol:  Assis aos 75'
Cartões Amarelos: Mozer, Washington, Adalberto e Aldo.
Obs.: O técnico do Fluminense, Carlos Alberto Torres, estava suspenso.
Colaboração: Alexandre Magno Barreto Berwanger

Literatura

"Corta Pra Mim - Os Bastidores Das Grandes Investigações"
O apresentador e jornalista Marcelo Rezende tem muitas, mas muita história para contar. Ao longo de mais de 40 anos de carreira, a maior parte dela no jornalismo investigativo, ele já viu de tudo um pouco: defunto que fala, deputado metido com tráfico de drogas e até dirigente de time de futebol acusado de crimes. E teve ainda aquela vez em que ele foi parar na prisão no Paraguai... Depois de até ser convidado para ser padrinho de casamento de um serial killer e passar por muito aperto na hora de fazer filmagens escondidas com uma microcâmara, ele decidiu que estava mais do que na hora de contar ao público sua trajetória. Foi ai que surgiu este "Corta pra Mim". São histórias narradas com o bom humor e a simplicidade típicas de Marcelo, que tem hoje fãs de todas as idades e em todos os cantos do país. Por que ele demorou tanto tempo para lançar um livro desses? Porque, como diria ele próprio, dá trabalho para fazer.

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

15 de novembro

Pouso Alegre Futebol Clube – 100 anos: do amador à elite do futebol mineiro
15 de novembro de 1913, nesse dia nascia o Dragão das Alterosas, nascia o Pouso Alegre Foot Ball Club, que posteriormente viria a se chamar Pouso Alegre Futebol Clube. 100 anos depois, o clube fundado por um grupo de amigos apaixonados pelo esporte se encontra inativo, longe dos gramados há quatro temporadas.

Uma dura e triste realidade para o único clube de Pouso Alegre que chegou a elite do futebol mineiro e deu muitas alegrias aos seus torcedores. Torcedores que hoje vivem apenas das lembranças e da esperança de que um dia o Dragão das Alterosas renasça e volte a brilhar nos gramados de Minas Gerais.

Mas, de quem é a culpa? Por que chegou a esse ponto? Quando vai voltar? Como vai voltar? Perguntas difíceis de serem respondidas. Ainda mais quando se tem na presidência do clube pessoas que não se importam com os torcedores. Pessoas essas, ao que parece, não demonstram o mínimo de interesse em ver o time entrando em campo novamente.

Mas, por que não passar o comando do time para outras pessoas? Existem pessoas capacitadas na cidade, grupos interessados em fazer o Pouso Alegre Futebol Clube reviver seus grandes momentos. Ah, como era bom ir na LEMA ver o Dragão das Alterosas enfrentar o Atlético Mineiro, o Cruzeiro, o América, os grandes de Minas Gerais.

Aliás, hoje a LEMA, o estádio da Comendador José Garcia, não pode receber mais jogos oficiais. Primeiro por não ter a mínima condição para tal, segundo pela proximidade com o hospital. E está aí, a oportunidade para o Pouso Alegre Futebol Clube voltar a jogar. Por que não permutar junto ao governo estadual e municipal, a LEMA por um centro de treinamento?

Todos sairiam ganhando com essa troca. A população em geral, poderia ter um hospital maior, enquanto o Dragão das Alterosas um centro de treinamento, um estádio como o Manduzão, para mandar seus jogos, para buscar novas receitas, para conseguir andar com as próprias pernas novamente.

As soluções estão aí. Nosso país vive um momento especial. Copa do Mundo, todos estão de olho no Brasil. E o reflexo disso podemos ver em nossa cidade, que cresce a cada dia. Novas fábricas, novas empresas, novas oportunidades de firmar parcerias. Pronto, está aí diretoria. Se não quer fazer, se não sabe fazer, deixa alguém que saiba fazer.
FONTE: http://esportepousoalegre.net/2013/

Literatura

"O Romance de Jesus: Mistérios Revelados"
Escrito por Rosângela Xavier Rossi, o livro é resultado de uma minuciosa investigação feita pela autora sobre a vida de Jesus Cristo entre os 12 e 30 anos de vida, a experiência dele no Egito e na Índia e outros mistérios que cercam o período em que viajou até Jerusalém. Para contar quais são esses mistérios, a autora revela detalhes e acontecimentos que marcaram a peregrinação e oferece ao leitor reflexões sobre o período que vai do nascimento à morte de Jesus Cristo.

Entre as questões fundamentais tratadas no livro, a autora revela mistérios do Códice da Rosa e a relação de Cristo com os ensinamentos budistas, informações que obteve em cinco anos de profunda pesquisa bibliográfica apontada ao final da obra. Mas o livro é um questionamento da autora sobre a existência ou não de Jesus, se ele existiu de verdade ou se foi uma criação dos homens. A autora busca evidências de sua história como mito ou realidade transcendente.

Foi a partir dessas reflexões que a escritora decidiu por criar um personagem, o jornalista Jesus David e levá-lo a fazer a maior das reportagens com o mestre dos mestres, Jesus, o Cristo. Em busca de si mesmo, o jornalista encontra com o seu Self. Porém, antes ele encontra sua Amina, sua parceira até então invisível. As revelações sobre os acontecimentos que marcaram a viagem de Jesus Cristo, do Egito à Jerusalém, são contados através do romance entre o jovem jornalista judeu e a jovem muçulmana, Sara Maria.

A história do casal tem início quando David sai do Egito a caminho de Jerusalém para encontrar sua família no 28º aniversário dele. No caminho ele conhece Sara e o casal descobre afinidades em comum durante a viagem, como o profundo interesse de ambos pela história egípcia antiga, além das coincidências de nome. Apesar das diferenças religiosas, os dois se apaixonam e visitam ao longo da obra diferentes pontos do Oriente Médio e da Europa, inclusive os locais sagrados das três religiões, o cristianismo, o islã e o judaísmo. Os detalhes contados no livro assim como os locais indicados na peregrinação foram visitados pela autora, da França à Índia e Egito.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Literatura

"Divã de papel"

No primeiro capítulo de 'Divã de papel', como porta de entrada para o que vem em seguida, Maria de Jesus da Silva, a Zuza, dá voz à irmã, Veva, que, numa sinceridade desconcertante vai narrando, passo a passo e sem cair na lamúria, como se deu a traumática vinda da família para Belo Horizonte. No fim dos anos 1950, depois de amargar a miséria em Guanhães, no Vale do Rio Doce, a mãe, abandonada pelo marido, partiu de jardineira para tentar a vida na capital com seus oito filhos.

O espaço aberto para a irmã, que era a mais velha dos filhos de um casal de lavradores, é explicado pelo fato de que, à época da mudança, Zuza tinha apenas 11 meses. Daquela fase, a mulher de olhar determinado diz não se lembrar de nada.

Toda a história de vida de Zuza, com tantos e inacreditáveis desdobramentos, nos quais vai sendo mostrada uma trajetória de pobreza que o Brasil, desde sempre, faz questão de ignorar ou jogar para debaixo do tapete, está contada em Divã de papel, que a escritora lança terça-feira em Belo Horizonte. Sem forçar comparações, é uma saga parecida com a de dois outros brasileiros vindos da pobreza e que conseguiram documentar suas vidas em palavras: a escritora Carolina Maria de Jesus, autora de Quarto de despejo, e o contador de histórias Roberto Carlos Ramos.


A história de Maria de Jesus, ex-menina de rua que aos 4 anos foi jogada num orfanato, para sair aos 14 e voltar para a dura realidade das ruas e favelas de Belo Horizonte,  começou a ser registrada quando, no seu trabalho como manicure, ficou conhecendo Vera Lúcia Felício Pereira. Impressionada com os relatos de Zuza, enquanto esta ia fazendo suas unhas, a professora de literatura da PUC Minas conta que um dia não resistiu e entregou a ela alguns cadernos e disse: “Exijo que escreva suas histórias”.

Qual não foi a sua surpresa quando, alguns meses depois, recebeu os cadernos recheados de textos escritos à mão e que, levados por ela para a universidade, logo chamaram a atenção de professores e alunos, a ponto de a professora Ivete Walty ter feito dos relatos de Zuza o tema do seu pós-doutorado. Apresentado na Universidade de Ottawa, no Canadá, com o título de Testemunha estomacal, fome e escrita, o texto vem em anexo no livro.

Olimpíada se faz com atletas

por Pedro Cardoso da Costa*

Três anos a mais e a Olimpíada estará acontecendo na América do Sul pela primeira vez na história. Esse ineditismo, por si, mostra quanto a sua realização é relevante para os brasileiros em geral, com a mudança do paradigma de só ter sido realizada em países desenvolvidos.
No próximo ano, o Brasil sediará a Copa do Mundo de futebol e isso se torna uma espécie de nuvem a cobrir a importância dos Jogos Olímpicos de 2016. Eis que não se ouve falar em nenhum programa de preparação ou de capacitação de atletas para ganharem medalhas.
Definida a escolha, o governo federal, os estaduais e as prefeituras já deveriam ter apresentado as ações imediatamente. Depois de quatro anos da escolha do Brasil, já era momento de se presenciar jovens jogando tênis nas quadras das escolas, basquete e vôlei nas praças, ruas, natação nos clubes. Não se vê nada disso. Nada está sendo feito seja em São Paulo, Rio de Janeiro, Belém, Blumenau, Arapiraca ou em qualquer outro estado ou cidade, com o objetivo de preparar atletas para alcançarem índices olímpicos.
Também não há distribuição de material adequado ao treinamento em outros esportes sem tradição no Brasil. Todas as estradas já deveriam ter se transformado em verdadeiras pistas de atletismo.
Somente quando alguns atletas fossem se destacando haveria a necessidade de colocá-los em ambientes com padrões olímpicos para chegarem aos jogos com índices bem seguros e em condições reais de igualdade com os atletas de ponta.
Até agora as ações são restritas à construção da Vila Olímpica. Abandonaram até os vencedores de medalhas de ouro em Londres. Decepcionados, os medalhistas da última Olímpiada ameaçaram até sair do país. Ao invés de apoio, de estrutura, as autoridades utilizam de chantagem ao cobrar patriotismo.
Outra medida a ser testada seria a concessão de bolsa aos atletas que se destacassem para praticarem em academias e clubes particulares que oferecessem condições plenas ao desenvolvimento de suas potencialidades máximas.
Emissoras de televisão aberta e de rádio deveriam começar a veicular vinhetas sobre outros esportes menos conhecidos da população, já que é pouco ou nenhum o conhecimento dos brasileiros sobre alguns esportes. Como o país-sede deve participar de todas as modalidades, entender das regras seria o mínimo.
É fato que seremos o país organizador que menos ganhou medalhas de ouro na edição anterior. Ao contrário de todos os demais, não houve progressão nenhuma nas Olimpíadas imediatamente anteriores. Nossa média de ouro variou de zero, em 2000, a três, em 2010. Diferente dos demais países, o número de atletas com índices olímpicos deveria ser bem maior para compensar alguns favoritos que na hora "h" costuma amarelar. Daiane dos Santos, Diego e Daniele Hypólito, Jade Barbosa e Fabiana Murer são exemplos acabados. Nem se fale da seleção de futebol, que amarela sempre. Nunca venceu nem mesmo quando estavam os maiores jogadores do mundo, como Ronaldo, Ronaldinho, Romário, Rivaldo e cia.
Caso a tremedeira fale mais alto por estar em casa, também seremos o país-sede que menos ganhará medalhas, além de não restar nenhum legado na transformação na nossa cultura esportiva, que se limita ao futebol, que vai de mal a pior. E plagiando Ronaldo Fenômeno, nossas autoridades precisam entender que medalhas são conquistadas com atletas.

*Pedro Cardoso da Costa é Bacharel em direito

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Literatura

“Tratado gastrointestinal e doenças do fígado”
O livro é considerado o volume mais completo sobre gastroenterologia e foi traduzido pela primeira vez para o português e lançado pela editora Elsevier. A obra reúne autores de ao menos 12 países e a edição brasileira foi revisada por professores e pesquisadores de universidades nacionais. Entre eles, estão quatro docentes da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).

O primeiro volume vem acompanhado de um manual de perguntas e respostas referente ao livro. Os dois exemplares dão direito a um acervo multimídia da editora, que fornece acesso a conteúdos on-line para complementar as informações do livro. Ao todo, são mais de mil questões de múltipla escolha, sendo que a maioria dos exercícios se baseia em casos clínicos de pacientes reais.

O objetivo do “Tratado gastrointestinal e doenças do fígado” é informar os novos avanços da área de hepatologia e gastroenterologia para, dessa forma, deixar mais simples as decisões clínicas e cirúrgias de médicos profissionais. Nesta edição, também estão presentes as descrições de inovações técnicas acompanhadas durante as últimas décadas, como as que envolvem práticas emergenciais, além de conteúdo referente à cirurgia bariátrica, ultrassonografia endoscópica, endossonografia e tratamento de doenças hepáticas.

Pontualidade e honestidade

por Pedro Cardoso da Costa*

Todo povo excessivamente convicto de suas qualidades torna-se arrogante, e o inverso ocorre com um povo que só acha que tem defeitos e se julga cheio de defeitos e se aceita como inferior naturalmente.
Os denominados países desenvolvidos firmam os valores para todos os demais. Os ingleses são reconhecidos e admirados pela pontualidade. É comum ouvir-se a expressão “pontualidade britânica”. Os japoneses firmaram-se como os melhores em transformar tudo que for gigante em miniatura. Os americanos em fazerem justiça, especialmente no terreiro alheio. E os brasileiros em darem um jeitinho.
Este arranjo tem por objetivo corrigir o que não se faz bem-feito, ou em tempo certo. Quando se refere a prazo, o que demandaria um mês se realiza no último minuto de um ano. Por isso, faz-se de atropelo e erra-se por demais. Daí vem a necessidade de corrigir, via de regra, de forma a burlar as regras legais e de segurança. Muito raro o jeitinho ajuda. Como regra, é o símbolo maior do atraso deste país.
Como nada ocorre por acaso, essa conduta nacional se firmou por ser valorizada em alguns setores sociais. Por muito tempo o malandro do samba carioca foi enaltecido. Morava em bairros pobres, fumava e bebia muito, vestia-se de branco, usava chapéu e, de quebra, era o verdadeiro gigolô de mulheres ricas.
No futebol também se cultua em demasia a malandragem. Os comentaristas entusiasmam-se com as artimanhas. Jogadores que simulam sofrer faltas penais e fingem sofrer agressões para forçarem a expulsão dos adversários. Não são válidos dribles para enganarem os adversários. São artifícios para levarem vantagens indevidas, coroadas com uma mensagem do ex-jogador Gérson para se levar vantagem em tudo.
Esse comportamento desleal generalizou-se e passou a integrar às atitudes do dia-a-dia dos cidadãos como sinônimo de inteligência e criatividade.
Quem trabalha em empresa ou tem profissão que permite andar em ônibus sem pagar, nunca mais banca suas passagens, mesmo depois de perder esse direito. Usa o uniforme, o crachá, dá a famosa carteirada. Procedimento que se repete na entrada em cinema, em teatro, em jogo de futebol, com a famosa meia-entrada.
Nas grandes cidades é comum o motorista permitir a venda no interior dos ônibus em troca de um salgadinho ou doce jogado, rápida e de forma despretensiosa, depois da descida do ambulante. Isso é corrupção dissimulada, pois sem a troca, sua entrada não seria permitida. Por essas e outras, advogados brasileiros não fazem defesas da justa pena, mas da impunidade, mesmo conhecedores da culpabilidade de seus clientes, similar à defesa feita pelos procuradores dos mensaleiros de que seus clientes “só” praticaram o caixa dois, numa alusão espantosa de crime menor.
Com tantos desvios de conduta, cobra-se ética de parlamentares e de políticos em geral, que deve mesmo ser cobrada, mas a ética tem que fazer parte de todos os atos da vida das pessoas, sem exceção. Essas condutas devem ser reprovadas por serem desonestas e prejudiciais à nação. Glamourizar esses desvios de conduta confunde e distorce os valores éticos de um povo, que define como um “jeca” quem defende a honradez e pontualidade.

*Pedro Cardoso da Costa é Bacharel em direito

Literatura

“Um olhar poético sobre Juiz de Fora” 
As pesquisadoras Leila Barbosa e Marisa Timponi reúnem textos de escritores e poetas conterrâneos sobre espaços e acontecimentos emblemáticos do município de Juiz de Fora-MG.

A obra apresenta Juiz de Fora a partir do olhar de artistas como Pedro Nava, Belmiro Braga e outros inúmeros talentos da literatura local. Além disso, “Um olhar poético sobre Juiz de Fora” resgata a vocação para a cultura. O Morro do Imperador, o Museu Mariano Procópio, o rio Paraibuna são alguns dos marcos homenageados que, além dos excertos literários, também são acompanhados de um comentário das autoras e ilustrações da artista plástica e professora da UFJF, Valéria Faria, em cima de fotos antigas e também registros atuais.

O produto é resultado do trabalho de pesquisa “História Literária de Juiz de Fora”, que vem sendo desenvolvido há 25 anos, e já gerou outras seis publicações, dentre elas, “Ismael Nery e Murilo Mendes: reflexos” (2009), livro indicado para o Prêmio Jabuti de 2010.

As autoras destacam que, apesar de localizada em terras mineiras, a cidade de Juiz de Fora recebe diversas influências cariocas, devido a sua proximidade ao Rio de Janeiro. O resultado é um quadro cultural peculiar, fruto do encontro entre montanha e mar.

O mito Pelé

por Pedro Cardoso da Costa*
Pelo que diz a imprensa brasileira, não existe uma pessoa na face da Terra que não conheça o Rei do futebol.
Não existe um roteiro para se formar um mito. Ele se constitui por várias vertentes. No caso de Pelé, ele mesmo contribuiu decisivamente para sua posição inquestionável de maior de todos os tempos no futebol. Não sei a partir de quando, mas ele trata o jogador na terceira pessoa, exatamente para se descolar da pessoa humana e colocá-lo na dimensão inalcançável dos deuses.
Seus números são incontestáveis na totalidade. Isolados, muitos já foram superados. A começar pela questão dos gols em estaduais paulistas. Esse tipo de campeonato nunca existiu na Europa, o continente páreo ao sul-americano no futebol.
Sobre seus títulos, começa com as três Copas do Mundo, mas só jogou para valer em duas. No Mundial de 1962 se contundiu logo no segundo jogo. Mas o título já o torna único a vencer três Copas como jogador.
Nos títulos de clubes, ficou sua marca registrada por ter vencido duas Libertadores e dois Mundiais. Mas os brasileiros sempre usaram a desculpa de que nossos clubes não se interessavam pelo principal torneio da América do Sul, numa tremenda contradição, já que o Santos sempre foi enaltecido exatamente por tê-lo vencido em duas oportunidades.
No período de Pelé como jogador do Santos, 1960 a 1974, esse mesmo torneio foi vencido três vezes pelo Estudiantes e pelo Peñarol, e cinco pelo Independiente. Na sua trajetória de Libertadores marcou 17 gols, tendo sido artilheiro apenas em 1965, cm 7 tentos, uma das menores artilharias desse período. Em quantidade de artilharia foi suplantado pelas duas vezes de Fernando Morena (Uruguai), Néstor Scotta (Colômbia) e Salvador Cabañas (Paraguai).
O décimo artilheiro de todos os tempos da Libertadores tem 9 gols a mais do que o Mito. Já o equatoriano Alberto Spencer, o maior artilheiro de todos os tempos, tem 37 gols a mais do que Pelé. Também suplantou com as três Libertadores vencidas e empatam em Mundiais de Clubes.
Da Copa do Mundo, nunca foi artilheiro e ocupa a 4ª posição em todos os tempos, ultrapassado pelos 13 gols de Just Fantaine (França), 14 dos alemães Gerd Muller e Klose e pelos 15 de Ronaldo Fenômeno, o recordista.
Nos campeonatos nacionais suas marcas estão longe de algo extraordinário. Marcou 34 gols em 84 partidas no Campeonato Nacional, na Taça de Prata 36 em 56 jogos, na Taça Brasil jogou 33 e marcou 30 e mais 49 nas 53 partidas que disputou pelo Roberto Gomes Pedrosa. Tem um total de 159 gols. Lionel Messi o ultrapassa na Liga dos Campeões da Europa. E acredito que ninguém pode ousar dizer que os vários campeonatos brasileiros sejam ou foram mais difíceis do que a UEFA Champions League.
Esses são dados concretos, de fato. Só que o futebol envolve muita subjetividade e se trata de um esporte coletivo, que não depende exclusivamente do indivíduo, mas se aplica a todos. O Rei se torna um deus no campo subjetivo. Ele deu o maior drible da história e perdeu o gol. Ele deu um chute do meio-campo tentando encobrir o goleiro, lance já inúmeras vezes repetidos e com a efetividade dos gols. Sobram as histórias contadas pelos súditos e historiadores. A maioria não foi gravada e por ter se tornado mito, o que seria um lance normal para qualquer outro jogador, para ele é algo de outra galáxia. Aqueles registrados pelas imagens já foram realizados por outros.
Outra distorção é aceitar a separação atleta do cidadão. Ele, Pelé, que tanto se notabilizou por defender as crianças pobres do Brasil, não reconheceu uma filha fora do casamento e não teve a sensatez de comparecer ao enterro.
Suas manifestações são notórias pela infelicidade. Em consequência, as desavenças com outros atletas destacados são recorrentes. Na transferência para a Udinese, em 1983, Zico foi até deselegante ao afirmar que da boca de Pelé e do bumbum de criança saem a mesma coisa. Romário foi mais criativo e reforçou ao afirmar que o Rei calado é um poeta.
No conjunto da obra, se quem presenciou tem o direito a afirmar que nunca viu nada igual, não pode querer tapar a boca de quem relativiza e compara a outros atletas. Costumam dizer que não se pode comparar por serem de "épocas diferentes". A recíproca tem de ser verdadeira. Também não pode servir para torná-lo um ser Supremo.

*Pedro Cardoso da Costa é Bacharel em direito

domingo, 3 de novembro de 2013

Literatura

"O Cardeal da Resistência - As muitas vidas de dom Paulo Evaristo Arns"
Escrito pelo jornalista Ricardo Carvalho e editado pelo Instituto Vladimir Herzog, o livro com 65 capítulos e na forma de reportagens, obra narra a trajetória de dom Paulo Evaristo Arns, que chegou na capital paulista, em 1966, como bispo-auxiliar da Zona Norte da cidade. Nomeado arcebispo de São Paulo em 1970, permaneceu no cargo por 28 anos, até 1998, quando, ao se aposentar, se tornou arcebispo emérito. Em 2013 ele completou 40 anos de cardinalato e 92 de vida, e é o cardeal mais antigo da Igreja Católica. A obra conta aida com depoimentos de Clarice Herzog, Frei Betto, Juca Kfouri, Ricardo Kotscho, Fernando Morais, Clovis Rossi, Leonardo Boff, Dalmo Dallari e José Carlos Dias.