quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Eleições 2012

                       Juiz de Fora-MG
                  Fonte: www.facebook.com

Carlos Drummond de Andrade


Carlos Drummond de Andrade nasceu em Itabira-MG, em 31 de outubro de 1902 e morreu no Rio de Janeiro-RJ, no dia 31 de outubro de 1902.

Estudou em Belo Horizonte-MG, no colégio Arnaldo e em Nova Friburgo-RJ, no colégio dos Jesuítas.

Em 1925, casou-se com Dolores Dutra de Morais, com quem teve sua única filha, Maria Julieta Drumond de Andrade.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

SER CARIOCA!

Carioca não diz SIM, fala JÁ É;
Carioca não entende, se liga;
Carioca não entra, invade;
Carioca não pede, impõe;
Carioca não reclama, protesta;
Carioca não mente, manda um caô;
Carioca não fala OI, fala COÉ;
Carioca não fala vai, fala vaza.
Carioca não pede DESCULPAS, diz FOI MAL;
CARIOCA não ama, se apaixona;
Carioca não diz Obrigado, diz VALEU;
Carioca não passeia, dá rolé;
Carioca não fala "MEU", fala "MANÉ";
Carioca não fala "TÁ ME TIRANDO, MANO?", fala "TÁ DE SACANAGEM NÉ!”
Carioca jamais é "MANO", carioca é sempre "MERMÃO"!
Carioca não ouve música, escuta um batidão;
Carioca não atende o celular dizendo ALÔ, e sim dizendo FALA AÊ;
Carioca não dá idéia, manda uma real!
Carioca não fica chateado, carioca fica BOLADO!
Carioca não conversa, DESENROLA;
Carioca não sai escondido, carioca dá um perdido;
Carioca não paga R$200,00 pra ver U2, carioca vai à praia e vê Stones de graça!
Carioca num pede por favor, fala NA MORAL...
Carioca não tem MANO, tem PARCEIRO, BROTHER, FIEL...
Carioca não aparece, ele bota a cara!
Carioca não é marrento, é CARIOCAAA!
Carioca nao usa tênis, vai de havaianas mesmo!
Carioca não fala tá certo, fala TÁ TRANQUILO!
Carioca não fala DEIXA COMIGO, fala É NÓIS, TAMO JUNTO, TUDO NOSSO!
Carioca quando chega a outro lugar, nego já sabe que é carioca só
pelo jeito de andar!
Carioca não pensa ,carioca faz e pronto, se der merda deu.
Carioca não diz: "O QUE ACONTECEU? diz: "QUAL FOI?"
Carioca não fala "OI TUDO BEM?”“, manda logo um COÉÉÉÉÉEÉ
PARCERO, TRANQUILIDADE IRMÃO?”“;

CARIOCA NÃO É SÓ NASCER NO RIO.

É UM ESTILO DE VIDA!

Márcio Augusto



                                                Missas
01 – A  família do do radialista Márcio Augusto convida os  demais parentes  e amigos para a missa de sétimo dia, em intenção de sua alma,  a ser realizada nesta quarta-feira, 31 de outubro, às 18 horas, na Igreja de São Sebastião, localizada no parque Halfeld, no centro de Juiz de Fora.

02 -O padre Tarcísio Monay e o Augusto Costa de Oliveira Vale convidam os parentes e amigos para a missa de sétimo dia, pela alma do radialista Márcio Augusto, a ser realizada nesta quarta-feira, 31 de outubro, às 19 horas, na Paróquia do Sagrado Coração de Jesus, localizada na rua  Alberto Vieira Lima, número  50 no, bairro Bairu, em Juiz de Fora-MG.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Santa Catarina

             Aeroportos

Florianópolis
Aeroporto Internacional Hercílio Luz
Av. Deputado Diomício Freitas, 3.393, Carianos.

Navegantes
Aeroporto Internacional de Navegantes Ministro Victor Konder

Joinville
Aeroporto Lauro Carneiro de Loyola

Chapecó
Aeroporto Serafim Enoss Bertaso

 Forquilhinha
Aeroporto Diomício Freitas.

domingo, 28 de outubro de 2012

Futebol 2012

Tupi deixa a Série C pela porta dos fundos: Chapecoense 5 x 0 Tupi

Eleições 2012

Acabou o rodízio, BRUNO SIQUEIRA é o novo prefeito de Juiz de Fora!!!
Bruno Siqueira: 163.686 votos (57,16%)
Margarida Salomão: 122.684 votos (42,84%)
Diferença pró-Bruno: 41.002 votos (14,32%).
Perfil
Nome: Bruno de Freitas Siqueira
Partido: PMDB
Nascimento: 23/08/1974
Município de nascimento: Juiz de Fora (MG)
Ocupação: Deputado estadual
Formação: Engenheiro
Vice: Sérgio Couto Rodrigues (PMDB)

Coligação: PMDB/PMN/PSD/PTN.

 

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Chapecó-SC

Tupi: Douglas Borges, Henrique, Wesley Ladeira, Fabrício Soares e Jean Batista; Georges, Bruno Paiva, Bruno Ramos e Glauber; Fabinho e Cassiano. Técnico: Antonio Carlos Ropy.
Chapecoense:
Arbitragem:
Transmissão:

                                   Chapecó-SC
Chapecó é uma cidade localizada no oeste do estado de Santa Catarina, considerada a capital brasileira da agroindústria e capital catarinense de turismo de negócios. É uma cidade planejada, e seu traçado é em forma de xadrez. Possui 189.052 habitantes (IBGE/2010), a sexta cidade mais populosa do estado.
Situada na bacia hidrográfica do Rio Uruguai, cujo curso define a divisa com o estado do Rio Grande do Sul. Os municípios vizinhos são, basicamente, distritos desmembrados como Cordilheira Alta, Seara, Xaxim, Coronel Freitas e Nova Itaberaba.
Denominação
"Chapecó" é um vocábulo de origem Kaingang, que significaria "Donde se avista o Caminho da Roça".
História
Com a criação, em 1943, do Território Federal do Iguaçu, ao qual Chapecó passou a pertencer. Em 1946, com a extinção do referido Território, Chapecó volta a fazer parte de Santa Catarina.
Por ser atualmente uma das maiores cidades da região do antigo Território do Iguaçu, Chapecó foi fortemente cotada (juntamente com Cascavel) para se constituir na capital de um eventual Estado do Iguaçu, pretendido por alguns movimentos emancipacionistas das regiões oeste e sudoeste do Paraná e oeste catarinense nos últimos sessenta anos. As duas cidades recebem a denominação de "Capital do Oeste".
Região Metropolitana
Chapecó, Xanxerê, Xaxim, Arvoredo, Paial, Sera, Guatambu, Planalto Alegre, Nova Itaberaba, Coronel Freitas Pinhalzinho, Águas Frias, Nova Erechim, águas de Chapecó, Saudades, São Carlos, Itaí, Xavantina, Faxinal dos Guedes, Marema, Quilombo, União do Oeste, Caxambu do Sul, Palmitos e Cunhataí.
Transporte
Aeroporto Serafim Bertaso 

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Márcio Augusto de Oliveira

Morre o radialista Márcio Augusto
Morreu hoje, 25/10, na Santa Casa de Juiz de Fora-MG o radialista e advogado Márcio Augusto. O corpo será cremado no cemitério do Caju, no Rio de Janeiro.

A família decidiu que haverá velório, e o local escolhido foi o salão nobre da Cãmara Municipal (Palácio Barbosa Lima), no Parque Halfeld, centro de Juiz de Fora-MG.

Natural de Juiz de Fora (nascido em 07 janeiro de 1945), Márcio Augusto era advogado por formação, e radialista por devoção, sendo um dos mais carismáticos e talentosos comunicadores da região, com destacadas atuações nas rádios Sociedade, Panorama e Energia (Juiz de Fora) e Correio da Serra (Barbacena).

Torcedor do Fluminense e do Sport Juiz de Fora, sempre foi líder de audiência e de faturamento nas emisssoras em que trabalhou, com destaques para o rádio de entrevistas, prestação de serviço, utilidade pública e entretenimento. Foi na Rádio Panorama que o comunoicador atingiu o ápice da carreira, tendo picos de audiência no IBOPE próximo a 100%, com exposições e repercussões na TV e no Jornal. Márcio Augusto era divorciado, deixa três filhos e netos.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Santos Dumont

Estátua de Alberto Santos Dumont em bronze em um banco da praça Cesário Alvim, no centro da cidade de Santos Dumont-MG, "a terra do pai da aviação".

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Literatura

Homens que Somem
Por que os homes somem? Essa pergunta não sai da cabeça das mulheres, mas, pela primeira vez, elas vão ter a resposta.

O livro, escrito por Sonia Abrão, registra a angustia feminina com essa questão, mas também mostra o que passa pela cabeça dos homens no momento em que decidem fugir depois de um encontro, um romance e até mesmo de um casamento.

Se para eles é fácil descartar uma mulher, para elas significa um rombo na autoestima e pode até provocar um trauma.

Que tal cair na real? Ter vida com brilho próprio, deixar o amor acontecer...
Fonte: 

Pelé

Edson Arantes do Nascimento (Pelé) nasceu em Três Corações-MG, no dia 23 de outubro de 1940.
No dia 26 de abril, de 1978, o maior jogador de futebol do planeta vestiu a camisa do Fluminense. Em uma excursão pela África, o tricolor marcou um jogo amistoso contra o Racca Rovers, da Nigéria, e, por coincidência, Pelé estava no mesmo país, o que levou as autoridades locais à terem a idéia de um pontapé inicial dado pelo Rei do futebol. No entanto, as rádios anunciaram que Pelé estaria em campo como jogador, fazendo com que os trinta mil ingressos se esgotassem rapidamente. A confusão estava formada. Com medo da reação dos torcedores, o chefe da polícia local ameaçou retirar o contingente de policiais, caso Pelé não entrasse em campo. A solução foi colocar o Rei em campo por 45 minutos, com uma chuteira apertada, um número abaixo do seu. Na oportunidade, o tricolor venceu por 2 a 1 com gols de Marinho Chagas e Arturzinh.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

NARRAR FUTEBOL NO RÁDIO

Marca registrada
  por Edemar Annuseck*
“O relógio marca”..., abrem-se as cortinas começa o espetáculo, ripa na chulipa, pimba na gorduchinha, bola no barbante de Ado, respeitável público, tremulando, tremulando, tremulando as bandeiras, dez é a camisa dele, indivíduo competente o Zico, passa de passagem, Placar na Suécia, um a zero, o Brasil vence.
Frases famosas criadas por Waldir Amaral, Fiori Giglioti, Osmar Santos, Willy Gonser, Geraldo José de Almeida, Jorge Curi, Edson Leite, nos últimos cinquenta anos.
Elas identificavam os narradores por décadas, no rádio esportivo brasileiro. Era gostoso ouvir Waldir Amaral falar após cada gol: “tem peixe na rede do Vasco”, ou “o relógio marca”.
Jorge Curi com seu vozeirão anunciando o placar do jogo “no P. E (placar eletrônico) do Maraca” ou “passa de passagem”.
Willy Gonser com o seu “tem bola no barbante de Ado”. Osmar Santos gritando “chiruliruli-chirulirulá”.
Oswaldo Moreira, da Tupi do Rio falando “respeitável público”. Fiori Giglioti quando ao apito do árbitro: “abrem-se as cortinas e começa o espetáculo”. Eram marcas registradas desses grandes narradores.
Como surgia
Muitos profissionais contratavam publicitários, tinham colaboradores e amigos, para criar frases. Lembro-me de Antônio Garini, editor-chefe do Jornal da Manhã da Jovem Pan, grande incentivador de Osmar Santos, sempre tinha sugestões. César, jogador do Palmeiras e Estevam Sangirardi também colaboravam. As frases de efeito deram impulso à carreira de Osmar Santos, interrompida na noite de 22 de Dezembro de 1994.
De 1973 a 1977 eu dividia as transmissões esportivas da Jovem Pan com o Osmar.
No início da carreira, Osmar, espelhou-se em consagrados profissionais como Pedro Luís, Edson Leite, Geraldo José de Almeida, Fiori Giglioti, Haroldo Fernandes, Joseval Peixoto e outros. Aos poucos foi criando seu próprio estilo. Infelizmente Osmar Santos já não pode mais ser ouvido nas narrações esportivas.
Carbonos
Mas o Brasil recheou-se de “cópias” de Osmar Santos; suas frases e seu estilo de narrar futebol foram copiados pelos quatro cantos do país. Também Fiori Giglioti é xerocado por dezenas de locutores brasileiros. E antes de Osmar e Fiori, o extraordinário Pedro Luís. Lá por 1973 quando o Pedro Luís começou a ter problemas com a voz, aparecia Marco Antônio Matos, seu espelho, cópia fiel do grande mestre. Pedro teve outros seguidores como Mário Garcia, Wanderlei Ribeiro, Hamilton Galhano no rádio de São Paulo.
Nos estados em que se ouve o futebol do Rio, José Carlos Araújo tem clones e mais clones. O rádio esportivo brasileiro sempre teve muitas cópias; não é grande o número de narradores de ponta, com estilo próprio.
Criatividade
A narração esportiva brasileira pode ser analisada por regiões. No sul, o futebol da Guaíba foi reconhecido a partir da Copa de 1966 na Inglaterra pelo som e transmissões emocionantes de Pedro Carneiro Pereira e Mendes Ribeiro. Depois da morte de Pedro Carneiro Pereira em numa prova de automobilismo (*) no Autódromo de Tarumã em 1973 em Porto Alegre, Armindo Antônio Ranzolin tomou o comando do futebol. No Rio Grande do Sul surgiram muitas cópias de Pedro Carneiro Pereira, Mendes Ribeiro e Armindo Antônio Ranzolin. Aliás,
(*) Pedro Carneiro Pereira além de extraordinário narrador tinha como grande paixão o automobilismo de competição. Pedro participou de muitas competições até que veio a falecer quando participava de uma prova. 
Haroldo de Souza contratado em 1973 pela Gaúcha inovou no rádio dos pampas misturando o estilo gaúcho com a modernidade de Osmar Santos. No Paraná depois de Willy Gonser e Airton Cordeiro, surgiu Himer Lombardi que virou Lombardi Junior. Esteve conosco durante alguns meses em 1974, na Jovem Pan. Em Curitiba tornou-se o grande nome do rádio esportivo de 1975 a 1994, quando veio a falecer. Inovou utilizando frases e vinhetas da Jovem Pan.
O estilo das transmissões dos grandes narradores paulistanos de outrora se espalharam pelo interior do estado e norte do Paraná. O carioca invadiu Brasília, Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia, Alagoas, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Manaus e outros estados do norte e nordeste.
Um detalhe interessante; 90% dos narradores esportivos das grandes rádios de São Paulo vieram do interior ou de outros estados brasileiros para se consagrar na maior cidade da América do Sul.
Ser narrador esportivo
O narrador esportivo é um “vendedor de ilusões”. Cabe ao narrador esportivo descrever o que ocorre num jogo de futebol, com precisão, e, detalhes. Ao contrário dos locutores esportivos que estão mais preocupados com vinhetas, abraços, piadas, reverberações exageradas, pornografia e poesias.
Sou fã dos narradores que me fazem “ver o jogo” sem estar no estádio ou na frente da tevê. Narrador esportivo descreve os lances de uma partida de futebol mostrando quem está com a bola, para quem foi passada, qual a posição em que o lance ocorreu, sempre anunciando o placar e o tempo de jogo. Essa é a função do narrador; as dúvidas ocorridas no desfecho de um lance devem ser esclarecidas pelo repórter colocado atrás do gol ou na lateral do gramado. Ao comentarista cabe comentar o jogo. Hoje poucos descrevem o jogo; preferem interferir na seara do comentarista, dando sua opinião e esquecendo-se de narrar. Alguns pela rapidez que querem dar a transmissão engolem palavras; outros narram na base do - cruzou o zagueiro, cortou o zagueiro, defendeu o goleirão. Quem cruzou. De onde cruzou. Para onde cruzou. Quem cortou. Como é o nome do goleiro. Não dá nome aos atletas. Algumas transmissões são completamente lineares; cobrança do tiro de meta e jogada que se estende até a linha intermediária (entre meio de campo e grande área adversária) deve ser narrado com um tom mais coloquial; um chute a gol ou jogadas que se sucedem dentro das áreas devem conter a vibração que o futebol exige. Hoje em cada 10 narradores, cinco gritam aos quatro ventos: “pro gooooollllll... para fora”. É uma forma de aumentar a emoção de uma jogada de ataque. Porém 95% desses lances não resultam em absolutamente nada. Pura enganação. E você ainda ouve os surrados - a bola passa raspando a trave, tirando tinta do poste – (a tevê mostra que passou dois metros do poste), ou – balão de couro – (a bola de hoje é fabricada com material sintético e balão é outra coisa), ou ainda – um escanteio de mangas curtas -. E tem aquela do – estamos no intervalo do primeiro para o segundo tempo -. Um jogo de futebol tem apenas um intervalo, logo...
Um pedido 
Completei em Abril deste ano (2012) 48 anos no jornalismo esportivo; não quero com este comentário ensinar a ninguém o “pai nosso”, mas, gostaria que os jovens, os que estão ingressando nesta profissão levem isso como uma colaboração de quem também cometeu muitos erros. Escrevo a título de colaboração para que os futuros narradores sejam realmente narradores, que o rádio seja sério, moderno, informativo, prestador de serviço, feito com muito amor, sem palavrões e pornografia. O rádio precisa resgatar qualidade e dignidade, que muitos jogaram na lata de lixo. Chega de baixaria, chega de terceirização, chega de incompetência. O rádio precisa dar um basta a tudo isso.
A falta de qualidade do rádio de hoje contribui decisivamente para a queda de sua audiência e por extensão diminuição das verbas publicitárias. Que se dê qualidade ao rádio esportivo e tenham a certeza que a audiência voltará a crescer e as verbas publicitárias voltarão naturalmente.
Falecidos
Este artigo serve para lembrar e homenagear aqueles que já nos deixaram e marcaram época no rádio esportivo brasileiro como Pedro Luís, Edson Leite, Fiori Giglioti, Geraldo José de Almeida, Raul Tabajara, Waldir Amaral, Jorge Curi, Doalcei Bueno de Camargo, Clóvis Filho, Oswaldo Moreira, Orlando Batista, Pedro Carneiro Pereira, Mendes Ribeiro, Vilibaldo Alves, Humberto Mendonça, Mário Garcia, José Italiano, Milton Peruzzi, Marco Antônio Matos, Hamilton Galhano, Walter Fonseca, Antônio Rangel, César Bruno, Jairo Anatólio Lima, Jaime Cisneros, Adilson Couto, Lombardi Jr., Machado Neto, Vinícius Coelho, Lauro Soncini, Aldo Pires de Godoy, Rodolfo Sestrem, Lourival Budal e Célio Marinho. 
*Edemar Annuseck é jornalista
Fonte: www.edemarannuseck.blogspot.com.br/ 

Rádio...

por Fernando Sérgio Grandinetti Pinto*
Desde que estou no rádio ( faz 50 ano) que ouço falar "o rádio está em crise"! Quando comecei, aos dezesseis anos em Juiz de Fora ( para quem não leu o livro "50 Anos de Comunicação" de minha autoria, Editora NovoSer/ Livraria Saraiva); desde essa época, os mais velhos olhavam para os que estavam chegando na profissão, torciam o nariz e falavam: "Não se faz mais profissionais como antigamente"! E como era o ano de 1962...nem Haroldo de Andrade (saudoso e mais velho do que eu) ainda havia se transformado no extraordinário HAROLDO DE ANDRADE.

Nós, os mais novos de então, insistíamos e alguns ficaram no meio, outros mudaram de profissão. Meu aplauso a quem ficou, independentemente se ganhou muito dinheiro ou não. E meu entendimento para quem não ficou.

Na verdade, não erra quem reclamados baixos salários e das incertezas do rádio. Verdade, tirando as exceções, para a maioria, o rádio paga mal e, para as exceções, mesmo que pague bem, paga bem menos do que às estrelas televisivas. Mas não quero falar das exceções e sim, para os novos que estão chegando agora na profissão. O rádio que está em crise é aquele que ainda se sustenta no AM e vê diminuídas as suas verbas publicitárias, simplesmente porque o ouvinte está preferindo o melhor som do FM. Por isso que emissoras como a Tupi e a Globo anexaram aos seus AMs, seus canais FM. Por essa mesma causa, o governo através do Ministério da Comunicação, está projetando um estudo para disponibilizar novos canais FM para abrigarem as atuais emissoras AM que andam tendo prejuízos financeiros em função do crescimento das FMs. Pra se der uma idéia, desde que a pioneira rádio Tupi AM agregou o FM e a Globo a acompanhou, meses depois, as duas emissoras são mais ouvidas no FM do que no tradicional FM segundo as pesquisas. 
 
Todavia, com relação ao meu começo de carreira, a situação de hoje só é melhor para quem está numa grande empresa e pode contar com o salário ( ainda que baixo) , mas também contar com os benefícios ( plano de saúde, vale-transporte,etc.).
Infelizmente, um expressivo número de emissoras, AMs ou FMs, não pagam esses benefícios e sequer assinam carteira...
É lamentável! Mas, você que está chegando agora, analise o seu valor e se, sinceramente, aposta nele, vá em frente. Lute da forma que for possível e com inteligência procure se firmar no mercado. É verdade que nem todos conseguem...mas quem sabe se não será você o grande diferencial? Como dizia minha saudosa avó julia : "Quem não arrisca...não petisca". E como eu disse para mim mesmo nos momentos mais difíceis da minha carreira "o rádio pode estar em crise...eu, não". Quem não acredita em si, fica na beira do caminho. E muitos daqueles que não se acreditaram em crise, estão aí até hoje....Espero, sinceramente e por amor ao rádio, que você seja um deles!
*Fernando Sérgio Grandinetti Pinto é radialista