sábado, 28 de fevereiro de 2009

Futebol Mineiro

Tupi 1 x 0 EC Democrata
Mário Helênio – Juiz de Fora
A:Cleisson Veloso Pereira
A1:Helbert Costa Andrade
A2:Marcus Vinícius Gomes4
04º A João Batista Neves Guelber Público: 2.285 pagantes
Renda: R$ 12.760,00 Gols: Fabiano (contra, a favor do Tupi) Tupi: 1-Alan Faria, 2-Serginho, 3-Reginaldo (17-Rodrigo Mucarbel aos 28’2ºT), 4-Rodrigão, 5-Robson, 6-Michel, 7-Marcel, 8-Darlan (18-Jonathan aos 11’2ºT), 9-Ademilson, 10-Felipe e 11-Carlão (13-Itamar aos 44’2ºT). Técnico: José Carlos Amaral Democrata: 1-Alex, 2-Geison, 3-Riso, 4-Weldes (13-Pablo aos 24’2ºT), 5-Saulo, 6-Sandro, 7-Sandro, 8-Zé Maria, 9-André (15-Fabiano aos 7’2ºT), 10-Hugo (18-Robson aos 40’2ºT) e 11-Allan. Técnico: Moacir Júnior Cartões Amarelos: Reginaldo e Michel (Tupi); Weldes e Hallen (EC Democrata) Cartão Vermelho: Hallen (EC Democrata)
Atlético 4 x 0 Uberlândia
Mineirão – Belo Horizonte
A: Luiz Carlos SilvaA1: Márcio Eustáquio SantiagoA2: Ângela Paula Cruz Régis Ribeiro4ªA: Marcus Vinícius Sá dos Santos Público: 24.198 pagantes
Renda: R$ 225.440,00 Gols: Márcio Araújo aos 2’1ºT, Diego Tardelli aos 9’1ºT, Éder Luis aos 3’2ºT e aos 39’2ºT Atlético: 1-Juninho, 2-Marcos Rocha, 3-Welton Felipe (14-Werley aos 36’2ºT), 4-Leandro Almeida, 5-Renan, 6-Júnior, 7-Carlos Alberto, 8-Márcio Araújo (17-Yuri aos 34’2ºT), 9-Diego Tardelli, 10-Kléber (18-Chiquinho aos 19’2ºT) e 11-Éder Luis. Técnico: Emerson leão Uberlândia: 1-Paulo Cesar, 2-Lei, 3-Derlan, 4-Rancharia, 5-Wertinho, 6-Marinho, 7-Pepo (18-Caio aos 20’1ºT), 8-Indinho, 9-André Nascimento (16-Berg aos 19’2ºT), 10-Wanderson (17-Mateus aos 20’1ºT) e 11-Rena. Técnico: Wellington Fajardo Cartões Amarelos: Marcos Rocha e Carlos Alberto (Atlético); Derlan, Rancharia, Marinho e Indinho (Uberlândia).

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Módulo 1

Em jogo válido pela 7ª rodada do Campeonato Mineiro, o Democrata-GV, que já está em Juiz de Fora, joga contra o Tupi, neste sábado, no Estádio Mário Helênio. Após o tropeço na última rodada, quando empatou com o Uberlândia por 2 a 2, em Valadares, a Pantera precisa dos três pontos para se consolidar na vice-liderança da competição.
Atualmente a equipe soma 13 pontos, o mesmo número de Ituiutaba e América, mas leva vantagem nos critérios de desempate. Em caso de novo tropeço, pode ser ultrapassada também pelo Atlético, que tem 11 pontos e enfrenta o Uberlândia, no Mineirão.
Pelo lado do Tupi, uma vitória diante do Democrata-GV pode colocar a equipe na zona de classificação para a segunda fase da competição. Até agora, o clube conquistou sete pontos e ocupa a 9ª colocação. O Galo de Juiz de Fora também vem de tropeço dentro de casa. Na última rodada, a equipe ficou no 1 a 1 com o Villa Nova, no Mário Helênio.
A rádio Mineira Web http://www.radiomineira.com/ transmite o Tupi e Democrata, em parceria com a Rádio Energia FM 96,7 mhz: Narração: Carlos Roberto Sodré, Comentários: Kilder Oliveira, Entrevistas: Carlos Ferreira e Thiago Werneck Plantão: Marcelo Lima Central técnica: Dalvan Luiz
OBS:
Na terça-feira, dia 03/03 nossa equipe viaja para Porto Alegre, e na quarta, dia 04, transmite Tupi e Criciúma, direto de Santa Catarina.

Módulo 2

O novo treinador da equipe do Formiga, Eugênio Salomão, o Baiano, assinou contrato na manhã desta sexta feira. Ele entrou no lugar de Paulo César Alencar, que pediu demissão logo após a partida do FEC contra o Funorte de Montes Claros, na última quarta feira.
Baiano foi treinador da Tombense, campeã da Segunda Divisão em 2006, quando o Formiga foi vice líder. Ele atuou também em times como Uberlândia (onde esteve em 2008), Caldense, Passense, Democrata de Sete Lagoas, Democrata de Governador Valadares, Vila Nova, além de ter sido técnico das categorias de base do Atlético Mineiro, Cruzeiro e América.
Eugênio Salomão fará sua estréia no Formiga Esporte Clube, na sexta rodada do Módulo II do Campeonato Mineiro, no jogo contra o Araxá. A partida será no próximo domingo, às 10h, no Estádio Fausto Alvim, em Araxá.
Wesley, João Júnior e Clayton Arrabal são os ex-jogadores do Tupi que atuam no Formiga.

Papa nomeia novo arcebispo do Rio de Janeiro

Dom Orani pertence à Ordem Cisterciense, nasceu no dia 23 de junho de 1950 em São José do Rio Pardo e substituirá Dom Eusébio Oscar Scheid
Agência Ansa
CIDADE DO VATICANO - O papa Bento XVI nomeou nesta sexta-feira o cardeal Dom Orani João Tempesta arcebispo da arquidiocese do Rio de Janeiro, após o atual arcebispo, Dom Eusébio Oscar Scheid, ter renunciado.Scheid deixou a arquidiocese em cumprimento do Código de Direito Canônico, que prescreve que o bispo deve renunciar ao completar 75 anos.
Dom Orani, que pertence à Ordem Cisterciense, nasceu no dia 23 de junho de 1950 em São José do Rio Pardo, São Paulo, e recebeu a ordem de sacerdote em dezembro de 1974.
Arcebispo de Belém desde março de 2004, Tempesta também é vice-presidente da Regional Norte 2 da Conferência Episcopal Brasileira, presidente da Comissão Nacional para a Cultura, Educação e Comunicação Social e membro efetivo do Conselho permanente do Concílio Pastoral e do Concílio Econômico da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Módulo 2

O Itaúna derrotou o Democrata, de Sete Lagoas, por 1 a 0, ontem, em Itaúna, gol de Maranhão, no encerramento da quinta rodada do Módulo II, chegou aos 7 pontos e subiu na classificação. O Jacaré, que teve pela primeira vez no banco o técnico Pirulito, ex-Villa Nova, sofreu sua quinta derrota e ainda não pontuou. A classificação: 01) América, de Teófilo Otoni, 11; 02) Araxá, 9; 03) Caldense, 9; 04) Valério e Funorte, 8; 06) Ipatinga, Formiga e Itaúna, 7; 09) Poços, 5; 10) Ideal e URT, 3; 11) Democrata-SL, 0. Os dois primeiros sobem para a Primeira Divisão do Campeonato Mineiro do ano que vem.

Congonhas-MG

Igreja histórica de Congonhas ameaça desabar Agência Estado Infiltrações e a ação de cupins ameaçam a estrutura de uma das principais igrejas barrocas da cidade histórica de Congonhas, na região central de Minas Gerais. Diante da ameaça de desabamento, o lado esquerdo do adro da Matriz de Nossa Senhora da Conceição precisou ser interditado recentemente. Erguido na primeira metade do século 18, o templo está em “situação muito precária”, admite o diretor de Patrimônio Histórico do município, Maurício Geraldo Vieira. Uma parte da cimalha - nome que se dá ao acabamento em madeira do beiral do telhado, que envolve o lado externo da construção - cedeu, a porta lateral está danificada e a parede corre o risco de desabar. Com o eixo danificado, o sino não pode ser badalado. No interior da igreja, a preocupação maior é com o altar e com o coro, infestados por cupins. A estrutura do arco principal também estaria comprometida. Além disso, infiltrações tomaram conta das paredes e o teto apresenta buracos. “É preciso urgentemente fazer a restauração da alvenaria, da parte estrutural”, observa Vieira. Segundo ele, a prefeitura prepara intervenções emergenciais para recuperar o sino, a porta lateral e parte da cimalha que cedeu até o período da Semana Santa. A restauração total da Matriz, porém, depende da captação de recursos. O diretor estima que a recuperação da parte arquitetônica e dos elementos artísticos demandaria investimentos de R$ 1,5 milhão a R$ 2 milhões. Datada de 1734, a Matriz de Nossa Senhora da Conceição apresenta várias fases do barroco, com destaque para o frontispício, atribuído a Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho. A chefe do escritório do Iphan em Congonhas, Luciane Azambuja, disse que o órgão acompanha a situação da igreja e neste ano deverá disponibilizar verba para a sua recuperação. Vieira afirmou que a prefeitura e o Iphan pretendem estabelecer uma parceria para o desenvolvimento de um projeto completo de restauração.

Palmeiras

Keirrison obtém o melhor início de um atacante na história do Palmeiras UOL Com pouco mais de um mês no Palmeiras, o centroavante Keirrison já fez o suficiente para entrar na história do clube. Suas atuações em 2009 lhe renderam um alto percentual de gols, com média de 1,33 por partida. O aproveitamento é suficiente para colocá-lo como o melhor atacante em início de carreira no Parque Antarctica entre todos que defenderam a equipe. Segundo levantamento feito pelo historiador do clube, Luciano Pasqualini, nenhum outro jogador conseguiu marcar 12 gols em suas nove primeiras partidas com a camisa palmeirense. Os que chegaram mais perto do atual artilheiro alviverde foram Federici, Moacyr e Echevarrieta, que balançaram a rede 12 vezes em seus dez jogos iniciais. Além de marcar um alto número de gols em seu início no Parque Antarctica, Keirrison também tem mostrado bom aproveitamento nas finalizações. Isso porque, de acordo com dados do Datafolha, ele manda a bola para o fundo da rede uma vez a cada três chutes que dá. Atualmente, é o artilheiro do Paulista, com nove gols, dois a mais que Pedrão, do Barueri. A primeira vez que o Palmeiras viu um atacante ter um rendimento similar, mas ainda assim inferior, foi em 1920. O napolitano Oscar Federici fez os 12 gols em dez jogos na campanha do primeiro título estadual do clube ainda chamado Palestra Itália. Depois, o ponteiro Moacyr alcançou a mesma marca em 1936. Três anos mais tarde, foi a vez de o argentino Juan Raúl Echevarrieta repetir o feito. Contratado junto ao Gymnasia y Esgrima, o atleta de La Plata era conhecido como "O Homem dos Sete Instrumentos", pois atuava em todas as posições no ataque. Naor e Marcos Malaquias são empresários do jogador.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Futebol Mineiro - Arbitragem

04 de Março de 2009.
Universitário de Sucre X Cruzeiro
Estádio Olímpico Pátria
A: Roberto Silvera (URU)
A1: Miguel A. Nievas (URU)
A2: William Casavieja (URU)
04ºA: Joaquin Antequera (BOL)
Inspetor de árbitros: Oscar Ortube (BOL)
Módulo 1
Atlético x Uberlândia
Sábado - 28/02
Mineirão - 16h
A: Luiz Carlos Silva
A1: Márcio Eustáquio Santiago(FIFA)
A2: Ângela Paula Cruz Régis Ribeiro
04ªA: Marcus Vinícius Sá dos Santos (FMF)
Tupi x Democrata/GV
Sábado - 28/02
Mário Helênio - 18h30
A:Cleisson Veloso Pereira
A1:Helbert Costa Andrade
A2:Marcus Vinícius Gomes
4ªA: João Batista Neves Guelber (Liga local)
Cruzeiro X Ituiutaba
Domingo - 01/03
Mineirão - 16h
A:Renato Cardoso Conceição
A1:Guilherme Dias Camilo
A2:Janette Mara Arcanjo
04ªA: Igor Júnior Benevenuto (FMF)
Rio Branco x Social
Domingo - 01/03
Parque do Azulão - 16h
A:Joel Tolentino Damata Júnior
A1:Jair Albano FélixA2:Marconi Helbert Vieira
04ªA: Benedito dos Santos (Liga de Poços de Caldas)
Uberaba x Villa Nova
Segunda-feira - 02/03
Uberabão - 16hs
A:Ricardo Marques Ribeiro(FIFA)
A1:Celso Luiz da Silva
A2:Cinthia Mara da Silva
4ªA: Douglas da Silva Petres (Liga local)
Módulo 2
Araxá x Formiga
Domingo - 01/03
Fausto Alvim - 10h
A:Juliano Lopes Lobato
A1:Adenilson Alves Teixeira
A2:Frederico Soares Vilarinho
04ªA: Enivaldo da Mota (Liga local)
Itaúna x Ipatinga
Domingo - 01/03
Mun.Zé Flávio - 10h30
A:Emerson de Almeida Ferreira
A1:Marcelo Francisco dos Reis
A2:Júnior Antônio da Silva
4ªA: RobertoAntônio de Morais (Liga local)
Valério x Poços de Caldas
Domingo - 01/03
Israel Pinheiro - 15h
A:Elmivam Alves Andrade
A1:Ricardo Junio de Souza
A2:Breno Rodrigues
4ªA: Elizabeth Moreno (Liga local)
Caldense x América/TO
Domingo - 01/03
Ronaldão - 16h
A:Átila Carneiro Magalhães
A1:Carlos Henrique Andrade
A2:Vilsa Barbosa Soares Pimenta
04ªA: Sebastião Carlos Trindade (Liga local)
Ideal x Democrata/ST
Domingo - 01/03
Ipatingão - 16h
A:Antônio Márcio Teixeira
A1:Geancarlo Machado
A2:Ricardo Vieira Rodrigues
4ªA: Marcial Alves da Silva (Liga local)
Funorte x U.R.T
Domingo - 01/03
José Maria Melo - 16h
A:André Luis Martins Dias Lopes
A1:Marco Antônio da Silva
A2:Mauro Antônio Ferreira dos Santos
4ªA: Cristiano Pereira de Souza (Liga local)

Rádio online é nova moda na web

Por MGTV Panorama
de Juiz de Fora Praticidade das rádios na internet conquistam apaixonados pelo veículo
A internet é um veículo rápido, acessível e sem fronteiras. Essas vantagens atraem cada vez mais pessoas interessadas em divulgar projetos, idéias e gostos individuais.
A moda agora é fazer rádio na internet. Se você gosta de um estilo musical e quer compartilhar com outras pessoas, a rede mundial de computadores é o lugar certo para isso.
Informação e música são quesitos básicos para qualquer rádio. Mas elas não tem frenquência, ondas e nem comerciais. A Rádio Mineira, por exemplo, está disponível na internet.
Há um ano o contador João Begati e dois amigos jornalistas decidiram colocar na web tudo aquilo que gostariam de ouvir em uma rádio convencional. Música popular brasileira e os jogos do time de Juiz de Fora.
As transmissões são o ponto alto da rádio. Eles já chegaram a ter 150 acessos simultâneos, o que é muito para quem faz uma divulgação boca-a-boca, ou através de sites de relacionamentos.
Em geral, as rádios na internet surgem de uma grande paixão. O administrador de empresas Cláudio Prenassi sabe tudo sobre os anos 80. São vários livros e dezenas de CD's e DVD's.
Cláudio conta que a seleção das mais de duas mil músicas nacionais e internacionais levou quase dez anos para ser montada. Depois bastou um site na internet e um nome bem sugestivo para disponibilizar para quem quisesse ouvir. A Rádio Paranóia não tem fronteiras.
Mas não é preciso atravessar oceanos para encontrar um ouvinte da rádio. Em Juiz de Fora mesmo, existem vários. O comerciante Bráulio Ferreira da Silva é um deles. Enquanto trabalha, o computador fica acessado ao site. Ele gosta tanto das músicas que usa até como som ambiente da loja.
Para ouvir rádio web é preciso ter um computador conectado a internet. Na Europa, estão sendo testados alguns modelos de receptores que permitem a sintonia de emissoras na internet sem computador.

Módulo 2

O América, de Teófilo Otoni, assumiu a liderança do Módulo II do Campeonato Mineiro, com 11 pontos, ao golear o Poços de Caldas por 5 a 0, ontem, em casa, pela quinta rodada. O América foi beneficiado pelo empate sem gols entre Caldense e Araxá, em Poços. A Veterana chegou aos 9 pontos, e o Ganso, aos 10. O Valério tropeçou, ao empatar, em Itabira, por 1 a 1 com o vice-lanterna Ideal e está com 8 pontos, mesma pontuação do Funorte, que derrotou o Formiga por 2 a 0, em Formiga. O Ipatinga, enfim, conseguiu uma boa vitória: 3 a 0 sobre a URT, no Ipatingão. O Tigre soma agora 7 pontos. A equipe de Patos de Minas trocou de treinador, Palhinha por Zé Maria Pena, mas continua sem fazer gol. Hoje, o Itaúna, com quatro empates, recebe o Democrata-SL, em Itaúna, às 20h30. O Jacaré, depois de quatro derrotas, demitiu o técnico João Carlos.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

"Amadores do Rádio"

Sérgio Cursino* Dia desses, ouvindo no Rádio do carro uma conceituada emissora de notícias, fiquei surpreso e triste ao mesmo tempo: uma jornalista tentando ler descriminalização das drogas por três vezes seguidas, sem sucesso.
Ela desiste e diz: "Olha, gente, é não tornar o uso de drogas um crime, tá bom? Pronto. Todo mundo entendeu, né?"
Que engraçado, não? Tão natural, tão espontânea, a moça. É assim que nosso Rádio caminha. E repito: uma emissora all-news de grande reconhecimento. Talvez essa profissional possa ser uma excelente redatora, uma excepcional produtora, uma editora de raro talento. Mas microfone definitivamente não é o negócio dela. Sem a menor intimidade com a nossa tão querida "latinha".
Esse é apenas um caso entre tantos outros. E assim cada vez mais ouço menos Rádio. Muito CD, pouco Rádio. E entendo o motivo de tantas grandes vozes de homens inteligentes e articulados migrarem para locução publicitária. Uma pena.
Sou radialista há 32 anos, jornalista há 25. Tenho muito a aprender. Mas que saudade, amigos, dos tempos em que você tinha que saber ler e falar ao microfone, passar por testes rigorosos... E não simplesmente ser um "amador de Rádio", um curioso do microfone. Lamento profundamente.
*Sérgio Cursino é Radialista e Jornalista Fonte: Bastidores do Rádio
Tupi 1 x 1 Villa Nova
Mário Helênio – Juiz de Fora
A:Emérson Almeida Ferreira
A1:Márcio Eustáquio Santiago
A2:Jair Albano Félix
04ºA:João Batista Neves Guelber Júnior Público: 1.897 pagantes
Renda: R$10.565,00 Gols: Ademilson aos 12’2ºT (Tupi); Maia aos 23’2ºT (Villa Nova) Tupi: 1-Allan Faria, 2-Serginho (17-Rodrigo Mucarbel aos 44’2ºT), 3-Reginaldo, 4-Rodrigão, 5-Robson, 6-Michel, 7-Marcel, 8-Salino (18-Carlão aos 25’2ºT), 9-Ademilson, 10-Hugo (16-Felipe aos 44’1ºT) e 11-Jonathan. Técnico: João Carlos Amaral Villa Nova: 1-Nicolas, 2-Alex, 3-Rodrigão, 4-Bruno Lourenço, 5-Carlos Eduardo, 6-Magal, 7-Leandro Paraná, 8-Luis Ricardo, 9-Marcinho (15-João Paulo aos 44’2ºT), 10-Maia (16-Amoroso aos 39’2ºT) e 11-Wanderson (17-Marlon aos 29’2ºT). Técnico: Brandãozinho Cartões Amarelos: Robson e Marcel (Tupi); Alex, Carlos Eduardo, Marcinho e Maia (Villa Nova)
Guarani 1 x 2 América
Farião – Divinópolis
A:Cleisson Veloso Pereira
A1:Marcus Vinícius Gomes
A2:Marconi Helbert Vieira
04ºA:Célio Taylor de Freitas Público: 1.766 pagantes
Renda: R$ 13.510,00 Gols: Neguinho aos 27’2ºT (Guarani); Chico Marcelo aos 19’2ºT e Luciano aos 41’2ºT (América) Guarani: 1-Eládio, 2-Neguinho, 3-Rene, 4-Roger, 5-Paulinho, 6-Ceará (15-Joel aos 13’2ºT), 7-Gustavo (18-Azulão no intervalo), 8-Cafu (16-Diego Paulista no intervalo), 9-William Cesar, 10-Jean Carlo e 11-Hgamenon. Técnico: Wantuil Rodrigues América: 1-Flávio, 2-Bruno Heleno, 3-Wellington Paulo, 4-Fabrício, 5-Dudu, 6-Rafael Estevam, 7-Moisés, 8-Capixaba (14-Preto aos 21’2ºT), 9-Bruno Mineiro (15-Nando aos 31’2ºT), 10-Tucho e 11-Chico Marcelo (17-Luciano aos 19’2ºT). Técnico: Flávio Lopes Cartões Amarelos: Roger, Paulinho e Jean Carlo (Guarani); Bruno Heleno, Fabrício, Dudu e Moisés (América) Cartões Vermelhos: Bruno Heleno e Fabrício (América)

Carnaval 2009

Salgueiro é o campeão do carnaval 2009 no Rio Beija-Flor ficou em segundo lugar e a Portela, em terceiro.
Império Serrano ficou na última colocação e vai desfilar no acesso em 2010.
O Salgueiro foi o campeão do carnaval 2009 no Rio de Janeiro, depois de 16 anos de espera. Uma multidão foi à quadra da escola comemorar o título. Este foi o nono título da vermelha e branca, que foi fundada em 1953. A apuração terminou no final da tarde desta quarta-feira (26), deixando a escola vermelho e branca com 399 pontos. A Beija-Flor ficou em segundo, com 398 pontos, e a Portela veio logo atrás, com 397,9. O Império Serrano ficou na última colocação, com 390,7, e vai desfilar no grupo de Acesso A no ano que vem. Já a União da Ilha subiu e desfilará na elite do carnaval ano que vem.

Campeonato Mineiro 2009

Tupi e Villa Nova
O atacante Ademilson volta ao Tupi, hoje, contra o Villa Nova, no Estádio Mário Helênio.
O Tupi é o nono colocado com seis pontos ganhos, enquanto o Villa Nova ocupa a décima primeira posição, com apenas um ponto conquistado.
TUPI - Alan Faria; Serginho, Reginaldo, Rodrigão e Michel; Róbson, Marcel, Leo Salino e Hugo; Jonathan e Ademílson. Técnico: José Carlos Amaral. VILLA NOVA - Macaé; Rodrigão, Carlos Eduardo e Bruno; Alex, Luiz Ricardo, Paraná, Agnaldo e Magal; Adriano e Maia. Técnico: Brandãozinho.
A:Emérson Almeida Ferreira(FMF)
A1:Márcio Eustáquio Santiago(FIFA/MG)
A2:Jair Albano Félix(CBF/FMF)
04ºA:João Batista Neves Guelber Júnior(LFJF)
A rádio Mineira Web www.radiomineira.com transmite o jogo em parceria com a Rádio Energia FM 96,7 mhz: Narração: Carlos Roberto Sodré, Comentários: Kilder Oliveira, Entrevistas: Carlos Ferreira e Thiago Werneck Plantão: Marcelo Lima Central técnica: Bruno Rigolon
Guarani x América
Estádio Farião - 15h30
A:Cleisson Veloso Pereira(CBF/FMF)
A1:Marcus Vinícius Gomes (CBF/FMF)
A2:Marconi Helbert Vieira(FMF)
04ºA:Célio Taylor de Freitas(Liga Local)

Fluminense e Botafogo

História do Clássico Vovô O nome se dá por serem os dois clubes mais antigos entre os grandes clubes do Rio de Janeiro, sendo este também o grande clássico mais antigo do Brasil , pois seu primeiro jogo foi em 22 de outubro de 1905, em amistoso que o Fluminense ganhou por 6 a 0.
O Clássico Vovô é o quarto clássico mais antigo do continente americano, sendo que o mais antigo de todos é o clássico uruguaio Penãrol versus Nacional , desde que se considere a data de fundação do Club Atlético Peñarol como 1891, com o nome de CURCC ( Central Uruguay Railway Cricket Club ), pois segundo versão do Club Nacional de Fútbol e de seus torcedores, o Peñarol só teria sido fundado em 1913, quando adotou o nome atual, pois não seria uma continuação do outro clube. River Plate versus Racing e Newell's Old Boys versus Rosário Central, são os outros clássicos mais antigos do que Fluminense versus Botafogo.
O primeiro jogo oficial foi em 13 de maio de 1906, pelo Campeonato Carioca e o Fluminense ganhou por 8 a 0 e mesmo tendo passado mais de cem anos desde o primeiro encontro, mantém inalterada a chama da rivalidade sadia acesa, vividos e sofridos por esses protagonistas da história, com a mesma intensidade e paixão dos primórdios do futebol brasileiro, seja nas arquibancadas do Maracanã ou em qualquer ponto do país onde pulse um coração tricolor, ou alvinegro.
Segundo o jornalista e cronista Mário Filho, o Botafogo nasceu em oposição ao Fluminense, e desde início do Século XX, o Clássico Vovô sempre foi palco de muitas disputas, dentro e fora de campo.
Estes clubes protagonizam a maior batalha jurídica do futebol brasileiro, sobre quem deveria ser declarado Campeão Carioca de 1907 . A disputa arrastou-se por 89 anos nos tribunais. Tudo começou em 6 de outubro de 1907. O Fluminense venceu a A.A. Internacional por W.O. por esta estar suspensa pela Liga Metropolitana de Sports Athleticos. Na rodada anterior, em 29 de setembro, o Botafogo jogaria contra este mesmo clube, o que não aconteceu pois a A.A. Internacional não compareceu a campo, perdendo também por W.O.. Fonte: Gazeta de Notícias. O Fluminense, com melhor saldo de gols (10 contra 5 do Botafogo), declarou-se campeão, o que o Botafogo não aceitou exigindo um jogo de desempate que nunca aconteceu.
O estatuto do campeonato, conforme comprovado pela Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro em 1989, não previa nenhuma forma de desempate em caso de empate por pontos, nem por jogo extra, nem por saldo de gols . Caberia então à Liga Metropolitana de Sports Athléticos encontrar uma solução que atendesse a ambas as partes. O que não aconteceu, tendo a Liga se desmanchado sem que nenhum clube fosse declarado campeão.
Em Junho de 1996, finalmente, após batalhas jurídicas que duraram 89 anos, a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro em decisão administrativa, declarou os dois clubes campeões cariocas de 1907.
Eventualmente este período até poderia ser um fato inusitado na história do futebol mundial, mas no dia 28 de Julho de 2007, o Viktoria Berlin conquistou o campeonato alemão de 1894 ao empatar com o Hanau no jogo final por 0 a 0, após ter vencido o primeiro jogo por 3 a 0. Na época o Hanau não teve recursos financeiros para se deslocar até a casa do adversário. A federação alemã apoiou a iniciativa e as partidas foram ambientadas com detalhes do Século XIX, inclusive com a bola de couro fabricada no padrão da época.
O Clássico Vovô, decidiu diretamente ainda, como o último jogo, o Campeonato Carioca (antiga denominação dos Campeonatos do Estado do Rio de Janeiro, antes da fusão do Estado do Rio de Janeiro e do Estado da Guanabara) por quatro vezes, com o Fluminense sagrando-se campeão em 1946, 1971 e 1975, e o Botafogo em 1957.
Fluminense e Botafogo
Mais uma vez Fluminense e Botafogo entram em campo para uma decisão. A partida vai decidir o segundo finalista da Taça Guanabara, que já tem o Resende como classificado. Tricolores e alvinegros se enfrentam às 21h50, no Maracanã, na semifinal do primeiro turno do Campeonato Estadual. Assim como em 2008, este ano Fluminense e Botafogo irão decidir uma das vagas na final da Taça Guanabara. Naquela ocasião, o time alvinegro levou a melhor, vencendo por 1 a 0 e indo à final do primeiro turno.
Agora, para que o resultado não se repita, o técnico René Simões aposta na força de sua de vontade de sua equipe e na qualidade individual de seus jogadores, como Diguinho e Thiago Neves. Porém, a tarefa não será fácil, já que o time de General Severiano defende uma invencibilidade de três anos em cima do Tricolor em estaduais. Nas Laranjeiras, René Simões não quis saber de mistérios e já praticamente definiu o time que entra em campo hoje. No ataque, o comandante deixou nos pés de Everton Santos e Maicon a responsabilidade pelos gols do Tricolor.
Desfalque da equipe na última partida do Estadual, o goleiro Fernando Henrique está de volta após cumprir suspensão automática. Pelos lados do Botafogo as coisas não andam tão bem assim. O atacante Vitor Simões voltou a sentir uma lesão muscular e foi vetado para a partida de hoje. Por isso, o técnico Ney Franco só poderá usar um atacante: Reinaldo. Assim, Ney armou o time com o sistema 3-6-1, com Reinaldo isolado na frente e três cabeças-de-área.
Por outro lado, o comandante alvinegro terá a volta do zagueiro Juninho, desfalque do Botafogo nos últimos jogos. O jogador se recuperou de uma lesão na coxa e já tem condições de voltar a campo.
FLUMINENSE: Fernando Henrique, Mariano, Edcarlos, Luiz Alberto e Leandro; Fabinho, Diguinho, Conca e Thiago Neves; Everton Santos e Leandro Amaral (Maicon). TÉCNICO: René Simões.
BOTAFOGO: Renan, Wellington, Emerson e Juninho; Alessandro, Fahel, Leandro Guerreiro, Thiaguinho e Léo Silva; Maicosuel e Reinaldo. TÉCNICO: Ney Franco.
Árbitro: Péricles Bassols (RJ)
Auxiliares: Marco Aurélio dos Santos Pessanha (RJ) e Jorge Luís Campos Roxo (RJ)
Estatística:
320 jogos
116 vitórias do Fluminense
106 vitórias do Botafogo
98 empates
514 gols do Fluminense
473 gols do Botafogo

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

A dança dos técnicos

Guarani - Brandãozinho/Nei da Mata/Wantuil Rodrigues, Uberaba - Michael Robin/Pedrinho Rocha, Villa Nova - Wagner Oliveira/Brandãozinho, Uberlãndia - José Maria Penna/Wellington Fajardo, Social - Wantuil Rodrigues/Roberto Carlos, Ituiutaba - Amaury Knevitz /Nedo Xavier. Módulo 2 Caldense - Nedo Xavier/Nelson Simões/Alemão, Ipatinga - Enderson Moreira/Gerson Evaristo/ URT - Palhinha/José Maria Pena, Democrata-SL - João Carlos/Pirulito

Glauco Fassheber, a grande voz do rádio

Marcos Niemeyer* Ele iniciou suas atividades profissionais em 1955 na antiga Rádio Industrial de Juiz de Fora, cidade mineira onde nasceu. Quatro anos depois mudaria para o Rio de Janeiro vindo a trabalhar nas mais importantes emissoras cariocas.
Teve passagem pela hoje capengante Rádio Tamoio, TV Rio, Rádios Tupi e Jornal do Brasil- apresentava o “Repórter JB”- um dos mais conceituados programas jornalísticos do dial até meados dos anos 80. Nos tempos áureos do cinema, foi um dos narradores do lendário Cinejornal da Atlântida Cinematográfica. Além de jornalista, publicitário, empresário e mestre de cerimônias é Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais pela Universidade Estácio de Sá do Rio de Janeiro. Na época da ditadura era o locutor oficial dos governos Geisel, Médici e Figueiredo. “Mas isso em nada interferia no meu trabalho radiofônico”, garante. Estamos a nos referir sobre a ilustre e respeitável figura de Glauco Fassheber (foto), que se tornou conhecido em todo o Brasil foi mesmo através da Rádio Globo, onde durante vários anos apresentou as edições matutinas de “O Globo no Ar” e “O Seu Redator Chefe”. Fassheber é o nosso entrevistado de hoje. Em conversa descontraída com a produção desta página, ele lembra- entre outros fatos- da época que as emissoras respeitavam o ouvinte e a programação era feita com “amor e responsabilidade”. Apesar de aposentado, não afasta a possibilidade de uma eventual volta ao trabalho radiofônico. O Sr. vem de de uma escola que fazia rádio de verdade no Brasil. Havia mais respeito pelo ouvinte. Qual a explicação? - Realmente, o rádio tinha respeito pelo ouvinte. Havia uma grade de programação e o ouvinte se habituava ao esquema de trabalho de cada emissora. Sabia corretamente a hora certa, o nome de cada locutor que se apresentava, o programa que seria de seu interesse em cada área, bem como os horários certíssimos dos noticiários, que normalmente eram dirigidos às suas comunidades. Antes até de minha época, como exemplo, havia um programa Jornalístico na antiga Rádio Nacional do Rio de Janeiro que se chamava “REPÓRTER ESSO”- apresentado, na minha opinião, pelo melhor locutor de notícias do Brasil até hoje, HERON DOMINGUES, que quando informava a hora certa, todos os cidadãos que estivessem ouvindo a rádio, acertavam os seus relógios, pois estavam certos da seriedade da informação. Mudou tudo e para pior! A atenção para com o público ouvinte, a responsabilidade pelo trabalho, o profissionalismo das pessoas que atuam nas emissoras, a ética profissional e o respeito pelos anunciantes. - O rádio AM estaria mesmo com os dias contados ou ainda há luz no fim do túnel com a implantação do sistema digital? - Na minha opinião, o rádio AM realmente está com os dias contados. Pela qualidade do som, pela qualidade dos profissionais, pela programação que ficou totalmente abandonada pelos coordenadores. Provavelmente poderá reviver com o sistema digital, embora passe a atuar exatamente com uma programação tipo FM (música, exclusivamente música) uma vez que a maioria dos proprietários das atuais emissoras, é empresário normalmente político ou interessado exclusivamente no lucro financeiro, sem o menor investimento em qualidade. Daí, não se preocupar com o resultado favorável ao ouvinte. - Quem ouve AM geralmente tem acima de 30 anos. As novas gerações vão se ligar nesse esse tipo de freqüência diante da incontável oferta de novas mídias, a exemplo da própria internet? - Com a chegada do sistema digital, que oferecerá melhor qualidade de recepção, e se houver mão de obra com maior qualidade, acredito que sim. O fato também que é importante, é a ausência de receptores com alcance maior, para que possamos obter resultados de novas emissoras e de outros centros. De 20 anos para cá, as fábricas passaram a jogar no mercado comprador apenas rádios receptores com somente duas faixas de onda: AM e FM. Eu por exemplo, tenho três aparelhos receptores que poucos possuem. Um deles é o Transglobe-Philco, com nove faixas e me proporciona a oportunidade de sintonizar as emissoras do mundo inteiro. - É público e notório que o FM vem tirando audiência do AM não só nos grandes centros mas até mesmo nas médias e pequenas cidades. Parece que o AM está mesmo dominado. Aliás, hoje praticamente não se fabrica mais receptor AM. - Acredito que exatamente por ter uma qualidade de som superior. Normalmente o FM é um rádio tocador de música, o que faz com que sintonizemos para descansar dos problemas do dia a dia. Entretanto, a maioria já está utilizando no FM uma programação até então usada no AM. Tem dado certo, mas ainda tenho minhas restrições, pois os responsáveis - em sua maioria - não possuem conhecimento geral para isso. - Além de Políticos, grupos religiosos administram centenas de emissoras em todo o país. Isso teria contribuído de maneira negativa para a credibilidade do sistema? Não só rádios pequenas e médias estão sob controle desses segmentos. É o caso da tradicional Rádio Sociedade da Bahia, vendida para o mega-empresário da fé Edir Macedo. O mesmo ocorreu com a Guaíba de Porto Alegre, também adquirida a peso de ouro pela Empresa Universal do Reino de Deus. - As igrejas pensam apenas em oferecer aos ouvintes suas crenças, deixando de lado a cultura, a prestação do serviço de utilidade pública, as informações do dia a dia, etc. Políticos, vêem nas emissoras de rádio, a possibilidade de se promoverem pessoalmente visando exclusivamente sucesso maior nas disputas eleitorais. A Rádio Guaíba, foi uma das emissoras de maior audiência em nosso País. Lembro-me até como ouvinte dela, que nas décadas de 60, 70 e até 80, era uma emissora de um gabarito excelente, tendo em sua programação diária dois locutores apresentadores por horário de trabalho e cada um da melhor qualidade de voz, respiração, interpretação, dicção, leitura e credibilidade. Para que se tenha uma idéia, naquela época a Rádio Guaíba não aceitava em sua programação comercial nenhuma gravação e nem mesmo “jingles“. Nem mesmo a Coca Cola conseguiu êxito na programação da emissora. Era sim cliente da mesma, mas todos os comerciais lá apresentados eram lidos pelos seus excelentes Locutores e em dupla. - Sendo concessões públicas o rádio e a TV não deveriam manter uma linha mais independente? - Devem e podem. Realmente as emissoras são concessão pública, podendo ser cassadas a qualquer momento, desde que não cumpram determinadas atitudes que lhes são cobradas. Mas dificilmente isto ocorre. Contam-se nos dedos casos ocorridos até hoje. Os que aconteceram, foram em virtude normalmente por falta de recolhimentos de impostos federeis, como por exemplo, Imposto de Renda ou INSS. Estamos em um País democrático e podemos e devemos sim ser independentes, desde que com as provas devidas.
- O que fazer efetivamente para combater as rádios piratas que proliferam como abelha no pote de mel?
- Enquanto não houver em nosso País uma Lei que possa ser fiscalizada e cumprida verdadeiramente, nada poderemos fazer. Hoje com equipamentos simples e com pessoal que tenha um pouco de conhecimento técnico, monta-se uma emissora de boa capacidade de alcance e coloca-se no ar sem a menor condição de se fiscalizar, pois não há pessoal bastante para tal. Como o custo de montagem é pequeno, estas emissoras podem vender seus comerciais a preços irrisórios, conseguindo bom faturamento mensal e sem grandes investimentos. Basta um computador na parte de estúdio, para que façamos uma programação de 24 horas. Acredito também, que se os comerciantes pensassem melhor, e não participassem da programação dessas emissoras clandestinas, seria um outro meio de combate. Deveriam saber que pagam pouco pelas inserções, entretanto, o resultado é praticamente inexistente. Na minha opinião, mesmo pagando pouco, estão jogando fora suas economias que poderiam ser melhor aplicadas em emissoras de maior audiência, tendo retorno superior.
- Entre as emissoras que o Sr. atuou a Rádio Globo foi uma das mais importantes. Ultimamente observa-se um declínio no SGR que perde em audiência para a Tupi no Grande Rio. A briga entre as duas emissoras na disputa pelo ouvinte é antiga, não?
- O Sistema Globo de Rádio está passando por modificações estruturais em sua programação para pior. Hoje, a direção do Sistema está entregue aos administradores profissionais que visam exclusivamente o retorno financeiro, não se importando pela qualidade dos profissionais que lá atuam. Começaram mal quando procuraram acabar com os radialistas das cidades menores ao fazerem acordos operacionais com emissoras do interior do País sem se importarem inclusive com a manutenção do bom nome da Rádio Globo até então. Demitiram os melhores profissionais que lá estavam, mais uma vez visando lucro maior, sem se lembrar que os mesmos eram responsáveis pelo faturamento da emissora. HAROLDO de ANDRADE, por exemplo, com 42 anos de trabalho na emissora, foi demitido da noite para o dia, sem ao menos lhe darem oportunidade de se despedir dos seus ouvintes cativos. E sua demissão se deu em virtude de ele não admitir o tal acordo operacional com as emissoras do interior, exatamente por não concordar com o desemprego da maioria dos profissionais das rádios menores. RESULTADO: Alguns bons comunicadores da Globo foram contratados pela Rádio Tupi e lá estão alavancando a audiência da emissora, e consequentemente aumentando seu faturamento. Na minha época, lá estavam profissionais do rádio a exemplo de LUIZ BRUNINI, RAUL BRUNINI e MÁRIO LUIZ dirigindo e bem a emissora que foi durante anos, referência do rádio brasileiro.
- Fale-nos sobre o acontecimento que mais marcou sua carreira profissional.Acontecimento marcante foi em uma solenidade no Clube Ginástico Português na cidade do Rio de Janeiro, na década de 80, com a presença do então Presidente da República, João Batista Figueiredo. Eu, como Locutor Oficial da Presidência da República (servi de 1970 a 1985 aos Presidentes Médici, Geisel e Figueiredo), me apresentava em todas as solenidades que contassem com as presenças de suas excelências, os Senhores Presidentes. Naquela solenidade, com seleta presença de empresários nacionais, não constava na pauta dos trabalhos, a fala do Presidente da República. Como à época a política estava fervendo, e eu acreditando que seria ótimo o presidente falar para os empresários, me dirigi à ele enquanto falava o presidente do Clube Ginástico e que seria o último a fazer uma explanação ao público presente, e perguntei se ele gostaria de falar. Respondeu-me que sim e que eu poderia anunciar. Tão logo terminou a fala do dirigente do clube, esperei os aplausos e com toda ênfase disse aos empresários, que em atenção à presença de todos, Sua Excelência o Senhor Presidente da República havia decido naquele exato instante dirigir-lhes algumas palavras. Foi aplaudido de pé, enquanto eu seguia em direção à ele com o microfone e o colocava à sua frente para sua explanação. O então Presidente da República olhou para mim, deu um sorriso, e tirou do bolso interno de seu paletó uma certa quantidade de folhas com um discurso previamente preparado. Houve um misto de surpresa e gozação dos empresários presentes. Tomei então a decisão de retomar o microfone do Presidente, e dizer que realmente não havia no protocolo da Presidência da República a informação de que Sua Excelência o Senhor Presidente falaria. Ele voltou a sorrir, passei-lhe de volta o microfone eu me senti aliviado da gafe involuntária.
- Quase não ouço rádio. Confesso que não tenho tido ânimo para isso diante da qualidade duvidosa que o meio tem oferecido. Há poucos dias, no entanto, ouvi “O Globo no Ar” através da emissora carioca. Fiquei surpreso ao perceber que o noticiarista apresentava visível insegurança na leitura. Num espaço de cinco minutos foram sete gaguejadas. E a última notícia era a previsão do tempo (penoso!). Na época do Sr. isso não ocorria...
- Depois que trabalhei por 50 anos consecutivos ao lado dos maiores nomes profissionais do rádio e da TV, confesso-lhe também que o rádio perdeu em muito a razão de sua existência. Atualmente na Rádio Globo, há somente um programa que ainda possui audiência e é mantido com uma produção de nível elevado para o momento: O programa do ANTONIO CARLOS, das 06 às 09 horas da manhã. Na minha opinião, no momento em que aquele programa sair do ar por algum motivo, a Rádio Globo se tornará uma emissora como outra qualquer. O jornalístico “O GLOBO NO AR”, teve como apresentadores, GUILHERME de SOUZA, ISAAC ZALTMANN e este entrevistado. Éramos escolhidos pela voz, pela dicção, pela interpretação da notícia, pela credibilidade que passávamos ao ouvinte, pela respiração, pela consciência do que falávamos, pela segurança na leitura, enfim pelo profissionalismo. Hoje, qualquer pessoa que não seja muda, na concepção dos atuais dirigentes de nosso rádio, pode usar o microfone. As notícias eram transmitidas de acordo com a importância de cada uma, sendo a última obviamente, a mais importante do momento. Aqui em Juiz de Fora-MG minha cidade natal e onde resido atualmente, faz 13 dias que foi inaugurada uma outra emissora FM. Pois bem; não há uma programação musical específica. Ouve-se diariamente e praticamente as mesmas músicas e da pior qualidade. Os noticiários a cada instante, são apresentados por vozes diferentes, sem a menor condição de transmiti-los. “faladores” (que deveriam ser locutores) faltam aos seus horários, sem que haja substitutos, e a emissora toca músicas em sequência, sem que sejam estas anunciadas e sem a menor atenção ao ouvinte , deixando-o sem saber sequer a hora certa e por tempo indeterminado. NÃO HÁ MESMO RESPEITO AO OUVINTE E MUITO MENOS AO ANUNCIANTE!
- Ainda liga o rádio? Que tipo de programa tem sua preferência? E o rádio noticioso 24 horas por dia- a exemplo da CBN, Band News FM mais algumas outras que tentar copiar o modelo- isso na prática funciona ou é algo cansativo tanto para quem faz quanto para quem supostamente ouve?
- Ainda ligo o rádio, uma vez que quem por durante 50 anos consecutivos trabalhou com amor e carinho profissional naquilo que sempre lhe deu satisfações, não pode de uma hora para outra abandoná-lo. Entretanto, fico irritado e muitas vezes o desligo ao ouvir tanta falta de profissionalismo, interesse e ética nas atuais pessoas que fazem o rádio de hoje. Raramente ouço o rádio noticioso (e também a TV), pois se trata de um trabalho cansativo e audiência também cansativa. Salvo raras exceções durante a programação, a maioria das matérias é gravada e repetida em horários diversos para que obtenham outro ouvinte ou telespectador.
- A Globo Brasil- unificação do SGR entre Rio e São Paulo na tentativa de alavancar a audiência- além de dezenas de franquias com a marca da emissora, parece que não surtiu o efeito esperado. O ouvinte de rádio é mesmo bairrista?
- Tive oportunidade de falar no início desta entrevista sobre essa unificação. O bairrismo existe e muito entre Rio de Janeiro e São Paulo. Enquanto havia profissionais na Rádio Globo nas cidades do Rio e de São Paulo, e ambas eram ouvidas pelo Brasil afora, o público tinha a oportunidade de escolher as emissoras que desejasse. Ou as de sua cidade ou as das cidades de porte maior e com programação que lhe agradasse. A “franquia.” criada pela Globo, foi um desastre para as emissoras do interior e maior ainda para os funcionários das menores emissoras, pois em sua maioria, foram dispensados, por não haver mais trabalho para eles. Também perdeu a Rádio Globo por não ter mais uma identificação própria.
- Do ponto de vista econômico/política/ social do país o rádio proporciona retorno financeiro ou as emissoras vivem em sua maioria de verbas oficiais?
- As emissoras, desde que bem administradas e por profissionais que possuam pleno conhecimento do setor, têm sim possibilidade de obter bom retorno financeiro sem necessidade de verbas oficias, uma vez que na realidade, somente as rádios das grandes capitais recebem alguma verba oficial, já que por serem concessão governamental, obrigatoriamente, devem transmitir toda e qualquer publicidade do Governo Federal sem ônus algum.
- Já atuou ou pensa entrar para a política?
- Infelizmente tive a possibilidade de me candidatar certa vez a um cargo de Vereador aqui em Juiz de Fora. Mas foi por insistência de um ex-patrão que achava que por eu ser uma pessoa à época muito conhecida e influente na sociedade, teria condições de obter uma bela votação e seguir também a carreira política. Eu havia retornado para minha cidade e já aposentado, trabalhava na emissora de TV local e apresentava um noticiário com grande audiência. A emissora era afiliada ao SBT e eu transmitia o noticiário local, enquanto Boris Casoy levava ao ar o noticiário nacional. Fui bem votado, mas sem a menor condição de obter resultado favorável. Nunca mais me interessei, e diante da atual crise política, dou Graças a Deus por não ter obtido êxito.
- O Sr. foi proprietário de várias emissoras em Juiz de Fora e cidades da Zona da Mata mineira. Por que desistiu do empreendimento?
- Em 1976, tive oportunidade de adquirir a Rádio Difusora Minas Gerais /AM - na cidade de Juiz de Fora. Aquela emissora, havia sido a segunda onde trabalhei como profissional. À época eram três emissoras na cidade e a Difusora, a terceira colocada em audiência. O faturamento mensal da empresa era inferior ao meu salário. Organizei a programação de tal maneira que três meses após o faturamento quintuplicou e o IBOPE me informava que havíamos obtido o primeiro lugar em audiência. Esta rádio me possibilitou depois, financeiramente, montar mais três emissoras em FM. As Rádios MANCHESTER, a primeira em FM da cidade de Juiz de Fora, CAPARAÓ na cidade de Carangola-MG e EVEREST , na cidade de São João Nepomuceno, também em MG. As três FMs obtive por Editais de Concorrência junto ao Ministério das Comunicações. Como eu trabalhava concomitantemente como Locutor Oficial da Presidência da República, acompanhava as solenidades onde estivesse presente Sua Excelência o Senhor Presidente da República. Viajava demais e não tinha uma boa retaguarda para a administração das empresas que cresciam e necessitavam de minha presença constante. Assim, decidi vendê-las para que mais tarde não tivesse o dissabor de perdê-las por dificuldades financeiras.
- Esse tipo de atividade oficial chegou a interferir no seu trabalho radiofônico no sentido de priorizar esse ou aquele tipo de notícia, já que o Brasil estava em plena era da ditadura?
- Vale lembrar que minha atividade junto à Presidência da República, se deveu única e exclusivamente por razões Profissionais. Eu trabalhava como Locutor na Agência Nacional apresentando o noticiário “A VOZ DO BRASIL“, quando depois de dois anos à frente daquele informativo, fui convidado pelo então Assessor de Comunicação da Presidência da República CARLOS FELBERG para atender exclusivamente ao Palácio do Planalto. Em hipótese alguma houve interferência em meu trabalho no rádio, uma vez que sabia das normas regulamentares de trabalho jornalístico da época e as respeitava eticamente e profissionalmente.Quem é referência hoje no rádio brasileiro? (apresentadores, noticiaristas, narradores esportivos, repórteres). Difícil apontar alguma referência no rádio de hoje. Mesmo porque não tenho mais ouvido com assiduidade às emissoras nacionais. Vejo às vezes TV e como apresentadora, por exemplo, aponto uma moça que é mal aproveitada no horário da emissora, pois poderia ter um programa de mais gabarito e em horário nobre. Trata-se de REGINA VOLPATO: bela figura, bela profissional, educada com seu público, inteligente, ética e apresentadora do programa “CASOS de FAMÍLIA “ no SBT de segunda à sextas-feiras às 4 e 15 da tarde. Já noticiaristas, destaco BORIS CASOY, que embora não sendo LOCUTOR, passa a notícia ao tele-espectador com segurança e grande credibilidade, e CELSO FREITAS, da TV-RECORD com excelente postura diante das câmeras, boa dicção, boa respiração, boa interpretação e também credibilidade. Narradores esportivos, JOSÉ CARLOS ARAÚJO (o Garotinho) e ÉDSON MAURO, ambos da Rádio Globo, com quem tive o prazer enorme de trabalhar e que se deixarem o rádio como eu o fiz, não terão substitutos que cheguem perto sequer. Na reportagem, CARLOS NASCIMENTO, hoje no SBT fazendo às vezes de noticiarista, e ROBERTO CABRINI da TV-RECORD Veja: todos Profissionais atuando há vários anos nos setores, sem que vejamos algum novato com possibilidade de ser um grande.Tem vontade de voltar para o rádio ou acredita que já escreveu sua página?O Rádio é uma cachaça para quem trabalhou nele com vontade de servir. Eu sempre que terminava meu expediente, torcia para que o dia terminasse logo e se iniciasse o seguinte, para que pudesse retornar ao trabalho. Gostava mesmo do que fazia. E volto a relatar: fazia com amor. Portanto, apesar de meus atuais 72 anos vividos, com disposição física e voz ainda impecável (modéstia às favas), tenho sim vontade de retornar às lide. Fui convidado para atuar nessa nova emissora de FM há pouco inaugurada aqui, mas não entramos em acordo quanto ao salário. Estou aberto a propostas!
- Hoje as faculdades parece que não preparam de maneira eficiente o jovem que pensa em seguir a carreira no radiojornalismo. Ou será que já não existe tanto interesse pela atividade?
- É consenso que- salvo raras exceções- o rádio pago pouco. Além do mais, a moçada que sai da universidade quer saber mesmo é de televisão, assessoria de imprensa, jornais, outros tipos de mídia onde o salário pode ser mais vantajoso. Qual seu ponto de vista?As faculdades de Comunicação preparam os jovens didaticamente sem que tenham condições de lhes oferecer a prática, embora algumas até tenham seus laboratórios de trabalho, mas não possuem o elemento humano que tenha tido prática na realidade do rádio, da TV, ou mesmo da imprensa. A maioria dos Professores nunca passou por uma redação ou empunhou um microfone. Como poderia passar a prática aos jovens? Há sim ainda alguns que preferem o rádio, mas a maioria, principalmente as moças, são fascinadas pela TV, pela exposição que o vídeo as oferece. Veja que os profissionais de hoje normalmente são bonitinhos ou bonitinhas, mas pecam no profissionalismo.
- E que recomendação o ilustre jornalista Glauco Fassheber deixa ao jovem que está iniciando a carreira no rádio?
- Difícil meu amigo. Haveria de ter alguém junto dele com capacidade de trabalho na mídia que realmente tivesse boa vontade para lhe passar tudo o que aprendeu na prática. Tive isso quando iniciei e fiz isso quando tive minhas emissoras de rádio. A cada momento que eu lia algo errado ou tinha uma postura diferente do normal, era chamado à sala de meu superior para receber explicações de como deveria me apresentar, como deveria agir diante do microfone e diante das pessoas entrevistadas. De qualquer maneira, é preciso antes de mais nada que o jovem tenha ética, postura, sensibilidade, credibilidade, e goste realmente daquilo que escolheu para fazer, afim de conseguir boas fontes nas informações e saiba o momento oportuno para divulgá-las. Não se preocupe com os chamados “furos” de reportagem , uma vez que ninguém passa à frente do outro na informação, já que se o ouvinte ou o tele-espectador estão sintonizados comigo e outra emissora der o tal “ furo” para o meu ouvinte, nada acontecerá.
- Por conta da grande popularidade alcançada diante dos microfones da Rádio Globo, Fassheber chegou a ser homenageado por casais de ouvintes nos mais diferentes pontos do país- sobretudo no Nordeste- que batizavam seus filhos com o nome do veterano jornalista.
- Na cidade de Pedra Branca, no Ceará, na década de 70, nasceu um robusto menino, filho do então Gerente do Banco do Nordeste do Brasil naquela cidade. A criança recebeu o nome de Glauco Fassheber Urbano de Melo. O Pai, ouvinte da emissora carioca quando a mesma impunha respeito, mantém correspondência até hoje com nosso entrevistado.
- Em Teixeira de Freitas- no Extremo Sul da Bahia - o proprietário de um modesto estabelecimento- que antes se chamava “Vá Entrando que a Casa é Sua”- não deixou por menos; mandou fazer imensa placa com o sugestivo nome de “Bar e Mercearia Glauco Fassheber”. Já nos confins da Amazônia encontraram no início da década de 70 um boteco catingando a urina, cujo nome era simplesmente “O Globo no Ar”.Apesar das baixas sofridas nos últimos anos, o rádio brasileiro é mesmo rico em histórias e fatos pitorescos. *Marcos Niemeyer é Jornalista

João Havelange afirma que a Taça Brasil era o Campeonato Brasileiro

Os santistas mais tradicionais dizem que o time é octocampeão brasileiro. Depois de anos de discussão nos corredores da Vila Belmiro, a diretoria resolveu fazer agir. Com o apoio de Botafogo, Palmeiras, Fluminense, Bahia e Cruzeiro, o time da Baixada preparou um dossiê de 350 páginas para pedir à CBF o reconhecimento dos títulos nacionais disputados entre 1959 e 1970 como legítimos Campeonatos Brasileiros.
Para reunir a documentação, foi contratado o jornalista Odir Cunha. Foram coletadas fichas de jogos, regulamentos de competições, jornais da época e até filmes produzidos pelo Canal 100 para provar à CBF que a Taça Brasil e depois o Torneio Roberto Gomes Pedrosa devem ser reconhecidos.
“É uma pesquisa que conta com a colaboração de outras equipes, mas é toda de responsabilidade do Santos e paga pelo presidente Marcelo Teixeira. O próprio Ricardo Teixeira (presidente da CBF) já disse que se for apresentado um relatório convincente os títulos serão reconhecidos”, afirmou José Carlos Peres, superintendente do escritório do Santos em São Paulo e um dos responsáveis pelo trabalho.
O grande trunfo da pretensão do Santos é uma carta de apoio assinada pelo ex-presidente da Fifa e da antiga Confederação Brasileira de Desportos, João Havelange. “Ele declara que os títulos representavam o Campeonato Brasileiro da época”, revelou Peres.
No dossiê, também consta o apoio de Pelé, assim como depoimentos de jornalistas que cobriram as competições disputadas desde 1959. Se a documentação for acatada pela CBF, Santos e Palmeiras passarão a ser os clubes com mais títulos nacionais no ranking do futebol brasileiro. Os dois terão oito conquistas. O primeiro acrescentaria as Taças Brasil de 1961, 1962, 1963, 1964 e 1965 e o Robertão de 1968 aos Brasileiros de 2002 e 2004.Atualmente, são considerados “oficiais” apenas os troféus obtidos a partir de 1971, quando foi criada a “versão moderna” do Campeonato Brasileiro. Desde então, o São Paulo é quem tem mais conquistas: seis.
Por causa do apoio, João Havelange deverá receber o título honorário oferecido pelo Santos. O assunto será discutido em reunião do Conselho Deliberativo marcada para esta quarta-feira, na Vila Belmiro.O debate deverá ser fundamental para que sejam evitados questionamentos a Marcelo Teixeira quanto à campanha do time na atual temporada. Especialmente após a derrota contra o Palmeiras, cresceu o descontentamento de conselheiros com relação ao elenco e à comissão técnica comandada por Márcio Fernandes.
Teixeira pode usar o dossiê como trunfo, já que o reconhecimento dos títulos nacionais obtidos na ‘era Pelé’ é sonho antigo dos torcedores da velha guarda, principalmente conselheiros. “Não tem como fugir disso. São títulos brasileiros e devem ser reconhecidos como tal”, concluiu Peres.
Fonte agencia estado

LUIZ PENIDO, TALENTO FORMADO NAS DIVISÕES-DE-BASE DO RÁDIO

Paulo Gomes*
Ele é um dos maiores narradores esportivos do Brasil. De estilo criativo, jovial e que passa muita emoção nas transmissões dos jogos, é o titular da equipe de esportes da Super Rádio Tupi do Rio de Janeiro 1.280 AM (www.tupi.am). A emissora vem conquistando excelentes índices de audiência em toda sua programação totalmente voltada para o Rio de Janeiro. "O Garotão da Galera" - marca que vem usando há anos- é um talento garimpado e trabalhado numa época dourada do rádio pelo verdadeiro Butantã que era a Rádio Globo da capital carioca. Nesta entrevista exclusiva que nos concedeu e que reproduzimos também na nossa comunidade do Orkut AS FERAS DO RÁDIO ESPORTIVO, Penido fala da sua trajetória na profissão, dos momentos e dificuldades que passou até a vitória na sua brilhante carreira, dos grandes nomes da comunicação esportiva e de assuntos da atualidade como o futuro do rádio AM, a ingerência e domínio da TV no futebol, o surgimento do rádio digital entre outros.
Com vocês, Luiz Penido, um dos mais queridos narradores do rádio esportivo do Brasil!
 - Quando baixou em você a certeza de que seria radialista esportivo, você tinha que idade exatamente?
- Sempre tive esse desejo. Fui atrás de uma chance com 14 para 15 anos. Tentei na Globo, Tupi, Nacional e Mauá. Consegui com muita luta um teste na Nacional, com o Jorge Curi, e com Dalton Ferreira, outro na Globo. Na Mauá, o Orlando Baptista não deixou e na Tupi faltava uma data. Passei nas duas com ressalvas e mais ressalvas, mas entrei para a Globo em 22 de novembro de 1969. Era uma espécie de "Faz Tudo", depois plantonista com o Jairo de Souza (titular do plantão) e o Iata Anderson, depois fui subindo. Mas foi duríssima a caminhada.
- Como começou a sua paixão pelo rádio?
- Meu pai (flamenguista ), era ouvinte assíduo e eu o acompanhava junto com os meus irmãos. Aí me apaixonei pela magia do rádio, desde que passei a me entender por gente.
- E o seu primeiro emprego onde foi?
- Tinha que idade em qual função começou?...
- Como disse, foi na Rádio Globo, lá pelos 15 anos e fazendo tudo na casa porque não falava ao microfone nos dez primeiros meses a não ser internamente nesse início. - Quais foram seus primeiros ídolos no rádio esportivo, os seus grandes referenciais?
- Waldir Amaral, o maior de todos. Jorge Curi com quem passei a trabalhar efetivamente em 72 (Tínhamos feito a Copa de 70 em cadeia com Globo-Gaúcha-Nacional). Ao chegar na Globo ele se lembrou do teste, das minhas idas lá, e foi muito carinhoso. Nasceu alí uma grande amizade. Mas havia um grupo tão bom que as referências eram diversas. Uma escola de verdade.
- Na Rádio Globo você chegou muito novo ainda (um verdadeiro garotão) quais profissionais te ajudaram nessa chegada, aqueles que te ensinaram “o caminhos das pedras”?
- Todos ensinaram muito e fiz amizade com toda a equipe. Os narradores eram: Waldir, Celso Garcia, José Carlos Araújo, Sergio Moraes, Dalton Ferreira e Ayrton Rebelo. Logo em seguida vieram: Edson Mauro, Wanderley Ribeiro, Cezar Rizzo e Antonio Porto. Os comentaristas eram: João Saldanha, Luiz Mendes, Claudio Moysés e Raul Brunini. O Ruy Porto tinha saído uns três meses antes, mas depois voltou e trabalhei com ele também, e mais tarde com Affonso Soares, Alberto Rodrigues e Sergio Noronha. A dupla de repórteres em 69, era dos "Trepidantes" Washington Rodrigues e Denis Menezes. Só tinha cabeça coroada e aprendi com todos, embora fosse mais próximo do Zé Carlos e do Washington, amizades que se estendem por todos esses anos e são imorredouras.
- Como era o rádio esportivo nesse período, a competição entre as emissoras, as características de cada uma delas Nacional, Globo, Tupi, Continental, Guanabara, Tamoio?
- Na época o duelo já era entre Globo e Tupi, na ocasião com o excelente Doalcey Camargo.A Continental crescia para baixo, como rabo de cavalo. A Tamoio não incomodava muito as líderes no futebol e a Nacional que já não era tão forte, desabou logo em seguida com a saída do Curi. A terceira força ficou sendo a Mauá, com o Orlando Baptista, na década de 70.
- Por ter tantas ‘feras’ nos chamados ‘primeiros times’ das emissoras como é que os mais jovens como você, aguardavam as oportunidades, era difícil não?
- Dificílimo. Mas havia companheirismo para ajudar na espera. Ralei bastante e subi lentamente. Enquanto isso trabalhava também em outros departamentos: jornalismo, programação e comercial. Não havia espaço para iniciantes e foi uma lenha, mas Deus me ajudou, porque a casa não costumava fazer lançamentos.
- Fale um pouco das transmissões dos jogos de basquete em que você se especializou, e que na nossa opinião, se tornou inclusive um dos melhores dentro do rádio esportivo.
- Era tanta transmissão, que em algumas datas faltava narrador para tudo, mesmo sendo muitos. Então comecei a me especializar em basquete para encurtar o caminho. Comecei a narrar trechos de jogos e depois jogos inteiros. Deu certo e, uns cinco ou seis depois me tornei titular da modalidade. Acabei por ganhar o título de melhor do ano oito vezes fazendo basquete. Com isso ganhei a confiança do Waldir e passei a narrar também a Formula 1 enquanto ia me consolidando no futebol no nível que queria. Mas o processo foi longo, árduo extremamente difícil. Se não fosse um objetivo de vida, teria desistido.
- Sua identificação era grande com a Globo, até pela sua origem profissional, em que momento e circunstância surgiu a vontade de ‘bater asas’ e ‘formar o seu ninho’ em outra emissora no caso à Tupi?
- Na verdade a partir de meados de 75 passei a receber vários convites. Nunca cogitei aceitar qualquer um. Mas em novembro de 1988, fui convencido pelo Diretor Comercial da Tupi, Edson Perrota, a quem eu adoro, que me apresentou uma proposta de mudar tudo na Tupi. Topei e pedi demissão da Globo. Não queriam me liberar, mas meu contrato tinha acabado de vencer, passando a ser por tempo indeterminado. Mas não teve jeito: Eu, Eraldo Leite, Danilo Baía, Marcus Tinoco, Alberto Rodrigues, Ivan Mendes e o Felipe Cardoso fomos para a Tupi. E deu certo. O primeiro passo foi modernizar a linguagem e criar um programa noturno de duas horas, O 'Giro Esportivo', que logo assumiu a liderança e foi pioneiro no tamanho e no formato.
- Que lembranças você tem desse período, aconteceram muitas dificuldades? ... Como foram os desafios de formatação da equipe e da programação e o retorno comercial dessa nova fase?
- Com os que levei comigo no novo projeto e alguns bons já existentes o time ficou forte. Mas em um ano precisava de reforço para manter o fôlego. Foi aí que convenci o João Saldanha a voltar ao rádio. Ele tinha parado fazia um ano e meio. E foi a última emissora de rádio onde trabalhou. A frágil saúde dele cortou o caminho. Mas o João 'deu show' como de costume e me ajudou muitíssimo. Grande parceiro e gênio. Comercialmente também foi muito bom.
- Fale um pouco da sua passagem pela Tropical FM e pela Nacional... - Foram rápidas, mas isso serviu para ajudar a dar bagagem. Na Nacional (1994) era arrendatário. Lancei o José Roberto Wright e levei o Chico Anysio e o Fernando Calazans, que eu tinha posto um pouco antes na Tupi, com grande êxito. Ele é muito fera e o Wright também. Me orgulho de ter começado a carreira na mídia eletrônica de ambos. Mas a Nacional esbarrava nessas coisas de governo e troca de políticos que não tem solução. O último bom momento da Nacional tinha sido de 1977 a 1984, com o meu dileto amigo, José Carlos Araújo, o Garotinho. Na Tropical estivemos basicamente com o mesmo o time, mas sem Wright e Calazans. Eu era contratado e mantive o Jorge Nunes que começou 'a voar'. Quando voltei para a Tupi em 97, consegui levá-lo.
- Existe alguma fase da sua carreira que você elegeria com a mais difícil, aquela que te trouxe grandes dificuldades e te exigiu uma grande superação?...
- Toda a carreira no rádio esportivo em nível máximo de competitividade, como sempre foi o meu caso, é uma luta constante que exige uma entrega total. É sempre trabalhoso demais competir e ter que ganhar de emissoras, também muito fortes e boas, e com equipes qualificadas. Tem que matar dois leões por dia.
- No livro “O Milagre da Vida” sobre Osmar Santos, é revelado que “ele era considerado locutor inimigo dos comentaristas” pois nunca achou tão importante assim para a transmissão de um jogo, a figura do analista. Com você observamos uma postura exatamente oposta pois trabalhou ao lado de João Saldanha, Chico Anysio, Alberto Rodrigues, Luiz Mendes e outros e já há alguns anos faz com grande sucesso, uma dupla com o Apolinho Washington Rodrigues. Para você é fundamental numa transmissão ter um comentarista de peso ao seu lado ou concorda de alguma forma com a tese do Osmar “de que o ouvinte não aceita muito bem o cara que tem essa postura de ser o dono da verdade, de ter a opinião sobre tudo e sobre o jogo”... - Em primeiro lugar, meu amigo Osmar Santos é um gênio. Mas no caso aí, é um tipo de visão pessoal ou de gosto que prevalece. Talvez para ele fosse melhor por uma questão de estilo. O Osmar é um " Monstro Sagrado", só que para mim o comentarista é absolutamente fundamental. Respeito a posição do mestre Osmar, que deve ter os seus motivos, mas eu não imagino um jogo sem comentarista. 
- Teve uma época em que muitos ex-jogadores tornaram-se comentaristas, principalmente na TV. Alguns como o Gérson Canhotinha, “caíram como uma luva no rádio”. O que você pensa a esse respeito, dos ex-boleiros na latinha?...
- Penso que quem é bom, é bom e pronto. Como é o caso do Gerson. E por que não dizer, do ex-goleiro Raul?... Acho bons. O que não é legal é forçar a barra, porque é sempre o ouvinte que decide. Ás vezes tentam forçar um nome ou outro, mas isso não funciona.
- Como vê o surgimento de novos valores na função de narrador que é uma das mais difícéis dentro do rádio esportivo? Que avaliação faz de Odilon Júnior, Fernando Bonan, João Guilherme e outros jovens narradores que estão surgindo? - Para ser bem sincero, todos esses citados já deram certo na profissão. São muito bons e de grande estrada pela frente. Há outras feras surgidas recentemente como o Edílson Silva, Hugo Lago, Daniel Pereira, ETC... Isso para falar só do Rio. Existe muita gente de alta qualidade surgindo pelo país afora. - O que está faltando hoje para que o rádio esportivo seja ainda mais atraente para o público? Que tipo de conteúdo pode ser inserido para que ele seja ainda melhor? - O rádio evolui constantemente. Mas na ferramenta "Internet", está o crescimento da qualidade do conteúdo pela rapidez dos dados em tempo real, e interatividade. Vai crescer sempre, embora as entidades do desporto vivam criando dificuldade para atuação dos profissionais.
- O que pensa da independência jornalística das emissoras em relação a dirigentes e entidades? Existe no Brasil alguma distorção nesse tipo de convívio?... - A independência é um dos pontos de partida, uma condição básica. Que eu saiba, no rádio não há nenhum veículo com esse odioso vício. Pode ser que exista, mas não é do meu conhecimento, se existir. No Rio, eu asseguro que todas são independentes em linha editorial. Nas grandes emissoras do país a mesma coisa. Se há problema dessa natureza, eu desconheço.
- Tipos de mídia como TV e internet e até o rádio FM estão ameaçando de alguma forma à existência do rádio AM? - Não creio. Quanto a Internet, pelo contrário, ela é uma aliada, para onde todos irão. É uma mídia convergente. Todos desaguarão na Internet. Até a própria televisão. - O AM Digital irá mesmo revolucionar o hábito de se ouvir rádio?
- Em quanto tempo acredita que essa tecnologia estará em funcionamento e acessível para os ouvintes?Será uma revolução e todos terão que se adaptar. Quem não fizer isso vai sumir. Vai acabar qualquer diferença de AM/FM, porque todas serão sintonizáveis com som puríssimo em qualquer lugar. Há carros hoje, já saindo de fábrica nos Estados Unidos com essa tecnologia. A Tupi já faz parte desse cardápio que tem mais de 11 mil rádio de várias partes do mundo. O que falta é as pessoas terem o aparelho digital para sintonizar. Em quanto tempo terão, é que é a questão que ninguém sabe ao certo. O tempo estimado é de 5 anos, aproximadamente.
- Como o amigo analisa o poder cada vez maior das emissoras de TV que compram os direitos de transmissão das competições e impõem coisas absurdas para atender suas conveniências como programação de horários esdrúxulos para a realização dos jogos e até imposições na mudança radical dos uniformes dos times por causa da visualização? - Esse é um absurdo contemporâneo. Você usou a palavra certa: esdrúxulos. Estão usando um poder imperial acobertados por dirigentes incapazes e medrosos. Uma distorção. Quem compra direito de exibição, não comprou o mundo, os hábitos, os horários e a dignidade do torcedor, para quem não dão a mínima. - Tecnicamente atrapalha por exemplo, calções da mesma cor em times de camisas completamente diferentes tipo a tricolor do Flu com a azul do Cruzeiro. Os calções e meias brancas dos dois times atrapalhariam em alguma coisa a você como narrador por exemplo?... - Dependendo do tom da cor atrapalha, sim. Mas com os matizes variados, quase não acontece esse problema atualmente. A dificuldade ainda existente é com camisas listradas que escondem a leitura dos números.
- Como é que você analisa o chamado sistema de transmissão off-tube, o “tubão”? É uma coisa inevitável nesses tempos de dificuldades econômicas? - Não é apenas um problema de ordem econômica, pelo menos para as maiores, embora o mundo viva um problemão econômico. Hoje em dia existe muita competição sendo jogada que não cabe no calendário. Ele não suporta. Parece até que na Fifa, Sul Americana e na CBF, eles acham que o ano tem 500 dias. O intervalo entre um evento e outro não permite ir e voltar a tempo num Brasileirão, por exemplo. Na F-1, a TV Globo faz várias transmissões com o narrador e comentarista no Rio e o repórter, este sim, no país da corrida. No rádio é quase a mesma coisa. Tudo começou por causa da Copa do Mundo, que ensinou isso por necessidade. Na atualidade acho que só o José Silvério (um baita narrador ), não faz off-tube, mas por opção dele. Mas na Copa não tem jeito. É assim, ou não cobre o evento na íntegra. Virou uma solução para várias ocasiões e se espalhou.
- Existem alguns profissionais que você admira mas que não tenha trabalhado com eles, que adoraria ter trabalhado? - Com os melhores do Rio, trabalhei com todos. De fora daqui há vários que dificilmente terei o prazer de trabalhar.
- Penido, no futebol é muito comum formarmos a melhor seleção brasileira de todos os tempos, o melhor Botafogo, o Palmeiras eterno, ETC... E se você pudesse formar a equipe esportiva de todos os tempos no rádio, tendo quatro narradores, três comentaristas, um comentarista de arbitragem, dois âncoras, quatro repórteres e dois plantonistas, como escalaria esse timaço? (a pergunta não fica restrita ao rádio do Rio de Janeiro, pode citar profissionais de qualquer Estado do Brasil) - É impossível. Brota tanto nome na cabeça que teria uns 15 narradores, outro tanto de comentaristas e repórteres. Só aqui teria que encaixar por exemplo: Waldir Amaral, Jorge Curi, Doalcey Camargo, Jota Santiago, Edson Mauro, e claro, meu dileto e querido amigo, o fera José Carlos Araújo, só para citar alguns nomes rapidamente, sem falar que eu iria querer uma vaguinha nesse timaço... E imagine quando pintar a galera do passado mais remoto?... Não daria. Com comentaristas e repórteres ocorre a mesma situação. E os de fora do Rio que não poderiam ficar de fora? Me livre desse embaraço, por favor. - Quero te agradecer pela atenção e forma solícita e fraternal como nos atendeu respondendo a essa entrevista. -Eu é que agradeço a vocês por terem feito uma página para o rádio, e terem me incluído nela.O meio contraiu uma dívida de gratidão com esta equipe, pela divulgação, seriedade e difusão de informações, que normalmente não chegam ao público. Com vocês, chegam muitas, via Net Viu como o rádio e a Internet já tem alguma ligação? (risos) Obrigado. Estarei sempre à disposição de vocês todos e dos participantes da comunidade.
PERFIL
NOME COMPLETO: LUIZ ALBERTO PENIDO
IDADE: 54 ANOS
DATA E LOCAL DE NASCIMENTO: JUIZ DE FORA, EM 05/04/54
NOME DA ESPOSA E FILHO(S): MARCIA PENIDO E FILHO, MARCELO PENIDO RELIGIÃO: COM TODOS OS SACRAMENTOS CATÓLICOS, SOU KARDECISTA POR FILOSOFIA E ADMIRADOR DE TODAS QUE BUSCAM A JESUS E ACREDITAM EM DEUS. LAZER PREFERIDO: FUTEBOL, PRAIA, CARRO, CAMINHADAS E LIVROS.
COMIDA PREFERIDA: PICANHA BEBIDA PREFERIDA: ÁGUA LIVRO INESQUECÍVEL: OPERAÇÃO CAVALO DE TRÓIA (E MAIS UNS DEZ) FILME INESQUECÍVEL: DANÇANDO NA CHUVA
CIDADES MAIS LINDAS QUE VISITOU: MONTREAL, TÓQUIO, PARIS, ROMA, NOVA IORQUE E MUNIQUE SÃO AS MINHAS PREFERIDAS.
MOMENTO HISTÓRICO NA CARREIRA: FINAL MERCOSUL DE 2000. VASCO 4 X 3 PALMEIRAS. A MAIOR VIRADA. FLAMENGO 3 X 1 VASCO (GOL DO PET) EM 2001. BRASIL X ITÁLIA (GANHAMOS NOS PENALTYS) COPA DE 94. HÁ OUTROS.
CLUBE E ÍDOLO DE INFÂNCIA: BOTAFOGO DE GARRINCHA
PROGRAMAS PREFERIDOS DE TV: LINHA DE PASSE( ESPNBrasil)
ATOR E ATRIZ PREFERIDOS: UM MONTÃO. NÃO DA PARA CITAR POUCOS.
CANTOR E CANTORA: CAETANO VELOSO E ADRIANA CALCANHOTO
AMIGOS DE FÉ E IRMÃOS CAMARADAS: GRAÇAS A DEUS SÃO MUITOS. MUITOS MESMO.
*Paulo Gomes é radialista em Salvador-BA
Unidos do Ladeira é a bicampeã do Carnaval 2009
A Escola de Samba Unidos do Ladeira é a grande bicampeã do Carnaval 2009 de Juiz de Fora. A agremiação, que apresentou o enredo “Do caminho do ouro à paisagem dos sonhos – Ibitipoca, a natureza em eterno movimento”, classificou-se em primeiro lugar no Grupo Especial. O vice-campeonato na categoria ficou a Mocidade Independente do Progresso, que defendeu o enredo “Amazônia, a esperança do futuro”. Já no Grupo A, o primeiro lugar foi conquistado pela Partido Alto, enquanto o segundo lugar ficou com Vale do Paraibuna. As duas primeiras colocadas nos grupos Especial e A retornam, na noite de hoje, à Passarela do Samba para fazer o Desfile das Campeãs, junto com a Escola de Samba Águia de Ouro, que se apresentou pelo Grupo de Acesso.
A contagem dos votos, na manhã de hoje, reuniu representantes de todas as agremiações, da Liga das Escolas de Samba de Juiz de Fora (Liesjuf) e da Funalfa, além da imprensa, no Anfiteatro João Carriço. Terminada a apuração, as escolas vencedoras iniciaram os preparativos para o Desfile das Campeãs, que será aberto pelo Afoxé Niza Nganga Ngungo, às 19h, na Avenida Brasil. Em seguida se apresentam: a Águia de Ouro, única representante do Grupo de Acesso; Partido Alto e Vale do Paraibuna, vice-campeã e campeã do Grupo A. O Afoxé Filhos de Oyá faz sua estréia na Passarela do Samba, desfilando no intervalo das escolas campeãs. Encerrando a noite, se apresentam a Mocidade Independente do Progresso e a Unidos do Ladeira.
O Desfile das Campeãs das campeãs acontece hoje, a partir das 19h.
Confira o resultado oficial
GRUPO ESPECIAL
01º lugar: Unidos do Ladeira
02º lugar: Mocidade Independente do Progresso
03º lugar: Real Grandeza
04º lugar: Juventude Imperial
05º lugar: União das Cores
GRUPO A
01º lugar: Partido Alto
02º lugar: Vale do Paraibuna
03º lugar: Mocidade Alegre de São Mateus
04º lugar: Feliz Lembrança
05º lugar: Rivais da Primavera
06º lugar: Cacique de Lins
Carnaval 2010
Conforme previsto no regulamento da Liesjuf, a Escola de Samba Unidos Grizzu, que não participou dos desfiles em 2009, e a última classificada do Grupo A – Cacique de Lins – desfilarão pelo Grupo de Acesso no Carnaval 2010.
Já a quinta colocada do Grupo Especial – União das Cores – desce para o Grupo A, junto com a Escola de Samba Turunas do Riachuelo, que também foi rebaixada por não ter participado dos desfiles competitivos deste ano.
A Águia de Ouro sobe para o Grupo A, no próximo ano, enquanto a Partido Alto e a Vale do Paraibuna garantiram vaga entre as escolas principais, integrando o Grupo Especial.

ESTÁDIO DAS LARANJEIRAS

JOGOS QUE DECIDIRAM TÍTULOS NO ESTÁDIO DAS LARANJEIRAS I - FICHA DO ESTÁDIO DAS LARANJEIRAS : *FUNDAÇÃO : 11 DE MAIO DE 1919, BRASIL 6 X 0 CHILE. *PRIMEIRO GOL : FRIEDENREICH, DA SELEÇÃO BRASILEIRA (DOS QUADROS DO C.A. PAULISTANO-SP),AOS 19' DO 1º TEMPO. *CAPACIDADE INICIAL : 19.000 ESPECTADORES. *AMPLIAÇÃO : 25.000 ESPECTADORES EM 17/09/1922, BRASIL 1 X 1 CHILE. *REDUÇÃO DA CAPACIDADE : DEMOLIÇÃO DE PARTE DA ARQUIBANCADA EM 1961, PARA OBRAS DE CONSTRUÇÃO DO VIADUTO DA RUA PINHEIRO MACHADO, DIMINUINDO A CAPACIDADE DO ESTÁDIO PARA 8.000 PESSOAS. *RECORDE DE PÚBLICO : EM ALGUMAS OCASIÕES, ESTIMARAM-SE MAIS DE 30.000 ESPECTADORES,COMO ACONTECEU JÁ NA 1ª PARTIDA APÓS A AMPLIAÇÃO, BRASIL 1 X 1 CHILE E NA PARTIDABRASIL 0 X 0 URUGUAI, PELO MESMO CAMPEONATO SUL-AMERICANO DE SELEÇÕES.*RECORDE DE PÚBLICO PAGANTE DO FLUMINENSE : FLUMINENSE 3 X 1 FLAMENGO, 25.718, 14/06/1925. *MUDANÇA DE NOME : EM 2004, O ESTÁDIO RECEBEU O NOME DE MANOEL SCHWARTZ, EX-PRESIDENTEDO CLUBE. *JOGOS DO FLUMINENSE : SEGUNDO O SITE http://www.fluzao.info/ (EM 27/03/2008), O FLUMINENSE REALIZOU 800 JOGOS NO ESTÁDIO DE LARANJEIRAS, COM 513 VITÓRIAS (64,12%), 146 EMPATES (18,25%),141 DERROTAS (17,62%), 2.126 GOLS PRÓ ( MÉDIA DE 2,65) E 1.007 CONTRA (MÉDIA DE 1,25) . ÚLTIMO JOGO CONSIDERADO : FLUMINENSE 3 X 3 AMERICANO, 26/02/2003, PELO CAMPEONATO CARIOCA. II - JOGOS QUE DECIDIRAM TÍTULOS NO ESTÁDIO DE LARANJEIRAS ( PROPRIEDADE DO FLUMINENSE FOOTBALL CLUB ), SEJAM DECISÕES OU JOGOS QUE DEFINIRAM ESTES TÍTULOS : * Incluindo partidas disputadas no antigo Campo da rua Guanabara, antes da construção doEstádio de Laranjeiras propriamente dito. ** Torneios oficiais, exceto torneios inícios do Campeonato Carioca. 1) CAMPEONATO CARIOCA DE 1907 : FLUMINENSE 2 X 0 PAISANDU, 27/10/1907 (FLUMINENSE CAMPEÃO). *** Ratificado pela Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro em Junho de 2006, com oBotafogo igualmente declarado campeão. 2) CAMPEONATO CARIOCA DE 1908 : FLUMINENSE 5 X 1 PAISANDU, 04/10/1908 (FLUMINENSE CAMPEÃO). 3) CAMPEONATO CARIOCA DE 1911 : FLUMINENSE 2 X 0 AMÉRICA, 01/10/1911 (FLUMINENSE CAMPEÃO). 4) CAMPEONATO CARIOCA DE 1912 : FLUMINENSE 2 X 4 PAISANDU, 20/10/1912 (PAISANDU CAMPEÃO). 5) CAMPEONATO SUL-AMERICANO DE SELEÇÕES 1919 : BRASIL 1 X 0 URUGUAI, 19/05/1919(BRASIL CAMPEÃO). ****Primeiro título disputado após a inauguração do Estádio de Laranjeiras . *****O Campeonato Sul-Americano de Seleções era o nome anterior da atual Copa América deSeleções Nacionais. 6) CAMPEONATO CARIOCA DE 1913 : AMÉRICA 1 X 0 SÃO CRISTÓVÃO, 30/11/1913 (AMÉRICA CAMPEÃO). 7) CAMPEONATO CARIOCA DE 1919 : FLUMINENSE 4 X 0 FLAMENGO, 21/12/1919 (FLUMINENSE CAMPEÃO). 8) CAMPEONATO CARIOCA DE 1921 : FLAMENGO 2 X 1 AMÉRICA, 04/09/1921 (FLAMENGO CAMPEÃO). 9) CAMPEONATO SUL-AMERICANO DE SELEÇÕES 1922 : BRASIL 3 X 0 PARAGUAI, 22/10/1922(BRASIL CAMPEÃO). 10) CAMPEONATO BRASILEIRO DE SELEÇÕES DE 1923: SEL. CARIOCA 0 X 4 SEL. PAULISTA, 28/10/1923(SEL. PAULISTA CAMPEÃ). 11) CAMPEONATO CARIOCA DE 1924 : FLUMINENSE 7 X 0 SPORT CLUB BRASIL, 12/10/1924(FLUMINENSE CAMPEÃO). 12) CAMPEONATO BRASILEIRO DE SELEÇÕES DE 1924: SEL. CARIOCA 1 X 0 SEL. PAULISTA, 21/12/1924(SEL. CARIOCA CAMPEÃ). 13) CAMPEONATO BRASILEIRO DE SELEÇÕES DE 1925: SEL. CARIOCA 3 X 2 SEL. PAULISTA, 20/09/1925 (SEL. CARIOCA CAMPEÃ). 14) CAMPEONATO BRASILEIRO DE SELEÇÕES DE 1926: SEL. CARIOCA 2 X 3 SEL. PAULISTA, 07/11/1926(SEL. PAULISTA CAMPEÃ). 15) CAMPEONATO CARIOCA DE 1929 : VASCO 5 X 0 AMÉRICA, 24/11/1929 (VASCO CAMPEÃO). 16) CAMPEONATO CARIOCA DE 1930 : FLUMINENSE 2 X 2 BOTAFOGO, 07/12/1930 (BOTAFOGO CAMPEÃO). 17) CAMPEONATO CARIOCA DE 1933 : FLUMINENSE 0 X 4 BANGU, 12/11/1933 (BANGU CAMPEÃO). 18) CAMPEONATO BRASILEIRO DE SELEÇÕES DE 1934: SEL. CARIOCA 1 X 3 SEL. PAULISTA, 18/11/1934(SEL. PAULISTA CAMPEÃ). 19) TORNEIO ABERTO DE 1935 : FLUMINENSE 3 X 1 AMÉRICA, 14/07/1935 (FLUMINENSE CAMPEÃO). 20) CAMPEONATO CARIOCA DE 1935 : AMÉRICA 2 X 2 FLAMENGO, 10/11/1935 (AMÉRICA CAMPEÃO). 21) CAMPEONATO CARIOCA DE 1936 : FLUMINENSE 1 X 1 FLAMENGO, 27/12/1936 (FLUMINENSE CAMPEÃO). 22) TORNEIO MUNICIPAL DE 1938 : FLUMINENSE 6 X 0 BONSUCESSO, 06/08/1938 (FLUMINENSE CAMPEÃO). 23) CAMPEONATO CARIOCA DE 1938 : FLUMINENSE 2 X 2 AMÉRICA, 30/12/1938 (FLUMINENSE CAMPEÃO). 24) TORNEIO RIO-SÃO PAULO DE 1940 : FLUMINENSE 3 X 2 SÃO PAULO, 11/09/1940 (*). (******) O torneio foi interropido em virtude das fracas rendas, os clubes declararamFluminense e Flamengo campeões, mas estranhamente a C.B.D. (atual C.B.F.) até hoje nãoratificou a decisão dos clubes (ver artigo mais abaixo). 25) CAMPEONATO CARIOCA DE 1942 : FLUMINENSE 1 X 1 FLAMENGO, 11/10/1942 (FLAMENGO CAMPEÃO). 26) TORNEIO MUNICIPAL DE 1944 : VASCO 2 X 2 FLAMENGO, 24/06/1944 (VASCO CAMPEÃO). 27) TORNEIO RELÂMPAGO DE 1945 : AMÉRICA 2 X 1 VASCO, 18/04/1945 (AMÉRICA CAMPEÃO). 28) TORNEIO MUNICIPAL DE 1951 : BOTAFOGO 3 X 0 VASCO, 20/06/1951 (BOTAFOGO CAMPEÃO). 29) TAÇA GUANABARA DE 1991 : FLUMINENSE 0 X 0 AMÉRICA, 29/09/1991 (FLUMINENSE CAMPEÃO). 30) TAÇA GUANABARA DE 1993 : FLUMINENSE 1 X 0 VOLTA REDONDA, 11/04/1993 (FLUMINENSE CAMPEÃO). 31) COPA RIO DE 1994: FLUMINENSE 0 X 1 VOLTA REDONDA (4X5PEN), 14/12/1994 (VOLTA REDONDA CAMPEÃO). (******) Campeão, sem taça. Em 1940, foi realizada a segunda edição do Rio-São Paulo, que foi, no mínimo, curiosa. Nove equipes, cinco cariocas e quatro paulistas, se enfrentariam em dois turnos. Mas como as rendas foram pequenas, o torneio foi abandonado pelos clubes paulistas ao término do primeiro turno. Resultado: ao desistirem do returno, declararam os então líderes Fluminense e Flamengo como oscampeões. E o que fez a Confederação Brasileira de Desportos? Não aceitou a decisão dos clubese deu o torneio como inacabado, uma das primeiras vergonhas do futebol brasileiro. Além do triste fato de não ter sido concluída, a edição de 1940 do Rio-São Paulo teve outrapeculiaridade: como em 1933, os jogos realizados entre Flamengo, Botafogo, Fluminense e Américatambém valeram pelo Campeonato Carioca. O Fluminense venceu cinco partidas e empatou três. Trecho retirado do livro Fluminense Fotball Club, História, Conquistas e Glórias no Futebol(Antonio Carlos Napoleão Duarte, Ed. MAUDAD, 2003), página 28. (Obs: No Torneio Rio-São Paulo de 1940 (assim como já havia acontecido em 1933), os jogos entreos clubes paulistas também foram válidos simultaneamente pelo campeonato estadual.) III - RELAÇÃO DE CAMPEÕES : 1) FLUMINENSE : 12 2) AMÉRICA E SELEÇÃO PAULISTA: 3 4) BOTAFOGO, FLAMENGO, SELEÇÃO BRASILEIRA, SELEÇÃO CARIOCA E VASCO : 2 5) BANGU, PAISANDU E VOLTA REDONDA : 1 IV - JOGOS DECISIVOS DE TORNEIOS NACIONAIS QUE NÃO DEFINIRAM TÍTULOS : 1) FLUMINENSE 4 X 2 GRÊMIO, 19/10/1960, 2º JOGO (DE UM TOTAL DE 3), ZONA SUL DA TAÇA BRASILDE 1960. 2) FLUMINENSE 2 X 1 INTERNACIONAL, 10/12/1992, 1º JOGO (DE UM TOTAL DE 2), COPA DO BRASILDE 1992.

Corpo da atriz Ida Gomes é enterrado

Ela foi internada no sábado com quadro de pneumonia.A atriz tinha 85 anos. SMC
Foi enterrado no começo da tarde de segunda-feira (23) o corpo da atriz Ida Gomes no Cemitério Israelita, em Vilar dos Teles, na Baixada Fluminense. Parentes, amigos e fãs prestaram durante a manhã, a última homenagem a atriz. O velório foi numa capela judaica na Praça da Bandeira, na Zona Norte do Rio. Veja fotos históricas de ida Gomes Ela morreu no domingo (22/03) , e estava internada no Hospital Samaritano, em Botafogo, na Zona Sul do Rio. Segundo a assessoria do hospital, Ida chegou ao local com pneumonia e teve uma complicação no quadro. Por volta de 19h deste domingo, ela teve uma parada cardíaca. Ida Gomes tinha 85 anos. A atriz nasceu na Polônia, como Ida Szafran, e foi criada até os 13 anos na França. Depois de uma rápida passagem pela Inglaterra, veio para o Brasil. Começou sua carreira como atriz de rádio.
Seu primeiro trabalho em televisão foi na TV Tupi, no ano de 1951, dirigida por Sérgio Britto, no Grande Teatro Tupi. Nessa época, também atuava no programa Câmera Um. Fez novelas como O Morro dos Ventos Uivantes e A Canção de Bernadete. Na Globo , sua primeira novela foi A Rainha Louca (1967) e sua última atuação foi em Duas Caras (2007). Ida ficou conhecida por sua personagem Dorotéia em O Bem Amado (1973), de Dias Gomes, a primeira novela em cores do país. A vereadora Dorotéia era uma das três irmãs Cajazeiras, ao lado das atrizes Dirce Migliaccio e Dorinha Durval. Apesar de ser judia, Ida foi umas das atrizes mais escaladas para viver freiras na televisão. Em uma entrevista a Jô Soares, em 2001, a atriz brincou com o fato. "Eu sou judia, mas sempre me chamam para fazer a irmã de caridade, a madre superiora. A Globo tentou me converter mas não conseguiu", disse .
No cinema, Ida estreou em Bonitinha Mas Ordinária, de 1963, baseado na peça homônima de Nelson Rodrigues. No currículo, a atriz tem pelo menos mais nove filmes, entre eles Copacabana, de 2001, dirigido por Carla Camurati.
No teatro, estava preparando a peça Idas e Vindas, que foi escrita especialmente para ela. Entre tantas peças, Idas e Vindas, que foi escrita especialmente para ela. Entre tantas peças, em 2007 e 2008, atuou no musical 7 e em 2003 estava no elenco de Tio Vânia de Tchecov e com direção de Aderbal Freire-Filho. Em 1989, fundou o Teatro Israelita de Comédia para divulgar a obra e a dramaturgia de autores judeus.
Ida Gomes era contratada da Globo desde 1966. Nos últimos anos atuou em séries e especiais da emissora como JK, Você Decide, Malhação, Os Normais, A Diarista e Sob Nova Direção.

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Laranjal enterra ex-deputado Sérgio Naya, vítima de um infarto

Jacqueline Lopes Especial para o hoje em dia LARANJAL –MG A cidade de Laranjal, de 7 mil habitantes, na Zona da Mata, parou para se despedir do seu filho mais ilustre. O corpo do ex-deputado federal Sérgio Naya, 66 anos, chegou à capela, mandada construir por ele mesmo em suas terras, por volta das 17 horas. As pessoas que esperavam pelo velório tiveram menos de uma hora para as despedidas, já que o enterro teria que acontecer antes de escurecer. O comentário mais comum entre os moradores era que a cidade perdia o seu benfeitor, uma pessoa preocupada em ajudar aos mais pobres e que, na época de festas, como Natal e Páscoa, não fazia economia para presentear, principalmente as crianças. Era costume também que o ex-deputado tivesse sempre no bolso maços de R$ 2, notas que eram distribuídas às crianças toda vez que se encontrava com uma delas. No inverno, ele distribuía cobertores. A última vez que Naya esteve em Laranjal foi no dia 20 de janeiro. Naya era solteiro e deixa, como herdeiros, irmãos e sobrinhos. Ele foi encontrado morto na tarde de sexta-feira, no hotel em que estava hospedado, em Ilhéus, no Sul da Bahia. Sérgio Naya ficou nacionalmente conhecido em 1998, quando um edifício construído por sua empresa, a Sersan, o Palace II, desabou na Barra da Tijuca, no Rio, causando a morte de oito pessoas e deixou 120 desabrigadas. Em Laranjal, a responsabilidade de Sérgio Naya pelo desabamento do edifício é minimizada e rebatida com veemência. “Todo mundo tem defeito. Não gosto que falem mal dele. Ele não foi lá empurrar o prédio”, disse o aposentado Osvaldo Netto, que desde o meio-dia de ontem já estava na praça esperando o corpo de Naya chegar. O prefeito Walmir Garcia Mendes (PTB) cancelou as atividades do Carnaval na sexta-feira e ontem, mas a festa seria retomada neste domingo. Para saber a relação que Laranjal tem com o ex-deputado, não é preciso andar muito. O hospital, a igreja matriz, as praças e os loteamentos populares tiveram a participação direta ou indireta de Sérgio Naya. Na igreja, o lustre principal e o granito que reveste o piso foram pagos por ele, assim como os bancos. No cemitério, a manutenção dos túmulos era garantida por ele. A estudante Fabrícia Assis, 20 anos, ainda guarda a boneca Barbie presenteada por Naya quando ela ainda era criança. A casa onde a família mora, num loteamento próximo ao hospital, foi concluída com ajuda dele. Naya era um dos 11 filhos do casal Serafim e Aparecida. Dos sete irmãos ainda vivos, seis acompanharam o enterro. A irmã caçula, Josefina, mora nos Estados Unidos. Luis Carlos Naya disse que a família acredita que o irmão morreu de enfarte, e não quis comentar as suposições sobre outra causa para a morte.O irmão Paulo Naya foi quem esteve em Ilhéus para liberar o corpo. Ele disse que Sérgio já havia tido problemas cardíacos. O ex-deputado estava na Bahia a negócios. Durante o velório, uma mulher, que não quis se identificar, entregou ao HOJE EM DIA uma carta onde informava que nem todos em Laranjal admiravam Sergio Naya. “Sérgio distribuía frango, macarrão, peixe, jogando os alimentos pela janela da casa dele. Ele não é ídolo aqui, dava migalhas para o povo. Peço desculpas aos moradores do Palace”, escreveu na carta apócrifa. Cerca de 500 pessoas acompanharam o enterro, vindas também de cidades da região, como Muriaé e Cataguases. Nesses dois municípios, Naya tinha rádios e fazendas, uma fortuna que começou a ser construída na década de 60, com a construção de Brasília. Coroas de flores foram enviadas de amigos de Brasília, prefeituras e câmaras municipais, e também pelo ministro das Comunicações, Hélio Costa (PMDB-MG). O prefeito de Leopoldina, Bené Guedes, que fazia dobradinha com Naya nas campanhas políticas como deputado estadual, acompanhou o enterro, assim como o deputado federal Lael Varela (DEM), que tem base eleitoral em Muriaé. A pedido da Delegacia de Proteção ao Turista de Ilhéus, o corpo de Naya passou por uma segunda autópsia. Na de sexta-feira, o médico legista Aldemir Almeida apontou enfarte agudo do miocárdio como provável causa da morte. Sérgio Naya era Engenheiro formado pe Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).